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[L] [Aarakocra][Foranden - Um novo começo]

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por Aarakocra, 9 Jun 2002.

  1. Aarakocra

    Aarakocra Usuário

    [Aarakocra][Foranden - Um novo começo]

    Era uma vez um mundo. Um mundo plano regido pelos seis deuses elementais: o Deus do Fogo, a Donzela das Águas, a Mãe Terra, o Mestre dos Ventos, a Senhora da Luz e o Lorde das Sombras. Todos juntos criaram este mundo, deram a ele vida e felicidade, e em sua primeira aurora chamaram-no de Foranden. Seus habitantes todos adoravam sua terra, e conviviam com os deuses e deusas. A todos foi dado sua região e lugar para dominar, e todos respeitaram este trunfo. À Senhora da Luz e ao Lorde das Trevas foi dado o dia e a noite, e os dois revezavam igualmente. Ao Mestre dos Ventos foi dado o ar e sua liberdade, à Donzela das Águas os rios, oceanos e lagos, à Mãe Terra todas as planícies e planaltos, assim como a vida das plantas, e ao Deus do Fogo todo o ardor e coragem de seus corações, assim como o fogo interno da terra, abaixo dos domínios da Mãe.

    Seus habitantes festejavam todo dia, pois havia fartura, e a vida era fácil. Os Deuses mantinham formas humanas para interagir com seu povo, e assim eles eram felizes e alegres. De todos os deuses e deusas, a que eles mais adoravam era a Senhora da Luz, linda e brilhante em sua túnica branca e sua pureza. E o que mais odiavam era o Lorde das Sombras, por sua aparência sinistra e sua má fama. A Senhora da Luz foi ganhando poder, e seu brilho foi se expandindo, consumindo todos os cantos do mundo, enquanto o Lorde das Sombras foi perdendo sua força. As noites eram extremamente curtas, e os dias, extremamente longos.

    E neste brilho, quase todos seus habitantes foram consumidos, pois a luz era forte e poderosa demais para resistir. A Senhora da Luz, surpresa com este poder, subiu até o mais alto do céu e começou a reinar terrívelmente, pois era a mais poderosa de todas. O Lorde das Sombras, temeroso de perder a sua criação, usou-se de seus últimos esforços e pintou sobre o céu uma enorme tela negra com seus pigmentos celestiais. Como estava fraco, somente metade do céu fora tingido, e ainda assim com muitas pequenas falhas, e uma grande falha, redonda, pairando em seu centro. Os últimos habitantes, uma dezena de habitantes, observavam espantados a guerra entre os deuses, onde perceberam que haviam errado em seus conceitos, e se ajoelharam, louvando o Lorde. Mas este já havia perecido, e caído sobre a terra, seu corpo sumiu e deu origem a dois ovos, azuis-escuros decorados manchas negras redondas.

    A Senhora da Luz não quis ter noção do que nasceria deles, então lançou da grande falha um raio sobre cada um deles. Acertou apenas um, que se tornou totalmente azul-escuros, enquanto o outro tornou-se totalmente negro. Revoltado com a morte de seu amigo, o Deus do Fogo concentrou seu poder em duas grande bolas de fogo, e lançou em direção a grande falha dos céus, de onde a Senhora da Luz observava o esforço inútil dos deuses menores. As bolas atravessaram a falha, e uma a Senhora da Luz rebateu de volta para o Deus. Porém a outra acertou seu olho, e dizem que a Senhora ainda sofre pelas queimaduras, caolha porém linda.

    Desesperado, o Deus rebateu a bola de fogo para o outro lado do céu, restando-lhe pouca força. Em sacrifício, doou o poder ao seu povo, que estavam abismados com aquele duelo de titãs. De seu corpo brotaram três ovos, azul-escuros como os anteriores, mas com manchas rubras. A Deusa-Luz percebeu que se virasse o mundo, poderia ter vantagem sobre eles, e o calor daquela bola de fogo suspensa que agora vinha a aparecer derreteu um de seus ovos, e um deles se tornou totalmente vermelho, enquanto o outro azulava-se.

    Um dos sobreviventes correu para o ovo negro e o ovo azulado ao seu lado, seguido por mais outro. Os dois tocaram os ovos ao mesmo tempo, ao que estes se racharam e explodiram em cores que a retina humana ainda não é capaz de captar. Do ovo negro nasceu uma bela mulher, negra como seus cabelos e olhos, que virou-se para seu pai e abençoou-o, deixando-o negro e cravando em sua testa o seu símbolo, parecido com a fenda aberta nos céus, e assim disse, com a sonora e retumbante voz:

    -Lua é meu nome, e Lua também será o teu nome, pois agora faz parte de mim, e eu de ti. Você será o responsável por criar as forças que me ajudarão nesta batalha. Vá e proteja-se!

