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[L] [Fëaruin Alcarintur][O Arauto]

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por Fëaruin Alcarintur ¥, 13 Dez 2002.

  1. Fëaruin Alcarintur ¥

    Fëaruin Alcarintur ¥ Alto-rei de Alcarost

    [Fëaruin Alcarintur][O Arauto]

    Essa história continuará, à medida que eu for escrevendo, vou postando.
    Vou mandar a primeira parte.

    O Arauto


    O Passado


    Senhores poderosos. Todos eles eram. Todos os chefes das Grandes Ordens de Guerreiros eram poderosos, grandes governantes eles se tornaram. Imortais, mesquinhos e ambiciosos. E as Ordens, outrora gloriosas, tornaram-se um mero espectro de seu triunfo, e nada mais que organizações decadentes, de escravos tolos e desgostosos.
    Mas nenhum deles estava pronto para o que viria. Pois o poder que não é natural para aqueles que o detém é incompreensível.
    Pois uma nova força viera. E uma premonição assustadora vieram-lhe a preocupar. O filho de Rása. A Perdição dos Senhores das Nove Casas.

    Nascido na chama da guerra. De poder inigualável. De força implacável. De mente inefável.
    Filho de Guerreiros, senhor de mente iluminada e habilidades extraordinárias. Azrael, maior de todos aqueles que controlam a própria energia da vida. A mãe, morta no parto, o pai, grande entre aqueles chamados Despertos. O primeiro Renegado. Senhor poderoso. E poderoso tornou-se Azrael, e, ainda jovem, já havia ultrapassado seu pai em poder, e muitos dos mais poderosos entre os Guerreiros do Khala.

    Mas Guerra inflamou-se, e, pela primeira vez em muitos séculos, os grandes Senhores juntaram-se, pois a ameaça era para todos enorme. Pois Azrael tornara-se poderoso demais, e já vivia a quase cem anos, já que a chama do Khala dentro dele era por demais grandiosa. E ao contrário dos Guerreiros, ele não precisou de treino para desenvolver tal poder, pois ele nascera com ele. O grande poder para ele era natural.
    O ataque veio, e nunca houveram tanto Guerreiros numa batalha tamanha. E ela foi sangrenta. Mas no fim, os Nove Senhores venceram. Eram fortes demais, até mesmo Azrael não podia lutar contra todos sozinho.
    Chamaram de Segundo Apocalipse. Destruidor de vidas de esperanças. A Guerra arrasou muito do pouco que ainda havia. E em batalha, o feroz e destemido Azrael tombou inconsciente. Seu pai, já muito velho, pois vivia há muito, mas não era poderoso como o filho, o resgatara, e o escondeu.
    Então, os Nove Senhores não encontraram o que queriam, pois Rása escondera o filho, e morrera protegendo-o contra o ataque. Malachias, o maior entre os Nove Senhores. Fora ele quem finalizou a vida de Rása.
    O ataque cessou e os Nove Senhores desistiram da procura de Azrael, e ele foi tido como morto, pois toda a morada do povo de seu pai fora demolida, e muitos o viram tombar na batalha.

    Muitos eram os ferimentos, mas o poder era por demais grande dentro do Guerreiro. Alguns dias após a Batalha, surgiu um vulto por entre os destroços.

    Ergueu-se então Azrael, com seu olhar direcionado para o sol nascente.

