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[Saphyra] Segredos da Noite...

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por Saphyra Horyon, 15 Set 2007.

  1. Saphyra Horyon

    Saphyra Horyon кαιsεяιи dεs ωαssεяs

    Eu começei a escrever um conto de terror faz um tempão, já fiz o começo, porém não tive inspiração para continar, mas vou colocar o que eu escrevi até agora aqui...


    Segredos da Noite

    Estava tarde, a noite de verão estava mais fria do que ultimamente, porém um mormaço envolvia o interior da mansão. A governanta abria as janelas a fim de que o vento circulasse. Sua senhora acompanhou a filha até seus aposentos, para colocá-la a dormir.
    - Mamãe, pra que abriu a janela? Pode fazer frio mais tarde...
    - Bobagem, estamos no verão, e olhe que lua temos hoje! Adeus meu anjo.
    A voz de Rachel estava calma, porém em seus olhos de um azul profundo haviam segredos escondidos, assim como Havaí um segredo escondido por trás destas palavras, a menina já desconfiava disto.
    - Boa noite mamãe.
    Sophie era uma menina meiga e inteligente. Seus longos cabelos dourados e sua pele branca faziam-na parecer um anjo, muito diferente de sua mãe d cabelo escuro e liso. Apenas nos olhos pareciam iguais, porém os da mãe eram como o oceano profundo que esconde segredos ainda não revelados. “Talvez eu seja parecida com meu pai”, pensava Sophie. “Nunca o conheci, pois, segundo mamãe, ele morreu com uma picada de sucuri quando eu era apenas um bebê.”
    Era quase meia noite e Sophie não conseguia dormir. Inesperadamente um vento gélido bateu em seu rosto. Foi de arrepiar. Sophie levantou-se e dirigiu-se à janela. No céu, a lua que antes se escondia atrás das nuvens apareceu para aquele pequeno anjo e a deixou deslumbrada. Nunca vira a lua assim, tão grande, parecia até que estava se aproximando...
    Um uivo cortou o silêncio da noite, assustando os pássaros que dormiam nas árvores. O som lupino chegava cada vez mais perto. Subitamente parou, e detrás da cerca viva surgiu um enorme lobo branco de olhos cinza, como se quisesse dizer alguma coisa aproximou-se da janela. Mas foi interrompido por uma sombra que o atacou, seus ruídos eram gritos de agonia aplacados pelas sombras, um som aterrorizante. A menina tentou fechar a janela, mas estava paralisada, não conseguia gritar, sua voz desapareceu, era como um pesadelo. O lobo rosnou, uma ameaça ao inimigo, a criatura, vendo que não teria chance de acabar com aquele lupino do tamanho de um leão, recuou para as sombras de onde saiu.
    Os olhos cinza do lobo deslumbraram aquele pequeno anjo na janela. Sophie não conseguia desviar o olhar, ficou como se fosse uma eternidade olhando para aqueles olhos cinzentos. Eles traziam lembranças há muito esquecidas, uma música a envolvia. Seus olhos ficaram pesados, não conseguia mais controlá-los, eles se fecharam.
    Rachel acordou a meia-noite com uma sensação de agonia, era um aviso. Ouviu alguém arrombando a porta, foi até o corredor. Conseguiu apenas discernir uma sombra subindo a escada, uma sombra sem rosto agonizante.
    - Mas... você não deveria ter retornado... eu fiz tudo... -Foi interrompida por um grito agonizante saído daquela sombra. Sem esperar, correu até o quarto de Sophie. A menina estava paralisada, olhos fechados, voltada para fora da janela. “Finalmente o dia chegou, mas não irei permitir que a profecia se cumpra”, pensou Rachel. Tentou ir até a menina. A lua foi encoberta, tudo se apagou.
    A governanta, rose, começou a fechar as janelas da casa; passava da meia noite, o frio reinava. Assustou-se ao ver a porta de entrada aberta. Não encontrou sua patroa em lugar algum, era preciso informá-la do que aconteceu. “Se não está em seus aposentos, talvez esteja com Sophie.” Dirigiu-se ao aposento de Sophie e teve uma surpresa.
    O aposento estava vazio, não havia nem sinal de alguma alma viva ali. Apenas a luz bruxuleante da lua o iluminava. As sombras das bonecas, antes tão alegres, pareciam criaturas da noite prontas para atacar qualquer mortal desavisado. Os lobos lá fora uivavam para uma lua encoberta pelas nuvens. O assoalho de cor marfim estava negro, como o céu sem estrelas numa noite de inverno. Arranhões de cinco garras cravados na janela. Um cheiro nauseante impregnava o ar, enxofre. O colar de Sophie estava jogado embaixo da cama, a cruz quebrada ao meio.
