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Brasileiros ganham prêmio com app para aliviar hospitais na pandemia

Fúria da cidade

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Tela do Cautio, app que ajudar pacientes a ser monitorados à distância em casos de pandemia Imagem: Divulgação


Um time de brasileiros que moram em três países diferentes conseguiu criar um aplicativo em pouco mais de 48 horas para tentar ajudar uma das principais vítimas da pandemia de coronavírus: o paciente infectado que não consegue atendimento hospitalar devido à superlotação do sistema de saúde.

Chamado Cautio, o projeto ganhou um prêmio de 5 mil euros (R$ 28,4 mil) para ser executado, num concurso que aconteceu num final de semana de abril. O The Global Hack, apelidado de "hackathon", reuniu online mais de 12 mil participantes de 100 países, focados em 500 iniciativas originais para combater a crise mundial da Covid-19.

"Cada vez mais se escuta sobre os hospitais sobrecarregados e as UTIs que não estão dando conta. Fiquei imaginando a realidade das pessoas que são mandadas de volta para casa e, muitas vezes, ficam a ver navios", disse a Ecoa advogado brasileiro Filipe Costa, especialista em direito internacional público.

Costa, baiano de 24 anos que mora em Genebra, na Suíça, se reuniu com outros quatro brasileiros para desenvolver a ideia no "hackathon": um designer que vive em Bauru, interior de São Paulo, e três engenheiros que vivem em Estocolmo, capital da Suécia, e trabalham na Klarna, a maior startup financeira da Europa. Para completar o time, veio outro colega da Klarna, da República Dominicana.

Como funciona o app


A plataforma pode ser usada no celular ou computador, conectando paciente, hospital e governo. O app coleta dados em tempo real e fornece acompanhamento médico à distância para quem tem sintomas e não conseguiu dar entrada num hospital. O usuário não paga pelo uso, mas uma taxa deverá ser cobrada das instituições de acordo com o número de pacientes cadastrados.

Enquanto o doente ou seu cuidador registra informações sobre sua saúde diariamente, como temperatura e sintomas, os hospitais monitoram seu desenvolvimento e podem então adotar hospitalizações no caso de piora, cooperando em rede para uma melhor distribuição dos leitos.

Segundo os criadores, o objetivo não é criar apenas um canal médico-paciente e sim um ambiente onde hospitais e governos possam rastrear o desenvolvimento da doença em pacientes mandados para casa e analisar as tendências da pandemia para tomada de decisões. O governo tem acesso apenas a dados anônimos e encriptados.

Com o produto praticamente pronto em mãos, o principal desafio agora é conseguir apresentá-lo para secretarias de saúde e responsáveis pela administração de hospitais públicos e privados, seja no Brasil ou em outros países.

"A implementação por um município, por exemplo, poderia acontecer o quanto antes", disse Costa, que até fevereiro trabalhava numa agência da ONU especializada em políticas e serviços postais entre as nações.

Dados protegidos

O nome Cautio foi inspirado no latim e significa cautela, precaução. Durante o hackathon de 48 horas, o projeto foi criado e aperfeiçoado com ajuda de apresentações online para mentores da Estônia, Alemanha e Austrália.

Uma das sugestões dos mentores foi integrar o aplicativo a um hardware, como pulseiras fitness que já existem no mercado, para alertar o usuário quando ele sair de uma zona de quarentena. "Poderíamos fazer de uma forma sem ferir os direitos do paciente", acredita o advogado.

O engenheiro Andrei Sousa, que morava em Brasília antes da mudança para Estocolmo em 2018, explica que a plataforma estará a par com legislações internacionais de proteção de dados e poderá receber todo tipo de informação sensível, uma de suas especialidades na Klarna, empresa de pagamentos online e serviços financeiros.

Foi Sousa quem teve a ideia de entrar no Global Hack, após participar de um hackathon local organizado pelo governo sueco no mesmo mês. Ele conheceu Costa e o ilustrador Enrico Hion na internet há mais de cinco anos, quando os três moravam no Brasil e gostavam de jogar online conversando pelo Discord.

"Dados médicos são tão sensíveis quanto dados bancários, talvez até mais", acredita Sousa, 24 anos, que trabalha ao lado dos brasileiros Célio Latorraca e Yurick Hauschild. "Então o sistema tem de ser projetado para segurança máxima. Por sorte, isso é literalmente o que eu e o Célio fazemos no dia a dia."


 

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