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Autor da Semana William Gibson

Tópico em 'Generalidades Literárias' iniciado por Siker, 30 Set 2012.

  1. Siker

    Siker Artista Comercial / Projetista Gráfico

    William Gibson
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    William Ford Gibson, nascido em 17 de março de 1948, é um escritor estadunidense e canadense que tem sido chamado de "profeta noir" do cyberpunk, um subgênero da ficção científica. Gibson cunhou o termo "ciberespaço", em seu conto Burning Chrome (1982) e posteriormente popularizou o conceito em seu primeiro romance, Neuromancer (1984). Prevendo o ciberespaço, Gibson criou uma iconografia para a era da informação antes da onipresença da internet na década de 1990. Também é creditado a ele a previsão do surgimento da "televisão de realidade" e de estabelecer as bases conceituais para o rápido crescimento de ambientes virtuais como jogos e internet.​

    Gibson é um dos mais conhecidos escritores de ficção científica norte-americana, festejado pelo The Guardian em 1999 como "provavelmente o mais importante romancista das duas décadas passadas". Gibson tem escrito mais de vinte contos e nove romances aclamados pela crítica (um em colaboração), e contribuiu com artigos para várias importantes publicações e colaborou bastante com performances de artistas, cineastas e músicos. Seu pensamento tem sido citado como uma influência em autores de ficção científica, design, acadêmico, cibercultura e tecnologia.


    Infância e Adolescência

    Filho de Elizabeth Otey Williams e William Ford Gibson Jr., William Ford Gibson (III) nasceu na cidade costeira de Conway, Carolina do Sul, perto de Myrtle Beach, onde seus pais costumavam passar as férias. Sua mãe era dona de casa e seu pai um gerente de uma grande firma de construção.
    A família de Gibson mudava-se com frequência durante sua juventude, devido ao emprego de seu pai. Em Norfolk, Virginia, Gibson estudou na Pines Elementary School, onde a falta de incentivo dos professores para ele ler foi motivo de desânimo para seus pais. Gibson aprendeu a ler através dos quadrinhos de Walt Kelly,
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    , e seu livro favorito era
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    (1949), de Willy Ley, notando que, nesta época, ele acreditava apaixonadamente em viagens espaciais.

    "Meu pai estava em uma espécie de posição mediana na gerência de uma grande e crescente companhia de construção. Eles construiriam uma das instalações atômicas de Oak Ridge, e lendas paranóicas de 'segurança' em Oak Ridge eram parte da cultura da família. Minha mãe gostava de contar essa história de como meu pai era chamado no escritório e eram dados 3 nomes em quem ele deveria ficar de olho. E ele então descobria que estava na lista de outra pessoa."​


    Embora ele tenha nascido após a guerra, o trabalho de seu pai em tempo de guerra e os segredos em volta dele podem te-lo influenciado quando começou a escrever sobre tecnologia, espionagem, e medidas de segurança.
    A vida em família de Gibson foi perturbada quando seu pai sufocou até a morte em um restaurante enquanto estava em uma viagem de negócios. Sua mãe, incapaz de dizer a má notícia, teve alguém para informá-lo da morte. A mãe de Gibson retornou para Wytheville, Virginia. Lá ela ficou como dona de casa, vivendo na casa de sua mãe e nunca casou novamente.
    Gibson descreve sua mãe nesse período como "cronicamente ansiosa e depressiva", e sua avó como uma "senhora muito, muito velha" que se referia a Guerra Civil como a "Invasão do Norte".

    "Minha mãe me levou de volta para a pequena cidade no sudoeste de Virginia, onde ambos ela e meu pai cresceram, um lugar onde a modernidade chegou com um certo alcance, mas que foi recebida com uma forte desconfiança. Tirando o trauma da morte do meu pai, estou convencido que esta experiência de me sentir bruscamente isolado foi o que iniciou a minha relação com ficção científica."​


    Aos 12 anos, Gibson "não queria nada mais além de ser um escritor de ficção científica". Ele passou alguns anos improdutivos na George Wythe High School, um tempo gasto em grande parte no seu quarto ouvindo discos e lendo livros. Aos 13 anos, sem o conhecimento de sua mãe, ele comprou uma antologia de
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    , sendo assim exposto às obras de Allen Ginsberg, Jack Kerouac e William S. Burroughs.