    Era estranho o fato de estar ali, pois Sophie nunca o tirava, a única lembrança de seu pai. Rose encontrou-o por acaso, enquanto limpava o sótão, e o entregou a Sophie junto com uma carta, endereçada a Katherine, irmã gêmea de Raquel. A carta dizia para nunca retirá-lo, pois protegeria quem o usasse contra o mal. Sophie sempre dizia a Rose que era muito incompreensível que a carta tenha sido endereçada a sua tia, e não para sua mãe, ainda mais com um colar. Rachel dizia que foi “presente de aniversário” e que também ganhou um colar, mas foi roubado a muito tempo atrás e não achava certo Sophie ficar usando aquela cruz, pois era um símbolo cristão, e os odiava. Mesmo assim Sophie o usava escondido. Rose sempre estranhou que sua senhora não freqüentasse nenhuma igreja, ter a aversão a cruzes e símbolos cristão, e quase nunca sair de dia, porém nunca comentou isso com ninguem, afinal tinha um bom emprego e ganhava bem, não gostaria de perde-lo.
    Um som de passos veio do corredor, alguém se aproximava. A governanta pego um abajur, temendo o pior, Sua senhora apareceu a porta com cara de sono. Muito confusa Rose perguntou:
    - Minha senhora, aonde estava?
    - Onde mais poderia estar a uma hora dessas? Em meus aposentos dormindo. E você, o que está fazendo aqui? Deveria ter se retirado a seus aposentos horas atrás.
    - Desculpe, eu estava fechando as janelas e encontrei a porta aberta...
    - Aberta?
    - Sim, temi o pior e fui direto informar à senhora, porem não encontrei-a em seus aposentos, então vim ver se estava com Sophie e encontrei o quarto assim!
    - Eu não sai de meu quarto! Você não deve ter me visto nesta escuridão! Acenda as luzes!
    A governanta dirigiu-se até os candelabros e acendeu para iluminar o aposento.
    - Pronto senhora, se precisar de mim estarei na cozinha.
    - Espere! Onde está Sophie? O que houve aqui?
    - Eu não sei senhora, era isto que eu estava tentando lhe contar, Sophie desapareceu...
    - Ela deve estar em outro cômodo.
    - Não senhora, acabei de olhar a casa toda em busca da senhora.
    - Eu estava nos meus aposentos.
    - Alguém deve tê-la levado... olhe as marcas na janela.
    Rose apontou para a janela, Rachel pode perfeitamente ver as marcas de cinco garras.
    - Um lobo! Só pode ter sido um lobo!
    - Mas senhora, como um lobo iria levar Sophie pela janela? Estamos no segundo andar... a menos que ele voasse.
    - Você disse que a porta estava aberta, ele deve ter entrado e capturado ela.
    - Eu vou chamar o delegado, ele pode nos ajudar.
    - Não, não quero policia metida nisso, não confio neles.
    - Mas minha senhora, é a única forma de encontrar Sophie!
    - Seu irmão não era um detetive?
    - Sim senhora.
    - Então chame ele!
    A rua estava deserta, cigarras cantavam e as árvores pareciam mortas. Uma figura corria desesperadamente em busca do detetive, era Rose, sua capa tremulava enquanto corria. Parou em um pequeno chalé perto da floresta, bateu à porta diversas vezes até ser atendida.
    - Por Deus! Rose, o que está fazendo aqui a uma hora dessas?
    - Mark, preciso de sua ajuda, Sophie desapareceu e a há marcas de garras na janela e a porta da frente estava aberta e Rachel sumiu mais não sumiu e... – Ela falava muito rápido, seus olhos verdes demonstravam muita confusão e surpresas.
    - Calma, calma, sente-se e explique melhor enquanto eu pego minhas ferramentas.
    Rose sentou-se na única poltrona existente e começou a narrar o que aconteceu enquanto Mark colocava lupa, caneta, e mais um monte de “ferramentas” utilizadas pelos detetives em um pasta. Ele era um rapaz alto, ruivo e de olhos verdes, assim como sua irmã caçula. Acabara de voltar de Londres, onde trabalhou na Scotland Yard e estava louco para resolver seu primeiro caso na cidade, só não contava que fosse para a senhora de sua irmã. Rose terminou de relatar a história, e finalmente ele falou:
    - Cinco garras na janela? – Ele havia anotado tudo que parecia importante em um caderninho. – Bem, vamos ver o local aonde a menina desapareceu, talvez eu encontre mais pistas.
    - É claro, vamos imediatamente!
    Os irmãos percorreram o caminho sinistro até a mansão, o sol começava a surgir no horizonte, e a luz do dia a mansão parecia mais sinistra ainda.

    Continua....
     
  2. Lyvio

    Lyvio Usuário

    Opa, mistério, eu gosto disso e to com uma puga atrás da orelha da senhora dona da casa...
     

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