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Diretor da Semana Isao Takahata

Tópico em 'Cinema' iniciado por Quickbeam, 27 Jun 2012.

  1. Quickbeam

    Quickbeam Rock & Roll

    Isao Takahata

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    Nascido em 29 de outubro de 1935, Isao Takahata (高畑 勲 - Takahata Isao) é um cineasta de animação japonês que ganhou reconhecimento crítico internacional por seu trabalho como diretor. Takahata é co-fundador do Studio Ghibli, junto com Hayao Miyazaki, parceiro de longa data. Ele já dirigiu filmes como o drama de guerra
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    (segundo o crítico de cinema Roger Ebert, um dos melhores filmes de guerra já feitos), o drama romântico
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    , a aventura ecológica
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    e a comédia
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    . Ao contrário da maioria dos diretores de animes, Takahata não desenha e nunca trabalhou como animador antes de se tornar diretor.

    De acordo com Hayao Miyazaki, "Música e estudo são os seus hobbies". Ele nasceu em Ujiyamada (hoje Ise), mesma cidade do diretor Kon Ichikawa, enquanto o gigante do cinema japonês Yasujiro Ozu foi criado pelo pai na vizinha Matsusaka.

    Takahata formou-se pela Universidade de Tóquio, no curso de Literatura Francesa, em 1959.
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    [TD]Carreira[/TD]
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    O interesse de Takahata pela animação surgiu depois de ter visto o longa de animação francês
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    (ou "A pastora e o limpador de chaminés", que só seria finalizado e lançado em 1980, como
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    - Le Roi et l'Oiseau), baseado em um conto de fadas de Hans Christian Andersen. Ele ficou impressionado pelo filme, perguntando: "Esse tipo de coisa pode ser feita por animação?"

    Enquanto procurava emprego em sua universidade, Takahata foi tentado a se juntar à Toei Animation por um amigo que sabia que a empresa precisava de um diretor assistente. Por diversão, prestou o exame de admissão e acabou ingressando na companhia.

    Após ter sido recomendado para o cargo por Yasuo Ōtsuka, instrutor tanto dele quanto de Miyazaki, Takahata finalmente dirigiu seu primeiro filme,
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    (1968). Horus foi um fracasso comercial, o que tornou a vida de Takahata difícil dentro da companhia.

    Em 1971, para fazer uma animação baseada em
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    , Takahata deixou a Toei Animation, junto com Yoichi Kotabe e Hayao Miyazaki, transferindo-se para "A Production" (hoje Shin-Ei Animation), um estúdio de animação fundado por seu ex-superior, Daikichiro Kusube. Eles viajaram para a Suécia para adquirir os direitos da animação e procurar locações, mas a autora, Astrid Lindgren, lhes negou permissão e o projeto foi cancelado. Embora o plano deles tivesse sido frustrado, Miyazaki encontrou inspiração na cidade fortificada de Visby e, mais tarde, tanto Estocolmo como Visby serviriam como palco para
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    .

    Miyazaki e Takahata acabaram trabalhando juntos em várias séries animadas de televisão, como na primeira temporada de
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    , a partir do oitavo episódio. Mais tarde, ainda em 1971, a Zuiyo Enterprise convidou Takahata, Kotabe e Miyazaki para dirigirem uma série animada do romance Heidi e os três aceitaram a oferta. O resultado foi
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    (exibida no Brasil pelo SBT) e o ingresso de Takahata na Nippon Animation. Seguiram-se
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    (exibida pelo SBT e pela Record) e
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    .

    Em 1981, com a recusa do colega Miyazaki, Yasuo Otsuka, também pertencente à Tokyo Movie Shinsha/Telecom Animation Film, ofereceu
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    a Takahata, que acabou aceitando a proposta, saindo da Nippon Animation e se mudando para a Telecom. O filme foi bem recebido e acabou gerando uma série de TV, com Takahata como diretor-chefe.

    Em 1982, Takahata foi eleito o diretor de Little Nemo, um trabalho com o qual a Telecom pretendia ingressar no mercado norte-americano. Discórdias entre as equipes de produção japonesa e americana, no entanto, fizeram TAkahata, Miyazaki e outros saírem da Telecom.

    Quando a Tokuma Shoten propôs a Miyazaki transformar o mangá de Nausicaä em filme, a única condição requerida por Miyazaki foi que Takahata fosse o produtor. Foi a primeira vez que Takahata trabalhou como produtor e ele viria a repetir a função em outro filme de Miyazaki,
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    . Com o sucesso de
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    , Takahata foi convidado por Miyazaki para participar do Studio Ghibli, junto com o produtor Toshio Suzuki.

