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Igreja Católica Promove Guerra na Amazônia

Tópico em 'Atualidades e Generalidades' iniciado por elielsantos, 29 Abr 2008.

  1. elielsantos

    elielsantos Banned

    Roraima em pé de guerra

    Padre italiano é acusado de ensinar tática de guerrilha a índios de Roraima e ficar com ouro e diamante extraídos nas reservas
    Mino Pedrosa e Ricardo Stuckert
    (Aldeia Boa Vista RR)

    O padre Giorgio é acusado de comandar invasões de fazenda. Segundo o deputado Antônio Feijão, relator da CPI da Funai, o religioso explora os índios
    No extremo norte do País, próximo à fronteira com a Guiana, há uma área rica em minérios, ouro e diamante, onde índios macuxis estão em pé de guerra contra os fazendeiros da região. Sob o comando do cacique Jacir e do padre italiano Giorgio Dall Ben, que vive no Brasil desde a década de 60, os índios têm invadido propriedades rurais. Durante anos, padre Giorgio formou dupla com outro cacique macuxi, Terêncio Luiz da Silva, da aldeia Ubaru, que dava as cartas no nordeste de Roraima. Bem afinados, os dois chegaram a ser recebidos juntos pelo papa João Paulo II. Mas há dois anos eles romperam. Enquanto o padre, com o apoio da Igreja Católica e da Fundação Nacional do Índio (Funai), insiste na defesa de uma demarcação contínua das reservas indígenas de Raposa e Serra do Sol, seu ex-aliado prega a criação de ilhas de preservação, proposta enfaticamente apoiada por fazendeiros, garimpeiros e pelo governo de Roraima. A dissolução dessa parceria acabou resultando em denúncias de utilização dos indígenas como massa de manobra numa guerra de interesses envolvendo o desvio de minério brasileiro pela Igreja Católica e o ensino de táticas de guerrilha aos índios. Em entrevista a ISTOÉ, o cacique Terêncio Luiz acusa padre Giorgio de ser o pivô dessa estratégia agressiva da Igreja. “Ele anda armado e usa os índios na exploração de ouro e no garimpo de diamante. Antes isso era feito com máquinas, e hoje o trabalho é todo manual, feito pelos índios”, conta Terêncio. O cacique afirma que o padre troca mantimentos e roupas com os índios por diamantes e ouro. “Enquanto estivemos juntos, sempre vi o padre pegando ouro e diamantes. Não sei o que ele fazia com aquilo, para onde mandava. Só sei que ficava com ele.”
    Disfarçado de mulher
    Padre Giorgio tornou-se uma figura lendária em Roraima. Transformou a aldeia Maturuca em um verdadeiro bunker, onde só permite o acesso da Funai, de missionários e de representantes de Organizações Não-Governamentais, especialmente as estrangeiras. Protegido pelos índios que o seguem, há anos não é mais visto pelos fazendeiros da região, que o teriam jurado de morte. Há cerca de um ano, em uma de suas últimas aparições, foi reconhecido saindo rapidamente de um posto de gasolina na capital do Estado, Boa Vista, pelo vereador Jordão Mota Bezerra, do município de Uiramutã. No Interior, contam que Giorgio chega a disfarçar-se de mulher quando precisa passar por alguma das cidades da área de conflito. Nas vezes em que se sente ameaçado em território brasileiro, atravessa a fronteira e se esconde na Guiana. O fazendeiro Wilson Alves Bezerra endossa as denúncias do cacique contra padre Giorgio: “Além de ensinar táticas de guerrilha, ele faz com que os índios garimpem ouro e diamante, que, depois, são enviados para a Itália.” Wilson, que tocava as dez maiores fazendas do Estado, das quais três eram de sua propriedade, foi anfitrião de Giorgio durante seis meses, em 1975. Depois, viu seu hóspede, com o apoio da Igreja, de ONGs e até da Funai, comandar os índios nas invasões contra nove das fazendas que administrava. Na última propriedade que lhe restou, Wilson continua extraindo diamantes e conta, para se defender de invasões, com a ajuda de outros índios que não seguem a cartilha do padre. “Se eu perder essa última fazenda e topar com o padre, eu acabo com ele”, ameaça Wilson.



