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Por que depois da morte do Senna, a F1 perdeu a graça?

Tópico em 'Esportes' iniciado por Ana Lovejoy, 18 Fev 2004.

  1. Ana Lovejoy

    Ana Lovejoy Administrador

    Eu ainda acho que as coisas ficaram um pouco sacais depois da morte do Senna. Primeiro, porque demorou para aparecer graaaandes duelos (quando com o mesmo motor, Schumacher dava um banho no Hill. com motor e carro superiores, o Hill só precisava dirigir :gotinha:).

    Além disso, tem uma coisa meio... bom, me lembra algo que o Piquet disse uma vez: que a pessoa que gosta de automobilismo, gosta dos acidentes (e da possibilidade de vê-los). Não vou dizer que concordo totalmente, mesmo porque não sou sádica :eek:

    Mas depois da morte do Senna eles entraram em um esquema meio bitolado, alterando até traçados de pistas, diminuindo a velocidade das mesmas. Isso sem falar nas mudanças no carro mesmo :eh:

    Bitolação demais, perdeu um tico da graça. E passar tanto tempo sem ter um brasileiro em uma equipe de ponta também estragou um pouco, por mais que eu torcesse para o Damon e depois para o Villeneuve, era meio chato ligar a tv e não ver um brazuca com chances reais.

    :eh:

    Mas era bom torcer contra o alemão XD

    edit: nossa, Lu. Como você é eficiente :grinlove:
     
  2. Lukaz Drakon

    Lukaz Drakon Souls. I Eets Them.

    Tirei do outro tópico por que eu tava pensando em abrir um e essa mensagem da Joy tá ótima pra começar uma discussão.

    A F1 perdeu a graça depois da morte do Senna? Pra mim, não.

    Sabe, o que eu percebo é que quem não vê mais, não era fã da F1, mas sim fã do Senna. Não vou tirar o mérito nem nada, mas acho que está havendo uma certa confusão de interesses nesse meio todo.

    Como disse a Joy, o Piquet falou sobre acidentes. Ora, eles são parte da F1 como de qualquer outra categoria. Até mesmo os fatais. Eles fazem parte de todo o circo e das emoções, invariavelmente.

    O acidente do Senna foi uma coisa péssima, ainda mais por ser quem ele era. Mas pra mim, foi mais um acontecimento de corrida. Podia ter acontecido com qualquer um.

    Edit: F1 é a minha praia Joy. :obiggraz:
     
  3. Fingolfin

    Fingolfin Feitiço de Áquila

    A F1 perdeu a graça ANTES da morte do Senna. Só era legal pra gente pq tinhamos o Senna lá.

    Acontece que nossa geração viu a F1 dos anos 80, onde tinhamos vários grandes pilotos disputando o título. Tinhamos muito mais carros no grid com várias equipes médias que sumiram como a Lotus, a Toleman, a Braham e a Ligier.

    Pequena mesmo só a Minardi e aquela equipe italo-brazuca que o Abilio Diniz construiu pro Pedro Paulo correr.

    No inicio final dos anos 80 e inicio dos 90 tivemos um total domínio da Mclaren de Senna e Prost, que durou de 88 a 91 quando era quase impossível vencer tal carro. Em 92 a Willians já tinha a suspensão ativa que deu a Mansell seu título e a Prost o título de 93.

    Oq aconteceu aqui é a mesma coisa que aconteceu por muito tempo com o alemães. Eles tinham o melhor piloto que por isso quase sempre chegava no campeonato com chances reais mas perdia nas ultimas corridas. Oq aconteceu com Schumi na Ferrari aconteceu antes com Senna e sua morte serrou as esperanças brasileiras.

    Já havia quase 6 anos que a F1 era dominada por 1 carro quando Senna morreu mas sempre vimos Senna ou dirigindo este 1 carro ou brigando atrás dele pelo título.

    Quando Senna morreu nós não tinhamos um piloto capaz de vencer, seja com o melhor carro ou com o pior. Rubinho era um bom piloto, mas não basta ser bom na F1. Bom quase todos são. Para ganhar vc tem que ser ou o cara bom com o melhor carro ou um cara fenomenal com um carro médio.

    Acho que a F1 voltou a respirar na temporada passada mas se este regulamento não vingar é provavel que a única chance é fazer um campeonato nos moldes da Indy ou da Nascar, onde os carros são +ou- iguais em desenho e motor já que ambos são feitos por terceiros, deixando com a equipe apenas a regulagem e com o piloto a direção.
     
  4. Ana Lovejoy

    Ana Lovejoy Administrador

    Forti Corse. Mas isso já foi depois do Senna morrer. Um ano depois, se não me engano :think:
     
  5. Olifante

    Olifante O Rei dos Bretões

    A F-1 Perdeu muito da graça com a implantação dos controles eletrônicos (marcha, tração, suspensão, freio, etc), pois o fator piloto tinha uma porcentagem maior na equação do vencedor de um GP, algo em torno de 60% Carro, 40% Piloto, após os eletrônicos, e digo um fato como marco, o cambio automático(não me lembro o ano, mas acho que foi em 89, sem alavanca, so botões, essa foi a grande mudança.

