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[L] [Melkor, o inimigo da luz] [Conto em Vermelho]

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por Melkor- o inimigo da luz, 1 Dez 2003.

  1. Melkor- o inimigo da luz

    Melkor- o inimigo da luz Senhor de todas as coisas

    [Melkor, o inimigo da luz] [Conto em Vermelho]

    Esse conto tava no meu limbo, mas acabei postando só por desencargo de consciência mesmo... Não gostei muito porque ficou bizarro, sem sentido e meio pessoal demais. Mas eu não represento a opinião mundial, não é? Leiam e tirem suas próprias! ^^

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    Se lhe perguntassem o que queria, saber amar. Lhe perguntaram e ele respondeu que queria o mundo, que queria papel moeda, um leito sempre aquecido; se lhe perguntassem o que seria quando crescesse, mal amado. Ele sabia, era sua sina, que se viesse a casar nunca seria feliz (e pediria atenção à ênfase no pronome condicional).


    Não era para menos! Sempre ciumento, sempre intransigente, sempre obsessivo, nunca em segundo plano. Suas amantes, propriedades; o sexo, seu direito; amor, conseqüência, mas não o dele. O dele sempre foi estranho, imaturo, anormal. O dele sempre foi doentio, possessivo, selvagem.


    Amava o dinheiro, amava o sucesso, amava a imagem no espelho, porém nenhuma destas coisas era capaz de receber seu amor. Às pessoas ele sempre quis amar, mas nunca foi capaz.


    No restaurante sempre quis lagosta e na lanchonete nunca passou do suco, quando no elevador pedia para que lhe levassem até o céu, ah, não passava do vigésimo andar. Nada que queria era possível, não podia ter as personagens dos livros que lia ou escrevia, não podia ter os personagens que via no cinema ou que sonhava. Só tinha aos personagens que ele próprio interpretava; não obstante, não havia platéia. Nunca houve.


    De tempos em tempos, jogava no divã suas personalidades e suas máscaras, ouvia, quieto, cada uma delas e cogitava se podia se livrar de uma ou duas. Mas não podia, eram todas tão necessárias, partes dele... Sem elas era só mais um boneco de barro.


    E as vírgulas... Como as adorava! Discretas, eram capazes de descrever cada vez mais profundamente as pessoas que tentava entender, capaz de dividir seus pensamentos e sonhos, capaz de, sempre, criar orações com inúmeras formas e, conscientemente, as mudar. Eis que, porém, sempre lhe vinha um pensamento à mente: Porque sempre escrevia a sua própria história? Algum tempo, no entanto, esse questionamento tornou-se banal, era característico do artista usar sua história de vida e o seu eu interior para criar a arte. Tinha que ser, pois do contrário tudo não passaria de uma tediosa autobiografia!


    Quinze vezes ousou amar e quinze vezes provou de sofrer, posto que seu eu lírico sempre foi demasiado romântico e tolo. Com todo amor que clamou ter, porque nunca foi capaz de amar? Porque o amor, para ele, já era frívolo? E como não seria? Surpreendia-se, ao contrário do que imaginaria, que, depois de ver em todos os dias rotineiros de sua vida o amor e o ódio, não era capaz de entender nenhum deles. Todos entendiam, menos ele, e isso levava inevitavelmente ao questionamento da capacidade dele, diante de todos seus defeitos e complexos, de amar. Como todo prazer desejado com ânsia e furor, não seria este mais um a representar uma expectativa atingida? Isso sim era enfadonho, sempre foi.

    ===============================================
     
  2. Lord Meneltar

    Lord Meneltar Argerich

    Bom,eu te disse tudo oque eu acho,mas,minha interpretação difere essencialmente da sua.
    Embora o conto seja seu,e extraído de sua propria vida(e isso lhe dê uma autoridade inquestionável) minha visão diverge quanto a conclusão.
    However,me fez mergulhar dentro do texto,coisa que poucos textos fazem.Mais do que isso,me fez mergulhar dentro dessa maravilhosa pessoa que é vc.
    ^^
    :clap:
     
  3. Rach

    Rach Usuário

    Melkor, vc não gostou? Como assim? Eu adorei!

    me deu vontade de dar um abraço no personagem depois q li essa parte. :osigh:
     
  4. Vinci

    Vinci Usuário

    Parabéns, cara... Gostei da parte das vírgulas. Eu amo as vírgulas. :mrgreen:
     
  5. Melkor- o inimigo da luz

    Melkor- o inimigo da luz Senhor de todas as coisas

    Obrigado pelos elogios! ^^

    Estou começando a até gostar desse texto...=)
     
  6. Vinci

    Vinci Usuário

    Eh q geralmente somos muito rigorosos com o q escrevemos.
     
  7. Lord Meneltar

    Lord Meneltar Argerich

    Eu enchi tanto o saco do Diogo que ele resolveu postar isso aqui.
    :roll:

    Mas,na boa,eu não acho que ele tenha suas ânsias atendidas.Ele é um frustrado!
     
  8. Melkor- o inimigo da luz

    Melkor- o inimigo da luz Senhor de todas as coisas

    Ele é frustrado porque deseja tanto o amor que, quando ele vem, não tem mais graça... É como se você esperar ganhar na loteria... Se vc não ganhar vai ficar triste, se ganhar não vai ser surpresa; mas se vc não esperar, se não acontecer você não vai nem notar e se acontecer vai ser uma surpresa e tanto...

    Ok, vc não entendeu, hauahua, to doente e péssimo pra explicar, esquece... u.u
     
  9. Lord Meneltar

    Lord Meneltar Argerich

    Não me subestime :evil:
    Sim,agora eu concordo :wink:
     
  10. Forfirith

    Forfirith Usuário

    Gostei muito!!!
    Lembra- me ligeiramente o Desconcerto, de Camões...
     
  11. Thrain...

    Thrain... Usuário

    Esse eu achei q ficou curto, vc criou um personagem super interessante, ms num desenvolveu o suficiente, ficou meio vago...
    Mas fora isso ta mto bom, gostei mto da personalidade q vc criou...
     

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