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Notícias Concorrência inflaciona aluguel de espaços em livrarias e reduz variedade dos destaques

Tópico em 'Generalidades Literárias' iniciado por Ana Lovejoy, 29 Dez 2012.

  1. Ana Lovejoy

    Ana Lovejoy Administrador

    Duas semanas atrás, quem passasse pela Fnac da avenida Paulista ou por quatro das megastores da Saraiva em São Paulo corria o risco de esbarrar num hobbit, um dos pequenos seres que habitam a ficção de J.R.R. Tolkien.

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    Mais do que isso: poderia ouvir o homenzinho comentando seu estilo de vida, esmiuçado na autoajuda "A Sabedoria do Condado", de Noble Smith, que a Novo Conceito lançou por ocasião da estreia do filme "O Hobbit".



    A ação exigiu da equipe de marketing da editora paulista certo jogo de cintura -na véspera do Natal, anões com talento para interpretar hobbits já estavam ocupados como ajudantes de Papai Noel em shoppings- e um grande investimento em dinheiro.

    Não só pelo cachê dos atores e pela autorização das livrarias para mantê-los nas lojas, mas também para garantir a boa exposição dos livros durante a ação. Na Fnac, por exemplo, manter um título 15 dias em destaque na beira de uma gôndola custa R$ 5.000.

    Esse é só um exemplo recente do ponto a que chegou um procedimento comum no Brasil há uma década, mas cada vez mais concorrido: o aluguel, por parte de editoras, de espaços em livrarias para expor seus títulos.

    É comum que livros destacados em gôndolas, em pilhas no chão ou nas vitrines estejam nesses lugares não por mera recomendação dos livreiros, mas porque os editores pagaram uma boa quantia para mantê-los à vista.

    Com a disputa cada vez mais acirrada entre grandes editoras, esse mercado vem sofrendo reajustes muito superiores aos da inflação.

    Reportagem da "Ilustrada" em 2006 informava que editoras pagavam até R$ 2.000 para expor obras por 15 dias nas lojas. O valor hoje pode chegar a R$ 10 mil, segundo a Folha apurou. Um aumento de 400%, ante menos de 40% de inflação acumulada no período, segundo o IPCA.

    "Com o surgimento de grandes editoras, como a Novo Conceito e a Intrínseca, e o crescimento de outras, como a Sextante e a Companhia das Letras, o espaço ficou mais concorrido", diz Marcos Pereira, sócio da Sextante, uma das maiores do país.

    "Com isso e com a profissionalização das livrarias, a exposição do livro, que era meramente uma questão de relacionamento e de gosto do livreiro pelo produto, acaba virando um negócio à parte."

    CURADORIA

    "As livrarias estão se profissionalizando. Além do espaço físico para comercializar o livro, como antigamente, ela hoje precisa se rentabilizar. Sem isso, a conta não fecha", diz Rodrigo Castro, diretor comercial da Cultura.

    A rede da família Herz cobra até R$ 5.000 por 15 dias de exposição na vitrine, com adesivagem, e R$ 2.000 pelos "cubos", caixas de madeira afastadas das gôndolas.

    "Fazemos questão de deixar clara a diferença entre o que é curadoria da loja e quais os espaços para ações de marketing, que sempre precisam antes ser aprovadas pela livraria", afirma Castro.

    Para o leitor, entretanto, a distinção não é tão clara.

    Editores dizem que pilhas de livros, como as do tablado central na loja principal do Conjunto Nacional, não são negociadas na Cultura, embora o sejam na Saraiva, na Fnac, na Laselva e na Travessa.

    Em quase todos os casos o pagamento pode ser feito com descontos maiores na hora da compra ou consignação de títulos pelas livrarias.

    Mas nenhum livreiro gosta de tratar do assunto tão abertamente. "Nós é que decidimos os destaques. O que acontece é que às vezes convidamos editoras a participarem da decisão", diz Marcílio Pousada, CEO da Saraiva.

