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[L] [Robin Oiro] [Hotohotaro!]

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por Robin Oiro, 20 Abr 2003.

  1. Robin Oiro

    Robin Oiro Usuário

    [Robin Oiro] [Hotohotaro!]

    Hotohotaro deu um chute no coelho de cartola, que foi cair uns sete metros além. Tirou então a poeira do terno e sacou a arma, o sorriso e a cara de canastrão. Caminhou até o coelho e resolveu então discursar.

    - Não adianta tentar fugir, não há esperança para você, amigo. Sua esperança acabou quando Hotohotaro chegou ao mundo.

    Cinco tiros na cabeça do coelhinho. A cartola caiu e ele não quis pegá-la; não combinaria com o resto da sua vestimenta. Saiu calmamente cantarolando na mente Riders on The Storm dos Doors e desejando encontrar uma garota que não o fizesse assinar o cheque quando acordasse.

    HOTOHOTARO - AO VIVO ELAS CHORAM!

    O ventilador rodava lentamente e a fumaça do café se espalhava pela sala. O ambiente tinha um clima melancólico de fim de tarde de domingo, quando sabemos que a segunda já está chegando com toda a sorte de trabalho que podemos esperar. Foi nesse estado que ele recebeu a mulher de cabelos dourados e vestido vermelho.

    - Este é meu pai. Está desaparecido e eu não quero a polícia envolvida nisso. Você sabe, faria mal para os negócios.

    Hotohotaro examina a foto e lança um dardo no alvo da parede.

    - Seu pai estará ao seu lado antes que a semana chegue ao fim garota, pode confiar. Diga-me quando foi a última vez que o viu?

    - Estava saindo do teatro junto dele quando resolveu comprar cigarros e não voltou mais. Isso foi ontem. Estou desesperada, senhor Hotohotaro!

    Ele usou seu charme habitual e após o sexo com a garota e a carona até a mansão começou o trabalho rotineiro de coletar informações.

    Raul Roleta era o grande bastardo dono da Cosméticos Abdulah "Seu rosto como uma genitália virgem!" e tinha muitos inimigos que cultivou ao longo dos anos. O mais provável seria que estivessem querendo tirá-lo da jogada, mas Hotohotaro não pôde falar isso para a loira. Seria cruel demais para seu bolso.

    O primeiro lugar que visitou foi o Winter Summer Spring Fall Bar, reduto de burguesinhos cretinos e suas amiguinhas. Roleta costumava freqüentá-lo regularmente.

    Deu sorte. Após espancar o Barman descobriu que havia rumores de que Gui Gui estava com um novo amiguinho de brincadeiras, um peixe grande, daqueles que chegam a derrubar a gente fora do barco se não mantivermos os pés firmes. Como sabia exatamente onde Gui Gui morava foi direto para lá.

    Pobre Gui Gui! Estava morto, e a arma utilizada fora seu próprio brinquedo! Tinha sido alvo da sua temida guilhotina, que lhe valera o nome de Homem Guilhotina, Gui Gui para Hotohotaro, e sua cabeça estava na panela, junto com o miojo sabor galinha caipira de que tanto gostava. Havia um bilhete enrolado em seu nariz.

    "Sabemos que está atrás de Roleta, Hotohotaro. Se quiser tê-lo nos procure nas docas na meia noite de amanhã. Assinado, Os três porquinhos."

    Carne nova no pedaço, os três porquinhos não eram conhecidos pelo detetive, mas ele sabia que logo teria três presuntos aos seus pés. A noite havia acabado, o melhor a fazer era voltar para o escritório e dormir.

    Durante o dia seguinte pesquisou sobre o trio. Assassinato, roubo e seqüestro. Típicos bandidinhos da década de 90, amantes de Friends e saudosos jogadores de AD&D. Haviam sido alvos de abusos sexuais pelo padre Lobus Maus e isso afetou a mente dos três. Hotohotaro, contudo, não sentia pena deles, isso não justificava a carreira hedionda que tinham. Quando anoiteceu foi até o local combinado.

    A lua era senhora do céu e sua luz emprestada clareava tudo. As estrelas pareciam cortejá-la como se fossem cachorros a espera dos restos do dono, ou então como loiras a espera do salário dos boleiros. A sombra dos edifícios dava o clima perfeito para uma noite banhada a sangue.

    O lugar era um galpão feito de palha. Chutou a porta e tudo veio abaixo revelando Kalatomora e sua calibre doze.

    - Onde está Roleta?

    - Morra Hotohotaro!

    Cinco segundos depois o detetive revistava o corpo do porco e encontrava um papel com o endereço do próximo local. Aquilo já estava começando a ficar ridículo.

    Chegou a um galpão de madeira. Chutou a porta. Nada. Chutou com mais força. Nada. Chutou de novo com mais força ainda e conseguiu derrubá-la. Então encontrou Shikijou com um par de Uzis e um sorriso insano nos lábios.

    - Suponho que eu tenha que matar você para achar o endereço de onde está seu próximo irmão, correto?

    - Você não vai conseguir me matar, seu cretino!

    - Meça suas palavras se não quiser comer grama pela raiz seu suíno imundo.