    “Se eu perder minha última fazenda e topar com o padre Giorgio, acabo com ele”
    Wilson Alves Bezerra, fazendeiro que acusa o padre de ter comandado a invasão de suas terras

    ISTOÉ tentou encontrar o misterioso padre Giorgio Dall Ben, mas não conseguiu localizá-lo. No sábado 15, a reportagem da revista foi procurá-lo na aldeia Maturuca, mas foi barrada pelos índios, que exigiram uma autorização da Funai para o desembarque. Antes de ir para a aldeia, os repórteres de ISTOÉ foram à casa que serve de sede da Funai em Boa Vista, mas não encontraram sequer um funcionário para dar a autorização. Dez dias antes, a casa havia sido invadida por índios contrários à posição da Funai e da Igreja Católica na demarcação das terras indígenas. Nessa guerra pela demarcação que divide brancos e índios, o padre Giorgio está no olho do furacão. Com sua defesa de uma ampla e contínua reserva que englobe as principais e cobiçadíssimas jazidas minerais do Estado, conseguiu arregimentar um verdadeiro exército de índios estimado pelos adversários em dois mil soldados. Na esteira das operações militares que expulsaram os garimpeiros da região, essa tropa invadiu fazendas e aumentou na marra o tamanho da área controlada pelos índios.
    O projeto original do governo federal previa a demarcação contínua com o argumento de que os índios são nômades. Com essa postura, agrada aos organismos internacionais, às Organizações Não-Governamentais e à Igreja Católica, que lutam pela preservação do hábitat natural dos índios. Em Roraima, porém, a resistência à execução desse projeto é muito grande. Hoje, as reservas indígenas tomam cerca de 43,12% do Estado, a maior parte na região noroeste, fronteira com a Venezuela e divisa com o Estado do Amazonas. Se a demarcação da área a nordeste for contínua, os índios tomarão mais 18% de Roraima.
    Fonte: Istoé Online
    Link da matéria:
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    Roraima em pé de guerra - continuação

    Padre italiano é acusado de ensinar tática de guerrilha a índios de Roraima e ficar com ouro e diamante extraídos nas reservas
    Mino Pedrosa e Ricardo Stuckert
    (Aldeia Boa Vista RR)
    Sem divergências
    Coincidentemente, as áreas indígenas já demarcadas e sob litígio são justamente as de maior produção de ouro e diamantes identificadas em um levantamento feito pela Nasa, a agência aeroespacial americana, que está em poder da CPI da Funai, instalada na Câmara há um ano. Os políticos de todas as tendências em Roraima esquecem as divergências e se unem em defesa de uma demarcação por ilhas que preserve as áreas onde estão localizadas as aldeias indígenas e não comprometa o desenvolvimento do Estado. “Não sou contra que se preservem as áreas indígenas, só não posso aceitar uma medida que leve o Estado à falência”, explica o governador Neudo Campos (PPB). O chefe do Executivo e a bancada parlamentar de Roraima apresentaram suas restrições ao presidente Fernando Henrique Cardoso, que mandou o Gabinete de Segurança Institucional reexaminar o projeto do governo. No Palácio do Planalto está sendo gestada uma solução intermediária com o propósito de satisfazer os dois lados em conflito.
    A nova proposta governamental mantém no extremo norte do Estado a demarcação contínua na serra do Sol, onde os índios são mais arredios a contatos com os brancos. Em compensação, a reserva de Raposa seria fragmentada de maneira a assegurar terras aos índios e permitir o funcionamento de cidades e fazendas já existentes na área. “Essa é uma solução que pode reduzir em mais de 90% os conflitos na região”, aposta o deputado Antônio Feijão (PST-AP), relator da CPI da Funai. Segundo o parlamentar, com isso haveria uma volta da mineração da região, desde que previamente autorizada pelas comunidades indígenas, que receberiam royalties e outras vantagens com a exploração de ouro, diamante e demais minérios abundantes na região. Feijão também é inimigo declarado do padre Giorgio Dall Ben, “uma espécie de general de campo do Conselho Indigenista Missionário”. Ele conta que vários depoentes disseram à CPI da Funai que o padre Giorgio sempre recebeu uma parte do ouro e do diamante recolhidos pelos índios em troca de mantimentos, utensílios e até de cabeças de gado: “O que ele faz com essa riqueza ainda não conseguimos apurar.”


