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Profana, de Élvio Vargas

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por Marcio Scheibler, 25 Nov 2011.

  1. Marcio Scheibler

    Marcio Scheibler Usuário

    O melhor poema erótico que já li:

    PROFANA

    Lentamente dissipou-se o véu
    vencido pelo clarão da manhã.
    Os meus reinos ardiam em chamas
    palácios, coxias, cocheiras
    mergulharam à mercê dos saques.
    Um vento nervoso, ofegante
    lambia a rosa do seio
    eu me exibia
    navegando nua
    nas profundezas do espelho
    abissal, abissínio, abismal.
    O centurião das sombras
    penetrava-me
    e um fogo úmido escorria
    pelos súditos das minhas carnes.
    Trêmula a barriga da perna
    soçobrava
    sobre a leveza dos lençóis.
    Ventre, púbis, ilíacos
    rodopiavam aguados
    no pântano morno das secreções.
    Os brancos continentes da pele
    derretiam-se
    ao leve toque da labareda.
    Meus orifícios sucumbiam
    esvaídos de orgias e pelos.
    As coxas torneadas comprimiam
    o feroz exercício do desejo.
    Uma corte toda rezava
    e os súcubos aplaudiam.
    A igreja e o santo ofício
    queimavam gravetos e lenhas
    não vim para ser Maria
    Joana, Ifigênia
    deixarei apenas vestígios
    de profana...
     

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