Arquivo da tag: O Senhor dos Anéis

O Mundo Sombrio de Homens e Hobbits

tolkien-archives.gif

Artigo publicado originalmente no jornal The New York Times em 1º de maio de 1955, "O Mundo Sombrio de Homens e Hobbits" é uma resenha feita por Donald Barr de As Duas Torres, na época de seu lançamento e, portanto, sob a ótica daqueles tempos. Confiram então essa preciosa matéria, traduzida para nós pela colega Thais "Luz do Entardecer". 

 

O Mundo Sombrio de Homens e Hobbits

 
Em 1937, J. R. R. Tolkien escreveu “O Hobbit”, planejado como um livro infantil, mas com toques aqui e ali de terrores que possuíam os envolvimentos mais sombrios do mito e às vezes até mesmo daquele “clangor e gemido de grande ferro” que Chesterton ouvia nas canções de gesta medievais.
 
Agora, em uma trilogia chamada “O Senhor dos Anéis”, o Sr. Tolkien continua de um modo um pouco diferente sua história da terceira era da Terra Média, um mundo habitado por magos, homens, hobbits (pequenos excêntricos corteses, como chefes de família ingleses de três pés de altura com grandes pés peludos), elfos e anões e pelos vorazes orcs e Cavaleiros Negros cegos e seu senhor. É um mundo de um amanhecer mirrado e um mundo de um pesadelo retumbante. Parece, como qualquer era muito distante, ser especialmente ensolarado e ser ameaçado por perigos muito fundamentais, de uma escuridão peculiarmente imaterial.

“As Duas Torres” é a segunda parte. O Senhor do Escuro de Mordor começou seu ataque sobre a sanidade e a graça do mundo. A Sociedade do Anel, o diminuto grupo sobre o qual reside toda a esperança de resistência, é dispersada; o hobbit Frodo parte em direção das fronteiras da própria Mordor, levando o Anel fatal que deve ser destruído nos fogos do domínio do Inimigo. Isso, não importando o que o sumário possa fazer parecer, não é para crianças; nem o é para os amantes de excentricidades e citadores de Alice. Tampouco é o aparato de uma moral morta enfeitada de poesia, como “The Faerie Queen”. É uma obra extraordinária: pura excitação, narrativa fluente, calor moral, regozijo descarado com a beleza, mas principalmente excitação; ainda assim uma ficção séria e escrupulosa, nada confortável, sem pequenas visitas à infância.

Essa obra trabalho é muito admirada por certos críticos que sempre praticaram um intelectualismo altamente consciente e orgulhoso. A fantasia do Sr. Tolkien não é metafísica como a de E. R. Eddison, nem teológica como a de George MacDonald; seu apelo para os intelectuais é, portanto, interessante. Depois da primeira Guerra Mundial, a ficção séria tendeu ao platonismo ou berkeleyimo literário. Com uma espécie de tédio brilhante (chamado “sensibilidade”), romances se refinaram no tocante a estados mentais. Os autores compreendiam que o pensamento era o ato real, do qual a ação era apenas uma cópia duvidosa. Tramas deram caminho a insights. As divergências de grandes retóricas multifacetadas, que fizeram Dickens e Scott, foram substituídas pela voz interna, muito pequena, mas constante. Nunca a distância entre o apetite popular e arte séria havia sido tão grande como então se tornou, inevitavelmente. Muitas pessoas, do que poderíamos chamar de gosto mediano, voltaram-se para contos policiais, os quais pelo menos possuíam tramas; recentemente elas têm lido ficção científica, que possui uma ação forte. O fato de que “O Senhor dos Anéis” deve agradar leitores dos mais simples gostos sugere que eles agora também anseiam pelo tipo antigo, direto e viril de narrativa.

O Sr. Tolkien é um distinto filólogo inglês, e a linguagem de suas narrativas nos lembra que um filólogo é um homem que ama a linguagem. Seus nomes são brilhantemente apropriados; as línguas que inventou para os elfos e orcs expressam perfeitamente, apenas por seus sistemas de ritmo e fonética, a natureza dessas raças; seu estilo é cheio de alegria, a alegria que segue a produção de um gesto perfeito. Mas mais que isso, o autor teve um profundo acesso a uma tradição épica que remete cada vez mais ao passado e desaparece nas brumas de histórias germânicas, de modo que sua história possui um tipo de profundidade ecoando ao fundo, onde ouvimos Snorri Sturluson e Beowulf, as sagas e a Canção dos Nibelungos, mas civilizados pelo gênio suave da Inglaterra moderna.

O Sr. Barr leciona Inglês na Universidade da Columbia.

 
 

O Porto de Pelargir

Porto de Pelargir
Pelargir era uma cidade portuária no reino de Gondor, a cidade-chefe do
feudo de Lebennin. Estava localizada na junção do Rio Sirith e do Rio
Anduin. Localizava-se a mais ou menos 110 milhas (177 km) a nordeste do
ponto onde o Anduin desembocava na Baía de Belfalas. Pelargir foi
construída em 2350 da Segunda Era pelos primeiros Homens que se
instalaram em Gondor, e durante séculos foi um dos pontos mais
importantes e influentes do país, servindo como base para as suas
frotas. Devido à sua importância estratégica, encontrava-se quase
constantemente sob a ameaça dos Homens do Sul e dos Corsários de Umbar,
a sua cidade-irmã.
 
Este porto abrigou os Fiéis de Númenor, que não sucumbiram à influência de Sauron, e permaneceram amigos dos Elfos. Em Pelargir se falaca Adûnaic – a língua de Númenor –, que se misturou aos idiomas de outros homens, e originou a Língua Comum, que se espalhou pela Terra-Média.

pelargir_2.jpg
Pelargir era ligada a Minas Tirith pela Estrada Sul, que percorria uma distância de 126 milhas, ou 202 km. Uma outra estrada ia à oeste, de Pelargir à Colina de Erech, a uma distância de 93 léguas (279 milhas, ou 488 km).

Na Terceira Era, Tarannon Falastur – o primeiro dos "Reis-Navegantes" de Gondor – construiu uma casa em Pelargir que se destacava pelas colunas arqueadas nas águas do Anduin. O sobrinho e herdeiro de Tarannon, Earnil I, fez reparos em Pelargir, e construiu uma grande armada.

Pelargir esteve frequentemente no centro das várias disputas políticas em Gondor. Quando a guerra civil da Contenda entre Famílias começou em 1492 da Terceira Era, muitas pessoas de Pelargir suportaram Castamir, o Capitão dos Navios. Este usurpou o trono do Rei Eldacar em 1437 e tomou a coroa de Gondor, fazendo de Pelargir a capital. Em 1447, Eldacar matou Castamir numa batalha e reclamou o trono para si. Os filhos de Castamir refugiaram-se em Pelargir, onde juntaram muitos de seus seguidores antes de partirem para Umbar.

Em 1634, os netos de Castamir, Angamaitë e Sangahyando, levaram uma frota de Corsários de Umbar para atacar Pelargir. O Rei Minardil de Gondor foi morto nessa batalha, defendendo a cidade.

Em 2980, durante o reinado de Ecthelion II, uma tropa de Gondor foi reunida em Pelargir para iniciar um ataque aos Corsários de Umbar. O líder era um homem chamado Thorongil, que era, na verdade, Aragorn dos Dunedain, herdeiro de Elendil, servindo o Regente sob essa identidade. O ataque foi bem-sucedido e a ameaça dos Corsários acabou durante muitos anos.

pelargir_4.jpg
Mas, durante a Guerra do Anel, a ameaça foi renovada, e às ordens de Sauron, os Corsários capturaram Pelargir e montaram uma tropa de 50 grandes navios e outros numerosos navios menores para atacar Minas Tirith. Aragorn ficou sabendo dessa ameaça quando olhou para um palantír; então entrou nas Sendas dos Mortos para chamar o seu Rei e convocá-lo para o seguir e ajudar a parar os Corsários. No dia 13 de Março, Aragorn chegou a Pelargir, e o Exército dos Mortos afugentou os corsários dos seus navios. Aragorn usou esses navios para ir, juntamente com uma tropa de Caminhantes, em ajuda a Minas Tirith, na Batalha dos Campos do Pelennor, em 15 de Março.