    O primeiro filme dirigido por Takahata para a Ghibli foi
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    , lançado em conjunto com
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    , em 1988. Desde então, dirigiu filmes como
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    ,
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    e
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    , além de um segmento dentro de
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    . Outros créditos incluem a direção musical de
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    e a produção de
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    .

    Atualmente, Isao Takahata trabalha em uma adaptação do conto folclórico japonês Taketori Monogatari (literalmente, O Conto do Cortador de Bambu).
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    [TD]Influências e estilo[/TD]
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    Takahata foi influenciado pelo Neo-realismo italiano, por Jacques Prévert e pelos filmes franceses da New Wave dos anos 60. Ladrões de Bicicleta, em específico, tem sido citado como uma influência importante em
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    . Essas influências tornam o trabalho de Takahata diferente da maioria das animações, que se concentram na fantasia. Seus filmes, ao contrário, são realistas com toques expressionistas.

    A influência do Neo-realismo é evidente pela grande atenção aos detalhes que Takahata demonstra ao exibir eventos mundanos do dia a dia. Episódios inteiros de seus antigos seriados de TV foram dedicados a observar eventos tais como ir à igreja toda semana, trabalhar limpando garrafas ou a esmiuçar o trabalho que os agricultores fazem nos campos. Todos esses eventos são mostrados em detalhes minuciosos e, frequentemente, formam uma parte importante do trabalho do diretor. Com exceção de
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    (uma aventura a la Disney, mas com tons mais sombrios e políticos),
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    (um filme ambientalista sobre tanukis tentando salvar a terra deles) e
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    (um filme sobre um violoncelista que é ajudado por animais falantes), a maioria de suas obras são dramas que se passam em ambientes em grande parte realistas.

    Um dos filmes mais elogiados de Takahata é
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    . Direcionado inteiramente a um público adulto,
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    gira em torno de Taeko, uma mulher solteira que trabalha em um escritório em Tóquio, cuja viagem de férias a leva ao interior, junto com a família de lavradores de seu cunhado. Durante a estadia, Taeko descobre-se revisitando nostalgicamente sua juventude, uma estudante crescendo em 1966, enquanto tenta, simultaneamente, resolver seus problemas atuais com o amor e a carreira.

    As influências expressionistas no trabalho de Takahata são geralmente marcadas por cenas onde a imaginação de um personagem ganha vida na tela. Por exemplo, em
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    , após Taeko encontrar seu primeiro amor, ela, desafiando a lei da gravidade, corre e flutua pelo céu avermelhado. A cena termina com ela lentamente deslizando para a cama e depois corta para uma tomada fora da casa, onde um enorme coração emerge da janela dela. Essas sequências expressionistas opõem-se à história e animação realistas de Takahata, mas são conscientemente utilizadas pelo diretor para fazer a transição entre o realismo e o mundo irreal da fantasia animada, de modo a enriquecer ainda mais o personagem. Essas cenas podem ser encontradas em algum grau em toda a obra de Takahata, começando com a sequência da "floresta de enganos" de
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    .

    Os filmes de Takahata têm tido uma grande influência sobre Hayao Miyazaki, o que levou o animador Yasuo Ōtsuka a dizer que Miyazaki adquiriu seu senso de responsabilidade social de Takahata e que, sem Takahata, Miyazaki provavelmente estaria apenas interessado em quadrinhos.

    Tal como ocorre com Miyazaki, Takahata e Michel Ocelot são grandes admiradores do trabalho um do outro. Ocelot nomeou
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    e
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    entre seus filmes favoritos, enquanto Takahata usou
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    como exemplo-chave de objetividade usada para um efeito positivo, e também adaptou e dirigiu a dublagem japonesa desse filme.
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    [TD]Filmografia[/TD]
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    [TD]Entrevistas[/TD]
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    An Interview with Isao Takahata

    By Cedric Littardi
    AnimeLand (a French anime fanzine), issue #6 (July/August 1992) pages 27-29

    Translated from French to English by Ken Elescor in October, 1993
    Edited by Steven Feldman



    Mr. Isao Takahata was without a doubt the main personality at the Corbeil-Essonnes festival. Our meeting was quite surprising (in fact, I think I was the one who was really surprised). I met him in the second evening during the official days of the festival, at the dinner. He showed such an interest for everything which surrounds him, such a sensibility and such a curiosity that I don't know if I could call these pages an interview. As far as I'm concerned, I rather felt it as a situation of confrontation between two cultures, each one giving proof of a very deep curiosity towards the other. I don't know if, writing it down, I could give you this feeling which expresses itself in his whole behaviour and not only in his speech. For instance, he recorded some of our talks with a beautiful miniaturized Sony radio set, perhaps to study French language when he'd be back in Japan (come to that, this gave me the occasion to be quoted in ANIMAGE). Doing that, he showed the extreme relativity of our respective parts. In a way, he was inverting the parts of the interviewer and the interviewee.

