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Tradução ao quenya

Tópico em 'Idiomas Tolkienianos' iniciado por Lingwilóke, 11 Dez 2002.

  1. Lingwilóke

    Lingwilóke Usuário

    Arrisquei-me a traduzir ao quenya um poema d' O Hobbit, cujo título desconheço. Peço possíveis [e prováveis] correções. Ei-lo:

    Sob a Montanha alta e sombia
    Nu i tulca ar morne Oron
    De novo o Rei em seu trono está!
    Ata i Aran mahalmaryasse ná!
    Morto o inimigo, o Dragão do Perigo,
    I cotumo firin(1), i Caurima(2) Hlóce,
    E sempre assim o mal tombará.
    Ar oiale vandis(3) i ulca(4) taltuva.

    Cortante é a espada, comprida, a lança,
    Macil pelecta(5) ná, i anda ehte,
    Rápida, a flecha, forte, o portão;
    I linte filin, i tulca andon;
    Nem teme agouro quem busca seu ouro
    Úmea caure únat(6) ya(7) roitea maltarya
    Nossos anões justiça terão.
    [Justiça] Naucorilma haruva(8).

    Operaram encantos anões de outrora,
    Lúci yáreo Naucor carner,
    Ao som do martelo qual sino a soar
    I lindalenen nambeo(9) ve lindala nyalle
    Na profundeza onde dorme a incerteza,
    Tumnasse(10) yásse i raice(11) lore
    Em salas vazias sob penhascos no ar.
    Úquantar(12) mardesse nu rénar(13) vilyasse.

    Em colares de prata eles juntaram
    Telempeva firingassen sangante(14)
    A luz das estrelas; fizeram coroas
    I ilma; rier carnente
    De fogo-dragão e do mesmo cordão
    Hlócë-náreva ar se nat(15)
    Tiraram o som de harpas e loas.
    I nandeva lindale ar lauti(16) lindanente.

    O rei da Montanha de novo domina!
    I Oronteo aran entúra!
    Ó vós que passais, ouvi o seu clamor!
    A elye vanta, a hlara nyalmeya!
    Vamos correr! Não há tempo a perder!
    A lela ilye! A úmea vane lúme!
    De amigo e parente o rei quer dispor.
    Nildor ar meldar(17) i aran méra.

    Pelas montanhas gritemos todos
    Orontinen a rana ilye
    "Vamos voltar para o nosso tesouro!"
    A tulta harmalmanna!
    Eis ao Portão o rei de plantão,
    Andoninen i aran tirissesse,
    Suas mãos cheias de gemas e ouro.
    Míri ar laure quantar máryat.

    Notas:
    1 - "I cotumo firin". Usei esta ordem para dar um efeito poético, como fizeram em português.
    2 - "Caurima". Tirei esta palavra de "caure", que é temer, por analogia com "mele" > "melima".
    3 - "vandis". Formei a partir de "vande" (modo) e "-s", que é o pronome de 3a. pessoa neutro, algo como "modo-esse" (na falta dum demonstrativo).
    4 - "i ulca". Substantivei o adjetivo maligno.
    5 - "I macil pelecta". O inverso, "pelecta" é corte, qual seria o adjetivo correpondente?
    6 - "únat". Não faço a menor idéia de como é agouro ou medo, então traduzi como nada, "ú-" (não) + "nat" (coisa).
    7 - "ya". Apresentado como quem no glossário, mas relativo ou interrogativo?
    8 - "haruva". "Harya-" é ter, mas aqui usei com sentido de haver, na falta deste.
    9 - "nambeo". "Namba-" é martelar, então martelo deve ser "nambe", assim como harpa é "nande" e tocar harpa, "nanda-".
    10 - "Tumnasse". O mesmo caso de 4.
    11 - "i raice". Substantivação de errado, como tradução de incerteza.
    12 - "Úquantar". A mesma formação que usei para nada.
    13 - "rénar". Usado para penhasco, na falta deste.
    14 - "sangante". Apresentado como juntar [pessoas], mas aqui como juntar [coisas], também.
    15 - "se nat". Mesmo??? Inventei este "ela coisa".
    16 - "lauti". O mesmo caso de 9.
    17 - "meldar". Usado para parente, na falta deste.
     

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