Durante o reinado de Aragorn Elessar, na Quarta Era, Pelargir voltou a prosperar, tornando-se o principal porto do Reino Reunificado de Arnor e Gondor.

Outras Informações

Localização

 
Localização de Pelargir

Nome
Pelargir é um nome Sindarin, e significa "Garth of Royal Ships", algo como "Fortaleza dos Navios Reais". A palavra pel significa "espaço circular", o elemento ar significa "real, da realeza" e gir é uma forma de kir, que se traduz como "cortar, fender", pretendendo significar "cutter", um tipo de navio.

Autores
O 10º membro da Sociedade – Texto (Nome), Imagens e Revisão Final
AlissonTuor – Tradução de Texto (Pelargir) e Imagens.

Fontes
Thain’s Book
O Senhor dos Anéis – Apêndice A: Gondor e os Herdeiros de Anarion
The Complete Tolkien Companion, J. Tyler

Está envolvido com a obra de Tolkien desde 1999 – fundador da Calaquendi, fundador da Valinor, fundador do Conselho Branco (Sociedade Tolkien) e presidente por três mandatos. Participou da publicação em livro do Curso de Quenya e é autor do Modo Tengwar Português

As Argonath

As Argonath, também conhecidas em língua comum como o Portão dos Reis, são um dos monumentos mais emblemáticos e impressionantes da Terra Média. São constituídas por dois enormes pilares esculpidos à semelhança de Isildur e Anárion, os dois filhos de Elendil de Númenor e fundadores do reino de Gondor. Cada um se situava lado a lado, em margens opostas do rio Anduin. Por detrás das estátuas, altos precipícios uma passagem estreita pela qual o rio passava, antes de alargar e formar o lago Nen Hithoel.
 
argonath.jpg
As Argonath olhavam para norte, e os seus braços esquerdos estavam erguidos, com a palma estendida para a frente num gesto de desafio aos inimigos de Gondor. Na mão direita, encostada ao peito, seguravam machados, e cada um tinha também um elmo e uma coroa sobre a cabeça. As suas caras tinham uma expressão sombria. Pela espectacularidade da obra, com a imponência das estátuas e a grande mestria com que foram esculpidas, ninguém por elas passava sem espanto.

As estátuas foram construídas por volta do ano 1248 da Terceira Era, por ordem do rei Romendacil II. O objectivo era que os pilares marcassem a fronteira norte de Gondor (na altura), e não era permitida a passagem para sul das Argonath sem autorização.

Quando a Sociedade do Anel passou por elas a 25 de Fevereiro de 3019, Aragorn, descendente de Elendil, ficou mais ciente da sua herança real.

"Frodo, olhando para a frente, viu na distância duas grandes rochas se aproximando: pareciam dois grandes pináculos ou pilares de pedra. Altos, íngremes e agourentos, erguiam-se dos dois lados da correnteza. Uma pequena abertura apareceu entre eles, e o Rio levou os barcos naquela direção:

– Olhem os Argonath, os Pilares dos Reis! – gritou Aragorn. – Vamos passar por eles em breve. Mantenham os barcos em fila e o mais separados que puderem. Fiquem no meio da correnteza.

theargonath.jpg
Quando Frodo foi levado na direção deles, os grandes pilares assomaram como torres vindo ao seu encontro. Pareciam-lhe dois gigantes, figuras grandes e cinzentas, silenciosas mas ameaçadoras. Então percebeu que de fato eram desenhados e moldados: o trabalho e o poder de antigamente tinham trabalhando neles, que ainda conservavam, através do sol e da chuva de anos esquecidos, as formas poderosas da escultura original. Sobre grandes pedestais alicerçados nas águas profundas, erguiam-se grandes reis de pedra: ainda, com olhos turvos e cenhos gretados, voltavam-se para o Norte. A mão esquerda de cada um deles estava levantada, como a palma para fora, num gesto de advertência, e cada mão direita empunhava um machado; sobre cada uma das cabeças viam-se um elmo e uma coroa, já se desintegrando. Guardiões silenciosos de um reino há muito desaparecido, tinham ainda grande força e majestade. Dominado pelo medo e pela admiração, Frodo se encolheu, fechando os olhos e não ousando olhar para cima, enquanto o barco se aproximava. Até Boromir abaixou a cabeça quando os barcos passaram, frágeis e fugazes como pequenas folhas, sob a sombra duradoura dos guardiões de Númenor. Assim atravessarem a fenda negra dos Portões (…)"

O Senhor dos Anéis – A Sociedade do Anel, "O Grande Rio", página 418

Sobre a construção das Argonath

A origem das Argonath não é um assunto consensual. O texto acima foi escrito com base no Apêndice A de O Senhor dos Anéis, segundo o qual foi Romendacil II que mandou erguer as estátuas: “Foi ele que construiu os pilares das Argonath à entrada do Nen Hithoel.” Romendacil apenas foi rei de Gondor já entre 1304 e 1366 da Terceira Era, mas a construção das estátuas em 1248 pode ser justificada pelo facto de ele ter atuado como regente do reino desde 1240. É sugerido que foi durante esse período que ergueu o monumento.

O que torna o assunto mais complicado é uma referência no Silmarillion, em Dos Anéis do Poder e da Terceira Era, onde é dado a entender que a construção das Argonath se deu muito mais cedo, no final da Segunda Era, aquando da fundação de Arnor e Gondor pelos Exilados: “… fortes e maravilhosos trabalhos eles construíram na terra nos dias do seu poder, nas Argonath…” Isto é provavelmente um erro simples, e como última fonte canónica, o Senhor dos Anéis deve ser sempre mais tido em conta. Apesar de tudo, é o suficiente para causar alguma discussão.

 
Localização
 
Localização das Argonath

Nome

Argonath significa “Pedras dos Reis”, de ar, significando “rei, real” e gonath, que quer dizer “pedras”. Outros nomes: Portão dos Reis, Portões das Argonath, Portões de Gondor, Pilares dos Reis

 

Vídeo

Autores
O 10º membro da Sociedade – Texto, Imagens e Revisão Final
AlissonTuor – Imagens e Citação

 
Veja  mais imagens aqui
 
 
Fontes
Thain’s Book
O Senhor dos Anéis – A Sociedade do Anel
The Complete Tolkien Companion, J. Tyler

Está envolvido com a obra de Tolkien desde 1999 – fundador da Calaquendi, fundador da Valinor, fundador do Conselho Branco (Sociedade Tolkien) e presidente por três mandatos. Participou da publicação em livro do Curso de Quenya e é autor do Modo Tengwar Português

Originais de Tolkien na Universidade Marquette

A coleção de John Ronald Reuel Tolkien (1892-1973), professor de
idiomas e literatura de Inglês Arcaico e Médio na Universidade de
Oxford entre 1925 e 1959, contém os manuscritos originais e múltiplos
rascunhos de trabalho de três dos mais celebrados livros do autor, O
Hobbit
(1937), Mestre Gil de Ham (1949) e O Senhor dos Anéis
(1954-1957), bem como a cópia original do livro infantil Mr. Bliss
(publicado em forma de cópia em 1982). A coleção inclui livros por e
sobre Tolkien, periódicos produzidos por entusiastas de Tolkien,
gravações em áudio e vídeo e uma gama de materias publicados e inéditos
relacionados à vida de Tolkien e escritos de fantasia.