    Perhaps the first thing to do is to describe him to you. Physically, he looks like a standard 50-year-old -- maybe younger -- Japanese man, a little smaller than the average. He spends a lot of time smoking. (Philippe LHOSTE said: "I saw Mr. Takahata stand up to take an ashtray. I'll be able to tell it to my grandchildren!")[1] Moreover, he has a deep voice, talks little, and thinks silently for a long time when asked a question before answering, which doesn't prevent him from asking for the question to be repeated as soon as his curiosity is awakened. Isao Takahata is the main lead of Studio Ghibli, along with his friend and colleague Hayao Miyazaki. He is the great author of Serohiki no Goshu (Goshu the Cellist), Hotaru no Haka (Grave of the Fireflies) and Omohide Poro Poro (Falling Tears of Remembrance).

    I met this exceptional man at table while he was coming back from the location from whence comes the famous rose of Versailles. After a few brief presentations during which I talked with him about European paronama, we began the present discussion.


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    Key to the dialog
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    [TD="align: right"]T:[/TD]
    [TD]Isao Takahata[/TD]
    [/TR]
    [TR]
    [TD="align: right"]I:[/TD]
    [TD]Interviewer Cedric Littardi[/TD]
    [/TR]
    [TR]
    [TD="colspan: 2"][HR][/HR][/TD]
    [/TR]
    [/TABLE]

    I: Mr. Takahata, I quite admire Japanese animation in general. It's why I'd first like to know what your favourite anime are, besides the ones you or Mr. Miyazaki produced.

    T: To tell the truth, I don't really have time to watch my contemporaries' anime. My work keeps me very busy and allows me little time to do anything else. On the other hand, I'd like to know what you'd answer if you were in my place.

    I: I admit this is a delicate question. If I excepted Studio Ghibli's works, I'd pick the spectacular Honneamise no Tsubasa (The Wings of Honneamise) produced by Gainax. Do you know this work?

    T: Yes, I know it. I've already had an occasion to watch it.

    I: And, did you enjoy it?

    T: -pause- No, not really.

    I: Oh?! And why?

    T: I'd like to get a better understanding of why you admire this work so much.

    I: It is not evident to explain. Perhaps, because it is a wonderful science-fiction work, produced in a exceptional way, with deep and expressive characters who experience a spectacular evolution. Moreover, there is this parallel world, created in a very accurate way, even in the very details. It is true that it is very different from your own works. Is that why you don't like it?

    T: I'd simply say that it is a matter of personal taste.

    I: Nonetheless, there should be some anime which had influenced you. Which ones induced you to do this job?

    T: I have to say that I'm very happy to be in France because it is a country I really like.[2] My career perhaps began thanks to my admiration for Paul Grimault. That's why I'm very glad to be able to show my movies here.

    I: How do you place yourself in comparison with the international reference in matter of anime, i.e. Walt Disney?

    T: I really enjoyed the first ones -- namely, Fantasia, Pinocchio and Snow White. But my own sensibility gradually and naturally took me away from the Disney Studios' full length films.

    I: So, which are the works which influenced you the most?

    T: Well, I quite admire the Canadian, Frederick Back, and the Russian, Yuri Norstein.

    I: Then, why don't you try to use similar drawing techniques (i.e. cut pieces of paper or pastel drawings)?

    T: It's simply a question of money. Their techniques are much more expensive than ours, much more conventional. That's why they are not used in Japan; production costs would be too high.

    I: You said that you like European cinematography. Did it influence you?

    T: Yes, that's right, I watched many European films and especially French ones. They help me a lot to obtain such a result in my work.

    I: However, some of your full-length films, in particular the splendid Omohide Poro Poro, could have been done as live films. So you chose to make them anime films to convey visual expressions, to express emotions, feelings, that you'd never be able to reach with actors in the cinematographic reality.

    T: That is exactly what I intended to do in Omohide Poro Poro, and I'm very glad you realized that.

    I: Congratulations! You were really successful in doing it.

    T: This is possible. I'd have something else to say to you about what inspired me, as well as any other anime producer in Japan. But, for this, I need some documents. So, I'll tell you about it tomorrow.

    I: I really thank you for this. About the production, I'd like to know exactly which are the respective roles you and Mr. Miyazaki play, since in Europe, there is a tendency to confuse your two works and to accredit them to your colleague.

    T: Yet, there is a noticeable difference. You don't see it because you don't speak Japanese.

    I: Did you work on some series like Shojo Alps no Heiji (Heidi, Girl of the Alps) or Lupin III, for instance?

    T: I was the editor for Heidi during the whole series. As for Lupin, I managed the production committee in which Miyazaki was working.

