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[eregion3] A queda das sete estrelas 2[L]

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por EduAC, 16 Mai 2012.

  1. EduAC

    EduAC Usuário

    Continuando a historia da queda das setes estrelas, agora no livro 2. Eu excluiu o capitulo 1 definitivamente da historia, apesar desse ser o capitulo 2 no blog. Ele agora passa a ser o capitulo 1 oficialmente.

    Capitulo 1: A Cidade do Ultimo Rei

    Geldan acordou com dor de cabeça. Estava deitado sobre uma cama confortável, olhou pro lado e viu o que parecia ser um quarto. Uma luz azul entrava pela janela, questionou-se aonde estaria, mas num canto sentada dormindo numa cadeira estava a garota que tinha encontrado na caverna.
    Agora lembrava de tudo tinha ido pra uma espécie de cidade subterrânea por causa de seu ferimento no braço. O estranho de tudo é quando estava pra chegar na cidade tudo ficou preto de repente e ele não lembra de mais nada. Será o que tinha o feito desmaiar? A grande pergunta seria porque?
    Levantou e foi andando até a porta do quarto e tentou abri-la mas estava trancada. Foi até a janela e constatou que estava no quarto andar e que seria impossível sair ou melhor dizendo escapar por ali. Voltou pra cama se sentou irritado, estava preso ali, mas porque estava preso? Não tinha feito nada para aquele povo. Deitou na cama e ficou olhando pro teto esperando sua companheira ali no quarto acordar.
    Depois de um tempo ela acordou e Geldan foi logo atacando ela com perguntas:
    - Posso saber porque a porta está trancada? Por acaso eu sou preso aqui?
    - Não foi culpa minha, é o meu pai. Os últimos tempos têm sido muito duros com nosso povo e ele não confia em você – respondeu ela sem graça.
    - E o que eu tenho haver com isso? Não fiz nada pra ninguém daqui – indagou Geldan.
    - Mas tem a haver com a profecia, meu pai nos últimos anos tem ficado obcecado por ela.
    - Que profecia?
    - Não sei direito é sobre os três reis do nosso povo, foi um mendigo que falou a muito tempo atrás – respondeu a garota.
    - Não entendo, o que isso tem a haver comigo? – voltou a questionar Geldan.
    - Talvez seja porque ela diga numa parte que um jovem aparecerá trazendo a guerra consigo, mas fique tranqüilo ninguém dá atenção ao que esse mendigo falou. Só o meu pai ficou obcecado de uns anos pra cá, ele supostamente associou a queda dos dois outros rei do nosso povo a isso.
    - O que aconteceu com os outros reis? – perguntou ficando curioso Geldan.
    - Caíram a muito tempo antes mesmo dos primeiros de vocês da superfície virem pra cá.
    - Você está falando dos servos de Fal Rah?
    - Não sei, mas esses que vieram pra cá são odiados por nós, pois trouxeram muita dor e sofrimento, além de tentarem escravizar nosso povo – Respondeu Jakerat.
    - Então eram os servos de Fal Rah, ele também são odiados pelo meu povo. Houve uma guerra contra Fal Rah e seus servos a muito tempo atrás, mas eu pergunto o que aconteceu com eles quando vieram aqui?
    - Meu avô expulsou eles, e nunca mais ouvimos falar deles de novo. Circulam boatos que eles teriam ido pros caminhos profundos e teriam construído sua grande estrada ali. No entanto nada conhecemos sobre lá, as leis das doze tabuas não permitem que nos aventuremos por aquelas bandas, dizem que nada de bom rasteja por lá.
    Ao ouvir aquilo de Jakerat, ficou claro pra Geldan que o caminho dele a seguir era aquela grande estrada dos servos de Fal Rah, devia ser aquele caminho que levava pra Wilol.
    - Quê caminhos profundos são esses? – perguntou curioso Geldan.
    - São Lugares cheios de maldade, você não iria querer ir pra lá – Afirmou Jakerat.