 

 
marquette_logo.gif
Os manuscritos Tolkien reside em Marquette devido à visão de William B. Ready (1914-1981), diretor de bibliotecas de 1956 a 1963. Rapidamente ele se deu conta de que deveria agressivamente coletar material para a récem-construída Biblioteca Memorial. Ele reconheceu O Senhor dos Anéis como uma obra-prima logo após sua publicação, muito antes da obra e de seu autor ganharem enorme popularidade. Com aprovação administrativa, Ready entrou em contato com Tolkien em 1956 através de Bertram Rota, um conhecido negociados de livros raros de Londres. Àquele tempo nenhuma outra instituição havia mostrado interesse nos manuscritos literários de Tolkien. Após um período relativamente breve de negociações, um acordo foi alcançado onde Marquette comprou os manuscritos por 1.500 libras (pouco menos de 5.000 dólares). A primeira remessa de material chegou em 1957; os manuscritos de O Senhor dos Anéis chegaram no próximo ano. Tolkien aceitou propostas de visitar e palestra na Marquette em 1957 e 1959, mas canclou ambas as ocasiões devido a problemas familiares. Os papéis pessoais e acadêmicos de Tolkien, bem como seus outros manuscritos literários (como O Silmarillion e Leaf by Niggle), estão na Biblioteca Bodleian na Universidade de Oxford.

Manuscritos Originais

Os manuscritos originais representam o coração da coleção. Eles incluem representações hológrafas (manuscritos pela mão do autor), vários conjuntos de páginas datilografadas com correções de Tolkien, provas de páginas e versões de revisão, também com correções pela mão do autor. Os manuscritos de O Senhor dos Anéis, 1938-1955, consiste 7.125 folhas (9.250 páginas). Inclusa está uma cópia de prova adiantada de O Retorno do Rei, mapas impressos da Terra-média, capas da  edição original Houghton Mifflin, vários rascunhos de um "Epílogo" rejeitado, e fragmentos manuscritos de O Silmarillion (1977). Desenhos e rascunhos, frequentemente em forma preliminar às margens do texto, podem ser encontrados por todos os manuscritos. Notas linguistas e filologicas relacionadas aos idiomas inventados por Tolkien também aparecem nos manuscritos, frequentemente no verso do texto principal. O documento reflete um processo extraordinariamente criativo; às vezes existem 18 rascunhos para um único capítulo. Christopher Tolkien, filho do autor e herdeiro literário, apresentou sua história da composição de O Senhor dos Anéis na série A História da Terra-média (volumes VI, VII, VIII e IX, 1988 a 1992).

Os manuscritos de O Hobbit, 1930-1937, que consistem de 1.048 foilhas (1.586 páginas), incluem versões hológrafas, páginas datilografadas corrigidas, três conjuntos de provas com correções do autor, um desenho aquarela de Tolkien para a capa utilizada por Allen e Unwin, mapas impressos com correções, uma aquarela dos trolls e de Gollum do artista alemão Horus Engels e a cópia original do "Mapa de Thror". A maioria da versões hológrafas mais antigas é um texto contínuo sem divisões de capítulos. Os manuscritos de Mestre Gil de Ham, de 1930-1938 e 1948-1949, incluem 173 folhas (201 páginas, incluindo uma hológrafa, páginas datilografadas com correções e páginas de prova com correções. Mr. Bliss, 1928-1932, inclui 39 folhas (61 páginas).  Em adição do livreto finalizado que tem 50 páginas, rascunhos "preliminares" separados existem. O manuscrito está na caligrafia de Tolkien, ilustrado com tinta e colorido a lápis. Provas e uma cópia da versão de 1982 completam a conteúdo principal.

Conteúdo Secundário

manuscrito_portao_durin.jpg
A Marquete está desenvolvendo uma coleção significativa dos trabalhos publicados de Tolkie, bem como uma seleção representativa da literatura crítica sobre a fantasia e os trabalhos acadêmicos de Tolkien. A coleção de livros contém quase 700 volumes. A coleção de periódicos produzido por entusiastas Tolkien já atinge mais de 270 títulos. Outras literaturas, algumas em língua estrangeira, consistindo de críticas de livros, obituários, trechos de notícias, artigos de antologia, dissertações, estudos sobre idiomas Élficos, anúncios e pogramações de conferências, catálogos de exibições bem como papéis acadêmicos não publicados e ensaios. Também estão inclusos poemas e canções, dramatizações, rascunhos e pinturas, calendários, jogos e material didático, em adição a áudio de leituras, adaptações para o rádio e vídeos das adaptações cinematográficas e documentários comemorativos.

Legados, Presentes e Projetos Cooperativos

Legados generosos e doações de livros, pesquisas e outros materiais secundários por estudiosos e colecionadores Tolkien contribuiram imensamente para a coleção na Marquette. Taum J.R. Santoski (1958-1991) atuou por dez anos como membro voluntário e "estudioso". Nesta condição ele estudou os manuscritos intensivamente, iniciou conferências públicas e exibições, palestrou para estudantes da Marquette e classes visitantes e auxiliou inúmeros pesquisadores. Seu lagado consiste de 200 livros, dezenas de periódicos, cópias das publicações acadêmicas de  Tolkien e notas sobre os manuscritos, particularmente textos linguisticos de O Senhor dos Anéis. S. Gary Hunnewell, um estudante de Tolkien; residindo em Arnold, Missouri, está contruindo uma coleção inclusiva de todos os periódicos produzidos por entusiatas de Tolkien. A coleção contém muitos títulos americanos antigos e entrangeiros, incljuindo pub licações obscuras da Europa oriental, bem como edições selecioandas de "fanzines" genéricos de fantasia e ficção científica relaciunados a Tolkien. A coleção está sendo cedida à Marquette junto a descrições bibliográficas detalhadas e índices para microfilmagem, de forma continuada.

Em 1982 o Dr. Richard E. Blackwelder (1909-2001) doou sua crescente coleção de material Tolkieniano. Destacadamente compreensiva em escopo, acredita-se que a Coleção Blackwelder seja a maior coleção única de fontes secundárias sobre Tolkien jamais desenvolvida. Informações bibliográficas detalhadas existem para cada item que foi adquirido ou identificado, junto a um extenso índice. Uma biblioteca crescente contém muitas edições dos "capa mole" da Ballantine. Um inventório preliminar online está disponível. Em 1987 o Dr. Blackwelder estabeleceu o "Fundo Arquivos Tolkien" na universidade de forma a dar suporte financeiro à aquisição e preservação de material de pesquisa Tolkieniano no Departamento de Coleções Especiais.

Em  2003, graças ao "Fundo Arquivos Tolkien", a Universidade Marquette foi capaz de adquirir a Coleção de Ficção Fantástica e Tolkieniana Grace E. Funk (1924-2004). Contendo 2.376 itens – incluindo livros, artigos, filmes, documentários, artigos fotocopiados e recortes de jornal – a coleção oferece aos pesquisadores um método conveniente de localizar muitos materias obscuros e fora de catálogo. A coleção reflete a formação de Funk como bibliotecária. Ela identificou inúmeros materiais escritos para educadores K-12 e bibliotecas interessadas em apresentar a fição de Tolkien a jovens leitores. Suas citações bibliográficas detalhadas são um indicativo de sua capacidade profissional.

 
Universidade Marquette

A Universidade Marquette é uma instituição privada, co-educacional, Jesuíta e Católica Romana situada em Milwaukee, Wisconsin, nos EUA. Fundada pela Sociedade de Jesus em 1881, é uma das 28 instituições membro da Associação de Colégios e Universidades Jesuítas. Atualmente possui 11.500 estudantes, sendo a maior universidade privada de Wisconsin.

Uso dos Manuscritos e Exibição Pública

O J. R. R. Tolkien Estate mantém o copyright e direitos literários dos manuscritos. Estes documentos podem ser fotocopiados ou publicados apenas sob permissão do Estate. Os manuscritos foram microfilmados em 1983. Para proteger a integridade física dos originais, é pedido aos pesquisadores utilizar apenas os microfilmes.

