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Indignação (Philip Roth)

Tópico em 'Literatura Estrangeira' iniciado por Anica, 11 Jun 2009.

  1. Anica

    Anica Usuário

    [align=justify]Neste romance, Philip Roth surpreende críticos e leitores com uma história que escapa completamente à temática de seus últimos trabalhos, como Homem comum e o Fantasma sai de cena, que versavam sem meios tons sobre o fim da vida e suas mazelas físicas e espirituais. O que temos agora é a experiência iniciática de um jovem de dezoito anos, Marcus Messner, nascido e criado em Newark, Nova Jersey, esbanjando vigor, ambição, ousadia e desejos irrefreáveis ao ingressar na vida adulta.

    Filho único de um açougueiro kosher superprotetor, Messner busca uma faculdade do Meio-Oeste americano, bem longe de casa, o que lhe permite escapar da sufocante vigilância do pai, da medíocre universidade local onde cursara o primeiro ano e de suas funções como ajudante no açougue. Corre o ano de 1951, e os Estados Unidos enfrentam uma guerra cruenta na Coreia, conflito que paira como ameaça letal sobre o agora segundanista de direito em risco de ser convocado para lutar no front, caso não consiga se destacar nos estudos acadêmicos e no curso para o oficialato. Furtando-se, pois, a vícios, prazeres e uma vida social universitária, o personagem-narrador se entrega aos estudos de forma a jamais tirar menos que 10 em todas as matérias.

    Entretanto, um poderoso obstáculo se interpõe nos planos de Messner: seu próprio temperamento, irredutível a convenções hipócritas, como assistir a preleções obrigatórias sobre a Bíblia na igreja evangélica do campus e participar do mundinho das fraternidades. Isso sem contar a irrupção anárquica do sexo e do amor em sua vida, na figura tão adorável quanto enigmática de sua colega de classe Olivia Hutton.

    Indignação demonstra com sutil maestria as vias insuspeitas que conduzem eventos e escolhas aparentemente banais na vida de um jovem a resultados de uma gravidade desproporcional. Roth exibe neste romance curto, mas de enorme densidade humana, social, política e literária, um inconformismo explosivo de adolescente em busca de seus próprios caminhos na vida, alguns dos quais poderão incitar a ira vingativa de uma sociedade conservadora gerida por mentes tacanhas.[/align]

    Para saber mais sobre o autor,
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  2. Anica

    Anica Usuário

    Mais sobre o livro:

    Fonte:
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  3. Anica

    Anica Usuário

    E mais (sério que ninguém leu ainda? o_O):

    Fonte:
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  4. Ricardo87

    Ricardo87 Usuário

    Acabei de ler o livro agora. Meu primeiro contato com Philip Roth, presente de uma tia-avó... Muito bom, faz a gente pensar bastante. Além da lição final, já exposta acima, segundo a qual acontecimentos aparentemente insignificantes podem mudar toda uma vida, confesso que não sei exatamente a posição do autor quanto aos atos do personagem principal. Concluí, a princípio, que, embora ele me parecesse um pouco mimado, auto-centrado e individualista demais, fez o que tinha que fazer, se recusou a participar de cultos nos quais não acreditava. Acabou morrendo (indiretamente) por defender seu ateísmo, como temia, mas não se sujeitou a convenções que para ele nada significavam. O tom de ironia do livro, resultante da motivação tanto de Marcus Messner quanto das tropas inimigas que acabaram por abatê-lo no campo de batalha, também é motivo para reflexões... Alguma indicação de outro livro do mesmo autor? Pelo que vi, este destoa do conjunto da obra dele, focada principalmente na velhice, suas fraquezas e frustrações.
     
  5. imported_Catatau

    imported_Catatau Usuário

    Li a um mês atrás. Muito bom. Estou mudando o conceito que eu tinha do autor. Havia lido "O Professor do Desejo" e não gostei muito. Agora tenho que reler. Uma dica é "Um Homem Comum". Sim, é sobre a velhice. Mas é muito bom!
     
  6. thesunrises

    thesunrises Usuário

    Ganhei de aniversário de uma amiga querida esse ano :)
    espero ler em breve!

    (não sei quanto a vocês, mas, infelizmente, os livros que ganho de presente acabam sempre ficando meio que pra trás... esse é um grande problema de quem trabalha com literatura...)
     
  7. G.

    G. Ai, que preguiça!

    Gostei muito desse livro. Esse tema de descoberta do mundo, da vida me agrada. E os pontos mostrados pelo autor foram fortes, não me decepcionou o modo como o Roth conduziu a narrativa.
     
  8. Lucas_Deschain

    Lucas_Deschain Biblionauta

    Acabei de ler semana passada o Nêmesis, que é a última parte da tetralogia. Achei bom embora não genial. Alguém sabe exatamente qual é a ligação entre esses quatro livros?
     
  9. Jacques Austerlitz

    Jacques Austerlitz (Rodrigo)

    Olha, acho que essa organização não tem nada muito conceitual por trás. Segundo o
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    Eu tenho o Indignation pocket, e pelo que me lembro dele tava listado em "other books" ainda. Alguns livros do Roth são categorizados de acordo com o "autor" [Zuckerman (a Companhia até lançou esse mês uma coletânea de romances curtos do Zuckerman), Kepesh, Roth], mas esse novo grupo "Nemeses: short novels" não parece ter nenhuma grande interligação entre os livros.
     

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