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Eu me vi morto na beira da estrada

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por Luciano R. M., 15 Jul 2009.

  1. Luciano R. M.

    Luciano R. M. vira-latas

    Andando
    pelo acostamento
    da auto-estrada
    eu vi um
    corpo caído
    um carro com
    o vidro rachado
    e ensagüentado.

    O corpo tinha
    um rosto. E
    era o meu.
    Distraído
    pensando em
    minha própria morte
    não vi o carro
    aproximar-se
    e rachei-lhe
    o vidro com
    a cabeça.
     
  2. Fernando Giacon

    Fernando Giacon [[[ ÚLTIMO CAPÍTULO ]]]

    Cara, eu adorei essa definição para o atropelamento:
    "...e rachei-lhe o vidro com a cabeça."
    Você parece brincar com as imagens do poema, invertendo-as, dando pensamentos, e nesse embaralho todo deixa tudo muito mais emocionante. O que não aconteceria, se tu seguisse uma "ordem" lógica, pois perderia todo o encanto.
     
  3. Luciano R. M.

    Luciano R. M. vira-latas

    Gracías! A idéia foi exatamente a de 'confundir'. E deixar uma coisa cíclica: o protagonista viu o corpo e por isso foi atropelado, mas ele era o corpo.
     
  4. Anne

    Anne Visitante

    o_O. Super demais! MacabroXD. "O corpo tinha um rosto. E era o meu." Tremi. Gostei.^^
     
  5. imported_Cabal

    imported_Cabal O Poeta Aprendiz

    A cara do Luciano isso aí, muito bom.
     

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