    "Eu li essas coisas, ou pelo menos tentei, sem ideia alguma do que significava, e fui compelido - compelido a que, eu não sabia. O efeito, durante os anos seguintes, era fazer de mim o Paciente Zero do que seria mais tarde chamado de contracultura."​


    Particularmente as obras de Burroughs parecem ter impactado Gibson, especialmente Naked Lunch, mesmo tendo apenas acesso a resumos, não encontrando uma cópia completa até viajar a Europa muitos anos depois. A técnica da escrita de Burroughs também o fascinou, Gibson afirma em
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    que quando leu a dissertação de Burroughs com seu "método de cut-up... os cabelos de minha nuca se arrepiaram, tão palpável era a excitação," adicionando, "Burroughs foi interrogando o universo com tesouras e um tubo de cola...". Tornando-se um escritor, Gibson experimentou esta técnica em obras como The Gernsback Continuum, Academy Leader e The Difference Engine.

    Como um adolescente tímido e desajeitado, Gibson cresceu em uma monocultura que achava "muito problemática", rejeitou conscientemente a religião e refugiou-se na leitura de ficção científica (bem como em escritores como Henry Miller). Se frustrando com seu fraco desempenho acadêmico, a mãe de Gibson ameaçou mandá-lo para um internato, e para sua surpresa, ele reagiu com entusiasmo. Incapaz de pagar a sua escolha preferida pelo Sul da Califórnia, sua mãe o enviou para o Southern Arizona School para Rapazes, em Tucson, Arizona. Ele ressentia a estrutura da escola particular, mas era, em retrospecto, grato por te-lo forçado a se engajar socialmente. Ele tomou o exame SAT (Scholastic Aptitude Test), marcando 5 dos 150 em matemática e 148 dos 150 na seção de escrita, para a consternação de seus professores.


    Exílio e Contracultura

    Durante o último ano de Gibson na Southern Arizona School, sua mãe morreu subitamente de um derrame. Após o funeral ele retornou brevemente para a escola, mas não se graduou. Passou um longo tempo isolado, viajando pela California e Europa e mergulhando na contracultura. Em 1967, ele se mudou para o Canadá para "evitar a convocação para a guerra do Vietnã". No seu exame, ele informou honestamente aos entrevistadores que seu objetivo na vida era experimentar cada substância psicotrópica que existia. Gibson observou que "literalmente evitou a convocação, já que eles nunca se importaram em me convocar"; após os testes ele foi para casa e comprou uma passagem de ônibus para Toronto, e viajou em uma ou duas semanas depois. Em sua biografia No Maps for These Territories (2000) Gibson disse que sua decisão foi motivada menos por uma meta consciente do que pelo desejo de "dormir com garotas hippie" e se saciar com haxixe.

    "Quando eu estava começando como escritor levei crédito por ter evitado a convocação enquanto não deveria ter levado. Eu fui para o Canadá com uma vaga ideia de fugir da convocação, mas como nunca fui convocado não precisei fazer nada. Não sei o que faria se tivesse sido mesmo convocado, eu provavelmente teria chorado e ido. E claro que não teria gostado."​


    Gibson apareceu em um curto documentário, Yorkville: Hippie Haven, transmitido pela CBC, pelo qual foi pago $500 (o equivalente a 20 semanas de aluguel) que financiou suas próximas viagens.
    Porém, anos depois Gibson afirmou que nada do que ele diz no vídeo é "nem mesmo remotamente verdadeiro", algo que parece ser confirmado pelo fato que ele aparentemente se apresentou para a CBC como um "hippie de verdade" que "vagou de Vancouver até São Francisco" desde o começo do "movimento". Embora o relato de Gibson sobre o movimento hippie não seja digno de confiança, já que ele não era um hippie, o vídeo demonstra como até nesta época ele conseguia contar uma história convincente.

    Além de ter passado um breve período no Distrito de Columbia, Gibson passou o resto da década de 60 em Toronto, onde conheceu Deborah Jean Thompson, com quem iniciou um relacionamento, fundado em parte no similar interesse pela literatura, e posteriormente viajou para a Europa. Gibson contou que eles concentraram suas viagens em países europeus com regimes fascistas e taxas de câmbio favoráveis, incluindo passar o tempo em um arquipélago grego e em Istambul, em 1970, já que "não podiam dar ao luxo de ficar em qualquer lugar que tinha nada remotamente parecido com uma moeda forte".

    Os dois se casaram e se estabeleceram em Vancouver, British Columbia, em 1972, com Gibson a cuidar de seu primeiro filho enquanto eles viviam com o salário de professora de sua esposa. Durante os anos 70, Gibson fez uma parte substancial de sua renda através de artefatos subavaliados de brechós do Exército da Salvação, os vendendo para especialistas do mercado. Percebendo que, em vez de trabalhar, era mais fácil apenas sustentar notas altas na faculdade, e assim, qualificar-se para um generoso auxílio estudantil financeiro, ele se matriculou na Universidade de British Columbia (UBC), e ganhou "um grau de bacharel em Língua Inglesa", em 1977. Através do estudo da Literatura Inglesa, ele foi exposto a uma ampla gama de ficção que não teria sido capaz de ler de outra forma, algo que ele credita ter dado-lhe ideias inacessíveis dentro da cultura de ficção científica, incluindo a consciência da pós-modernidade. Foi na UBC que ele frequentou seu primeiro curso sobre ficção científica, ministrado por Susan Wood, no final da qual ele foi incentivado a escrever o seu primeiro conto, "Fragments of a Hologram Rose".