    Geldan coçou o queixo:
    - Porque esses tais caminhos profundos são proibidos de vocês de ir?
    -Porque as antigas leis da nossa tradição dizem que não podemos, de resto eu realmente não sei nunca conversei sobre isso com meu pai. Sempre lembro dele me dizendo desde os tempos de infância “nunca vá alem das antigas ruínas Jakerat”.
    - Interessante, vocês são cheios de mistérios. A curiosidade me chama pra aprender mais sobre seu povo, mas tenho uma missão a fazer. Afinal quando poderei sair daqui? – Questiona Geldan.
    - Enquanto não curar esse braço nada de sair daqui – Diz Jakerat olhando pro braço enfaixado de Geldan – E além do mais meu pai hoje vem aqui conversar com você.
    Geldan bufa e vira pro outro lado na cama. Não adiantava nada ficar preso ali, aquela menina estava perdida em Wilol e a cada dia que passava a chance de encontra-la era menor. Deitou na cama e ficou olhando entediado pro teto, assim ignorando Jakerat.
    - Vejo que não quer mais conversar comigo, então irei embora – Assim ela se levantou e puxando uma chave do bolso da calça, destrancou a porta e saiu.
    Geldan se virou na esperança de poder sair mas nesse mesmo momento entrou uma guarda no quarto e trancou a porta atrás de si. Tinha ela a expressão seria. A mulher tinha características muito semelhantes a Jakerat, pele de porcelana e cabelos prateados, entretanto a semelhança parava por ai, seu rosto era mais bruto em geral passava a idéia de seriedade e força maior que o rosto delicado da anterior. Tinha ela uma beleza diferente, algo indomável, exótico, Geldan não sabia direito como expressar em palavras esse tipo de beleza. A sua vigia usava uma armadura, essa tinha um brilho fosco diferente que qualquer metal que tenha visto, seus cabelos longos estava presos pra trás num grande rabo de cavalo.
    - De novo, já não basta me prenderem aqui e agora manda uma vigia – Afirmou o elfo irritado.
    A guarda não falou nada continuou parada enfrente a porta com uma expressão seria.
    - Não vai dizer nada? – tenta cutucar Geldan.
    - Não, meu trabalho aqui é proteger você e vigia-lo – responde a vigia em tom serio.
    - Me proteger? Contra o que? Contra vocês mesmos?
    - Primeiro de você, caso, acho que sabes o que estou falando e segundo proteger de outros. Não foram poucos que ficaram insatisfeitos com a chegada de alguém da superfície aqui.
    Geldan recuou surpreso pra cama. O que faria agora?
    Gylos avançava pra longe da cidade pra onde geldan tinha ido. O rio que antes tinha saltado agora corria rápido num leito fundo esculpido na pedra. Ia seguindo por ele, não sabia examente aonde ia dar, mas também não sabia muita coisa sobre aquele lugar todo ali embaixo da terra.
    A cidade ia sumindo na escuridão dali de baixo, enquanto Gylos se embrenhava cada vez mais numa floresta de cogumelos gigantes e fluorescentes. Tinha eles um brilho azul fantasmagórico. Ia caminhando entre eles desconfiado, aquele lugar todo era estranho pra ele. Não existia nada sobre isso nas bibliotecas de Orliã, a única menção ao subterrâneo era a suposta passagem ou estrada que os exércitos de Fal Rah tinha construído na época da guerra com o império. Não falava de toda uma vida silvestre e cultural ali, muitos menos se esse povo que tinha encontrado era amigo ou inimigo.