Acesso e Serviços

Um inventário descritivo da Coleção J. R. R. Tolkien está disponível on-line. Os visitante são avisados que alguma forma de identificação fotográfica é necessária para o acesso à Biblioteca Memorial. Embora todos os materiais devam ser utilizados na sala de leitura do departamento, pode-se obter fotocópias do material. Para garantir acesso imediato aos equipamentos de audiovisuais, pesquisadores visitantes externos à Marquette devem agendar por escrito ou telefone. Horário de Atendimento: de segunda a sexta-feira, 8:00 até 17:00. Horários da noite e final de semana sob consulta.

 
Links 

Está envolvido com a obra de Tolkien desde 1999 – fundador da Calaquendi, fundador da Valinor, fundador do Conselho Branco (Sociedade Tolkien) e presidente por três mandatos. Participou da publicação em livro do Curso de Quenya e é autor do Modo Tengwar Português

Cineasta canadense compra briga com fãs de ‘O senhor dos anéis’

O cineasta canadense Denys Arcand, que ficou conhecido por “Invasões
bárbaras”, vem enfrentando críticas de fãs de “O senhor dos anéis” de
todas as partes. O motivo é seu novo filme, “L’âge des ténèbres”,
considerado um ataque aos admiradores da obra de J.R.R. Tolkien.

 
O longa, que encerrou o Festival de Cannes, há duas semanas, gira em
torno de Jean-Marc Leblanc (vivido por Mar Labréche), um homem
solitário, desprezado pela família e perseguido por seu chefe. Jean
Marc encontra sua salvação numa comunidade de adeptos de duelos de
cavalaria à moda medieval, numa nítida alusão aos fãs da saga do anel.

A crônica de costumes debocha da forma como algumas pessoas se refugiam
na fantasia para fugir de sua realidade medíocre. Em entrevista durante
o festival, Arcand confirmou a repórteres a ligação entre o roteiro e
as comunidades de admiradores de “O senhor dos Anéis”.

A produção canadense ainda não tem previsão de data de estréia no Brasil.

 


Fonte:
  G1

Está envolvido com a obra de Tolkien desde 1999 – fundador da Calaquendi, fundador da Valinor, fundador do Conselho Branco (Sociedade Tolkien) e presidente por três mandatos. Participou da publicação em livro do Curso de Quenya e é autor do Modo Tengwar Português

Locais de "O Senhor dos Anéis" no Google Earth

Quer ver todos os locais das filmagens de "O Senhor dos Anéis" na Nova Zelândia e não sabe como? Como um pouquinho de paciência nos downloads é possível observar todos esses locais devidamente anotados no Google Earth (e portanto visto em imagens de satélite, algumas com ótima resolução). Nos da Valinor damos um passo-a-passo bem simples para tal.

 

 

A primeira coisa é baixar o programinha do Google Earth o qual, infelizmente, não existe em portuguLocais da Terra-média na Nova Zelândiaês. São 15 MB e não roda em computadores mais antigos. Depois do programa baixado e instalado, baixe este outro arquivo (é pequeno, 7,7 kB) e o abra no Google Earth. Pronto! Os pontos de filmagem do SdA ficam anotados no mapa da Nova Zelândia e você pode navegar à vontade. Existem outras maneiras de obter o mesmo resultado, mas o citado aqui é o mais simples.

E aqui ao lado uma imagem do que você encontrará.

Está envolvido com a obra de Tolkien desde 1999 – fundador da Calaquendi, fundador da Valinor, fundador do Conselho Branco (Sociedade Tolkien) e presidente por três mandatos. Participou da publicação em livro do Curso de Quenya e é autor do Modo Tengwar Português

Resumo de O Senhor dos Anéis – Livro IV (Cap. 1 a 10)

Capítulo 1: Sméagol Domado
A ação se volta para Frodo e Sam, que estão atravessando as colinas dos Emyn Muil, e sofrem com as paredes íngremes que os impedem de descer. Eles acham um lugar onde uma descida poderia ser possível, e Frodo tenta descer; um grito terrível atravessa o céu naquele momento [provavelmente de um dos nazgûl], e Frodo cai. Felizmente ele cai em uma saliência na rocha. Sam se lembra da corda que os elfos de Lórien lhe deram, e salva Frodo com ela; então ambos descem pela corda, e para a surpresa deles, conseguiram recuperá-la facilmente, como se não tivesse sido amarrada. Eles planejam passar a noite debaixo do precipício. Notam então Gollum, que os tinha seguido todo o tempo; ele escala facilmente, quase como uma aranha, mas cai na parte final da subida. Sam o ataca, e com a ajuda de Frodo eles forçam Gollum a prometer que os conduziria até Mordor. Logo depois Gollum tenta escapar, mas eles o pegam e descobrem que a corda élfica, com a qual eles quiseram amarrá-lo, o machuca muito. Ele jura pelo Anel que os obedeceria, e eles o desamarram. Um tempo depois, quando a lua estava no céu, eles partem novamente.
 
Capítulo 2: A travessia dos pântanos
Os dois hobbits, conduzidos por Gollum, estão fazendo o seu caminho lentamente para os Portões Negros de Mordor. Já que atravessar por campo aberto, cheio de estradas orc, seria muito perigoso, Gollum os conduz ao longo de caminhos menos conhecidos pelas terras pantanosas. Eles cruzam os Pântanos Mortos, onde foram enterrados muitos guerreiros caídos durante a guerra entre a Última Aliança e o Senhor do Escuro no final da Segunda Era; agora luzes estranhas chamejam, e podem ser vistas horríveis faces de mortos debaixo da lama. Espectros do Anel voam freqüentemente sobre eles, aparentemente procurando o Anel e sentindo sua presença de alguma maneira; e o fardo do Anel sempre parece maior a Frodo conforme eles se aproximam de Mordor. Dentro de Gollum duas "personalidades" estão lutando pela dominação: o Sméagol bom, e o Gollum mau; e o desejo pelo anel parece estar vencendo novamente. Finalmente eles chegam às terras desoladas e estéreis diante de Mordor, e somente com o comando rígido de Frodo é que Gollum os guiará mais além.

Capítulo 3: O Portão Negro está fechado
Os companheiros chegam ao Portão Negro de Mordor. O Portão é vigiado pelos Dentes de Mordor, duas torres altas erguidas há muito tempo pelos Homens de Gondor, mas depois abandonadas e então ocupadas pelas forças de Sauron. Também há muitas outras muralhas e números enormes de orcs; várias estradas conduzem ao portão, e numerosos exércitos do Leste e do Sul estão entrando em Mordor. Entrar em Mordor parece absolutamente impossível. Neste momento Gollum sugere outro caminho: ir para o sul na cidade fantasma de Minas Ithil, e então até a passagem de Cirith Ungol. Lá as chances de não serem notados são um pouco maiores; naquela direção Sauron conquistou terras até o Anduin, e sente-se mais seguro. Assim, não é provável que o lugar seja vigiado completamente. Gollum afirma ter escapado de Mordor ao longo daquele mesmo caminho; entretanto, parece provável que essa "fuga" era conhecida e aprovada pelo Senhor do Escuro. No entanto Frodo, depois de um pouco de hesitação, decide aceitar esse plano.