    Início da escrita e Evolução Cyberpunk

    Gibson parou de escrever no ano que seguiu sua graduação e expandiu sua coleção de albuns punk. Durante este período ele trabalhou em diversos lugares, incluindo 3 anos como assistente em um curso de história em sua faculdade. Impaciente com tudo o que viu na convenção de Ficção Científica em Vancouver em 1980/1981, Gibson encontrou uma boa alma no colega palestrante, músico punk e escritor John Shirley. Os dois se tornaram imediatamente grandes amigos. Shirley persuadiu Gibson a vender seus primeiros contos e a tomar sua carreira como escritor de forma séria.

    "Em 1977, enfrentando as dificuldades da paternidade, e uma absoluta falta de entusiasmo para qualquer coisa como 'carreira', me encontrei tirando o pó do meu interesse de criança - ficção científica. Simultaneamente, sons estranhos tocavam por New York e Londres. Eu escolhi o Punk para ser a explosão de um projétil de fusão lenta profundamente enterrado, há uma década, no âmago da sociedade. E eu o escolhi para ser, de alguma forma, uma assinatura. E comecei, então, a escrever."​


    Através de Shirley, Gibson veio a entrar em contato com os escritores de ficção científica Bruce Sterling e Lewis Shiner; lendo o trabalho de Gibson, eles realizaram que era, como Sterling chamou, "uma importante descoberta", e que precisavam "abandonar nossos preconceitos e seguir a desse cara de Vancouver; este [era] o caminho para frente." Gibson conheceu Sterling na convenção de Ficção Científica em Denver, Colorado, no Outono de 1981, onde ele leu Burning Chrome - primeiro conto de ciberespaço - para um público de quatro pessoas, e depois declarou que Sterling "entendeu completamente".
    Em Outubro de 1982, Gibson viajou para Austin, Texas, para a ArmadilloCon, na qual ele apareceu com Shirley, Sterling e Shiner em um painel chamado Behind the Mirrorshades: A Look at Punk SF, onde Shiner notou que "o senso do movimento se solidificou". Após uma semana discutindo rock and roll, MTV, Japão, moda, drogas e política, Gibson deixou o quadro de Vancouver, declarando meio de brincadeira que "um novo eixo foi formado". Sterling, Shiner, Shirley e Gibson, juntos de Rudy Rucker, foram em frente formando a base principal do movimento literário cyberpunk.


    Primeiros Contos

    As primeiras obras de Gibson foram geralmente contos de um futuro recente influenciado por cibernética e ciberespaço (realidade simulada por computador) na raça humana. Seus temas sobre cidades pobres high-tech e o entrelaçamento distópico entre tecnologia e humanidade, são já evidentes em seu primeiro conto publicado, Fragments of Hologram Rose (1977). A próxima obsessão temática foi descrita por seu amigo e escritor, Bruce Sterling, na introdução da coletânea de contos de Gibson Burning Chrome, como "a combinação clássica de Gibson de subvida e alta tecnologia".

    Burning Chrome é uma coletânea de dez curtas, indo da ficção científica convencional ao cyberpunk dos romances da série Sprawl. Dentre os contos incluem, entre outros, Johnny Mnemonic, Burning Chrome e Dogfight. Com suas personagens vividamente humanas e seu futuro sem piedade e altamente interconectado, estes contos são ao mesmo tempo ficção científica ao seu máximo e imagens reconhecidas instantaneamente da condição pós-moderna.

    No início dos anos 80, os contos de Gibson apareceram em Omni e Universe 11, onde sua ficção desenvolveu um sentimento gélido, como um filme noir. Ele conscientemente se distanciou o quanto era possível da ficção científica mainstream (da qual ele sentia repulsa), até que seu maior objetivo era se tornar "uma pequena figura cult, como um Ballard um pouco menor". Quando Sterling começou a publicar os contos, ele viu que "as pessoas estavam realmente perplexas... quero dizer, literalmente não conseguiam entender um parágrafo... a imaginação que ele havia inventado estava simplesmente além da compreensão das pessoas."

