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Admissão de Princípe William em Cambridge gera revolta de alunos

Tópico em 'Atualidades e Generalidades' iniciado por Fúria da cidade, 3 Jan 2014.

  1. Fúria da cidade

    Fúria da cidade ㅤㅤ ㅤㅤ ㅤㅤ

    Alunos e ex-alunos da Universidade de Cambridge se revoltaram com a notícia de que o Princípie William estudará gestão agrícola na instituição. O jornal da tradicional instituição, "The Tab", informou que as notas do herdeiro real não seriam suficientes para ele conseguir uma vaga lá.

    "Normalmente os alunos precisam A * AA em um nível para ganhar a entrada para a Universidade de Cambridge, enquanto o príncipe só conseguiu um medíocre ABC", escreveu Will Heilpern, redator do jornal.

    Formada na instituição, Mellissa Berrill, escreveu para jornais locais dizendo que a admissão de William a deixa "envergonhada". "Eu não posso mais reclamar que a classe não tem nada a ver com as admissões, porque ele está ingressando na universidade porque precisa de treinamento para assumir seu 'cargo' de Duque. É um insulto a todos os estudantes cujas notas são iguais ou melhores que a dele e que não conseguiram um passe livre para Cambridge", desabafou a jovem.

    O príncipe William, de 31 anos, voltará às aulas no início de janeiro para dez semanas de formação em gestão agrícola na prestigiada Universidade de Cambridge, indicou nesta segunda-feira o Palácio de Kensington.
    "O curso foi concebido para ajudar a fornecer ao duque de Cambridge uma compreensão das questões contemporâneas que afetam os negócios agrícolas e as comunidades rurais da Grã-Bretanha", informou a fonte, acrescentando que a formação começará no início de janeiro.

    O príncipe William, que está "ansioso" para descobrir essas aulas, assistirá entre 18 e 20 horas de aulas por semana, na forma de seminários, conferências ou reuniões.

    Ele terá que fazer trabalhos e participar de atividades de campo.

    Esta formação vai permitir ao príncipe William se preparar para a gestão do Ducado da Cornualha, que possui 53.000 hectares e que foi criado para proporcionar renda para o filho mais velho do monarca e herdeiro do trono.

    O príncipe Charles é atualmente o beneficiário, mas o príncipe William assumirá a gestão o dia em que seu pai virar rei.

    O príncipe William, segundo na linha de sucessão ao trono e pai do príncipe Georges de cinco meses, deverá dividir seu tempo entre as aulas em Cambridge e seus demais compromissos reais.

    O Príncipe William participou de cursos de história da arte e de geografia na Universidade de St Andrews, na Escócia. Durante esses estudos ele conheceu sua esposa, Kate.

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    Nada como ter a sua disposição uma cota pra príncipes ou "bolsa-realeza" hein?
     
  2. Neoghoster Akira

    Neoghoster Akira Brandebuque

    Teve um filme recente que tratava desse tema. O nome era "The Descendants" e vale dar uma espiada para quem se interessa em ver fatos históricos através da lente dos conflitos familiares.

    No filme o astro George Clooney atua no papel de um descendente de uma das primeiras famílias donas de terras na ilha do Havaí.

    E lá na sinopse dizia que o personagem herdaria 25000 acres de terra do Havaí ou pouco mais de 10000 hectares (um quinto dos 53000 hectares ingleses mencionados na notícia).

    A partir daí o foco do filme não fica mais diretamente na terra, mas se volta para explorar as relações das pessoas que cuidam das terras uma vez que o peso de ter uma área tão importante obriga o personagem do filme a se reequilibrar por causa das lutas em torno dos direitos futuros de administração daquele pedaço de chão.

    É interessante porque a família do personagem começa de um jeito esfacelado e subdesenvolvido, com filhos e pais sem conversarem direito uns com os outros, em parte por causa de seu envolvimento com um turbilhão de coisas. (de certa forma a terra está sempre sob risco de fugir das mãos dos proprietários por causa dos interesses de terceiros).

