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Cera de libélula pode virar protetor solar

Tópico em 'Ciência & Tecnologia' iniciado por Fúria da cidade, 15 Set 2016.

  1. Fúria da cidade

    Fúria da cidade ㅤㅤ ㅤㅤ ㅤㅤ




    Divulgação
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    Libélula da espécie Erythrodiplax ana


    É possível criar um filtro solar que não só protege a pele da radiação ultravioleta como também impede que você se molhe e ainda não deixa a areia da praia grudar na sua pele? Uma espécie recém-descoberta de libélula produz uma cera bastante parecida com esse superprotetor solar hipotético, mostram estudos de pesquisadores brasileiros.

    O trabalho com a Erythrodiplax ana, encontrada no cerrado perto de Uberlândia (MG) e na chapada dos Guimarães (MT), está começando, mas as primeiras análises do material que recobre o corpo dos machos indicam que ele tem potencial para inspirar tecnologias inovadoras.

    "Imagine voar naquele sol do meio-dia típico de Cuiabá, com temperaturas de 40 graus Celsius. É natural que o bicho tenha criado maneiras de refletir os raios ultravioleta", diz o biólogo Rhainer Guillermo-Ferreira, da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos). "Dá para pensar em maneiras de aplicar essas propriedades em instrumentos ópticos ou até em automóveis."

    A descrição da espécie está em artigo na revista científica "Zootaxa". Outra libélula brasileira, a Zenithoptera lanei, também foi estudada pelo pesquisador e seus colegas. Os machos das duas espécies possuem uma coloração azul iridescente que deriva, entre outras coisas, da estrutura complexa de cristais de cera microscópicos presentes na superfície do bicho (veja infográfico).

    SAGA FAMILIAR

    O nome científico da espécie homenageia Ana, mulher de Guillermo-Ferreira, que passou por uma gravidez de risco na época em que os pesquisadores concluíam a descrição do inseto.

    "A Ana começou a apresentar sinais de hipertensão. Após os exames, a gente descobriu que a quantidade do líquido amniótico estava muito baixa e que havia uma restrição de fluxo de sangue para o feto", conta o biólogo.

    Ana passou dois meses internada e, após parto difícil, deu à luz a filha do casal, Giovana, hoje com um ano e meio de vida. "Ela nasceu de 27 semanas, pesando só 1 kg, mas está tudo bem com ela hoje", diz o pai, que falou com a reportagem por telefone com a pequena no colo.

    A E. ana foi descoberta no ambiente imortalizado pelo escritor mineiro Guimarães Rosa em Grande Sertão: Veredas. Com efeito, as chamadas veredas –áreas de terreno pantanoso e vegetação aberta– são áreas de biodiversidade pouco conhecida.

    "A gente primeiro coleta os exemplares em campo e então os compara com guias de identificação ou com exemplares de museus, por exemplo". Além dos insetos adultos, a equipe também obteve larvas e as criou em laboratório, podendo observar boa parte do ciclo da vida da espécie.

    "As larvas de libélula são predadoras vorazes que chegam até a comer pequenos peixes –na verdade, a gente brinca que elas comem praticamente qualquer coisa que se mexa, então não foi difícil alimentá-las", diz Diogo Vilela, outro autor do estudo.

    As libélulas E. ana vivem no entorno de pequenos corpos d'água das veredas. Os machos, bastante agressivos, defendem os locais de pouso e as fêmeas com quem acasalam. São só eles que possuem a coloração azulada, que vai ficando cada vez mais marcante conforme o bicho amadurece. No caso da outra espécie brasileira, a Z. lanei, testes mostraram que a cor serve de aviso contra rivais.

    Junto com colegas da Universidade de Kiel (Alemanha) e com o químico Marcelo Gehlen, da USP de São Carlos, Guillermo-Ferreira vai investigar a cera e a viabilidade de produção em laboratório. Além da proteção contra o sol, ela também impede que os insetos se molhem. "E ela é autolimpante: mesmo com a poeira do cerrado, você vê que o bicho não se suja", diz.

    A análise das camadas de cera também pode ajudar na conservação das libélulas e de outras espécies. Tudo indica que ela é capaz de absorver poluentes com facilidade, servindo como indicador da qualidade ambiental das regiões onde o inseto vive. "Seria possível fazer essa análise de forma não invasiva, sem sacrificar o animal", diz Guillermo-Ferreira.

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    Bom trabalho de pesquisa nacional, que tomara vire realidade.
     
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