    "A visão de Gibson da grande probabilidade de um futuro decaído era uma sátira crítica das modas recorrentes. De alguma forma, ele tocou no nervo e iniciou uma cascata de questionamentos inteligentes e experimentação prática. Não há fim da discussão - que abrange literalmente desde a prática ou psicológico - sobre as implicações de nossos novos poderes descobertos. O fato é que estamos construindo outra realidade."
    - Henry W. Targowski

    Enquanto Larry McCaffery havia comentado que estes contos mostravam traços da habilidade de Gibson, o crítico de ficção científica Darko Suvin os identificou como "sem sombra de dúvidas suas melhores obras (de cyberpunk)", representando o "próximo horizonte" do gênero. Os temas que Gibson desenvolvia nos contos, a extensão dos detalhes de Burning Chrome e a personagem Molly Millions de Johnny Mnemonic culminaram em seu primeiro romance, Neuromancer.

    Neuromancer

    O céu sob o porto tinha a cor da televisão, sintonizada em um canal morto.
    - sentença de abertura de Neuromancer (1984)

    Mais que criar elementos, Gibson caçou tendências (coolhunting) e lhes deu novos significados. Os elementos já existentes, porém minoritários, tornam-se no imaginário do cyberpunk uma trivialidade. Isto é, os hackers já existiam, mas em Neuromancer a prática e conduta hacker é valorizada pela personagem Case, protagonista da obra. A rebeldia e as alternativas ao sistema apresentadas na narrativa também eram atitudes anteriores à ficção, mas o grupo de guerrilheiros midiáticos Modernos Panteras criado por Gibson deixou a ideia ainda mais interessante. Esteticamente, o couro das vestes das personagens Molly e Case chegou a ser rebuscado, em 1999, pelos Irmãos Wachowsky, na criação das personagens Trinity e Neo, da trilogia Matrix.

    Neuromancer foi comissionado por Terry Carr pela terceira série de Ace Science Fiction Specials, que era utilizada exclusivamente para apresentar romances estreantes. Dado um ano para completar o trabalho, Gibson realizou a obra tirada de "blind animal terror" pela obrigação de escrever um romance completo (algo que ele achava faltar ainda uns 4 a 5 anos). Após ver os primeiros 20 minutos do filme cyberpunk Blade Runner (1982) que foi lançado quando Gibson tinha escrito um terço do romance, ele percebeu que Neuromancer estava afundado, acabado. Todos assumiriam que havia copiado a textura visual daquele belíssimo filme. Ele reescreveu os primeiros dois terços do livro por 12 vezes, temendo perder a atenção dos leitores, e estava convencido de que ele ficaria "permanentemente humilhado" após a publicação; no entanto o que resultou foi um grande salto imaginativo para um romancista iniciante.

    O lançamento de Neuromancer não foi recebido com grande alarde, mas ele tocou em um nervo cultural, rapidamente se tornando um hit underground. Se tornou o primeiro romance a ganhar o prêmio "triple crown" de ficção científica (Nebula, Hugo, e Philip K. Dick Award por história original), eventualmente vendendo mais de 6.5 milhões de cópias pelo mundo.
    Lawrence Person em seu Notes Toward a Postcyberpunk Manifesto (1998) identificou Neuromancer como "o trabalho arquétipo do cyberpunk", e em 2005, Time o incluiu na sua lista de 100 melhores romances em inglês escritos desde 1923, opinando que "não tem como exagerar como quão radical [Neuromancer] estava quando apareceu pela primeira vez". O crítico literário Larry McCaffery descreveu o conceito de matrix em Neuromancer como um lugar onde "dados dançavam com a consciência humana... a memória humana é literalizada e mecânica... sistemas de informação multi-nacionais mutaram e cresceram em surpreendentes e novas estruturas as quais beleza e complexidade são inimagináveis, místicas, e sobre tudo, não humanas". Gibson depois comentou a respeito de si mesmo como o escritor de Neuromancer que "Eu o pagaria uma bebida, mas não sei se emprestaria dinheiro", e referenciou o romance como "um livro adolescente". O sucesso de Neuromancer foi o efeito que emergiu Gibson, já com 35 anos, da escuridão.


    Trilogia Sprawl, A Máquina Diferencial, e Trilogia Bridge

    Embora muito da reputação de Gibson estava ainda enraizada em Neuromancer, seu trabalho continuou a evoluir conceitualmente e estilisticamente. Apesar de ter adicionado a última sentença em Neuromancer: "Ele nunca viu Molly novamente", no último minuto, em uma tentativa de evitar que escrevesse uma sequência, ele acabou fazendo exatamente isso com Count Zero (1986), um trabalho focado no personagem em um cenário semelhante ao seu predecessor. Ele então pretendia escrever uma ópera espacial pós moderna, intitulada The Log of the Mustang Sally, mas renegou o contrato com Arbor House após uma queda na arte da sobrecapa da versão em capa dura de Count Zero. Abandonando The Log of the Mustang Sally, Gibson no lugar escreveu Mona Lisa Overdrive (1998), que nas palavras de Larry MacCaffery "apagou as luzes" da literatura cyberpunk. Foi uma culminação de seus dois romances anteriores, montados no mesmo universo com alguns mesmos personagens, completando a trilogia Sprawl. A trilogia solidificou a reputação de Gibson, com os ambos últimos romances ganhando os prêmios Nebula e Hugo e nomeações para o Locus SF Award.