Capítulo 4: De ervas e coelho cozido
Viajando para o sul, os hobbits alcançam Ithilien, que só foi conquistada recentemente pelo Senhor do Escuro, e não foi devastada nem maculada. Sam está cada vez mais preocupado com a comida: a única comida deles é lembas, que apenas durará até que eles alcançam Orodruin, e certamente não mais que isso. Assim, certo dia, enquanto eles descansam em uma floresta, Sam pede para Gollum que pegue algo comestível. Gollum pega um par de coelhos jovens e Sam prepara um ensopado. Porém, logo que eles terminam de comer , o fogo começa a fazer fumaça e o dois hobbits são rodeados por quatro soldados de Gondor, um deles sendo Faramir, o Capitão. Frodo explica algo sobre a sua missão, e Faramir parece muito interessado nisso; mas no momento ele deixa dois homens para os vigiar, e vai embora preparar-se para a batalha: os homens de Minas Tirith vieram a Ithilien para atacar exércitos que vieram de Harad, ao sul de Mordor, para se juntar às forças de Sauron. Sam vê uma coisa surpreendente durante esta batalha: um "olifante", um dos grandes animais cinzentos que só são conhecidos no Condado através de velhas canções.

Capítulo 5: A janela no oeste
Depois da batalha, Faramir [que é o irmão de Boromir] volta e questiona Frodo durante algum tempo; ele é no princípio um pouco desconfiado, e conta que tinha visto o barco com o corpo de Boromir flutuando no Anduin. Depois ele decide que Frodo e Sam deveriam vir com ele e seu exército a um refúgio escondido, uma caverna oculta atrás de uma cachoeira. Diferente de Boromir, que sempre buscou ganhar glória com sua coragem nas guerras, Faramir não é tão hostil e tem um maior respeito pelas coisas antigas e tradições [e pelos elfos]. Ele fala por muito tempo com os dois hobbits, e conta muito sobre Minas Tirith e as suas guerras, a história de Gondor, sua aliança com os rohirrim; Frodo descreve a viagem dos Nove Andantes, evitando o assunto do Anel cuidadosamente. Quando o assunto da conversa são os elfos e Lórien, Sam menciona o Anel acidentalmente. Aqui Faramir prova que ele é verdadeiro em suas palavras, e não tenta pegar ou mesmo ver o Anel.

Capítulo 6: O lago proibido
Depois, naquela noite, Gollum aparece no lago perto da caverna, pegando peixes, sem saber do lugar escondido. As leis de Gondor requerem que qualquer um que chegar perto da caverna deve ser morto; mas Faramir desperta Frodo e lhe pergunta a opinião dele. Frodo explica que a criatura que eles viram era Gollum, e que ele os guiou, e que ele não deveria ser morto. Faramir não deixa Gollum vagar livremente sobre a área, e Frodo vai até o lago e convence Gollum a segui-lo. Dois dos guardas pegam-no e o levam para a caverna, vendado e amarrado. Faramir interroga Gollum, e Gollum jura que ele nunca voltará à caverna escondida. Então Faramir dá permissão a Frodo para andar livremente por Gondor, e o adverte, dizendo que Minas Morgul é um lugar mau e perigoso.

Capítulo 7: Viagem às Encruzilhadas
Faramir dá a cada um dos hobbits um cajado e também algumas provisões, e então os hobbits e Gollum partem. Eles viajam para o sul durante dois dias e chegam perto da estrada das ruínas de Osgiliath para Minas Ithil. Gollum continua dizendo-lhes para se apressarem, enfatizando o perigo que estão correndo. Eles viram para o leste, para as Encruzilhadas, o cruzamento da estrada de Osgiliath e a estrada norte-sul. No dia seguinte a escuridão começa a emergir de Mordor; grandes nuvens cobrem o céu, e o dia é tão escuro quanto a noite. Eles alcançam as Encruzilhadas; uma grande estátua de pedra de um rei está lá. Sua cabeça estava derrubada, aparentemente cortada pelos servos de Sauron, e jazia no chão perto da estátua; o sol aparece detrás de uma nuvem escura e um de seus últimos raios brilha na cabeça como uma coroa, dando a Frodo esperança nova.

Capítulo 8: As Escadas de Cirith Ungol
Os viajantes passam pela cidade de Minas Morgul, e Frodo sente que o Anel atraía-o na direção dela. Eles vêem um grande ajuntamento de exércitos da cidade, indo aparentemente em direção a Gondor, conduzido pelo Capitão dos Espectros do Anel. Então os hobbits e Gollum sobem uma escada longa e íngreme, seguida por outra, mais longa mas não tão íngreme. Eles decidem descansar durante algum tempo, e enquanto Frodo e Sam estão falando Gollum desaparece; ambos caem adormecidos, e Sam desperta para ver Gollum, que se agacha na direção de Frodo. Embora pareça que ele não teve nenhuma intenção má naquele momento, Sam está cheio de desconfiança. Ele desperta Frodo, que diz para Gollum partir livremente, como se os hobbits pudessem continuar sozinhos dali. Mas Gollum diz que eles não podem alcançar o topo da passagem por si próprios, e os três se preparam para continuar.

Capítulo 9: A Toca de Laracna
Pouco tempo depois eles alcançam uma grande parede onde o caminho continua por um túnel. Um fedor terrivelmente asqueroso está vindo dali. O túnel é muito longo, e sobe sempre, com passagens laterais em alguns lugares. Os hobbits, enquanto caminham alguns passos atrás de Gollum, notam que o fedor está se tornando cada vez pior, até que eles alcançam uma passagem lateral de onde o cheiro desagradável parece estar vindo. Eles passam por ela, e o ar começa a melhorar; mas logo eles chegam a uma bifurcação do túnel principal. Gollum parece tê-los abandonado; eles tentam uma das passagens e descobrem que está bloqueada. Naquele momento eles notam os olhos de alguma criatura terrível atrás deles. Frodo se aproxima dela com o Frasco de Galadriel em uma mão e Ferroada na outra, e os olhos se retiram da luz. Os hobbits continuam depressa pelo túnel, mas acham a saída bloqueada por uma barreira que se mostra ser a teia de uma aranha gigantesca. Frodo corta a teia com a espada dele, e começa a correr para a passagem, que está distante só alguns passos. Sam vem atrás dele; contudo a criatura que eles viram no túnel faz o mesmo: Laracna, uma aranha enorme. Laracna surge de uma entrada lateral no túnel e começa a correr na direção de Frodo. Antes que Sam pudesse ajudá-lo é atacado por Gollum; depois de uma briga desesperada, Gollum foge.

Capítulo 10: As Escolhas de Mestre Samwise
Sam corre e acha Laracna, que se agacha sobre o corpo de Frodo. Isto deixa Sam furioso, e ele ataca a aranha gigantesca; ele fere os olhos da criatura e corta uma de suas garras, mas ela coloca seu corpo enorme por cima dele e tenta esmagá-lo. Porém, Sam mantém sua espada erguida, e Laracna acaba recebendo um ferimento profundo com sua própria força. Ela então abandona os hobbits e foge. Sam tenta acordar Frodo, que não mostra nenhum sinal de vida. Sam se desespera e não pode decidir o que fazer; no fim das contas, sabendo que tudo pereceria se desistisse, ele decide continuar a Demanda, e toma consigo a espada de Frodo, o Frasco de Galadriel e o Anel. Depois de dar os primeiros passos, porém, ele ouve vozes de orcs que se aproximam, e coloca o Anel. Ele descobre que pode entender a língua dos orcs quando usa o Anel: parece que há duas companhias, uma da torre de vigia na passagem e uma de Minas Morgul. Eles levam o corpo de Frodo e atravessam um túnel; Sam os segue, e escutando os capitães orc ele descobre que Frodo provavelmente ainda está vivo, e que será preso, e não morto. A companhia de orcs atravessa portas grandes, que se fecham antes que Sam pudesse atravessá-las.