    I: I see. I'd also like to know why you suddenly began to produce full length films.

    T: Simply because I couldn't achieve any personal satisfaction with short length films. Besides, today, to produce a beautiful anime for TV is impossible, since the budget for one TV episode hasn't increased for the last ten years, in spite of the increase in price of production costs.

    I: How much is the budget of an anime in Japan?

    T: It depends a lot; between ¥100 and 800 million.

    I: I seize this opportunity to ask you: to whom are your movies aimed?

    T: To everyone, in general. I wish, nonetheless, to make clear that Omohide Poro Poro isn't suitable, of course, to the youngest; let's say you could watch it above 10 years.

    I: Are your movies extracted from novels?

    T: In general, I choose to produce adaptations of literary works. I often used to work on foreign works, already at the time when I was producing series. Hotaru no Haka is the adaptation of an autobiographical Japanese novel written by Nosaka AKUYUKI; but the book became famous only after the movie was out. With regard to Omohide Poro Poro, only some parts of the storyline come from a novel -- which was already more than ten years old.

    I: Don't you think that Hotaru no Haka is a little sad for a child? I have not met yet someone who was not reduced to tears after having watching it.

    T: I think that today we can hardly watch a natural death. For instance, people generally die in a hospital nowadays. I'd call it a scientific death. All I wished to find, beyond sadness, it is a straighter way to show things.

    I: And, what about grown-ups? For a European person, it seems impossible to see grown-ups watching anime. The cultural barrier which separate each one from the other seems quite incommensurable. Could it be because they grew up, watching anime?

    T: It is quite likely. In Japan, grown-ups very much like anime, especially since Kaze no Tani no Nausicaa (Nausicaa of the Valley of Wind), and they often take their children to watch them on week-ends, thus allowing the two generations to bring themselves together through entertainment. The average public is between 15 and 20, but, as I said, there are still more grown-ups since 1984.

    I: Yes, I understand well the part that played the first big Miyazaki('s work) for every public. Of all Miyazaki's works, which one do the young Japanese like the most?

    T: I think I can state positively that it is Tonari no Totoro (My Neighbor Totoro), a movie every child in Japan really loves.

    I: So do I. But I think I prefer the famous Tenku no Shiro Laputa (Castle in the Sky Laputa). What were your expectations in producing this movie? And where does its name come from?

    T: The name of the island comes from Gulliver's Travels, the famous Swift work. Laputa was an island which was floating in the air and wasn't receiving sunshine because it was too evil -- which explains the negative connotation of its name which is derived from the word "bitch" ("puta" in Spanish, and "pute" in French). But the storyline was modified considerably and now has nothing to do with the original Laputa. Miyazaki and I worked to make a real adventure movie. Yet, nowadays, there is no uneducated country, because they all know the world's secrets. We decided not to do like Spielberg, i.e. to locate the world's secret beyond the earth, in the universe. We wanted to make a movie whose action takes place on earth, because it is our earth.

    I: I also greatly admire Joe Hisaishi's music. His works are acknowledged outside the context of the movies for which he wrote the soundtracks.

    T: Indeed, he wrote magnificent pieces of music. Come to that, I was the one who was in charge of putting them in the full length films. Before Nausicaa, he was composing "minimal music" -- a very different kind of music.

    I: I never heard about it. What is it?

    T: It is modern music, composed with a limited number of sounds which are repeated continually, from which comes the name. I'd have liked to have had such a talented composer for my movies.

    I: But, at the beginning, all Studio Ghibli's movies were made profitable. It is very difficult to pay off such expensive anime in only one country.

    T: It has only been since Majo no Takkyubin (Kiki's Delivery Service) that our productions have become profitable. None of the previous ones paid off, in spite of their great popularity -- unless we take into account the selling of derived products and rights, in which case, we can consider the balance positive.

    I: With such a budget, you nonetheless have never used computer means to make the animation, have you?

    T: No, everything was done manually.

    I: In France, our national pride circulates the rumor that there could be a collaboration between Mr. Miyazaki and Jean Giraud (Moebius). What is the truth?

    T: Surely, both men regard the other highly. However, at the present time, we have to exclude the hypothesis of any work in common for a simple reason: both have very strong personalities.

    I: I understand; but on the other hand, were your works issued in foreign countries? For instance, we watched tapes from the American version (with 30 minutes cut) of Kaze no Tani no Nausicaa.