    O padre anda armado e usa os índios na exploração de ouro e no garimpo de diamante”

    Cofre suspeito
    As desconfianças de que a Igreja Católica tem participação no contrabando de ouro e pedras preciosas de Roraima é antiga. Datam de abril de 1988, quando agentes encapuzados do antigo Serviço Nacional de Informações (SNI) e o então secretário de Segurança de Roraima, coronel Menna Barreto, invadiram a casa do arcebispo dom Aldo Mongiano, na expectativa de apreender provas de seu envolvimento com movimentos considerados subversivos. No cofre da arquidiocese foram encontrados um saco com 615 gramas de diamante e dois quilos de ouro. ISTOÉ localizou um dos participantes da operação, que pediu para não ser identificado, mas se disse disposto a depor na CPI. Ele assegura que o material apreendido foi enviado a Brasília, mas desapareceu. Na queixa que fez à polícia sobre a invasão de sua residência, dom Mongiano não registrou o sumiço de ouro e diamante, mas apenas de uma papelada que incluía documentos da Arquidiocese, cartas e bilhetes e extratos bancários.

    Fonte: Istoé Online
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  2. Éomer

    Éomer Well-Known Member

    A igreja com sua eterna mania de se meter em política. Deviam seguir o exemplo de Jesus que disse: "Meu reino não é deste mundo".
     
  3. Sir Mordrain

    Sir Mordrain (Sããr Mórrdæïn)

    Dá pra separar a Instituição das pessoas que a compõem, por favor?
     
  4. Éomer

    Éomer Well-Known Member


    quando a instituição não toma nenhuma providência para impedir que esse tipo de coisa aconteça eu acho que não dá para separar. eu sou católico praticante, mas isso não me impede de admitir que a Igreja Católica tem erros históricos que devem ser discutidos e corrigidos.
     
    Última edição: 29 Abr 2008
  5. miharu

    miharu Wild~

    Pff. E mais uma vez tem gente se aproveitando dos índios.
     
  6. Belfalas

    Belfalas Ele é legal

    Isso porque a Igreja "protegia" na época dos primeiros Escravos Índios

    E realmente, a Igreja enche o saco. Vide o caso das Células Tronco.
     
  7. Fringway

    Fringway Andarilho do Norte (187)

    Mas será que a Igreja sabia de alguma coisa sobre isso para poder tomar alguma providência?

    De qualquer forma, aparentemente os índios nunca vão ter paz. Cada dia é uma coisa nova que é descoberta:osigh:
     
  8. Conan

    Conan Cavaleiro Pendragon

    Mas a instituição não é conduzida pelas pessoas que a compõem? Isto não as colocas como quem faz a manutenção do que ela representa? Obvio, um padre que comete um crime não istitui a igreja catolica como defensora daquele crime, mas suja o nome da igreja sim, ja que ela deu subsidios a tal pessoa cometer tais atos, mesmo que não estivesse sabendo, portanto arca com parte da responsabilidade sim.

    Se não sabia, e a partir do momento que um padre assume uma paroquia como quem assume um cargo dentro de uma empresa, mostra pelo menos que ela é falha em controlar suas divisões fundamentais.

    E como dizer que não é falha uma setor menor de uma empresa estar desviando dinheiro e a empresa não saber disto.
    Talvez não soubesse, mas se não sabia esta errada em não controlar da mesma maneira.

    ao meu ver pelo menos...
     
    Última edição: 29 Abr 2008
  9. elielsantos

    elielsantos Banned



    Caro colega, a instituição é feita por pessoas e mantida tal como esta, ou por omissão das mesmas ou por concordância.
     
  10. Neithan

    Neithan Ele não sabe brincar. Ele é Mito

    Cara, todos no fórum já sabem que você é um fanático Protestante, mas falar que a igreja católica promove guerra, no século XXI, e TODOS os membros católicos são monstros, ou "dão corda" pra violência, é ridídulo.