    Algumas editoras participam tanto que várias lojas se sentiram em condições de, no último ano, aumentar os preços dos espaços, limitados. Até 2011, expor por 15 dias uma pilha de livros, o chamado "metro quadrado", numa loja da Fnac custava R$ 5.000. Hoje, paga-se R$ 8.000 pelos mesmos espaço e período.

    Mas nem todo destaque é pago. Segundo todos os livreiros ouvidos pela Folha, a Intrínseca há meses não precisa desembolsar nenhum centavo para garantir os montes de pilhas dos "Cinquenta Tons" espalhadas pelas lojas. "Estão lá porque vendem", diz Samuel Seibel, da Livraria da Vila, que não negocia espaço -apenas anúncios na sua revista mensal.

    Situação diferente acontece com "Morte Súbita", de J.K. Rowling. Um livreiro disse à Folha nunca ter visto investimento tão maciço quanto o que a Nova Fronteira fez.

    Até a pequena Argumento foi assediada. A editora tentou comprar espaço nas cinco vitrines das duas lojas, mas a negociação não avançou.

    Procurada, a Nova Fronteira não quis se manifestar. É provável, comenta-se no meio, que o contrato com a autora estipule uma parcela mínima -e alta- de marketing.

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  2. Clara

    Clara Que bosta... Usuário Premium

    Que coisa mais triste.

    Enquanto isso, se você quer um livro de alguma editora que não faz esse tipo de "trabalho", tem que ficar gastando sola de sapato pra caçar um exemplar, ou comprar na internet.

    E isso até com os lançados há alguns meses, recentemente procurei na Saraiva, em duas lojas, o novo livro do Lovecraft "A Busca Onírica por Kadath", da editora Hedra, ambas não tinham em estoque, só por encomenda, e numa delas o vendedor fez essa constatação no terminal ao lado de uma pilha de "Cinquenta Tons de algo...".
    Era uma pilha mesmo! mais alta que eu.
    Só pra constar, tenho 1,73. =/

    Anhã, Cláudia. Senta lá.

    :mentira:
     
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  3. Ana Lovejoy

    Ana Lovejoy Administrador

    isso para não falar do despreparo de alguns dos vendedores de livros, né. pedi de natal a caixa do don quixote para minha mãe, e para facilitar o trabalho dela falei: mãe, é o don quixote da companhia das letras. carinha disse que "não estava achando", aí minha mãe me ligou e eu disse "mãe, diz para ele que saiu pela penguin-companhia", aí minha mãe falou isso e o cara achou. gente, precisa de muito neurônio para saber que o don quixote da companhia do qual minha mãe falava era o da penguin-companhia? fala sério.

    teve outra que eu lembro até hj, do tempo da faculdade. precisava de a literatura brasileira através dos textos, do massaud moisés. SEMPRE, e sério, SEEEEEEMPRE foi meu hábito eu mesma buscar o livro que eu queria porque via de regra eu sabia exatamente onde estava, e quando não sabia, bem, eu curto ficar fuçando os livros na livraria enquanto procuro o que eu quero. mas naquele dia sei lá pq resolvi chegar direto no vendedor e perguntar se tinha o livro. ele nem procurou direito e foi para o computador "hum,não temos não.". ok. fui fazer minha olhadela habitual e pans, em vermelho e amarelo berrante a lombada do livro ali na parte de crítica literária. peguei o livro e falei "era esse aqui, ó". aff.
     
  4. Ou os atendentes já vão te empurrando as modinhas.
    Tudo bem virem oferecer ajuda e tals, mas essa tentativa de direcionar para "o novo fenômeno editorial" sempre é muito irritante.
     
  5. Ana Lovejoy

    Ana Lovejoy Administrador

    né? lembrei na hora desse caso aqui >>
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  6. Clara

    Clara Que bosta... Usuário Premium

    Eu também raramente peço ajuda pra atendentes.
    Perda de tempo porque raramente eles te ajudam efetivamente, e ainda se corre o risco de tentarem te enfiar goela abaixo essas coisas. =/



    :rofl:

    O que fazer numa situação dessa?
     
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