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Hominídeos de três espécies conviveram na África, diz estudo

Tópico em 'Ciência & Tecnologia' iniciado por Morfindel Werwulf Rúnarmo, 10 Ago 2012.

  1. Morfindel Werwulf Rúnarmo

    Morfindel Werwulf Rúnarmo Geofísico entende de terremoto

    É um cenário que parece saído de romances de fantasia, como "O Senhor dos Anéis": três espécies distintas de seres inteligentes, cada uma delas com aparência e cultura próprias, vivendo lado a lado por milênios.

    Segundo uma nova pesquisa, é exatamente isso o que aconteceu na África Oriental há 1,9 milhão de anos, quando o gênero humano, o Homo, estava se estabelecendo.

    Novos fósseis --fragmentos de um crânio e mandíbulas--, descobertos em Koobi Fora, no Quênia, são a base dessa hipótese, defendida em estudo na edição de hoje da revista científica "Nature".

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    O grupo de Meave Leakey, do Instituto da Bacia Turkana, em Nairóbi, analisou a anatomia desses cacos e concluiu que eles se encaixariam com outro fóssil, o crânio conhecido como KNM-ER 1470, achado nos anos 1970.

    Para alguns, o KNM-ER 1470 representaria uma espécie separada de hominídeo, o Homo rudolfensis, distinta de dois velhos conhecidos dos paleoantropólogos, o Homo erectus e o Homo habilis.

    Para outros, ele não passaria de uma variante do H. habilis.

    Os novos fósseis parecem confirmar que o H. rudolfensis pertencia a uma linhagem distinta --embora Leakey e seus colegas não usem o nome. Querem mais estudos antes de dar esse passo.

    Se eles estiverem corretos, cai por terra de vez uma ideia que já estava sendo muito atacada: a de que teria havido uma progressão linear de espécies de humanos primitivos --H. habilis gerando H. erectus gerando H. sapiens-- rumo ao homem moderno.

    Em vez disso, prevaleceria o chamado modelo do arbusto: vários "galhos" da linhagem humana evoluindo ao mesmo tempo, cada um com suas próprias adaptações e estilos de vida. Alguns teriam se extinguido, enquanto outros deixaram descendentes.

    Esteban Sarmiento, primatologista da Fundação Evolução Humana, em Nova York, diz que tem dúvidas sobre as conclusões do estudo.

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