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Candidatos de Irã, Uganda e Uruguai concorrem nas eleições municipais

Tópico em 'Atualidades e Generalidades' iniciado por Morfindel Werwulf Rúnarmo, 4 Out 2012.

  1. Morfindel Werwulf Rúnarmo

    Morfindel Werwulf Rúnarmo Geofísico entende de terremoto

    [h=2]Mais de 1,4 mil brasileiros naturalizados vão participar do pleito.
    Para se candidatar, estrangeiros devem ter a cidadania brasileira.[/h]

    Candidatos nascidos em Uganda, Uruguai e até no Irã disputam as eleições municipais no Brasil neste ano. Levantamento realizado pelo G1 com base nos dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aponta que 1.450 cidadãos naturalizados brasileiros irão participar do pleito.

    Para disputar um cargo eletivo no Brasil, o estrangeiro precisa da cidadania brasileira e ter título de eleitor expedido ao menos um ano antes da eleição. Em 2012, a participação caiu 18% em relação às últimas eleições municipais, em 2008, quando 1.770 estrangeiros concorreram.

    Neste ano, os candidatos são de pelo menos 35 países das Américas, Europa, Ásia e África. Ao G1, alguns deles relataram ter migrado para o Brasil fugindo de regimes totalitários ou em busca de melhores condições de vida.

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    Em cima, Jetender (esquerda) e Patrício (direita); abaixo 'Taliban' e Professora Nélida (Foto: Reprodução/TSE)​

    O médico Jetender Singh Kalsi disputa a Prefeitura de Morro Grande (SC). Filho de indianos, Jetender nasceu em Uganda, no leste da África, mudou-se para o Brasil em 1972, quando tinha apenas 2 anos, e instalou-se com a família em Vila Alegre (RS).
    conta.

    diz o candidato, que não cogita deixar o país.

    Apenas 189 dos 1,4 mil candidatos estrangeiros declararam a cidade natal no registro de candidatura. Os demais preferiram citar as cidades brasileiras onde vivem.

    Dentre os 189, o Uruguai é o país com o maior número de representantes, com 22 candidatos, seguido de Líbano (19), Bolívia (14), Itália (12) e Espanha (12).

    A funcionária pública Nélida Rodriguez nasceu em Montevidéu e disputa pela primeira vez uma vaga na Câmara Municipal de Jaciara (MT).

    Ela conta que veio para o Brasil com o marido e o filho pequeno há 32 anos. Primeiro moraram em Cuiabá, depois em Jaciara. A família deixou a cidade natal durante a ditadura militar uruguaia.

    afirma.

    complementa.

    O estado brasileiro com a maior concentração de candidatos naturalizados é São Paulo, com 213, seguido de Minas Gerais (194) e Bahia (155).

    Dois iranianos concorrem a cargos em São Paulo: Farvardin Asazadeh Asgarabadi, de 45 anos, é candidato a vereador em Pindamonhangaba, e o corretor de imóveis Peyman Rahbaran luta por uma vaga na Câmara Municipal da capital.

    Natural de Teerã, a capital iraniana, Asgarabadi deixou o país em 1991, em busca de melhores condições de ajudar a família. Depois de sete anos no Japão, chegou ao Brasil em 1998. Pai de dois filhos, o camelô virou candidato após convite de integrantes da comunidade:
    afirma.

    Asgarabadi conta que concorre com o nome de urna “Taliban”:
    explica.

    Já Rahbaran usará o nome pelo qual é conhecido pelos moradores no Centro de São Paulo: Patrício. Ele afirma que pretende angariar votos dentre naturalizados brasileiros e imigrantes que se identificam com o seu modo de ver a cidade.

    afirma.

    O corretor deixou o Irã há dez anos, mas diz que continua acompanhando as discussões internacionais sobre a comunidade muçulmana e os riscos de guerra envolvendo o seu país natal.
    afirma.

    Legislação

    Os estrangeiros naturalizados podem concorrer a cargos eletivos no Brasil desde que sejam naturalizados.
    explica o advogado Alberto Rollo, especialista em direito eleitoral.

    A exceção é a corrida eleitoral para a Presidência da República. O cargo é exclusivo para brasileiros nascidos no país, conforme estabelece a Constituição Federal. Também é vedado aos brasileiros não natos ocuparem a vice-presidência, a presidência do Senado e da Câmara dos Deputados.

    Salvo os casos previstos na Constituição, os brasileiros natos e os naturalizados possuem os mesmos direitos e deveres. Caso o candidato naturalizado seja indiciado por crimes ou tenha o mandato cassado,
    explica Alberto Rollo.
    acrescenta.

    Portugueses

    Já os portugueses que pleiteiam um cargo no Brasil somam 61. O número é 50% menor que o registrado nas eleições de 2008, quando 123 portugueses se candidataram. A eles não é exigida a cidadania brasileira, apenas a residência permanente no país. De acordo com a Constituição, eles possuem os mesmos direitos políticos inerentes aos brasileiros.

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