    E dizendo isso, subiu até os céus e entrou na grande fenda redonda dos céus, e por isso ela é chamada de Lua, assim como a deusa.

    Do ovo negro porém, subiu aos céus uma brutalidade imensa, com garras, presas, chifres, espinhos, muitos membros e tentáculos, mas seus olhos eram brilhantes como a luz da Senhora, e amaldiçoou seu criador deixando-o como uma pequena réplica de si mesmo, e com sua voz aguda e estridente subiu aos céus onde Lua estava, e outra luta era travada. Seu seguidor começou a chamá-lo de Medo, porém ninguém sabe exatamente seu nome. E a luz estava muito brilhante, e o povo sofria novamente.

    Foi então que o Mestre dos Ventos revoltou-se, e subiu aos céus onde a bola de Fogo ardia, criando grandes nuvens e tempestades em volta desta para apagá-la, mas a força da Senhora era imensa, e as dissipou, assim como derrubou o Senhor dos Ventos dos céus e viu-o caindo, rindo de sua vitória iminente. E o Senhor dos Ventos colocou seu último impulso para avançar um pouco a posição daquela esfera flamejante. Caiu, e se seu peito brotou mais um ovo, totalmente azul-claro, e etéreo, pois não era afetado por nada.

    E mais dois habitantes sucumbiram à curiosidade e tocaram no ovo vermelho e azul, respectivamente. Do primeiro saiu um cavaleiro, com uma armadura dourada e vermelha, e segurando uma arma, algo nunca visto antes, pois não haviam necessitado. Era uma espada, cuja lâmina contrária curvava-se como um machado, e na ponta inferior havia uma bola de maça enfeitada com uma ponta de lança em seu topo. Tocou em seu criador, e este tornou-se um cavaleiro também, porém sem armas. E disse a este:

    - Sou Coragem, e assim podes me chamar, pois sou tu e tu também é Coragem. Você fará com que todos os povos unam-se a mim para que possamos acabar com essa tirania opressiva da Senhora. Vá!

    Mas, simultaneamente, do outro ovo nasceu uma criatura incorpórea, feita e encoberta de fogo, que olhou para seu seguidor, sedento de poder, e disse:

    -Meu nome é Fúria, e não perdoarei a ninguém, nem terei piedade, incluindo a ti!

    E queimou seu seguidor ao que entrava em embate com Coragem.

    Lua havia terminado de vencer Medo, que fugiu para a proteção da Senhora da Luz, e estava empurrando o céu para fazer sumir a esfera, no que a Mãe-Terra e a Donzela das Águas começaram a modificar o mundo para proteger seus últimos protegidos. A Mãe-Terra levantou grandes montanhas, a Donzela aumentou os lagos, expandiu os oceanos e alargou os rios. A Senhora percebeu que estavam tentando ameaçar seu poder e destruiu as duas fulminantemente. Como trabalhavam juntas, seus corpos se fundiram, e delas nasceram 4 ovos, verde-claros com manchas azuis-escuras. A Senhora, muito ocupada, pode lançar apenas um raio, e todo o azul dos ovos se concentraram em um somente.

    Uma das duas últimas mulheres tentou tocar o ovo vindo do corpo do Senhor dos Ventos, mas transpassou-o, e entrou dentro do ovo. O Poder do Ovo começou a envolvê-la, e de suas costas brotaram asas, brancas e fúlgidas, e seus olhos ficaram azuis-claros, e seu cabelo também azulou-se, mas não para o azul terrível que parecia ser a fonte de todo o mal, e sim o azul-claro, que tinha uma calma implícita. Em volta dela veio um som claro:

    -A voz da Liberdade está mesclada a ti, pois agora és minha representante. Fará com que esta felicidade livre seja espalhada pelo novo mundo! Liberte-se!

    E sumiu a voz. Sobraram 5 humanos, e um desses fugiu para um dos refúgios criado pela Mãe antes de morrer, enquanto os outros queriam poder e mais poder, tocando os ovos restantes. A segunda mulher tocou um dos ovos, e uma claridade irrompeu da cria, uma linda jovem com olhos inocentes e uma beleza tão grande quanto sua pureza. Assim tornou-se sua avatar, e ela então cantou uma canção que dizia:

    -A Paz deve prevalecer, pois se algum dos lados desta batalha ganhar, será uma vitória trágica. Que a Senhora volte a ser a doce Senhora de antes. Espalhe esta canção por estas terras. Vá em Paz.