    Existem INÚMEROS pastores ladrões, bandidos, corruptos, pedófilos e aproveitadores. TODOS os pastores são assim? Não.

    Existem padres bandidos. Todos são assim? Creio que não.
     
  11. elielsantos

    elielsantos Banned


    Caro colega, os´problemas enfrentados pela Igreja Protestante são problemas de responsabilidade de cada denominação. Não existe um governo centralizado entre os protestantes como existe na ICAR. Cada denominação responde pelos seus atos administrativos. EU TAMBÉM NÃO DISSE QUE OS MEMBROS DA ICAR SÃO MONSTROS. O que ocorre, caro colega é que a Instituição Católica tem um Rei, que é coroado e fica no poder até morrer. É um sistema político que se envolve em todo o mundo em assuntos internos relativos à politica deste país. Os atos de padres, bispos, arcebispos refletem o pensamento político de seu Rei-Papa, assentado no trono, no País chamado Vaticano, o menos país do mundo e um dos mais ricos. Vale lembrar que o Padre acusado neste tópico tem livre transito no Vaticano, chegando a ser recebido pelo Papa João Paulo II junto com seu parceiro indígena. Então, isto tem que ser considerado. Não é levar para o lado do revanchismo, dizendo que sou protestante (Nunca conheci Lutero), que sou ladrão, bandido, corrupto, pedófilo que o assunto chegará a um bom termo. Em toda a impresnsa inclusive internacional, o conflito em Roraima foi comentado, inclusive a ação do CIMI (conselho indigenista missionario), responsável pela demarcação da Reserva Raposa serra do SOl em concluio com ONGs estrangeiras. Isto tem que ser debatido pois é um interferência em assuntos de soberania brasileira. O País Vaticano não pode desrespeitar nossa Soberania em nome de Políticas Sociais pautadas em conceitos saídos do Vaticano.
     
  12. Neithan

    Neithan Ele não sabe brincar. Ele é Mito

    Cara, isso é "normal". Em qualquer instiuição, empresa, igreja, etc...vão existir gente assim.

    Tipo, que esse padre está errado, não se tem dúvida. Mas acusar o Papa, sem provas, nem evidências de que ele esteja envolvido, já complica. O que o Vaticano tem de culpado, em confiar nesse cara? Como você pode achar que o Vaticano esteja por trás do Padre? Que o Papa está sabendo?

    E sobre repercusão, a Bispa Sonia e o Apostolo Estevão também são ótimos exemplos de religiosos famosos, não?
     
  13. Excluído015

    Excluído015 Excluído a Pedido

    Ótimos exemplos, Eliel sua religião não prega ter confianças nas pessoas??? Todos temos duas caras, todos somos gananciosos, sem exeção.
    Então como o Vaticano poderia imaginar que um padre que saiu da França pro Brasil teria em mente fazer essas coisas? Eles não lêem mente das pessoas, eles são homens de carne e osso como seus pastores protestantes e não têm esse poder.
     
  14. elielsantos

    elielsantos Banned

    Neithan, a questão de Roraima não é tão simples assim. O que representa o Padre em questão? Muito. Ele é o General de Campo de uma instituição Católica de Nome CIMI (Conselho Indigenista Missionário) e de uma ONG ligada diretamente ao Trono Pontifício (PAPA) chamado CONSOLATA. Isto é que temos que observar. Só entra nas reservas indígenas quem tem o aval destas instituiçôes. Então, qualquer que seja o fato verdadeiro teria que ser do conhecimento do Vaticano, pois suas principais organizaçôes estão lá envolvidas. O Vaticano é tão poderoso, que no mês passado UM GENERAL DO EXÉRCITO FOI BARRADO NA RESERVA RAPOSA SERRA DO SOL. As instituiçôes Católicas tomaram completamente o controle ao ponto de barrar uma das mais altas patentes das forças armadas. Agora, eu te pergunto: será que o Papa não sabe que seus seguidores estão barrando Generais? Será que nosso velhinho santo não foi informado pela CNBB que em Roraima brasileiro não entra, só padres e indíos? Então, caro colega, vamos ser realistas: A ICAR não chegou onde chegou não sabendo o que ocorre em suas dioceses.
     