    - Volta! Por que fizestes isto grande pai, senhor do Mundo Devastado e Detentor da Última Chama? Por que amaldiçoastes-me com a dor, a morte e a guerra. Sim, esta maldita guerra que nos atormenta. Malachias, maldito senhor de escravos; fora este o nome pelo qual meu querido pai chamara o senhor da mais terrível de todas as maldições que nos assola. Aquele que trouxe o Apocalipse.
    - Todos estão mortos!! Guarda minhas palavras! Pois esse é meu juramento: não cessarei minha perseguição da vingança contra o Grande Maldito, verme repugnante. Em minha loucura, aqueles que postarem-se em meu caminho, hão de perecer! Das fendas do próprio Apocalipse veio esse ser infame e corrupto, e até as fundações do Inferno eu irei para caçá-lo! Não mais sentar-me-ei ocioso, esperando pela bênção de Hélios, Aquele que abandonou a mim e minha família. A esperança agora repousa nas armas, e não nos lamentos e nos tolos ritos a esse deus do passado estéril que já não existe!
    - Aqui eu me despeço como um tolo, não digno de portar o nome de Guerreiro do Khala, e de pertencer à nobre casa do Magnífico Pai, que trouxera esperanças a um povo, e não um fado hórrido. Mas não preocupa-te, pois minha lâmina há de trespassar as gargantas de cada um dos desgraçados que fizeram isto!
    - Preparar-vos, Nove Senhores, pois nunca irão desculpar-se por terem falhado em vossa missão, cujo objetivo era meu assassínio!

    E Azrael, que até então não havia sido tomado por tão infames pensamentos, esteve recluso, com sua Grande Cimitarra, remoendo pensamentos cruéis, de vingança e morte. Um proscrito ele se tornou. Caçador de servos dos Nove Senhores, que haviam se tornado Senhores do Mundo, tiranos e malditos. Poderosos, inatingíveis, tolos, e adulados como encarnações de deuses antigos.
     
  2. Fëaruin Alcarintur ¥

    Fëaruin Alcarintur ¥ Alto-rei de Alcarost

    E a escuridão desceu ao mundo. E uma Nova Era surgiu no horizonte, cruel e trágica, relegando ao esquecimento toda a glória do passado. Os anos transcorrem sem que os habitantes da Nova-Terra, homens primitivos e rudes, se dêem conta. Velhos palácios encontram-se em ruínas, e as estátuas dos Altos-Reis de outrora são cobertas por líquens e musgos. Esteldor, no passado símbolo de beleza e esperança, nada mais é que uma mera toca malcheirosa e imunda, onde animais humanos sem menor tradição e cultura reproduzem-se, numa orgia asquerosa e deplorável.

    O único que combatia os senhores era o filho de Rása. Até que Ares interveio e ordenou que ele fosse caçado. Muitos desses caçadores pereceram pela lâmina de Azrael, até que o próprio Ares veio até ele.
    Nunca o impacto de uma batalha entre dois Mestres do Khala fora tão temida e grandiosa. Os poderes de ambos era imenso, e ambos lutaram por três dias, sem parar e sem se cansar. Ao final da terceira madrugada, entretanto, Ares, com sua força e seus poderes, soterrou Azrael, fazendo uma colina desabar.
    Desde então, Azrael nunca mais foi visto, e Ares, que não percebia a presença da força de Azrael, regozijou-se na vitória, e riu-se tresloucadamente. Azrael era poderoso, mas ainda não sabia controlar seus poderes como Ares.

    Isso foi a mais de seiscentos anos, entretanto, aqueles mais velhos entre os que não suportam a dor do governo infeliz dos Nove ainda contam a história de Azrael, que combatia os servos dos Tiranos. Suas ações entretanto, foram se tornando cada vez mais escassas, e os antigos, daquela época, acreditavam que ele havia perecido, por idade ou espada, e no decorrer dos anos, décadas e séculos seguintes, Azrael foi se tornando uma lenda dos desesperados, nada mais que uma mera lembrança insegura, e tornou-se mito, pois desaparecera da visão de todos.

    Mas ainda há aqueles que acreditam que ele vive, e ainda contam a história daquele que se opôs aos Nove, tão fervorosamente quanto o pai antes dele, mas com um poder ainda mais implacável. Os mais esperançosos ainda esperam que surgirá alguém como ele novamente, para liderar os Homens contra os Nove Tiranos. E para trazer o fim até eles. Pois é isso que merecem, apenas a negra morte encontrar.
     

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