1. Caro Visitante, por que não gastar alguns segundos e criar uma Conta no Fórum Valinor? Desta forma, além de não ver este aviso novamente, poderá participar de nossa comunidade, inserir suas opiniões e sugestões, fazendo parte deste que é um maiores Fóruns de Discussão do Brasil! Aproveite e cadastre-se já!

Dismiss Notice
Visitante, junte-se ao Grupo de Discussão da Valinor no Telegram! Basta clicar AQUI. No WhatsApp é AQUI. Estes grupos tem como objetivo principal discutir, conversar e tirar dúvidas sobre as obras de J. R. R. Tolkien (sejam os livros ou obras derivadas como os filmes)

Sempre questionarás testemunhos extraordinários

Tópico em 'Atualidades e Generalidades' iniciado por Engethor, 21 Dez 2002.

  1. Engethor

    Engethor Son of Jango

    Testemunho: um meio não-confiável para validar um fenômeno extraordinário

    Uma das formas mais populares de "evidência" apresentada pelos que advogam a crença no pseudo-científico ou paranormal é um testemunho. É o famoso "dá certo, porque comigo funcionou" ou "existe, porque fulano disse que viu". Entretanto, o valor empírico de uma manifestação desse tipo para validar a veracidade de uma crença é praticamente nulo, pois esses depoimentos são fundamentalmente viesados e não-confiáveis. Testemunhos de "deu certo comigo" têm o mesmo valor daqueles comerciais de TV de telemarketing em que aparece o cliente satisfeito anunciando como perdeu peso rapidamente ou como o novo esfregão era tudo o q ele precisava. O "existe porque fulano disse" é o tipo de coisa que é dito sobre sacis, sereias, etc.

    Notem que estou falando de testemunhos que alegam coisas extraordinárias, fora da experiência comum. E na ausência de outros modos de verificar a alegação. Testemunhos sobre fatos corriqueiros são mais fáceis de avaliar como absurdos ou não.

    O problema para o método científico fazer uso de um depoimento extraordinário é, sem acesso ao evento e sem a possibilidade de reproduzi-lo fica impossível saber se o depoente interpretou adequadamente o fenômeno. É muito fácil o depoente ser iludido ou se iludir (conscientemente ou não). O depoente tem crenças próprias a priori, tem expectativas e não tem noção de como seus olhos podem iludi-lo. As pessoas se iludem, não se dão conta e isso não é difícil de ocorrer. É assim que a classe dos mágicos/ilusionistas e a categoria de místicos em geral ganham a vida. Repetindo, a expressão-chave é: pessoas se iludem.

    É muito difícil separar os fatores que contaminem a observação sem acesso ao evento. Um teste em condições controladas seria o necessário. Testes controlados devem eliminar pré-julgamentos, vieses, a tendência de só enxergar as ocorrências favoráveis. Reprodutibilidade é fundamental.

    O negócio é ter meios de validação independente para um evento.

    Mas, feitas todas essas ressalvas, porque os testemunhos são tão utilizados? O caso é o seguinte: testemunhos fascinam. Apresentam uma carga emocional, que faz com que as pessoas se identifiquem. Aparentam ser sinceros (quando a pessoa não se dá conta de que poderia haver outra explicação). Ou seja, testemunhos convencem porque os ouvintes querem acreditar.


    Vejamos... liberar pro debate... o poder dos testemunhos é tão grande assim? Como avaliar uma ocorrência extraordinária, se não dispomos de mais informação que um testemunho (às vezes de segunda mão, "fulano disse que...")?


    Inspirado em:
    Este conteúdo é limitado a Usuários. Por favor, cadastre-se para poder ver o conteúdo e participar (não demora e não possui custos)

     
  2. Mormegil

    Mormegil Usuário

    Esse negócio de interferências no testumunho é mais ou menos que nem ás vítimas de algum trauma violento (assalto, estupro, agressão, etc...) pq a vítima tende a olhar para a arma e naum para o agressor. Assim, ela só começa a pensar como era o agressor e o que aconteceu quando é questionada. Obviamente, os interrogatórios tradicionais sempre tendem a chegar à um certo ponto. Com isso, a vítima é indiretamente direcionada e acaba acreditando em fatos que ele criou devido essa interferência. Acreditem nisso, pq já deve gente que foi presa pq a testemunha foi indiretamente induzida pelos interrogatórios tradicionais.
     
  3. Paulo

    Paulo Cabeça de Teia

    Gostei dessa parte, reveladora.

    Hoje em dia o poder deles é grande sim, mas vem diminuindo. Cada vez mais se pede provas concretas (um testemunho não é uma prova concreta?).

    Pensando nesse assunto eu lembro logo de como isso ocorre num julgamento, testemunhos são levados mais em conta do que algumas provas, somos todos incialmente crédulos, isso vai diminuindo conforme vamos sendo enganados (e descobrimos isso), mas acho que nunca acaba de vez.

    O melhor jeito de lidar com testemunhos é ser extremamente cético em relação a alguns assuntos, se ele for a sua única informação é melhor fazer uma outra pesquisa, quase sempre é possivel achar a mesma informação em outro lugar, ruim é quando essa informação é outro testemunho. Nesse caso uma pesquisa sobre quem deu esse testemunho se faz necessária, claro que tudo depende do fato de você ter meios pra isso ou não.
     
  4. Digo_s

    Digo_s Olifantástico

    Realmente em um julgamento um testemulho bem dado as vezes vale mais do q uma prova concreta...
    Isso meio q acontece pq o ser humano tem mania de achar q cosnegue entender bem os outros e saber quando eles tao falando a verdade ou não! Um ator treinado dando um testemunho, se dominar o assunto, pode convencer um juri inteiro de algo absurdo, por mais q tenham provas contra! O apelo emocional geralmente funciona muito bem com humanos, até mesmo com os mais ceticos!

    Para ciencia o testemulho é algo totalmente invalido, ele nao prova nada! Ninguem faz ciencia so com testemunhos! Vc nao pode provar uma teoria so pq alguem disse q viu alguma coisa! Por isso são feitas experiencias, testes, analise de dados e essas coisas!
     
  5. Vatho

    Vatho Usuário

    Usar testemunho nada mais é do que usar Falácia Anedota.

    Aconteceu com o primo da tia da vó do amigo de um bisneto meu também.... então é verdade!
     

Compartilhar