    T: Yes, indeed. They showed me this version, as well. It is absolutely horrible! They did an enormous and aberrant censorship; they cut Hisaishi's pieces of music, without forgetting the changed dialogues. It was a great error of Studio Ghibli and we haven't given broadcast rights to foreign countries since; and we'll never again give such rights without an attentive examination of the condition beforehand.[3] For that matter, the international rights for Nausicaa given to the U.S.A. will be over in 2 or 3 years. All these movies are grounded strongly in Japanese culture and are not conceived with an eye towards exportation. Censoring them is worse than betraying them.[4] This festival constitutes the first public broadcasting in a foreign country and I have to admit that I am very surprised by the public's reaction. Anyway, we're still very afraid of how our products will be used in foreign countries.

    I: Indeed, we know these problems. We try to obtain a better respect for Japanese anime, so as to maintain a level the nearest possible of the original work. Most certainly, this attempt is often hopeless, but we remain a dissenting voice.

    T: [Here, Mr. Takahata begins to speak French] I... er... agree with what you're doing.

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    Then we had to part company: he had to rest to prepare himself for the hard events of the day after. But the next day, once again, as he promised, he talked to all the magazine's staff (that was there this time) and to myself (we ate breakfast together) to explain some of the reasons of his inspiration, fundamentally based on Japanese culture.

    T: Here. This book contains the reproduction of a Twelth Century Japanese parchment. (He showed us a book containing the representation of a Japanese parchment which must be very long since each page represented a part of this parchment; thus, if they were torn out and placed side by side, we would have the entire linear parchment.) The original is made with two tubes around which are affixed the rolled parchment. Thus, the two tubes would be rolled by hand simultaneously so as to unthread the scenes. Thus, we have the first Japanese animated scene of history. On the other hand, the scenario is explained in ideograms at peculiar passages.

    So the story took place: of an incendiary who is eventually found and punished by the Emperor. Stylistic effects are plentiful: movement in the reading direction or in the opposite one, the presence of the same character several times in the same scene to show his movement, the characterization of faces, all expressing different emotions (for these, the work was focused solely on manipulations of the effects of light and shade which was very elaborate)... It would be very difficult to explain everything, since we'd have to show you these documents to explain their plastic meaning... In a methodic way, thus revealing a pedagogical mind -- so much so that he took care to describe each scene and each detail which he talked with us about later -- he kept on turning the pages, helping us discover the document. His ostensible purpose was to make us understand that the style used nowadays in the anime industry did not date back to the discovery of Walt Disney, but longer ago. In this document, we recognized the strokes of the outlines which made the characters, cinematographic plans, and an idea of the (virtual) movements, thanks to only the reading direction.

    T: The basis of such works have to be understood. They are mere scenes of everyday life, expressed in the slightest detail. This is an integral part of the Japanese culture, this is a very old translation. Moreover, please note the very expressive features of every face. You see, when I wanted to produce these full length films, no one thought that the subjects chosen could be done as an anime. They were wrong. The culture, the one which comes from our culture, explains for the most part all that we can find in anime nowadays. And, try to remember one thing, which counts the mosT: it is not the real, nor even the relationship with the real; it is only the line and the way of drawing.

    [HR][/HR][TABLE="width: 100%"]
    [TR]
    [TD="colspan: 2"]Notes from the translator[/TD]
    [/TR]
    [TR]
    [TD]1.[/TD]
    [TD]According to Olivier Cao, Philippe LHOSTE is "a head person among French otakus. A french otaku personality, if you will. He wrote many articles in many anime French fanzines, and even one in a Canadian anime fanzine -- namely, Protoculture Addicts; it was an article about anime in France -- and founded an anime APA [Amateur Press Association club] in France."[/TD]
    [/TR]
    [TR]
    [TD]2.[/TD]
    [TD]Cedric Littardi, the interviewer, noted: "I acknowledge some time after that he reads French -- even if his conversation was a little limited -- and that he even translated some works on some French artists."[/TD]
    [/TR]
    [TR]
    [TD]3.[/TD]
    [TD]It seems like France has filled these conditions since we have the rights to broadcast (this will be done next year) both Porco Rosso and Totoro.[/TD]
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    [TD]There is an Italian proverb that goes, "Translator, traitor" ("Traduttore, traditore," if my memory serves me). ;)[/TD]
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    A Personal Conversation with Studio Ghibli Director Isao Takahata

    Last February a special visit was made to the Anima 2006 in Brussels, Belgium. Of course this could have been to watch the beautiful animations of for example Youri Norstein, the Russian animation director who Hayao Miyazaki greatly admires. Or perhaps to see the short animated features which took part at the Palmares International Competition. However, this time the visit had a different reason. A better reason. The 25th edition of the Anima had a special guest this year: master animation director and co-founder of Studio Ghibli Isao Takahata. As guest of honour a retrospective of his movies took place, most of them never released in Belgium or even Europe, as well as a 2-hour conference by Takahata-san about Japanese animation. In addition, GhibliWorld.com had the chance to meet the director in person himself and ask him about his works during a personal interview at the 5* Metropole Hotel.


