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Tradução ao quenya

Lingwilóke

Usuário
Arrisquei-me a traduzir ao quenya um poema d' O Hobbit, cujo título desconheço. Peço possíveis [e prováveis] correções. Ei-lo:

Sob a Montanha alta e sombia
Nu i tulca ar morne Oron
De novo o Rei em seu trono está!
Ata i Aran mahalmaryasse ná!
Morto o inimigo, o Dragão do Perigo,
I cotumo firin(1), i Caurima(2) Hlóce,
E sempre assim o mal tombará.
Ar oiale vandis(3) i ulca(4) taltuva.

Cortante é a espada, comprida, a lança,
Macil pelecta(5) ná, i anda ehte,
Rápida, a flecha, forte, o portão;
I linte filin, i tulca andon;
Nem teme agouro quem busca seu ouro
Úmea caure únat(6) ya(7) roitea maltarya
Nossos anões justiça terão.
[Justiça] Naucorilma haruva(8).

Operaram encantos anões de outrora,
Lúci yáreo Naucor carner,
Ao som do martelo qual sino a soar
I lindalenen nambeo(9) ve lindala nyalle
Na profundeza onde dorme a incerteza,
Tumnasse(10) yásse i raice(11) lore
Em salas vazias sob penhascos no ar.
Úquantar(12) mardesse nu rénar(13) vilyasse.

Em colares de prata eles juntaram
Telempeva firingassen sangante(14)
A luz das estrelas; fizeram coroas
I ilma; rier carnente
De fogo-dragão e do mesmo cordão
Hlócë-náreva ar se nat(15)
Tiraram o som de harpas e loas.
I nandeva lindale ar lauti(16) lindanente.

O rei da Montanha de novo domina!
I Oronteo aran entúra!
Ó vós que passais, ouvi o seu clamor!
A elye vanta, a hlara nyalmeya!
Vamos correr! Não há tempo a perder!
A lela ilye! A úmea vane lúme!
De amigo e parente o rei quer dispor.
Nildor ar meldar(17) i aran méra.

Pelas montanhas gritemos todos
Orontinen a rana ilye
"Vamos voltar para o nosso tesouro!"
A tulta harmalmanna!
Eis ao Portão o rei de plantão,
Andoninen i aran tirissesse,
Suas mãos cheias de gemas e ouro.
Míri ar laure quantar máryat.

Notas:
1 - "I cotumo firin". Usei esta ordem para dar um efeito poético, como fizeram em português.
2 - "Caurima". Tirei esta palavra de "caure", que é temer, por analogia com "mele" > "melima".
3 - "vandis". Formei a partir de "vande" (modo) e "-s", que é o pronome de 3a. pessoa neutro, algo como "modo-esse" (na falta dum demonstrativo).
4 - "i ulca". Substantivei o adjetivo maligno.
5 - "I macil pelecta". O inverso, "pelecta" é corte, qual seria o adjetivo correpondente?
6 - "únat". Não faço a menor idéia de como é agouro ou medo, então traduzi como nada, "ú-" (não) + "nat" (coisa).
7 - "ya". Apresentado como quem no glossário, mas relativo ou interrogativo?
8 - "haruva". "Harya-" é ter, mas aqui usei com sentido de haver, na falta deste.
9 - "nambeo". "Namba-" é martelar, então martelo deve ser "nambe", assim como harpa é "nande" e tocar harpa, "nanda-".
10 - "Tumnasse". O mesmo caso de 4.
11 - "i raice". Substantivação de errado, como tradução de incerteza.
12 - "Úquantar". A mesma formação que usei para nada.
13 - "rénar". Usado para penhasco, na falta deste.
14 - "sangante". Apresentado como juntar [pessoas], mas aqui como juntar [coisas], também.
15 - "se nat". Mesmo??? Inventei este "ela coisa".
16 - "lauti". O mesmo caso de 9.
17 - "meldar". Usado para parente, na falta deste.
 

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