    A trilogia Sprawl foi seguida em 1990 pelo romance The Difference Engine, um romance histórico alternativo que Gibson escreveu em colaboração com Bruce Sterling. Ambientado em uma tecnologicamente avançada Grã-Bretanha da era Vitoriana, o romance foi um afastamento das raizes do cyberpunk. Foi nomeado ao Nebula Award como melhor romance em 1991 e o John W. Campbell Memorial Award em 1992, e seu sucesso atraiu atenção para a emergente literatura steampunk.

    A segunda série de Gibson, a trilogia Bridge (também conhecida como 'San Francisco Trilogy'), é composta por Virtual Light (1993), Idoru (1996), e All Tomorrow's Parties (1999). É centrado em São Francisco em um futuro recente e evidencia os temas recorrentes de Gibson de transcendência tecnológica, física e espiritual, de uma forma mais fundamentada, um estilo mais firme do que sua primeira trilogia. Nos comentários de Andrew Leonard sobre a trilogia Bridge no
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    , ele diz que os vilões de Gibson mudaram das corporações multinacionais e inteligências artificiais da trilogia Sprawl para a mídia de massa (chamada tablóide de televisão e a exaltação da celebridade). Virtual Light retrata um "final de estágio do capitalismo, onde as empresas privadas e a motivação pelo lucro são levados para uma conclusão lógica". Este argumento da mídia de massa como a evolução natural do capitalismo é a abertura inicial do maior trabalho situacionista The Society of the Spectacle.

    Virtual Light é ambientado em um futuro mais humano do que seus romances cyberpunk, este livro é mais como um "pós-cyberpunk" do que um cyberpunk tradicional.
    Em Idoru, Gibson se concentra nos temas de mídia e popularidade em um ambiente pós-cyberpunk. Compartilha o mesmo universo de Virtual Light, e os personagens principais são também bem similares, mas o mundo é mais profundo e real.

    A crítica de Leonard chamou Idoru de "retorno a forma" para Gibson, enquanto o crítico Steven Poole afirmou que All Tomorrow's Parties marcou seu desenvolvimento de "sortudo da ficção científica para um distorcido sociologista do futuro recente".

    "...Eu senti que estava tentando descrever um presente inimaginável e na verdade eu senti que o melhor uso hoje para a ficção científica é explorar a realidade contemporânea do que qualquer tentativa de prever aonde estamos indo... a melhor coisa que você pode fazer com a ciência hoje em dia é usa-la para explorar o presente. A Terra é um planeta alienígena agora."​


    Gibson, como comenta
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    , "não voltou o foco de sua narrativa para uma pretensa antecipação do futuro, mas para uma inteligente extrapolação do presente". Enquanto busca fazer a transição de um mundo mecanicista para o cibernético, Gibson traz o conceito de pós-humano através das figuras "ciborguizadas", modificadas seja com piercings e tatuagens ou neuro implantes. As cidades também se tornam personagens, ganhando a vivacidade que lhes é dada pelas subculturas, características da sua época.

    Ele não acredita que sua ficção tenha intuito futurologista, sendo que ele mesmo se culpa por não ter imaginado o celular, como apontado no posfácio de Neuromancer. Entretanto, talvez mais que os outros escritores do Movimento, Gibson foi quem melhor delineou um mundo cyberpunk, ou seja: uma situação de desigualdade social baseada no acesso às comunicações; um dualismo entre os mais ricos e os mais pobres que, na formação de tribos e guerrilhas, procuram alternativas de se ter acesso aos meios; um contraste entre as tecnologias de ponta e as sucatas adaptadas pelos hackers; a revolta contra o sistema.


    Trilogia Blue Ant e trabalhos recentes

    Depois de All Tomorrow's Parties, Gibson começou a adotar um estilo mais realista na sua escrita, com narrativas contínuas ("ficção especulativa do passado recente"). O crítico de Ficção Científica John Clute interpretou este novo estilo como sendo Gibson reconhecendo que a ficção científica tradicional não era mais possível "em um mundo faltando 'presentes' coerentes de onde prosseguir", o caracterizando como "Ficção Científica para o novo século". Os romances de Gibson Pattern Recognition (2003), Spook Country (2007) e Zero History (2010) são ambientados no mesmo universo contemporâneo ("mais ou menos no mesmo em que vivemos") e colocaram os trabalhos de Gibson na lista de mais vendidos. Assim como o ambiente, os romances compartilhavam alguns mesmos personagens, incluindo Hubertus Bigend e Pamela Mainwaring, empregados da enigmática companhia Blue Ant.