    Essa porcentagem foi caindo, ate chegar a uns 95% Carro e 5% piloto, na época aúrea da Williams com sua suspensão ativa, controle de tração, etc.

    Em 94, qdo foi proibida gde parte dos itens eletrônicos, essa porcentagem caiu pra uns 80% 20%, e se manteve nisso ate a temporada passada, com as mudanças no regulamento basicamente, ate chegar hj, que acredito que se encontra em uns 75% 25.
     
  6. Lukaz Drakon

    Lukaz Drakon Souls. I Eets Them.

    Pra mim nunca passou de 60% carro 40% piloto. Tiro isso por que nunca deixamos de ver pilotos medianos, em momentos grandiosos, lutando pelas primeiras posições.

    Agora, outro ponto que eu quero expressar sobre a morte do Senna.

    Todo mundo disse que as temporadas seguintes foram sem emoção. Perai. Sem emoção? Como que fica aquele periodo de 3 anos em que o Schummi teve que brigar com unhas, dentes, rodas e o que podia para vencer um campeonato? O Schumacher ficou imbativel? Ficou, mas isso foi bem depois.
     
  7. Ana Lovejoy

    Ana Lovejoy Administrador

    Eu lembro que na época em que o Schumacher estava ainda na Benneton teve um pega incrível com o Hill em Spa-Francorchamps. Na verdade seriam ótimos duelos (que a maioria desprezava por não ter um brasileiro envolvido :roll: ), se eventualmente o Schumacher não tentasse definir jogando o carro pra cima do Hill e vice versa. Coisa que já se via na época do Senna, devo frisar :eh:

    E imbatível Schumacher demorou para ser. Acredito que foi no GB Brasil de 96 que ele levou uma volta do Hill.

    Sim, eu era mó fã do Damon Hill :mrpurple:
     
  8. Fúria da cidade

    Fúria da cidade ㅤㅤ ㅤㅤ ㅤㅤ

    Pra mim a F1 perdeu não a graça, mas sim a grande competitividade que tinha a partir de 90 quando não tínhamos mais dois pilotos de uma mesma equipe brigando por títulos, com foi na grande rivalidade de Mansell & Piquet em 87 na Willians e Senna & Prost em 88/89 na Mc Laren.

    Em 90 e 91 foram ótimas temporadas mas os principais aspirantes ao título estavam em equipes diferentes e partir daí começou-se a falar do famoso "jogo de equipe" com Gehard Berger correndo a favor do Senna, Ricardo Partrese a favor de Mansell e Alesi a favor de Prost na Ferrari.

    Aí em 92 e 93 a Willians ficou com um carro praticamente imbatível onde o Mansell e Prost puderam conquistar o título com 4 ou 5 GP's de antecedência.

    Já em 94, após a morte do Senna, com o Schumacher na Beneton houve uma "ilusória" competitividade porque tínhamos um piloto bom numa equipe mediana contra um piloto mediano (Hill) numa equipe de ponta. Depois foi só ir pra Ferrari que ele deixou de competir pra praticamente só passear tamanha era a diferença dele pros demais pilotos. Só no ano passado com as ameaças de Montoya e Raikonnen ele voltou a ser exigido novamente pra brigar por um título.

    O alemão de fato encontrou uma certa dificuldade nos anos iniciais, mas reparem que desde o inicio da carreira dele, jamais teve um grande rival como companheiro de equipe. E com o Barrichelo como 2° piloto, tão logo jamais terá.

    É justamente isso que sinto falta na F1, a rivalidade interna de equipe.
     
  9. Ana Lovejoy

    Ana Lovejoy Administrador

    Campeonatos decididos em Adelaide e o escambau não são exatamente campeonatos com uma ilusória competividade. :think:

    Nope, ele se bateu no comecinho até acertarem o carro. Chuto por aí umas duas temporadas, acredito que 96, 97 (as em que Hill e Vlleneuve foram campeões).

    Agora competividade é só quando se tem um rival dentro da própria equipe? Não vou dizer que isso não tira a graça das coisas, mas acho que o importante não é a rivalidade interna, mas uma rivalidade.

    O que incomoda a maioria dos brasileiros nesse jogo de equipe é que temos um brasileiro lá com carimbo de 2º piloto na testa. Aquele momento em que o Barrichello teve que abrir para o Schumacher passar e ganhar foi patético.

    Ou talvez, o que incomode é aquela leve nostalgia. Saudades dos tempos que nem essa sem vergonhice de 2º piloto estava prevista em regras ou contratos. Saudades dos tempos que um cara podia das uns sopapos em outro nos boxes, só porque este o fechou durante o treino de classificação.

    Muitos naquele grid de largada têm braço (caso contrário, não chegariam nem na F3). Mas acho que poucos ali tem carisma suficiente para dar aquele charme que a F1 tinha nos tempos de Prost, Senna, Berger e Alesi.

    A falta não é do Senna, mas do que era o circo naquela época.
     