  15. elielsantos

    elielsantos Banned

    Mas, por uma questão de ética, colocarei uma informação em que instituiçôes protestantes foram investigadas pea CPI da FUNAI, em 1999. Só não consegui encontrar até agora o relatório de conclusão dos trabalhos. Se alguém tem conhecimento destes fatos e sabe o que aconteceu com esta CPI, poderia nos informar sobre estes levantamentos sobre ONGs católicas e Protestantes intervindo na AmazÔnia.

    25/mai/99 (AER) – Foi instalada hoje na Câmara dos Deputados a Comissão Parlamentar de Inquérito da FUNAI (Fundação Nacional do Índio) para investigar a atuação deste órgão nos seguintes aspectos principias:

    • critério para a demarcação das terras indígenas


    • relacionamento com outros órgãos públicos e com Organizações Não-Governamentais (ONGs)

    • requisitos para a admissão de antropólogos e outros cargos específicos

    • aplicação dos recursos da fundação

    A CPI tem como presidente o deputado Alceste Almeida (PMDB-RR) e como relator o deputado Antônio Feijão (PSDB-AP) e 15 outros membros: pelo PFL, os deputados Elton Rohnelt, Expedito Júnior, Francisco Garcia e Raimundo Santos; pelo PMDB, deputados Igor Avelino e Jorge Costa; pelo PSDB, deputados B. Sá e Nicias Ribeiro; pelo PT, deputados Adão Preto e Aloizio Mercadante; pelo PPB, Alcione Athayde e Almir Sá; pelo PTB, Renildo Leal; Pelo PDT, Agnaldo Muniz e, pelo Bloco PSB-PD do B, deputado Agnelo Queiroz.

    Um exemplo de demarcação questionada por deputados que apoiam a CPI é a imensa reserva ianomâmi e, para tal, o deputado Antônio Feijão pretende convocar para depor o ex-presidente Collor de Mello, autor do Decreto no. 22/91, que concede poderes à Funai para realizar a demarcação de terras indígenas por meio de procedimento ditatorial, sem contraditório, onde a simples opinião de um antropólogo se sobrepõe a tudo e a todos, e o ministro da Justiça na época, Jarbas Passarinho. Segundo Feijão, foi no governo Collor que se definiu a demarcação de terras contínuas da reserva ianomâmi em Roraima, ao contrário do decreto anterior do ex-presidente José Sarney, segundo o qual a reserva seria dividida em "ilhas" que somadas ocupariam uma área inferior a 2,5 milhões de hectares ou seja, quatro vezes menor que a atual. "É hora do ex-presidente dizer quais foram as forças que o levaram a revogar o decreto de Sarney e baixar um novo", declarou Feijão ao Alerta Científico e Ambiental.

    Sobre o futuro da Funai, o deputado Elton Rohnelt, autor do requerimento que resultou na instalação da CPI, concorda com o senador Mozarildo Cavalcanti (PFL-RR), que apresentou projeto de lei propondo a substituição da fundação por uma Secretaria Nacional de Assuntos Indígenas que coordenaria as políticas indígenas cujas execuções ficariam a cargo dos Estados.

    ONGs S.A
    Sobre o relacionamento da FUNAI com ONGs, seria de extrema relevância se a CPI pudesse desvendar um dos segredos mais bem guardados por entidades como o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e o Instituto Socioambiental (ISA): as origens de seus recursos. Sem os dólares que recebem do exterior a título de doações e outros expedientes similares, jamais teriam recursos para promover suas custosas campanhas em prol do indigenismo e que interpõem sérios obstáculos à implantação de importantes obras de infra-estrutura no Brasil, como as hidrovias Araguaia-Tocantins e Teles Pires-Tapajós. Sabe-se, por exemplo, que o ISA conta com "apoio institucional" da ICCO (Organização Intereclesiástica para a Cooperação ao Desenvolvimento), entidade filantrópica sediada na Holanda mantida por Igrejas Protestantes européias e que, somente em 1994, repassou US$ 8,1 milhões para ONGs brasileiras.

