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30 anos de Game Boy

Turgon

ワンピース



André "Avcf" Franco
Do GameHall
09/08/2020 04h00

Se hoje temos facilidade em jogar videogames em qualquer lugar, seja com celulares, tablets ou mesmo com um Nintendo Switch, as coisas eram muito diferentes em 1989.

Na época, jogos portáteis se resumiam, na melhor das hipóteses, a simplórios mini-games. Tudo mudou quando a Nintendo lançou o Game Boy. Mais de 30 anos depois, qual é o legado do portátil que revolucionou o mundo dos videogames?

Os Pais do "Garoto"

A história do Game Boy começa cerca de 10 anos antes de seu lançamento, ainda em 1980, com Gunpei Yokoi, chefe do departamento de pesquisa e desenvolvimento da Nintendo, o "R&D 1" (de Research and Development).

Yokoi foi o criador do Game & Watch, hoje em dia visto mais como um brinquedo portátil, que usavam telas simples das calculadoras, mas que continham mini games que entregavam boas doses de diversão rápida, o que fez muito sucesso na época.


Por volta da metade dos anos 1980, Yokoi começou a desenvolver o sucessor da linha G&W, ainda sob nome de projeto "Dot Matrix Game" (todos os cartuchos do Game Boy têm um código que começa com "DMG" por conta dessa referência).

A ideia de Yokoi, porém, era fazer um Game & Watch que pudesse trocar os jogos, no lugar dos modelos fixos de até então, quando o diretor da R&D 1 Satoru Okada defendeu a ideia de que o novo aparelho fosse um console de fato, mais do que apenas um mini-game melhorado.

De acordo com uma entrevista concedida à revista Retro Gamer, Okada chegou a bater boca com seu chefe, e após várias discussões, conseguiu a aprovação de Yokoi para desenvolver o novo console conforme sua visão.

Dessa forma, o aparelho foi concebido com capacidade similar ao do NES/Famicom, contando com processador, memória e recursos de áudio e vídeo, mas ainda com a filosofia de Yokoi em mente: um corpo compacto, botões e direcional similares aos já empregados na linha Game & Watch, e o processador em questão era o barato e consagrado Z80.

Mas o componente mais controverso foi a tela empregada no portátil, uma barata e eficiente tela de cristal líquido de fundo verde. Segundo o livro Video Game Hardware Handbook, vários altos executivos da Nintendo pressionaram, sem sucesso, para que Gunpei Yokoi adotasse uma tela "visualmente mais impressionante". Mas como sabemos hoje, a filosofia do "pensamento lateral" de Yokoi se mostrou uma sábia decisão.

Uma jogada de Tetris

O protótipo do Game Boy foi exibido em feiras pela primeira vez em 1987, e segundo Paul Machacek, na época programador da Rare (posteriormente, ele trabalhou em Donkey Kong Land, lançado para o portátil), contou ao livro Video Game Hardware Handbook, a comunidade de desenvolvedores ficou "arrepiada": "o aparelho era realmente incrível e era exatamente o que precisávamos", disse Machacek.

A primeira vez que vi o Game Boy, eu pensei que se parecia com uma paquena cabine de fliperama que cabia no seu bolso.

Porém, o destino do Game Boy foi selado mesmo com Tetris. O clássico de quebra-cabeça russo já fazia sucesso em versões para computadores, e até mesmo em uma versão para arcade, e estava pronto para desembarcar para consoles no ocidente.

Hank Rogers, dono da publicadora de jogos Bullet-Proof Software, ligou para Minoru Arakawa, presidente da Nintendo of America, e o convenceu a incluir Tetris junto do console portátil, devido ao apelo universal que o jogo tinha.


O resultado foi um sucesso explosivo. Feitos um para o outro, Tetris atraia todo tipo de público, dando ao Game Boy uma imagem mais de videogame portátil do que um brinquedo, ao mesmo tempo que a natureza estática do jogo encobria a limitação visual da tela do portátil.

Assim, segundo o livro Ultimate History of Video Games, as um milhão de unidades de Game Boy enviadas aos Estados Unidos só supririam metade da demanda inicial, vendendo tudo em poucas semanas. Acompanhado de mais três jogos - Baseball, Breakout e Golf, o Game Boy desaparecia das prateleiras à uma velocidade impressionante.

Game Boy da Rare?