  10. Fingolfin

    Fingolfin Feitiço de Áquila

    A época de Mika Hakkinen, Schumi, Coulthard e Irvine tb não foi das piores....

    ver o hakkinen ultrapassando o Schumi com o Zonta parado no meio dos dois foi uma das melhores cenas.

    Mas uma coisa de fato raramente acontece na F1... Aquelas largadas fenomenais do Senna ultrapassando todo mundo. Lembro num GP da Europa em 93 onde ele ultrapassou 9 carros antes da metade da 1a volta. Naquele GP Rubinho estava em 3o, a frente de Prost qdo teve uma pane seca. Naquela época eu achei que havia sido um azar singular do Rubinho :lol: :lol: :lol:

    Acho que as máquinas evoluiram muito sim. Antes o volante tremia e o piloto passava a maior parte da corrida com apenas 1 mão no volante e a outra na marcha.

    Um piloto retardava a freada, mudava o traçado, tudo para fazer ultrapassagens. Hoje em dia é tudo eletronico.

    Acho que a grande graça que acabou na F1 não foi na disputa pelo campeonato não... sempre tivemos um campeonato disputado, tirando o penultimo q o Schumi levou fácil.

    A graça acabou nas corridas, não na pontuação do campeonato. Não há hoje(e já não havia nos ultimosd 2 anos de Senna) uma corrida repleta de ultrapassagens. Ultrapassagem só qdo um carro tá bem pior q o outro. Dificilmente temos 2 carros relativamente iguais brigando na curva pra ver que piloto ganha aquela posição no braço.

    Apesar disso tudo eu ainda acordo sempre pra ver F1, mas as corridas tem sido tão monótonas que eu quase sempre durmo no meio.
     
  11. Ana Lovejoy

    Ana Lovejoy Administrador

    Então, estou chegando no ponto que eu quero. Não foi a morte do Senna que deixou a F1 sem graça, mas uma série de outros fatores que aconteceram na mesma época que o Senna morreu. Aconteceu apenas que enquanto o Senna corria ainda tinha algo que maquiava as corridas ruins pra gente.
     
  12. Lukaz Drakon

    Lukaz Drakon Souls. I Eets Them.

    Exatamente. A F1 teve sim boas disputas, só que como não envolvia brasileiros não tinha quase nenhum destaque.

    Acho que isso é o que incomoda mais e faz com que todo mundo deixe de ver a F1. O fato de que, por anos, o melhor piloto foi nosso. Agora que temos um piloto mediano, que não consegue melhorar e prefere ficar a sombra de outro é o principal brasileiros nas pistas, fez os torcedores desistirem de ver.

    Perfeito, não precisa dizer mais nada.

    É, inclusive, uma coisa que aconteceu mesmo e não da pra negar. Enquanto que nos tempos antigos tinhamos vários bons pilotos correndo juntos e disputando a tapas a primeira posições, hoje temos alguém, sozinho, correndo contra todos.

    Não foi a morte do Senna que desanimou o público, mas sim o fato de isso ter marcado a saída do ultimo de uma série de grandes pilotos que acostumamos a ver correndo.
     
  13. Fúria da cidade

    Fúria da cidade ㅤㅤ ㅤㅤ ㅤㅤ

    Nem de longe sou fã de Schumacher, mas sempre achei Hill e Villeneuve inferiores tecnicamente a ele, inclusive aos seus próprios pais Graham Hill e Gilles. Os dois só foram competitivos enquanto tiveram bons carros, enquanto Schumacher conseguia as vezes tirar "leite de pedra" de sua Beneton. Pouco tempo depois de serem campeões Hill e Villeneuve não conseguiram mais se firmar, enquanto o alemão seguiu firme. Por isso que chamei de competitividade ilusória, porque foi algo muito efêmero.

    Mas pra mim que comecei a ver F1 nos anos 80 aquela rivalidade dentro de uma mesma equipe, sem esse esquema de 1° ou 2° piloto era muito saúdavel e boa. Era um dos ingredientes principais do charme da F1.

    Só uma correção que esqueci: em 90, Mansell correu 1 temporada ao lado de Prost na Ferrari. Ainda não havia esse esquema de "jogo de equipe", e me lembro que o Mansell correndo ao lado de um grande rival como o frânces, não conseguia ser tão competitivo a tal ponto que nunca me esqueço que depois de 5 GP's seguidos sem completar e com chances mínimas de chegar ao título, no GP da Espanha ao entrar no box da Farrari pra uma simples troca de pneus ele passou direto e colidiu contra os pneus reservas de outra equipe. Um dos maiores micos da carreira dele.

    Depois indo pra Willians correndo ao lado do Patrese que não era um piloto competitivo, a conduta dele foi completamente diferente. É nessas horas que vejo como faz diferença ter um companheiro de equipe de mesmo nível. A disputa interna já estimula uma competitividade e que fica maior entre as equipes.
     
  14. Ogden

    Ogden Usuário

    eu naum acho q a formula 1 perdeu a graca, mesmo pq naum lembro muito de antes do Senna morrer...

    de qq forma, essas regras novas q eles implementaram na temporada 2003 melhoram bastante...

    dah pra ver q alem de tudo tah mais equilibrado...
     

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