    E subiu aos céus, onde Fúria fugia para atrás da bola de fogo celeste, e Coragem protegia o povo com sua sombra. A cria do Medo sumira de vista há muito tempo, e seu paradeiro foi por muito tempo desconhecido. Um homem e a última mulher tocaram simultaneamente os últimos ovos verdes, e as transformações aconteceram ao mesmo tempo também: o homem ficou mais baixo, porém bem mais forte e musculoso, enquanto a mulher cresceu e ficou alta e bela, e seus olhos amendoaram-se e clarearam, tornando-se verdes, de um verde só encontrado em altas copas de árvores ou no alto-mar. E uma versão gigante de cada um
    apareceu, e o homem disse:

    -Tu, de hoje em diante, és um Anão, e reverenciará a mim. Protegerá as montanhas, suas riquezas e seus animais, pois lá será sua casa, e guerreará apenas contra o Mal.

    E a deusa assim disse para a mulher:

    -Tu, de hoje em diante, és uma Elfa, e reverenciará a mim. Protegerá as matas, suas riquezas e seus animais, pois lá será sua casa, e guerreará apenas contra o Mal.

    E uma amizade foi criada entre os dois deuses, e por consequência, entre os dois povos. Seguiram para suas casas, e lá criaram cada um uma grande cidade-fortaleza, cujas histórias serão contadas em breve. Mas um ovo ainda restara, e este também fora tocado. O humano que o tocou morreu repentinamente, mas do ovo não saiu um, mas muitas pequenas crias, gritando em coro a palavra "Desastre", e por isso, todos eles foram assim chamados.

    E então, a Senhora, já exausta, tornou o céu e fugiu para longe, com Fúria e Medo ao seu lado. Coragem usou um pouco mais de sua força e, com Lua, criou um abrigo para os novos deuses. Casou-se com Lua, e o deus Anão casou-se com a deusa Elfa. E por fim, Liberdade e Paz se casaram também, mas apenas ela continua na fortaleza, pois Liberdade prefere o vento e o mar, e toda a imensidão do mundo. Os Avatares seguiram seus rumos, e criaram suas cidades. Mas houve um humano que fugiu, lembram?

    Este último, refugiado sobre uma grande pedra, adormeceu durante a batalha, e quando acordou, não havia mais luta ou batalha, somente um silêncio profundo. E de suas lágrimas pela sede de poder, criou-se um campo mágico que absorveu com sua tristeza, e de sua cabeça, brotou um pequeno ser, outro deus, e que lhe disse:

    -Criaste-me e agora lhe protegerei. Sou a mente sobre a matéria, o poder da Psique. E agora será de todos o mais inteligente, mais sábio até que alguns deuses! Agora vá e ensine a todos o poderio intelectual!

    E foi assim que começou a Batalha da Luz, e os novos Deuses foram criados, dividindo o mundo em várias facções:

    *Os Elfos, que cultuam a Deusa-Elfa
    *Os Anões, que cultuam o Deus Anão
    *Os Alados, que cultuam a Liberdade
    *Os Noturnos, que cultuam a Lua
    *Os Cavaleiros, que cultuam a Coragem
    *Os Pacificadores, que cultuam a Paz
    *Os Psíquicos, que cultuam o Psique
    Mas eles não tiveram chance, pois Desastre e as crias do Medo criaram muitos problemas para eles, e assim, muitas aventuras surgiram.
    Porém, ficaram gravadas na mente de todos as palavras que a Senhora da Luz disse em sua retirada:

    Chegará o dia onde não mais deuses haverão, e quando o Sol ocupará o Reino da Lua, o mundo será destruído. Juro pela minha honra magoada que nenhum de vocês sobreviverão. Esta é minha palavra

    Este é o mundo de Foranden. Bem-vindo! =]
     
  2. Vinci

    Vinci Usuário

    Muito boa a história desse mundo...
    Parece história de mundo de RPG...
     
  3. Fox

    Fox Visitante

    Nossa! Que história elaborada! Mutio legal!
     
  4. *Lily*

    *Lily* Usuário

    Sem palavras... (não sou boa auto-crítica)
    Simplesmente Amei sua história (ou lenda) Muito boa mesmo....
    :wink:
     
  5. Largo Cavafundo

    Largo Cavafundo Usuário

    clap clap clap!

    Mto bom, um dos melhores textos aqui do CdE (e olha que eu ja li mtos deles)...

    A historia eh bem original - de uma forma que eu nunca consigui ser :cry: - e bem desenvolvida. Contudo, tem alguns probleminhas no meio, mas acho que foi mais por falta de atencao, e podem ser resolvidos depois de voce reler seu texto algumas vezes

    Tb achei que no final a qualidade do texto caiu, nao em originalidade mas na linguagem, talvez por uma certa pressa ou vontade louca de acabar... talvez vc pudesse reescrever isto, ou pelo menos algumas sentencas

    Esta mto bom, esperarei mais textos seus!
     

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