Joel Hochberg, co-fundador da Rare, contou uma história interessante ao livro The Ultimate History of Video Games, que, caso tivesse chegado ao fim, poderia ter mudado o mundo dos videogames.

Por volta de 1986 ou 87, Hochberg marcou uma reunião com Minoru Arakawa e Howard Licoln, respectivamente presidente e vice-presidente da Nintendo of America, para apresentar um protótipo portátil do Nintendo desenvolvido pela própria Rare.

Antecipando em alguns anos o que veríamos no console HandyVision, lançado no Brasil pela Dynacom, nos anos 1990, o protótipo da Rare aceitava os cartuchos do NES, e seria mais uma versão portátil do que um console em si.

Porém, assim que a reunião terminou, Arakawa e Lincoln confidenciaram a Hochberg que o Game Boy já estava em desenvolvimento e o sugeriram desistir de seu protótipo. Como será que teria sido o "NES Boy" da Rare?

Menos é mais

Como já foi mencionado em livros, artigos de revistas e notícias sobre o Game Boy durante esses mais de trinta anos, as deficiências do aparelho terminaram sendo suas maiores virtudes.

Gunpei Yokoi e Satoru Okada desenvolveram um console compacto, econômico e eficiente, que durante toda a década de 1990 bateu todos os concorrentes, por mais avançados tecnologicamente que os outros aparelhos fossem.

Outro dado pouco mencionado para o sucesso do Game Boy, foi sua facilidade de programação e o fato de ter os mesmo botões do NES, o que fez com que o portátil pudesse receber várias conversões portáteis de sucessos do Nintendo.

Dessa forma, ao longo dos anos, todas as principais publicadoras de jogos do mundo, como Electronic Arts, Activision, Capcom, Enix, Namco, Konami, Rare, Square etc; publicaram jogos para o Game Boy.

O portátil ganhou duas revisões, a primeira, o Game Boy Pocket, foi lançada em 1996, junto de uma bem sucedida camapanha "play it out loud!", enquanto que o Game Boy Color, a tardia revisão que enfim adicionou jogos à cores, foi lançado em outubro de 1998.

Ainda assim, a longevidade do modelo original foi tanta, que os últimos jogos publicados para esse modelo, Shikakui Atama o Maru Kasuru: Kanji no Tatsujin e Shikakui Atama o Maru Kasuru: Keisan no Tatsujin, foram lançados em 2001, 12 anos depois do lançamento do Game Boy original.

Quem é esse Pokémon?


É simplesmente impossível falar do Game Boy sem mencionar a franquia de jogos Pokémon, a mais marcante e importante de toda a biblioteca de jogos do console.

Os games estrelados por Pikachu e amigos deram um sopro de novidade ao Game Boy, isso após o lançamento do modelo Pocket, em 1996, e também deram força a outro recurso até então pouco explorado do portátil: sua conectividade à outro console.

Jogos multiplayer já existiam há anos para o Game Boy, mas o sistema de troca de monstrinhos levou a conectividade do aparelho a outro patamar e criou uma febre sem precedentes até então.

O legado

O legado do Game Boy permanece bastante presente no mundo dos video games, uma vez que foi o console que deu corpo a ideia de levar a experiência dos video games a qualquer lugar e a qualquer hora.

Afinal, se hoje podemos, por exemplo, jogar NBA 2K20 em qualquer lugar, com um Nintendo Switch, Double Drible: 5 on 5, da Konami, proporcionou basquete portátil em 1991.

Com títulos de praticamente todos os gêneros de jogo, o Game Boy agradou a todos os públicos e ainda hoje é lembrado com carinho por todos que puderam experimentá-lo.

 

Giuseppe

Eternamente Humano
Saudades do meu Game Boy SP! Joguei muito Pokémon e Zelda. Quanto ao GB clássico, aquela versão do Tetris eu sempre gostei. A do GB Color era melhor ainda, uma jogabilidade muito boa e uns gráficos bonitinhos que se tornaram icônicos. Os jogos do Mario e do Wario no GB eram muito bons também.
 

Fúria da cidade

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Usuário Premium
Game Boy só não é a versão de bolso mais nostálgica pra mim, porque que antes joguei bastante no Game & Watch da Nintendo que era o "pai" dele. Só tinha a desvantagem de não ter mais de um jogo na memória.
 

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