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Cientistas desenvolvem molécula sintética que desativa formação de tumores

Tópico em 'Ciência & Tecnologia' iniciado por Morfindel Werwulf Rúnarmo, 29 Fev 2012.

  1. Morfindel Werwulf Rúnarmo

    Morfindel Werwulf Rúnarmo Geofísico entende de terremoto

    Pesquisadores espanhóis sintetizaram uma molécula em laboratório que ativa de forma controlada uma resposta imunológica contra a proliferação de tumores.

    A revista de referência em pesquisa "The Journal of Immunology" publica as conclusões do experimento, que demonstra a efetividade da nova molécula em ratos, informou nesta terça-feira em comunicado a Universidade Autônoma de Barcelona (UAB).

    A equipe de pesquisadores é formada por cientistas desta universidade e do Conselho Superior Espanhol de Pesquisas Científicas (CSIC).

    Após a administração da molécula, os pesquisadores observaram nos ratos uma redução drástica na formação de metástases nos pulmões.

    Existe um tipo de glóbulo branco, os linfócitos iNKT (Natural Killer T Cells), que lutam contra as infecções e contra os tumores liberando proteínas, as citocinas, que ativam a resposta imune, destruindo as células infectadas ou malignas.

    Para realizar este processo protetor, estes glóbulos devem receber um sinal de ativação, como uma espécie de interruptor de luz que a ciência tenta criar de forma artificial para poder controlar.

    Os cientistas trabalham há alguns anos em um glicolípido, o alfa-galactosiceramida, que se acopla aos receptores e desencadeia a resposta imunológica, mas as provas clínicas revelaram ultimamente que é pouco efetivo porque é potente demais.

    Os pesquisadores da UAB e do CSIC desenvolveram uma molécula muito similar à alfa-galactosiceramida, mas com pequenas mudanças em sua estrutura.

    A nova molécula, batizada como HS44, se encaixa bem aos receptores dos linfócitos iNKT e se desassocia mais rapidamente, o que reduz sua potência e permite que se ative de forma mais eficiente e controlada a resposta imunológica.

    Nos testes com ratos, a HS44 inibiu a metástases em pulmões, resultados que abrem as portas a novas aplicações terapêuticas no futuro.

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