[tradução de Luciano Soares e Reinaldo]

Resumo de O Senhor dos Anéis – Livro V (Cap. 1 a 10)

Capítulo 1: Minas Tirith
Depois de uma longa e rápida viagem, Gandalf e Pippin chegam à grande cidade de Minas Tirith nas primeiras horas da manhã, e têm uma audiência com Denethor, o Senhor e Regente de Gondor e pai de Boromir e Faramir. Denethor é um homem de grande poder e linhagem, capaz de perceber muito do que se esconde atrás das palavras de alguém. Pippin conta sobre a jornada deles, e sobre Boromir, e faz um juramento de fidelidade a Gondor. Depois da audiência, Gandalf vai tratar de assuntos urgentes e Pippin sai para explorar a Cidade. Ele conhece Beregond, um soldado da guarda da cidade, que foi mandado para lhe fazer companhia por algum tempo. Eles conversam sobre Gondor e seus costumes, sobre a viagem de Pippin e as terras distantes que ele viu, e sobre a guerra que se aproxima, na qual Gondor não parece ter esperança alguma. Mais tarde, quando Beregond precisa cuidar de seus deveres, Pippin vai ao encontro do filho dele, Bergil, e juntos eles vão para os portões da cidade para ver a chegada dos exércitos de Gondor, que irão fortalecer a defesa de Minas Tirith. No começo da noite Pippin retorna a seus aposentos, e de madrugada Gandalf também volta, parecendo muito preocupado.
 
Capítulo 2: A Passagem da Companhia Cinzenta
Logo depois da partida de Gandalf, a companhia do rei Théoden é alcançada por um grupo de Guardiões do Norte, parentes de Aragorn, acompanhados por Elladan e Elrohir, os filhos de Elrond. Eles cavalgam juntos para o Abismo de Helm, onde Aragorn olha para o palantír e o tira do controle da mente de Sauron. Ele decide ir tão rápido quanto possível para Gondor, tomando as aterrorizantes Sendas dos Mortos, acompanhado por Legolas, Gimli, os filhos de Elrond e os Dúnedain. Levará vários dias para que Théoden [com quem Merry permanece como escudeiro] consiga concentrar as tropas de Rohan; enquanto isso, Aragorn e seus companheiros cavalgam na direção de Edoras e do Templo da Colina. Lá Éowyn quer se juntar a eles, mas Aragorn não o permite, dizendo que apenas Théoden poderia liberá-la de seu dever. Na manhã seguinte a companhia adentra as Sendas dos Mortos: uma espécie de túnel que leva ao outro lado das montanhas, ao sul de Rohan. Os "Mortos" são as sombras de um povo antigo que quebrou seu juramento a Isildur, e Isildur os amaldiçoou a não ter paz enquanto o juramento não fosse cumprido. Aragorn, sendo o herdeiro de Isildur, convoca-os para ajudá-lo na guerra, para que dessa forma cumpram seu juramento. A companhia, seguida por um grande exército das sombras dos Mortos, cavalga para o leste, na direção de Pelargir.

Capítulo 3: A Concentração das Tropas de Rohan
Enquanto isso, Théoden e seu exército cavalgam para o Templo da Colina, onde o exército de Rohan está se reunindo. Éowyn os espera, e conta que Aragorn foi para as Sendas dos Mortos; pouco se sabe sobre elas entre os rohirrim, apenas algumas lendas assustadoras, e eles têm certeza de que Aragorn nunca mais será visto. Um mensageiro de Gondor chega, trazendo um aviso de Denethor sobre o perigo em que está Minas Tirith, e pedindo aos rohirrim [que têm sido aliados de Gondor por séculos] que o ajudem na guerra. Théoden se prepara para partir no dia seguinte, pretendendo agora cruzar abertamente a planície, pois a grande nuvem de Mordor cobriu o céu inteiro com escuridão. Ele decide que Merry deve permanecer em Edoras, onde Éowyn irá liderar o povo até a volta do rei. Contudo, um jovem cavaleiro chamado Dernhelm diz em segredo a Merry que pode levá-lo em seu cavalo para Gondor, e Merry aceita a oferta prontamente.

Capítulo 4: O Cerco de Gondor
Na manhã seguinte, quando a escuridão já tinha coberto o céu, Gandalf leva Pippin até Denethor, e Pippin recebe um uniforme da Torre. Mais tarde ele encontra Beregond e conversa por algum tempo com ele nas muralhas da cidade. Naquela mesma tarde Faramir retorna a Minas Tirith, mal escapando dos nazgûl alados que estavam perseguindo a ele e a alguns poucos companheiros. Pippin acompanha Gandalf e Faramir num encontro com Denethor; Faramir relata os eventos na fronteira e seu encontro com Frodo. Denethor não está contente com as ações de Faramir, e preferiria que o Anel tivesse sido trazido até ele. No dia seguinte, Faramir deixa a cidade outra vez para ajudar na defesa das passagens através do Anduin. Os defensores não conseguem resistir ao bem preparado ataque; entretanto, um dia mais tarde, sobreviventes recuam para a cidade, perseguidos pelos inimigos; Faramir é trazido para dentro por último, ferido por uma seta envenenada. Grande número de inimigos, liderados pelo próprio Capitão dos Espectros do Anel, se espalham em torno da cidade e iniciam um cerco, cavando trincheiras de fogo e preparando grandes máquinas de assalto. Denethor se descontrola ao ver Faramir mortalmente ferido, e abandona qualquer esperança e a defesa da cidade, enfurnando-se nas casas dos mortos, com intenção de incinerar a si próprio e a Faramir. Ele libera Pippin de seu serviço, e Pippin corre em busca de Gandalf, que ainda pode impedir Denethor de cometer alguma loucura. Enquanto isso, os inimigos atacam o portão da cidade com um grande aríete, e o destroem depois de várias tentativas. O Senhor dos nazgûl entra na cidade e é confrontado apenas por Gandalf; nesse mesmo momento, porém, os chifres de Rohan soam ao longe.

Capítulo 5: A Cavalgada dos Rohirrim
O exército de Rohan cavalga rapidamente na direção de Gondor por quatro dias. Certa noite, Merry escuta Théoden e Éomer falando com Ghân-buri-Ghân, um líder dos Homens Selvagens dos bosques próximos. Orcs parecem ter barrado a estrada para Minas Tirith, e Ghân se oferece para mostrar um caminho há muito abandonado e desconhecido através da floresta. Dessa forma, eles chegam ao campo de Gondor sem oposição, pois todos os inimigos estão ocupados atacando os muros da cidade. No momento em que os exércitos de Mordor estão atacando os portões com seu grande aríete, Théoden sopra em seu chifre o sinal de ataque e os rohirrim entram na batalha.

Capítulo 6: A Batalha dos Campos do Pelennor
Na primeira investida, Théoden mata um líder dos sulistas. Então o Capitão dos Espectros do Anel, cavalgando sua terrível criatura alada, desce perto de Théoden; o cavalo deste, enlouquecido pelo medo, cai de lado e esmaga o rei sob seu peso. Apenas Éowyn, que estava disfarçada como Dernhelm, fica ao lado de Théoden nesse momento. A coragem de Merry finalmente desperta e ele ataca o Espectro do Anel por trás, e Éowyn, com sua força derradeira, mata o rei dos Espectros. Antes de morrer, Théoden diz adeus a Merry, e saúda Éomer como o novo rei. Os defensores remanescentes de Minas Tirith saem da cidade para ajudar os rohirrim; o Príncipe Imrahil encontra os homens que carregam Théoden e Éowyn, e nota que ela ainda está viva, e chama os curadores. As forças de Rohan e Gondor estão lentamente perdendo a batalha com os enormes exércitos do Inimigo. Uma frota dos navios de Umbar sobe o Anduin, e para a surpresa de atacantes e defensores ela não traz os Corsários, inimigos de Gondor, mas Aragorn e seus companheiros, bem como os exércitos de Gondor meridional. Agora a batalha vira a favor do Oeste, e no fim do dia nenhum inimigo vivo resta no campo de batalha.