    One of the unique things about your movies is the fact that they are all completely different. Not only story wise, but most notably stylistically. You have once said that you originally planned Hotaru No Haka (Grave of the Fireflies) to look really different but had to go for a more regular look because of the time limit of the production. Can you tell me something about your original ideas for the film and how would it have looked like?

    “Well, that is not completely true. I originally wanted to research it more thoroughly, but around that time it was to be released March next year so unfortunately there was little time. So yes, I did wanted to do more research to look for more ideas for the film, but style wise I wasn’t planning to make it look completely different. Even though I couldn’t explore my directions completely, I am still very glad with result and I thank Hayao Miyazaki for this! During the pre-production stage of the film he was the one who advised me to make it, because this would probably be my only chance and otherwise it would have never been made.”

    (note: again Takahata shows his gratitude towards Miyazaki in relation to the making of Grave of the Fireflies, something he has done in other interviews as well).

    Linking back to the first question, about your films all having different styles, is there a particular reason for this?

    “Well, I do not fit in this logic of where I should change collaborators each time. I don’t know if this is normal in Japan, but animators do not let them be pushed into a corner of having only one clean animation style. They‘d rather have the capacity to adapt, like for example manga, which must have a graphic personality.”

    Except for the uniqueness of your films being all completely different style wise, they also one particular similarity. You could say that you have a preoccupation with realism with a oeuvre of films that all flirt with documentary.

    “I am unaware of my films being perceived like that in Europe, but there is indeed a documentary part in them. For My Neighbors the Yamadas, which was inspired by a manga, the heart is described in such a manner that one can see a documentary aspect there. I want to avoid inserting something completely unreal in the middle of a scene. This is a process which I refuse.”

    Sometimes this preoccupation with realism leads to propose harder scenes or images…

    “It is my intention to build a film with the aim of causing some particular emotion”, corrects Takahata. “I absolutely do not want to manipulate the reaction of the viewer. But the choice of using hard images is necessary: like it was necessary for Grave of the Fireflies to tell the story about how life was in a bombarded city.”

    Could you say that Grave of the Fireflies has an anti-war message?

    “I can understand people think it has, but I did not deliberately put an anti-war message in it.”

    Some current manga seem to portray the opposite and justify Japans part in World War II in terms of not having had a choice. What do you think about that?

    “I am not aware of this as I don’t read many manga, but if there would be such a trend in current Japanese manga I am fiercely against this. Also I completely disagree with that Japanese people that claim that Japan had no other option than to go to war. It was no reaction to something that happened, but Japan’s own choice to attack the other Asian countries and also the war with America was a result of this wrong choice.”

    With the exception of the short feature you made for Fuyu no hi (Winter days) we haven't heared a lot from you after My Neighbors the Yamadas was released. A contact from the French Buta-Connection informed me about your visit in France of yesterday where you told them something about three future animation projects. What have you been doing lately and could you tell something about this possible next Takahata-features?

    “This is true, I have been working on several projects. The first project is a traditional epic story about the large war between clan lords during the 12th century. I have also been busy with a project about the Ainu, a ethnic minority who live in the northern part of Japan (Hokkaido) from who it is said the Japanese people originated from. They have their own culture and left an oral literature. They also have remarkable lyric poetry and I would very much like to adapt one of these poetries. Then the final project I’ve been working on. Perhaps you know that Gauche the Cellist is an adaptation of one of the works by Kenji Miyazawa. Another project I’ve been working on is another adaptation on one of his works. I wrote many texts and I would very much like to adapt one of these projects, but they’re all still in their research stage. Unfortunately, they don’t advance much and I cannot tell you when they will be finished or even if they will actually be made.”

    Pompoko is your only film which is not an adaptation of a novel or a manga. Why?

    “I really do not regard it as a personal work. Anyway, not more than my other works. However, I had often wondered about the tanuki. They are part of the Japanese ecosystem, but one does not know them anymore in their true biological surroundings. Only the folklore remained. According to traditional Japanese tales tanuki are able to transform into humans. These stories stimulated my imagination. In Japan, a lot of tanuki get killed by cars when passing roads. It was difficult to explain that when they are able to take human form. The easy way was to justify it by a loss of their ability and their knowledge. Like us, they forgot their instincts. Another reason is that the tanuki always lived close to men near the forests, which made it possible for me to approach another topic as well: the relationship between men, nature and his environment. By destroying the forests, the tanuki disappeared, just like what happened with the extension of Tokyo.”

    Some people link Pompoko with eco terrorism. What do you think about that?