    Um fenômeno peculiar a esta era foi o desenvolvimento independente de fansites,
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    e
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    , devotadas ao Pattern Recognition e Spook Country respectivamente. Estes websites traçaram as referências e elementos da história nos romances através de recursos online como google e wikipedia e juntaram os resultados, criando essencialmente versões dos livros com diversos links. O crítico John Sutherland caracterizou este fenômeno como uma ameaça por "ultrapassar completamente o caminho de como o criticismo literário é conduzido".

    Depois dos ataques de 11 de Setembro de 2001, com cerca de 100 páginas de Pattern Recognition escritas, Gibson teve que reescrever a história de fundo do personagem principal, que tinha ficado subitamente improvável; ele chamou de "a mais estranha experiência que eu já tive com uma ficção". Ele viu os ataques como um ponto principal na história, apontado como um dos primeiros romancistas a usar os ataques para informar sobre sua obra. Examinações das mudanças na cultura na América pós 11 de Setembro, incluindo o ressurgente tribalismo e a "infantilização da sociedade", se tornaram temas proeminentes nas obras de Gibson. O foco de sua escrita porém permanece "na interseção da paranóia com a tecnologia".

    Durante estes quase 30 anos, Gibson tem sido procurado por diversos meios a fim de publicar seus conhecimentos sobre a cultura contemporânea. A revista Wired o mandou para Cingapura para relatar se esta distopia limpa representa nosso futuro tecnológico. A New York Times pediu-lhe que descrevesse o que estava errado com a Internet. A revista Rolling Stone publicou sua dissertação sobre os caminhos que nossas vidas são todas "trilhadas" pela música e cultura que nos cerca. E, em um discurso na 2010 Book Expo, ele descreveu memoravelmente a relação entre escritor e leitor.
    Distrust That Particular Flavor inclui jornalismo de pequenas editoras, fontes online, publicações, artigos, e revistas que não existem mais, oferecendo aos leitores a visão privilegiada da mente de um escritor dos quais seus pensamentos não apenas moldaram uma geração de escritores, mas também toda nossa cultura.

    "Suspeito que já passei exatamente tanto tempo realmente escrevendo quanto uma pessoa comum da minha idade já passou vendo TV, e isso, como já foi dito, talvez seja o verdadeiro segredo."​




    Livros publicados no Brasil pela
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    (clique no link para ler um trecho do livro)
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    Obras

    Trilogia Sprawl
    Neuromancer (1984)
    Count Zero (1986)
    Mona Lisa Overdrive (1988)
    The Difference Engine - com Bruce Sterling (1990)
    Trilogia Bridge
    Virtual Light (1993)
    Idoru (1996)
    All Tomorrow's Parties (1999)
    Trilogia Blue Ant
    Pattern Recognition (2003)
    Spook Country (2007)
    Zero History (2010)
    Distrust That Partircular Flavor (2012)


    Contos

    Burning Chrome - Coletânea (1986)
    Fragments of a Hologram Rose (publicado originalmente na
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    , Verão de 1977)
    Johnny Mnemonic (publicado originalmente na
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    , Maio de 1981)
    The Gernsback Continuum (primeira publicação profissional de Gibson, publicado originalmente na
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    , 1981, também aparece em
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    , 1986, livro que foi traduzido para o português e aparece na Coleção Argonautas,
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    )
    Hinterlands (publicado originalmente na
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    , Outubro de 1981)
    New Rose Hotel (publicado originalmente na
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    , Julho de 1984)
    The Belonging Kind - com John Shirley (publicado originalmente na
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    , 1981)
    Burning Chrome (publicado originalmente na
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    , Julho de 1982)
    Red Star, Winter Orbit - com Bruce Sterling (publicado originalmente na
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    , Julho de 1983, também aparece em Mirrorshades)
    The Winter Market (publicado originalmente na
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    , Novembro de 1985, também na
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    , Abril de 1986)
    Dogfight - com Michael Swanwick (publicado originalmente na
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    , Julho de 1985)