Capítulo 7: A Pira de Denethor
Pippin encontra Gandalf e o leva até as Casas dos Mortos, para impedir que Denethor incinere a si próprio e a Faramir. Lá eles encontram Beregond [a quem Pippin havia avisado sobre a loucura de Denethor] lutando com os servos do Regente. Gandalf tenta convencer Denethor de que a hora e a maneira da morte de alguém não devem ser decididas por essa pessoa, e que seu dever é liderar a defesa da Cidade; mas Denethor acredita firmemente que o poder de Mordor é agora grande demais, e que tudo é sem esperança. Beregond o impede de matar Faramir; então Denethor agarra uma tocha e a joga no monte de lenha preparado ali, e se lança sobre a fogueira, e queima. Parece que um palantír, mantido secretamente na Torre Branca, foi a origem da loucura de Denethor, pois ele havia olhado nele longamente, e não vira nada além da reunião dos grandes exércitos de Mordor. Gandalf e Pippin levam Faramir para as Casas de Cura, embora ninguém saiba se ele será capaz de se recuperar.

Capítulo 8: As Casas de Cura
Totalmente exausto, Merry havia seguido os que carregavam o corpo de Théoden, mas se perdera. Ele é finalmente encontrado por Pippin, e levado para as Casas de Cura. Lá Gandalf escuta uma velha mencionar a lenda de que as mãos de um rei são as mãos de um curador; e ele procura por Aragorn, que poderia ainda ter essa habilidade. Aragorn decide não reivindicar sua realeza até que a guerra com Mordor termine, mas ele entra na cidade para ajudar os feridos. Primeiro ele cuida de Faramir, Éowyn e Merry. Faramir foi atingido por uma flecha envenenada, mas principalmente foi afetada pelo "hálito negro" dos nazgûl; e Éowyn e Merry caíram na escuridão depois de enfrentar o Espectro do Anel. Aragorn os cura com uma erva chamada athelas e eles despertam, embora ainda tenham que descansar por vários dias. Ele e os filhos de Elrond trabalham nas Casas de Cura até a manhã do dia seguinte.

Capítulo 9: O Último Debate
Na manhã seguinte, Legolas e Gimli entram na cidade e encontram o Príncipe Imrahil; então eles visitam Merry e Pippin nas Casas de Cura. Conversam sobre a passagem das Sendas dos Mortos: como eles cavalgaram por vários dias, e Aragorn convocou as sombras dos Mortos para lutar por ele, como eles capturaram a frota de Umbar em Pelargir, e como eles navegaram Anduin acima para se juntar à batalha do Pelennor. Enquanto isso, os capitães debatem: Gandalf, Aragorn, Imrahil, Éomer e os filhos de Elrond. Gandalf apresenta seu plano: cavalgar na direção do Portão Negro de Mordor, como se para desafiar Sauron à batalha, de maneira que ele esvazie Mordor e dirija toda a sua atenção para eles; isso aumentaria as chances de Frodo de alcançar o Orodruin e destruir o Anel. Pois, enquanto o Anel existir, a força de Sauron será grande demais para ser derrotada na guerra. O plano é aceito e um exército de sete mil homens se prepara para partir em dois dias.

Capítulo 10: O Portão Negro se abre
O exército do Oeste marcha na direção dos portões de Mordor, e várias vezes por dia os arautos proclamam a vinda do Rei e desafiam as forças de Mordor. Alguns homens são destacados para guardar as Encruzilhadas, e mais tarde alguns sentem medo e voltam. Ninguém responde aos desafios, porém, exceto por um pequeno grupo de orcs e orientais que eles derrotam facilmente. Finalmente o exército chega ao Portão Negro de Mordor, e novamente desafia Sauron a sair e reparar suas ações malignas. Então uma embaixada aparece, liderado pela Boca de Sauron, um numenoreano corrompido que havia passado a servir Sauron e se tornara lugar-tenente de Barad-dûr e um poderoso feiticeiro. Ele declara que um espião hobbit fora capturado [e mostra as roupas de Frodo] e exige que os Capitães do Oeste cedam às ambições territoriais de Sauron, ou o espião será brutalmente torturado. Gandalf recusa esses termos, mas toma os pertences de Frodo; então a embaixada, em medo e raiva, retorna para o Portão. Finalmente Sauron põe sua armadilha em ação: os portões se abrem e um exército jorra de dentro, muitas vezes maior que o exército do Oeste. Nessa última defesa desesperada, Pippin mata um enorme troll das montanhas, mas cai inconsciente.


[tradução de Luciano Soares e Reinaldo]

Comentários Sobre O Senhor dos Anéis – Uma Introdução í  Obra Maior de Tolkien

“Fantasia é uma atividade humana normal. Ela certamente não destrói ou mesmo insulta a Razão; e ela também não embota o apetite pela, nem obscurece a percepção da, veracidade científica. Ao contrário. Quão mais inteligentes e claros são os argumentos, melhor será a fantasia com eles construída. Se os homens estivessem em um estado no qual não desejassem conhecer ou perceber a verdade (fatos ou evidências), então a Fantasia iria repousar até que estivessem todos curados. Se eles estivessem sempre em tal estado (o que não parece de todo impossível), a Fantasia desapareceria e se tornaria uma Desilusão Mórbida.�?
J. R. R. Tolkien, On Fairy-Stories

 

 

 
Comentários Sobre “O Senhor dos Anéis�? – Uma Introdução à Obra Maior de Tolkien

Grande parte dos leitores de O Senhor dos Anéis fica quase que obcecada pelos complexos detalhes da história. Uma outra parcela desses leitores procura ler as entrelinhas da obra para tentar dissecar quais os objetivos de seu autor ao escrevê-la. O Senhor dos Anéis já atraiu críticos ferozes, para quem a obra é um exercício do conservadorismo, bem como defensores audazes em contestar diretamente essa idéia (vide, p.ex. Defending Middle Earth: Tolkien, Myth and Modernity, Patrick Curry). Existe ainda uma outra parcela de leitores que se prende à (eterna ?) discussão sobre a auto-consistência da obra, formando um grande grupo de discussão sobre cada um dos muitos pontos deixado ali em aberto ou então inconsistentes no teor dos vários textos escritos por Tolkien. Muitos desses leitores deixam, assim, de apreciar e observar a obra como o que ela realmente é, um dos melhores romances (ou história fantástica) do século XX. A apreciação da obra merece que seus detalhes possam ser esquecidos face ao conjunto.

Para entender a complexa estrutura da obra de Tolkien relacionada à saga do ‘Senhor dos Anéis’ é necessário compreender o contexto em que cada obra foi criada, com objetivos bem diferentes e na maioria das vezes ocultos ao leitor dessa obra, a forma como o livro foi estruturado e algumas influências sobre o próprio autor.

As Obras da Saga

O Silmarillion (no que toca as versões pré Senhor do Anéis, aquelas existentes no Book of Lost Tales e nos primeiros volumes do History of Middle Earth) foi escrito como um conjunto de ensaios acadêmicos de Tolkien. Seu objetivo era o estudo da evolução da linguagem, como a história (incluindo as respectivas lendas e mitos de cada povo) contribuía para a formação das palavras e de suas raízes fonética. Para criar o ‘élfico’ Tolkien necessitava da mitologia a ele associada, e os vários ensaios do Silmarillion (muitos na forma de poemas) fazem parte desse processo. Essas histórias e poemas eram apresentados em reuniões com seus colegas, dos quais o grupo mais importante foi o dos Inkling’s, de onde várias sugestões foram recebidas e incorporadas. A versão publicada do Silmarillion é uma versão adaptada após a publicação do Senhor dos Anéis, na qual Tolkien (e depois seu filho como editor) procurou ajustar sua mitologia anterior aos fatos citados no SdA, nem sempre com perfeição. As origens do Silmarillion são bem mais antigas do que aquelas do Hobbit ou do Senhor dos Anéis.

O Silmarillion ainda é a obra mais trabalhada de Tolkien, com sucessivas versões, re-escritura e adaptações ocorridas até sua morte. O caráter acadêmico da obra pode ser percebido, na versão original, pelo teor do inglês utilizado. Tolkien usa uma linguagem elevada, com uso freqüente de estruturas ‘vocativas’ e de palavras no inglês antigo (Old English), cujo uso foi reduzido na versão pós Senhor dos Anéis, mas objeto até mesmo de um pequeno dicionário na edição contida no Book of Lost Tales.