    Em julho de 1997, o Correio Braziliense publicou uma interessante série de reportagens sobre Organizações Não-Governamentais cujo acrônimo aparece grafado, muito apropriadamente, como "ONG$". Um dos temas mais candentes da matéria refere-se aos ecodólares ingressados no Brasil e manipulados pelas ONGs, "um segredo guardado a sete chaves", feitos através das famosas contas CC5, cujo sigilo acaba de ser quebrado por força da CPI do sistema financeiro. Segundo o CB, o Banco Central não tem qualquer controle sobre a entrada dos ecodólares remetidos por instituições estrangeiras para ONGs brasileiras nem o ingresso de dinheiro por elas obtido no exterior. No sugestivo quesito "evasão fiscal", o CB revela a existência de uma pesquisa, baseada em números da Receita Federal, indicando ser crescente a quantidade de empresas que utilizam-se de doações para evitar o pagamento de imposto. Relata o CB: "Em 1994, por exemplo, foram doados R$ 6,1 milhões para projetos culturais, R$ 4,3 milhões para programas de apoio à criança e ao adolescente e - pasmem! - R$ 227 milhões em doações não dedutíveis do Imposto de Renda".


    Link da matéria:

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  16. elielsantos

    elielsantos Banned

    Para confirmar que a ICAR sabe do que ocorre em Roraima, veja este artigo da Revista Missôes Online, editada pela Ordem-ONG Consolata, que comprova ligação da CNBB, responsável pelo CIMI (Conselho Indigenista Missionário) com seu General de Campo Italiano:




    Isto É calunia um missionário da Consolata, a Igreja Católica e os indígenas, defendendo servilmente interesses de fazendeiros gananciosos e políticos sem escrúpulos

    Existe um missionário italiano em Roraima que conta com um exército de 2000 índios, comanda operações de guerrilha para expulsar garimpeiros e invadir propriedades, chega a disfarçar-se de mulher, anda armado e explora os índios nos garimpos de ouro e de diamantes que, depois, são enviados para a Itália.

    Com este tom destemido e agressivo, a revista Isto É de 3 de maio publicou um artigo intitulado "Roraima em pé de guerra", assinado por Mino Pedrosa e Ricardo Stuckert, onde faz violentas afirmações contra o missionário da Consolata Padre Giorgio Dal Ben, que trabalha em Roraima desde a década de 60.

    É a guerra de sempre, onde a cobiça dos fazendeiros chega a dobrar uma midiazinha cortesã para caluniar e difamar a Igreja Católica e as ONG´s que apoiam os povos indígenas na luta de reconquista de suas terras. Este ataque tem como alvo final impedir a demarcação da Terra Indígena Raposa - Serra do Sol em área contínua (veja Missões Maio/2000), e impor uma fragmentação que permitiria a mineração "para a qual os índios receberiam royalties e outras vantagens" (!).


    declaração dos índios



    Os índios reuniram-se na comunidade indígena de Maturuca e posicionaram-se diante da matéria de Isto É. Juntamente com o missionário caluniado foi citado também o líder daquela comunidade, o tuxáua (cacique) Jacir, de forma depreciativa e sem que tivesse tido o direito de defender-se dos ataques da reportagem. "Há mais de 30 anos as nossas comunidades macuxi, wapixana, taurepang e ingarikó assumiram o compromisso comunitário de reconquistar a terra que nos pertence e que foi invadida por fazendeiros e garimpeiros, e não mais aceitar que violências e humilhações sejam praticadas contra o nosso povo", afirmam os índios em sua declaração. "Não é verdade que sejamos guerrilheiros ou tenhamos armamento. Jamais praticamos qualquer ato de violência contra aqueles que nos oprimem".

    Ainda sobre o envolvimento junto ao Pe. Giorgio Dal Ben, eles esclarecem: "jamais efetuamos qualquer transação comercial e nunca vendemos ouro ou diamantes aos missionários, como diz a reportagem".



    Igreja e índios são vítimas



    "Repulsiva, revoltante e absolutamente parcial, além das costumeiras baboseiras racistas, preconceituosas, falsas e caluniosas", comenta a advogada indigenista Ana Paula Souto Maior, assessora jurídica do Conselho Indígena de Roraima - CIR, a respeito da matéria de Mino Pedrosa. "São poucos os não índios aqui em Roraima que ajudam os índios a terem os seus direitos constitucionais garantidos", afirma referindo-se ao Pe. Giorgio em sua nota à imprensa.