    The Silver Walks (em Novembro de 1987 na 'High Times', capítulo 15 de 'Mona Lisa Overdrive')
    Kumi in the Smoke - 'Kemuri no naka no kumi' (em Março de 1988, capítulo 1 - 'The Smoke' - de 'Mona Lisa Overdrive')
    Hippie Hat Brain Parasite (1989 na 'SEMIOTEXT[E] SF', pag. 109-112)
    Tokyo Collage (no Verão de 1988 na 'SF EYE' edição nº 04)
    Tokyo Suite (em 1988, na edição japonesa da 'Penthouse')
    The Angel of Goliad - com Bruce Sterling (originalmente publicado na 'Interzone', edição #40, em 1990, é a primeira parte de 'The Difference Engine')
    Doing Television (em Março de 1990 na 'The Face', pag. 81-82)
    Darwin (Abril de 1990 na 'Spin')
    Skinner's Room (em 1990 na 'Visionary San Francisco', os personagens e a tomada da Bay Bridge pelos mendigos reaparecem em 'Virtual Light')
    Cyber-Claus (em 1991 na 'The Washington Post Book World')
    Academy Leader (em 1991 na 'Cyberspace: First Steps')
    Where the Holograms Go (em 1993 na 'The Wild Palms Reader')
    Thirteen Views of a Cardboard City (em 1997 na 'New Worlds' edição #222, pag. 338-349)


    Outros trabalhos

    Agrippa - A Book of the Dead (1992)

    Gibson escreveu o poema 'Agrippa' sobre seu falecido pai e sua relação em torno dele. Consiste de memórias de quando criança e pensamentos sobre o álbum de fotos de seu pai, intitulado Agrippa, e portanto não é ficção científica ou cyberpunk. "Agrippa" foi lançado em edição limitada em um disquete criptografado que se auto deletava, página por página, conforme fosse lendo. O livro continha as artes de Dennis Ashbrough, um pintor de Nova York, relacionado com o conteúdo do poema (assim como posters de propagandas da década de 20). Foi feito com uma tinta especial que desaparecia após uma exposição prolongada à luz.
    Todas as páginas eram preenchidas com linhas de código genérico que na verdade eram uma codificação do romance. Em 9 de Dezembro de 1992, "Agrippa" se tornou disponível por um dia para o público, em museus pela América, através da Internet. O poema foi logo hackeado e divulgado em diversos sites.


    Roteiros

    Alien 3 - Gibson escreveu o roteiro do filme Alien 3, mas foi rejeitado. O único detalhe de seu roteiro que foi mantido na versão final do filme foi a parte onde os prisioneiros mostram ter códigos de barra tatuados na cabeça.

    Arquivo X - Em colaboração com Tom Maddox, Gibson escreveu para o episódio 'Kill Switch'. "Um programa de computador consciente destina seus criadores para extinção."
    Gibson e Maddox escreveram um outro episódio para a sétima temporada, chamado 'First Person Shooter'. "Um assassino de um jogo de realidade virtual leva Scully a entrar em uma batalha mortal contra um personagem digital para salvar a vida de Mulder."


    Adaptações

    Johnny Mnemonic: O Cyborg do Futuro - Baseado no conto Johnny Mnemonic, roteiro de Gibson, dirigido por Robert Longo, com Keanu Reeves e Dolph Lundgren.
    Robert Longo diz que eles pretendiam fazer uma ficção científica "suja, recortada e preto e branca", mas mudaram para as telas do cinema porque ninguém se interessava em financiar o que seria "um gigantesco filme amador". Gibson afirma que Hollywood forçou mudanças no filme do que eram as visões dele e de Longo, e que a versão japonesa (em inglês com legenda em japonês) é a mais próxima do que eles queriam.

    Enigma do Poder - Baseado no conto New Rose Hotel. Gibson tinha pedido a John Shirley que escrevesse o roteiro, o qual passou por diversas revisões, em um ponto mudando o ambiente do futuro para o presente e dando à história um final feliz. Após uma certa demora, o diretor Abel Ferrara descobriu o projeto e pediu a seu parceiro Zoe Lund para reescrever o roteiro, o trazendo novamente para um futuro sombrio.

    Neuromancer - O diretor Chuck Russel escreveu um roteiro e fez alguma pré produção (nada além disso) em 1990. O projeto foi parado após a má performance de Johnny Mnemonic nos cinemas.
    Aparentemente os direitos do filme foram adquiridos pela Seven Arts Pictures, e então iniciaram-se os rumores que 'Neuromancer' seria lançado em 1999/2000, e dirigido por Chris Cunningham. Existem rumores de que o produtor seria Alex Lightman mas recentemente falam de Peter Hoffman. Embora o site "oficial"
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    esteja fora do ar desde Junho de 2000, o projeto parece ainda estar andando.
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    .