    Takahata-san laughs. “I did not know about this point of view. They consider the tanuki to be terrorists? But they are the victims. The film depicts a drama; it is the end of a world, the end of the tanuki world. I wanted the viewer to look from the point of view of the animals and try to make us perceive how our world appears to us seen from the outside. However, the terrorist label does not disturb me. Today, terrorists are public enemy number 1. But historically, terrorism was sometimes a mean of asking attention of the established society. This state of mind existed until in the seventies. Terrorism sometimes had the capacity to make the world or people reflect on their condition.”

    Your works are often anchored in realism. When something imaginary does happen, it is never related to any of the often used anime subjects like fantasy or science-fiction. Why is this?

    “I cannot speak for other countries, but in Japan there is indeed a domination of what I consider as "fantasy", in cinema or in manga. For these types of art, there are of course often interesting works. However, it’s because of its monopoly that the young people tend to consume only these types of works and only live in these chimerical universes. All of the video games or the films water the young spectators of these universes. Another element which strikes me is that aesthetically speaking, these works tend towards ultra-realism, either using real photos which are manipulated using a computer or using 3D often blurring the border between the real world and the "fantasy" world. The problem with this is that when the young people find themselves in reality, they find it dull and depressing and only dream of living in a factitious universe. I think this is a shame and consider it as dangerous. This is why I do not appreciate "fantasy" in general.”

    What is your opinion regarding people who say your work (Grave of the Fireflies and Pompoko) appear to have one constant: humans are not having it’s best day. They claim your films to be a little pessimistic.

    “Indeed, I have been told sometimes that my films tend to be pessimistic, but I do not agree / understand how one can come to this conclusion, even if this manner of perceiving them interests me.” Takahata-san looks at his characters and their story differently: “The end of Pompoko is completely clear. In the end it’s not all good, but if one chooses to live, it is necessary to have hope. It is the only way of living. That is my message, and I hope that my films contribute to that message!”

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    [TD]Curiosidades[/TD]
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    Apelido
    Paku-san

    Marcas registradas
    Frequentemente os protagonistas aparecem pegando trem, exceto em Horus: O Príncipe do Sol.
    Sempre mostra uma área não-urbana em algum ponto de seus filmes (ou até mesmo durante o filme todo), exceto em Chie the Brat.

    Trivia
    Não é um grande fã de fantasia.
    Gosta dos filmes de
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    .

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    Biografia e Filmografia:
    Entrevistas:
    Resenhas:
     
    Última edição por um moderador: 6 Out 2013
    • Ótimo Ótimo x 7
    • Gostei! Gostei! x 3
  2. Vëon

    Vëon Do you know what time it is?

    Re: Diretor da Semana - Isao Takahata

    Apesar da filmografia relativamente curta conheço muito pouco dele, só assisti Túmulo dos Vagalumes e Only Yesterday. Gosto bastante de ambos.
     
  3. [F*U*S*A*|KåMµ§]

    [F*U*S*A*|KåMµ§] Who will define me?

    Re: Diretor da Semana - Isao Takahata

    Cara.
    Excelente!

    Apesar de Miyazaki ser celebrado, Takahata é quase como um Kubrick aos meus olhos, filmografia curta mas toda obra dele é fantástica.
    Me surpreendi em ver que só faltam 2 dele pra eu fechar essa filmografia, vou fechar isso correndo. Achava que seriam mais. Fuyu no Hi eu assisti e não lembrava que tinha participação dele, é das animações recentes mais belas e experimentais graficamente.

    Eu só estranhei um pouco no inicio quando diz-se que ele se interessou por animação em 1980, e depois comenta que ele iniciou sua carreira em animação em 68.


    PS: Le Roi et l'Oiseau realmente vale a conferida.
     
    • Gostei! Gostei! x 1
  4. Morfindel Werwulf Rúnarmo

    Morfindel Werwulf Rúnarmo Geofísico entende de terremoto

    Re: Diretor da Semana - Isao Takahata

    Também estranhei isso, mas achei que eu é que tinha entendido errado.
     
  5. Quickbeam

    Quickbeam Rock & Roll

    Re: Diretor da Semana - Isao Takahata

    Esses dois são os meus favoritos do Takahata e talvez sejam os melhores da carreira dele, mas gostei de todos os que assisti. Lembro que comprei o laserdisc de Pom Poko no lançamento, sem nunca ter visto o filme, só por ser da Ghibli. Foi difícil entender o filme sem legendas, mas ele me cativou já na primeira vez. Diria que sofre um pouco com a longa duração (para uma animação, já que tem 2 horas) e o caráter episódico que adquire, mas em geral é divertido (os tanuki não aguentam ficar muito tempo sem brincar, comer e beber XD), inusitado (uma palavra: testículos! :lol:), exuberante (a sequência da parada rivaliza a casa de banhos de Chihiro) e tocante (aquele final...). Deve ser o filme mais abertamente "japonês" de Takahata, inteiramente imerso na cultura e no folclore japoneses, mas acho que isso o torna mais fascinante.