    Pernas e cabeça voando. O porco estava morto no chão e o endereço do próximo local na mão. Faltava apenas um: Abjuratomatogarotsumatokotou, o mais perigoso, o mais velho dos irmãos, o que mais sofreu nas mãos de Lobus Maus.

    Era um galpão de titânio. O porco era realmente esperto, Hotohotaro teve que admitir. Contudo ele era mais e trouxe consigo seu kit para ladrões. A porta estava aberta e o inimigo surpreso.

    - Você é realmente o que dizem Hotohotaro. Conseguiu passar por meus irmãos e agora está aqui. Parabéns, mas nunca irá me derrotar.

    Abjuratomatogarotsumatokotou então pulou para o lado e pegou seu lança mísseis. Era um inimigo para se ter cuidado. Contudo não foi páreo para Gislene, e suas balas calibre 45.

    - Aqui vai uma lembrancinha do meu amor para o Diabo, seu porco capitalista. Em vez de balas de coco ela tem balas que furam coco.

    Guardou Gislene e correu a procurar Roleta. O encontrou no telhado, amarrado numa cadeira e junto de sua filha, que portava uma arma.

    - Parabéns, você chegou até aqui Hotohotaro. Mas agora terá que morrer.

    - Mas... por quê? Você estava por trás disso o tempo todo?

    - Não exatamente. Mas depois daquela nossa noite e de seu grande fracasso resolvi que você deveria pagar. Procurei os três porquinhos e me uni a eles. E quer saber de uma coisa? Eles é que sabem o que fazer com uma mulher!

    Hotohotaro estremeceu diante da revelação e se lembrou que os porquinhos tinham mesmo um grande currículo e deviam saber exatamente os pontos principais, por experiências próprias. Resolveu então falar para ganhar tempo, enquanto reorganizava os pensamentos.

    - Para garotas como você eu não preciso usar todo o meu potencial. Contudo subestimei-a, imaginando que ainda estava na casa das dezenas, não na dos milhares.

    Nisso sacou Gislene e deu dois tiros no peito da loira, de onde começou a jorrar sangue e silicone. Roleta estava salvo.

    - Obrigado senhor Hotohotaro. Obrigado. Eram bandidos terríveis. Queriam as informações sobre a nova fórmula secreta do nosso Waselainus 3000 xp e fariam o que estivesse ao alcance para tê-la! Obrigado!

    - Não é necessário agradecer, apenas depositar o cheque na minha conta, senhor, afinal está falando com o melhor. É como agradecer suas pálpebras por elas se mexerem e piscarem. Não fiz nada mais que algo rotineiro. Adeus.

    Desse modo mais um caso havia sido resolvido e uma noite acabada. Hotohotaro caminhou melancolicamente a esmo, observando a lua e triste consigo mesmo por não ter percebido que a loira era uma grande fingidora. Os gritos haviam parecido tão reais! Às vezes até os melhores erram, Hotohotaro teve que admitir...
     
  2. Thrain...

    Thrain... Usuário

    O teto em si está bm escrito, bem pensado.A leitura flui bem, mas o finalficou um tanto... er... oroleta vê a filha levar dois iros no peito e só pensa em dar dinheiro ao cara que matou ela? e a loira que muda d lado do diq p/ a noite.... Além disso o deetive ter que matarum de cada vez daquele jeito pareceu meio, história d jogo eletrônico...E nome do protagonista é be esquisito, embora os outros estejam bons.

    No mais é m texto gostoso de ler :clap:
     
  3. Robin Oiro

    Robin Oiro Usuário

    A intenção era criar algo bem surreal, fantasioso, onde as coisas parecessem artificiais e onde a lógica não fosse uma lei. É por isso que algumas passagens são bizarras ou simplesmente cheias de clichês. :wink:

    :D
     
  4. Lord Kalaeth

    Lord Kalaeth Cavaleiro de Mordor

    comentário SdL

    bem bom :)

    gostei bastante do ambiente. A primeira parte, ainda antes do titulo, está demais.

    Pontos positivos : acho que o ambiente surreal e absulutamente "estupido" está mt bem conseguido, e entra-se mesmo nesse ambiente. A ideia de colar um conto infantil a um conteudo tão adulto, está bem conseguida..

    Pontos negativos: só não gostei mt dos nomes, em especial do nome do 3porquinho, que por serem tão grandes e dificieis de ler abrandam o ritmo de leitura..

    de resto e no geral : mt bom 8-)
     
  5. Saranel Ishtar

    Saranel Ishtar Usuário

    WOW!!!!!!
    Que legal!^^ Ficou bem eses textos de historinha policial, direitinho!!
    Bem legal!! Só o nome do 3° porquinho é meio grande demais neh...eu naum queria ter aquele nome... :lol: :mrgreen:
     
  6. Melkor- o inimigo da luz

    Melkor- o inimigo da luz Senhor de todas as coisas

    Gostei, achei bastante bizarro e é esse o charme do conto. É engraçado como os fatos são contados, mas não gosto muito do fim, ficou muito confuso.
    Continua assim, Robin! ^^
    Quanto ao nome do personagem principal, foi o que me fez ler o conto, por ser tão bizarro. =]
     

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