    The Zen Differential - Enquanto 'Johnny Mnemonic' estava sendo produzido, Gibson vendeu os direitos para a maioria de seus romances, e um deles foi Count Zero, que foi vendido para Atlas Entertainment. O nome alterado para 'The Zen Differential' sugere que seria desligado da trilogia Neuromancer, para evitar cross-over entre personagens e propaganda dos outros dois romances, da mesma forma que aconteceu na produção do filme 'Johnny Mnemonic'.
    John Lloyd Parry produziu um roteiro em 11 de Dezembro de 1995, o qual já foi revisionado diversas vezes por Shawn Slovo. O novo roteiro segue de forma mais próxima o enredo do romance, e o título voltou para 'Count Zero'. Atualmente o projeto está em espera, na Warner Brothers' Studios.

    Tomorrow Calling - Um curta para a TV baseado em The Gernsback Continuum. Pode ser visto no
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    .

    Outros projetos em propriedade de alguma produtora, "esperando" para serem produzidos:
    Dogfight (Hot Property Films), Burning Chrome (sequência para The Heavy Metal Movie), Mona Lisa Overdrive (TriStar), e Virtual Light.

    [Game] Johnny Mnemonic - Em 1995 a Sony Imagesoft lança um jogo de computador em "full-motion video", com duas horas de filmagem em 2500 cenas, utilizando outros atores do que os do filme.

    [Game] Neuromancer - Em 1988 a Interpley lançou o jogo de RPG 'Neuromancer' para Apple II, Commodore C64, Amiga e computadores IBM/PC. O jogo se diferencia bastante do livro original por tomar parte após os eventos do romance, não se joga com a personagem Case, apesar de haver algumas referências, e a música do título é uma versão digitalizada de 'Some Things Never Change'.

    Neuromancer HQ - Cobre apenas o primeiro terço de Neuromancer (capítulos 'Chiba City Blues' e 'The Shopping Expedition'). É bem feito, e as sequências do ciberespaço parecem muito boas. Gibson se mostrou bastante satisfeito com a HQ, dizendo ser bem parecida com o que imaginou em 1983.
    'Neuromancer The Lost Chapter' foi o segundo capítulo da série, porém com arte de Givens Long, em vez de Bruce Jensen que fez o primeiro.

    William Gibson na Valinor:
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    Fontes:
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  2. Ana Lovejoy

    Ana Lovejoy Administrador

    dele eu li
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    e
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    (escrito em parceria com Bruce Sterling) e curti bastante. é engraçado que vivem falando que matrix tem mil e uma fontes, mas se você lê neuromancer, dá para saber que há uma fonte principal. e o mais foda disso: neuromancer é de 1984, de muito antes de alguns conceitos como o cyberspaço se tornarem populares.
     
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  3. Tenho uma grande suspeita de que com The Difference Engine, Gibson sepultou de vez o Cyberpunk e acabou trazendo o Steampunk para o centro do "palco".
     
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  4. Siker

    Siker Artista Comercial / Projetista Gráfico

    Eu achei muito interessante essa evolução dele, aparenta um amadurecimento na escrita (segundo as críticas) e na visão dele, não que steampunk seja superior ao cyberpunk, eu gosto muito de cyberpunk, mas é interessante do ponto de vista pessoal do autor.

    Não dá vontade de ler toda a trilogia? Me parece que as séries dele não são "fechadas", como se não precisasse ler os 3 para "concluir" a história; encontrei um blog indicando Idoru como sugestão de primeiro livro a se ler dele, estranhei por ser o segundo de uma trilogia, mas essas séries não parecem ser muito dependentes, aí fiquei na dúvida.

    Por enquanto só li Burning Chrome, curti os contos, e Johnny Mnemonic é muito melhor que a adaptação, caso alguém já tenha visto. Sobre Matrix, ainda pretendo criar um tópico abordando todas as referências, é que tem mesmo muita coisa, e ainda nem li Neuromancer, mas tem muita coisa interessante utilizada no filme.
     
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  5. Sem dúvidas. Em momento algum tentei estabelecer uma relação qualitativa entre cyber e steam. São dois universos totalmente incomensuráveis.
     
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  6. Mohanah

    Mohanah Usuário

    Só li a trilogia Sprawl. A pouco tempo encontrei Idoru, mas estou na dúvida de começar a ler por ser segundo livro de uma trilogia. Tudo bem que as histórias são independentes e podem ser entendidas separadamente, pelo menos com Sprawl foi assim. Mas tinham aqueles detalhes que uniam as histórias soltas e transformavam em uma história maior. Acho que vou sentir falta disso lendo só Idoru, queria muito achar os outros livros para ler tudo completinho. Mas ao mesmo tempo fico naquela de "mais vale um pássaro na mão que dois voando". Eu não entendo porque não lançam os livros dele em português.
     

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