    Meus Vizinhos, os Yamada eu vi pela primeira vez com minha mãe e nós rimos bastante. São sketches da vida em família e não há trama, o que interliga os segmentos é só a temática. De novo, Takahata é bem minucioso em retratar o cotidiano daqueles personagens e, por mais que sejam quase arquétipos de uma família japonesa tradicional, ele consegue explorar aspectos universais do comportamento humano. Ao mesmo tempo, adoro o estilo de animação empregado, que lembra aquarelas infantis, mas que, por baixo da aparência simplista/minimalista, revela um olhar aguçado sobre a essência do que se pretende retratar.

    Só vi Horus, Gauche e Chie ano passado e, embora tenha gostado dos três, talvez precise revê-los para apreciá-los melhor. Horus é o que mais se aproxima de uma aventura típica, mas possui um tom mais sério e uma dose de ideias interessantes, inclusive lidando com temas políticos.

    Tirando o tom por vezes didático de Gauche, que me incomodou um pouco, o resto é deveras interessante, principalmente para fãs de música. Há um momento que me lembrou The Band Concert, o curta com o Mickey regendo uma orquestra, mas aqui o efeito é bem melhor explorado, ao mostrar o poder transcendental da Música.

    Chie é bem diferente do que se espera de um filme do Takahata. Por vezes é bem engraçado (pastelão, até), outras é wtf (como na luta entre os gatos), certamente offbeat para muitos.

    Winter Days é, como a maioria dos filmes colaborativos, irregular por natureza, mas também é experimental e atípico. No mínimo, vale a pena assistí-lo para apreciar o trabalho de gênios da animação como Yuriy Norshteyn e Aleksandr Petrov.



    Hmm, traduzi a informação da en.wiki, devo dizer que descobri que há muito pouco escrito sobre Takahata na web, pelo menos em inglês (até tentei ler páginas em francês e japonês para checar as informações, mas não tive muito sucesso). Por outro lado, fui eu que incluí a data de lançamento de O Rei e o Pássaro no texto, mas tenho a impressão de que Takahata pode ter visto a versão incompleta desse filme, que foi lançada em 1952/53 pelo produtor André Sarrut, contra a vontade dos autores, Paul Grimault e Jacques Prévert. O Rei e o Pássaro tem uma história de produção bem conturbada e levou décadas até ser finalizado e lançado, em 1980. Vou mudar o texto do post, porque o filme que foi lançado em 53 tinha outro nome, La Bergère et le Ramoneur (ou "A pastora e o limpador de chaminés").

    Pesquisei na
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    e acho que foi isso mesmo.



    Vale mesmo, no mínimo pela importância histórica dele.
     
    • Gostei! Gostei! x 2
  6. Hugo

    Hugo Hail to the Thief

    Re: Diretor da Semana - Isao Takahata

    Wow, nada vi do diretor ainda. Bora encher a fila de downloads aqui ...
     
  7. Excluído046

    Excluído046 Banned

    Re: Diretor da Semana - Isao Takahata

    Que tópico lindo, Quickbeam!

    :amor:

    Gente, Takahata também gosta de Kirikou e a Feiticeira :grinlove:.

    Entendo, perfeitamente, o fato de ele ter se interessado por animação depois de ver Le Roi et l'Oiseau. Se eu não gostasse de animação antes de ver essa, certeza de que mudaria de ideia, depois de ver. Btw, no meu caso, eu vi Le Roi et l'Oiseau por gostar de animação. Foi uma experiência muito válida.

    Não sei como, mas vi alguns, poucos, episódios de Akage no An. Certeza de que foi na casa de alguma amiga, via VHS e talz.

    Vi O Serviço de Entregas da Kiki, My Neighbors the Yamadas, Túmulo dos vagalumes e Only Yesterday. Gosto de todos. Mas Only Yesterday é o meu preferido. E eu duvido que os outros que ainda não vi vão tirá-lo do trono. Tenho paixão por cada segundo de Only Yesterday. Sério, é lindo demais. É sublime. (A Quézia concorda comigo. XD) Aí que eu tava olhando o trailer, ali, e senti vontade de ver novamente. É nessas horas que eu tinha de ter o dvd, né?

    Dos trabalhos dele como produtor, junto do Miza (olha a intimidade, gente!), gosto muito de Laputa, O Castelo no Céu (mas gosto mais de Nausicaa), tanto que até ensinei minha sobrinha mais velha (ela fará 10 anos, dia 4) a gostar. Quer dizer, não precisei ensinar nada, só vi o filme com ela, e ela ficou apaixonada.


    *Quézia = minha sobrinha
     

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