    Continuou andando por mais algumas horas, agora rio que antes corria rápido num leito fundo, agora ia lento e se espalhava amplamente pelo chão criando poças e alagadiços cheio de fungos e cogumelos menores. Parecia que Gylos tinha entrado numa espécie de pântano. Havia pequenos vermes brancos que rastejava no chão lentamente entre uma poça e outra, tinha também ratos e topeirinhas albinas sem olhos que corria de um lado pro outro comendo fungos no chão e atrás desses vermes. Veio de repente um chiado alto, o elfo botou as mãos no ouvido pra evitar a dor que ele causava nos seus tímpanos. Olhou envolta e todos os ratos, as topeirinhas e até mesmo os vermes tinham sumido. Aquilo não podia ser boa coisa. Olhou pra um daqueles cogumelos brilhantes gigantes e puxou as duas facas que tinha. Encravou elas no tronco dele e começou a escala-lo, não demorou muito e já tava quase no topo quando ouviu uma movimentação lá embaixo. Algo corria rápido, com passos rápidos e leves, pode perceber isso no som.
    Olhou pra baixo pra ver o que era. Viu um vulto andando pra lá e pra cá cheirando as poças do pântano e os fungos. Não dava pra destinguir bem a forma, parecia ser algo rápido com quatro pernas. Apoiado nas duas facas Gylos ficou quieto observando, a coisa gritou de novo, os ouvidos do elfo doeram, e uma segunda coisa apareceu. As duas juntas correram pra longe dali rumo a um destino desconhecido. Ele esperou um pouco, mas nada indicava que elas estariam por perto. Então começou a descida.
    Chegando ao chão uma coisa era certa na sua cabeça, tinha que o mais rápido possível sair daquele pântano, mas ao que indicava ela devia se estender por milhas. Observando bem aquele lugar parecia que até mesmo o povo dali de baixo evitava aquele lugar. Gylos não parou de andar então, procurava evitar a poças ao Maximo mas sempre uma vez ou outra enfiava o pé numa, sentia toda vez uma sensação de nojo quando isso acontecia. Ao final de que parecia ser um dia o elfo estava exausto, tinha que descansar mas aonde e como? Aquelas criaturas estranhas ainda podia estar por aí a espreita. Não tinha nenhum acompanhante pra fazer vigia. Tinha aqueles cogumelos gigantes, poderia dormir em cima de um deles, mas como faria pra chegar no topo de sua cabeça? Ou teria que achar um esconderijo? Mas será que tinha esconderijo seguro ali?
    Achava que o cogumelo gigante era a sua melhor alternativa, assim outra vez lá foi ele escalar. Usou o mesmo método de anteriormente, foi com as facas ficando no tronco e subindo. Chegou aonde o tronco encontrava com a cabeça em forma de guarda chuva, pensou poderia tentar fazer um buraco e subir por ele ou tentar andar de cabeça pra baixo usando o mesmo método que tinha usado pra escalar o tronco. Claro que não sabia se suas facas aguentariam seu peso e se caísse era morte na certa, já a outra possibilidade ele não sabia a espessura da cobertura da cabeça do cogumelo. Pensou e pensou, tentaria pelo método de fazer um buraco. Enfiou a lamina até o cabo no tronco e com algum esforço subiu sobre o cabo da própria faca e fico em pé cima dele. Com a outra faca na mão enfiou ela na cobertura. Para sua felicidade não parecia ser muito dura, então começou a cortar em forma circular. Depois de algum tempo fechou o circulo, deu soco na parte central dele e ele saiu como uma tapa revelando o outro lado. Gylos botou as duas mãos na borda e se levantou pra parte superior. Ali se arrastou pra parte mais central e caiu em sonhos profundos.
     
    Última edição: 16 Mai 2012
    • Gostei! Gostei! x 1
  2. Oba, a continuação chegou :joy: O capítulo ficou muito bom e retoma bem a história. Esse povo que vive embaixo da terra é cheio de mistérios... Fiquei curiosa sobre eles e também sobre as criaturas que perseguiram Gylos.
     
  3. EduAC

    EduAC Usuário

    O capitulo 2 vai demorar um pouco. Pq no final do livro 1 eu larguei uma batata quente pra mim mesmo, como eu vou explicar a fuga do lucas e da aryna. To quebrando a cabeça aqui.:think:
     

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