    Não tem cabimento, segundo a advogada, a afirmação de que "os índios estão invadindo terras, pois as mesmas lhes pertencem imemorialmente". E, ao contrário do que afirma a reportagem, "é a Igreja e os índios que sofrem a ação terrorista dos fazendeiros". Ana Paula cita também vários casos de ação perpetrada contra as comunidades indígenas: "há casos de assassinato de índio a mando de fazendeiros, espancamento de menores indígenas feito pela polícia local, além de atitudes sistemáticas de perseguição e discriminação, todos esses, crimes que continuam sob o manto da impunidade da Justiça roraimense".

    desserviço à nação brasileira



    Para a 6ª Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal, "a matéria incursiona, sem conhecimento de causa e de forma leviana, na questão relativa à demarcação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, evidenciando o nítido propósito de encampar a proposta defendida pelo governo do Estado de Roraima, de demarcação descontínua desta área". E prossegue: "a reportagem revela-se preconceituosa e racista, ao colocar os índios sempre numa posição de instrumento a serviço de interesses alheios, não lhes reconhecendo capacidade de se gerir autarquicamente. Nenhuma prova minimamente consistente foi apresentada no decorrer da matéria".

    O Ministério Publico Federal finaliza sua nota desta forma: "a par da leviandade, da irresponsabilidade, da ausência de qualquer norte ético, esta revista, no particular, presta um desserviço à nação brasileira, pois fortalece centenária visão etnocêntrica, de que os direitos indígenas ficam a depender de prévia satisfação dos interesses da sociedade branca".



    Nível rasteiro



    A disputa revela o nível rasteiro dos ataques aos índios e aos missionários de Roraima. A opinião pública brasileira é refém de órgãos de imprensa totalmente subjugados aos interesses gananciosos de uma minoria devastadora, gloriosamente representada por políticos sem escrúpulos. Procura-se urgentemente cidadãos e cristãos que saibam indignar-se o suficiente para querer um Brasil diferente


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  17. Grahan

    Grahan Sim, eu me divérto

    O interessante é que só a Igreja Católica é culpada de tudo nesse mundo.
    Eu fico até sem palavras diante de tamanha ignorância. A Igreja mesmo diz que é santa e pecadora. Santa porque é de Deus e pecadora porque é regida por homens.
     
  18. elielsantos

    elielsantos Banned


    Se é só a Igreja Católica é culpada eu não chego a tanto, o que eu sei, baseado em fatos comprovados e que estão sendo exaustivamente debatido pela mídia e que o próprio exército, na pessoa do general Augusto Heleno colocou na ordem do dia (soberania brasileira ameaçada) é qu O CIMI e o CIR e a Consolata, todos ligados ao Vaticano, estão enregando o território brasileiro à organismos internacionais, com a complacência dos governantes brasileiros. Estes são os fatos. A Igreja Católica está destruindo a soberania brasileira. Isto é fato.
     
  19. Ramalokion

    Ramalokion Mecha-de-Folha

    Quando pastores protestantes usam os seus fiéis para se elegerem em cargos públicos e então unem-se em cartéis "sagrados" para impor uma (estreita) visão religiosa a todo o povo brasileiro, que aliás deveria viver num país laico, não é errado?

    A igreja católica assim como as várias vertentes protestantes tem apenas uma única diferença: a 1ª tem séculos a mais, dai o maior número de influência no mundo moderno. Os protestantes fazem exatamente o memso que a igreja católica, ams sõ muito jovens pra competir com a mãezona.
     
  20. elielsantos

    elielsantos Banned

    Eu nunca fui a favor de ministros candidatarem-se. Estes fazem parte de uma minoria modernista, já que a maior parte de nós é contra. Agora, este fato não interfere em nossa soberania como o caso citado no tópico, onde missionários estrangeiros, a serviço do Estado do Vaticano, vem aqui cumprir os desígnios de uma país estrangeiro sem que se faça alguma coisa.
     

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