    Resenha em inglês (se for para português na Wikipedia também tem algumas):

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  3. Mavericco

    Mavericco I am fire and air. Usuário Premium

    E anos atrás, o mundo assistia, encantado, o casamento encantado do príncipe e da "plebeia". Aham.
     
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  4. Mercúcio

    Mercúcio Well-Known Member

    Alguém que tenha estudado em algumas das escolas mais prestigiadas da Inglaterra, como o tradicional Eton College (fundado no século XV), tendo recebido educação de primeira qualidade, tendo crescido em meio ao luxo, bancado pela sociedade civil apenas por ter nascido na "família certa", ainda precisou desse empurrãozinho?
    Bom, que fazer? De maneira geral, a monarquia está calcada em uma noção de privilégio. Ingleses, deal with that!
     
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  5. O que fazer? Revolução, oras. Mas não vai acontecer.
     
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  6. Bel

    Bel Moderador Usuário Premium

    Detalhe que as notícias estão dizendo que o curso foi concebido pra ele, William.
     
  7. Paganus

    Paganus Visitante

    Revolução.

    Substituir essa monarquia burguesa por um aristocracia realmente kshátrica, onde as instituições sejam menos centros de masturbação intelectual que verdadeiras encarnações do espírito tradicional, onde o igualitarismo seja esmagado, fronteiras sejam estabelecidas entre a plebe e a nobreza. Onde a nobreza não necessite de aval de castas inferiores e pressão de organismos externos, mas se firme por si mesma, ordenando e comandando de cima.

    Onde não seja a necessidade de refinamento intelectual de uma nobreza sanguessuga, sem virilidade, nem ligação com as artes sacras da guerra e da metapolítica que faça o bom príncipe, mas sim sua completa entrega da individualidade a uma Ideia superior.

    Onde os shudras tenham limados de si, destruídos, esmagados em si a ideia falsa, antitradicional de que 'os homens são todos iguais', de que as oportunidades são as mesmas para todos, de que não existe uma diferença metafísica, espiritual, ou que deveria existir, um verdadeiro muro de impossibilidades e de limites transcendentes entre as castas superiores e as inferiores.

    Essa notícia retrata uma bazófia, é um retrato perfeito do estado de decadência: uma monarquia que se aburguesou tanto, se despiu tanto de seus caracteres sacros, de sua identidade espiritual, que os plebeus, os mesmos que aplaudem seus soberanos impotentes em suas bodas, os criticam quando estes impõem algumas exigências que desagradam o igualitarismo masturbatório.

    As massas continuarão a gritar por seus direitos inexistentes. E a nobreza, depois do aburguesamento, tenderá sempre a se rebaixar, se plebeizando, pisando em cima da realeza transcendente, imperial. Reis se tornarão cada vez mais prostitutas. E aí colocaremos cada vez mais as putas nos tronos.

    O que, aliás, fazemos desde a desgraça antimetafísica de 1789, de 1848 e as constantes prostituições, putrefações da política ocidental.

    O único caminho é mesmo a Revolução, derrubar de uma vez esses monarcas falidos, recriar a aristocracia, re-delimitar as castas, reerguer o Imperium. Ou isso ou abraçar de vez a deusa Kali.
     
  8. Neoghoster Akira

    Neoghoster Akira Brandebuque

    Essa parte é interessante de se estudar. Na perspectiva do poder prático em oposição ao poder simbólico/teórico, já que os reis de hoje tendem a se comportar como símbolos, um dos termômetros dos impérios escravistas era a situação do "mercado de carne humana". Em que quanto menor o valor do ser humano maior o peso do mercado de "carne humana" nas decisões do país. Nos instantes finais o controlador do mercado (por trás do governo) lançava o sistema ao colapso porque a vaidade desconectava o governante da realidade e o transformava em fantoche de uma máquina desumana.

    Conta-se que ocorreu algo parecido na França de antigamente quando o governo percebeu a crise depois de choques bruscos em que as ruas entraram em guerra civil. Aqueles que apoiavam o governante esperavam estourar uma crise para lucrar com ela e nunca contavam nada aos príncipes (processo de desconexão da realidade)

    Me pergunto qual o cenário atual das disputas do governo de lá.
     

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