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[L][Him, Cervus][Nocronda]

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por Edu, 21 Abr 2006.

  1. Edu

    Edu Draper Inc.

    Nocronda


    Nocronda era ilha vaporosa, suposição idiossincrática flutuante, irrelevante, inconstante... pairava sobre as cabeças tolas de um mundo morto, frágil, heterogêneo.
    Em Nocronda a única constância era a parcialidade de todas as coisas. A parcialidade do amor, a parcialidade do ódio. Realizava-se por parte tudo o que se é imaginável, e era em partes que a vida seguia seu curso; era em pequenos pacotes sem remetente e sem destinatário, enviados ao léu para um pessoa qualquer. A interpretação única dos fatos cotidianos, a visão única de um ser-humano qualquer a respeito do dia-a-dia, era assim que se compunha a vida quando esta passava por Nocronda.

    Assim falavam dela:
    -- "Oh, Nocronda, impura onda auto-sustentável de prazeres inócuos", diziam seus poetas.
    -- "Oh, Nocronda, se não é por ti, por que são todas as coisas?", suspiravam seus eternos amantes.
    Assim a continuidade de tudo anexava-se a existência de tudo. Em Nocronda o suspiro, o tempo, a inverdade, absolutamente tudo era concreto e palpável, e nada se fazia impossível demais para um coração que sabe amar.
     
  2. Melkor- o inimigo da luz

    Melkor- o inimigo da luz Senhor de todas as coisas

    Hm, estou lendo mais um texto seu pra ver se eu consigo formular minha opinião sobre cada um deles.

    Me preocupa um pouco a escolha que você faz das palavras, sabe? Quer dizer, a não ser que seja a sua intenção, soam um pouco pedantes construções como "suposição idiossincrática flutuante" ou "impura onda auto-sustentável de prazeres inócuos". Pense se não dá pra escrever isso sem todo esse elitismo semântico, que tal?

    É só uma opinião, heim. E adorei "Em Nocronda o suspiro, o tempo, a inverdade, absolutamente tudo era concreto e palpável, e nada se fazia impossível demais para um coração que sabe amar".

    Abraços,
     
  3. Edu

    Edu Draper Inc.

    Obrigado por comentar, Melkor!

    Bem, na verdade, mesmo eu sendo cabeça dura, concordo com você. "Suposição idiossincrática flutuante" pegou mesmo pesado. Parece coisa de gente que quer mostrar que andou lendo o dicionário... mudei no original para "Nocronda era ilha vaporosa: suposição flutuante, irrelevante, inconstante". Deixemos a idiossincrazia para Freud e derivados...

    A segunda frase que você destacou, "impura onda auto-sustentável de prazeres inócuos", embora eu veja o mesmo que vi na primeira nela, não a mudei. Eu tinha posto essa como a fala de alguns personagens (os poetas), então resolvi jogar a culpa do seachismo neles, não no autor.

    Muito obrigado pelas críticas, Melkor. Elas ajudaram e muito na melhoria do texto!

    :)
     
  4. Melkor- o inimigo da luz

    Melkor- o inimigo da luz Senhor de todas as coisas

    Disponha,

    Fico feliz em saber que você está aberto a criticas. Continuarei as fazendo, então ;)

    Abraços,
     

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