Já o Hobbit, segundo contam alguns biógrafos, baseou-se em histórias que Tolkien contava para seus filhos quando pequenos, que foram sendo elaboradas e registradas. Afirmam que a versão enviada aos editores (Allen & Urwin) o foi às custas de uma colaboradora, já que a primeira submissão (outro editor ?) havia sido recusada e Tolkien não queria insistir. Certamente as histórias tinham uma ligação também com os estudos sobre o ‘élfico’, de onde a presença de elfos, anões, orcs e dragões, embora não seja aparente uma ligação mais forte. O próprio Tolkien menciona em uma carta que a escolha de alguns nomes, como Elrond, foi mais devida à dificuldade em obter ‘bons nomes’ e que foi uma sorte (para o SdA) tais nomes estarem relacionados à antiga mitologia élfica.

O Hobbit apresenta uma estrutura mais simples em termos de roteiro. Sua linguagem é nitidamente mais simples, como o contar de uma história infantil (não o narrar de uma aventura de forma impessoal), embora isso não queira dizer que é mal escrito. Suas qualidades como livro de aventuras, não apenas com o público infanto-juvenil, o tornaram um best-seller e o público ficou ávido por outras histórias sobre hobbits. A narrativa no Hobbit é bastante linear, a história está sempre focada em Bilbo (não existem tramas paralelas) e seus companheiros anões, e também não é detalhista, basta ver o tempo gasto pela comitiva dos anões para atingir a região dos Trolls, que ocorre no interior do mesmo capítulo. No SdA, Frodo e seus amigos gastam semanas (e vários capítulos) para cumprir o mesmo percurso.

Em paralelo, Roverandom também foi escrito com base em histórias criadas para os filhos. Foi rejeitado quando submetido aos editores, após a publicação do Hobbit,• porque queriam mais histórias sobre eles (hobbits). Acabou sendo publicado postumamente.

Aqui temos um fator primordial para entender a estrutura do Senhor dos Anéis. Ele foi escrito por solicitação dos editores, que estavam por sua vez pressionados pelo público, querendo histórias de hobbits. O SdA não foi escrito, como o Silmarilion, para ser um conjunto mitológico, mas sim para ser uma história (épica) de fantasia. Na sua composição Tolkien utilizou, de forma magistral, os conceitos que ele mesmo havia estudado e definido para as histórias de fantasia, descritos em seu ensaio “On fairy-stories�?, apresentado na Universidade de Saint Andrew em 1938 (alguns atribuem a data exata do seminário em Março de 1939), e considerado pela academia como a melhor das exposições sobre o tema, até hoje.

Aquela pressão popular por mais hitórias de hobbits explica porque o herói da aventura não é um homem, como os desígnios do final da terceira era parecem apontar. Podemos pensar que, do ponto de vista ‘humano’ a história poderia ser mais natural se Aragorn fosse o herói a destronar Sauron (Elendil e os seus haviam enfrentado Sauron até em combate corpo a corpo, porque não um herdeiro à altura desse mesmo feito?). A importância de Aragorn s
erá ainda discutida mais adiante e dá subsídio adicional à pergunta acima.

Do ponto de vista de um hobbit como herói, a trama torna-se também mais crível. Caracterizados, desde o Hobbit, por suas habilidades de ‘não serem percebidos’ (stealth) certamente teriam mais chances de entrar numa terra inimiga e chegar ao local de destruição do anel. Aqui já percebemos o espírito descrito na citação de abertura, retirada do famoso ensaio de Tolkien. A fantasia é mais crível quão mais fácil assumi-la com base na razão. Facilita ao leitor acreditar na existência de um hobbit a levar o Anel Um até sua forja original, permitindo que aquele mundo de fantasia seja assimilado.

Ainda com respeito à aceitação da fantasia, outro aspecto importante do SdA (não presente, por exemplo, no mais antigo Silmarilion) é sua veracidade técnica. Tolkien usou guias militares para basear as distâncias que podiam ser cobertas por homens em marcha, dando um cunho de veracidade à epopéia. A geografia da Terra Média foi desenvolvida para assegurar ao leitor, por exemplo, que a Companhia do Anel deveria cruzar as Montanhas Nevoentas sem aproximar-se do Gap de Rohan. O ‘lembas’ dos elfos ressurge com destaque para garantir a subsistência, já que não é aceitável a duas (meio) pessoas carregar nas costas a comida necessária para uma jornada de mais de mês (e Mordor já havia sido descrito como uma terra inóspita, árida e bastante estéril, onde não seria também fácil de acreditar no encontro da ração diária). Nos estudos sobre a obra mostra-se a preocupação de acertar cronologicamente as várias tramas e mesmo os ciclos lunares (para os interessados, são baseados naqueles de 1942).

O Senhor dos Anéis é apresentado como um trabalho de ‘sub-criação’, um ‘mundo secundário’ da mitologia que se relaciona indiretamente ao mundo real. Na introdução e nos apêndices vem a idéia de que o livro narra, por sua vez, feitos registrados em outro livro (The Red Book), este sim relatando os eventos acontecidos em um passado indefinidamente distante (ou próximo, se considerarmos que foi escrito na própria época dos eventos).

Embora tenha sido extensamente elaborado (incluindo os apêndices) para que tenha uma completeza própria, o Senhor dos Anéis é por demais complexo para que isso possa ocorrer. Tolkien brincou uma vez ao dizer que no livro existiam apenas dois pontos não explicados, que seriam o nome dos outros dois magos, cinco menos Saruman, Gandalf, Radagast (citados por Saruman em Orthanc quando pergunta se Gandalf queria os cajados dos cinco magos) e a questão dos gatos da rainha Beruthiel (mencionados por Aragorn em Moria). No entanto, vários outros pontos podem ser levantados e mostram que a completeza como obra única não existe, por exemplo: como o rei Nazgul não conhecia o Condado, tendo combatido o reino de Anor naquelas regiões? Por que os nazgul tinham medo d’água? – pode-se assumir que o Anduíno era um rio largo e profundo o suficiente para impedir sua passagem direta, mas eles tiveram que cruzar pelo menos dois vaus (Isen, San Ford) em sua jornada até o Condado. A escolha do nome de Glorfindel realmente está ligada a uma versão em que este elfo, morto em Gondolin, “reencarna�?e volta à Terra Médica? Treebeard é mais velho que Tom Bombadil? O Balrog tinha ou não asas? Não é possível esperar que todas essas questões (e certamente muitas outras) tenham respostas. O livro deve ser considerado como seu todo, uma grande obra literária, e não como sendo um dicionário mitológico, em que cada termo tem uma entrada remissiva explicando sua origem e significado.

O Roteiro do Senhor dos Anéis

Por outro lado, o Senhor dos Anéis foi escrito (re-escrito e revisado um sem número de vezes) durante um longo período até que viesse a ser publicado. Essa publicação foi também em partes (cada um dos três livros que compõem a saga), com um intervalo de anos entre eles (receita repetida pelo Peter Jackson para o lançamento da trilogia filmada), uma vez que assim eventuais resultados de vendas ruins de um volume poderiam ser compensados pela venda melhor de outro dos volumes. Cortes ‘cinematográficos’ asseguram o interesse pela continuidade.

A interrupção no primeiro volume deixa o leitor ávido de saber o que vai acontecer às duplas de hobbits (Frodo/Sam, Merry/Pippin), mas deixa também outras questões em pé. Uma delas é o próprio destino de Gandalf, não muito assimilado após a queda em Khazad Dum. Outra, que nem todos os leitores percebem na primeira leitura, são as palavras do narrador quando Aragorn e Frodo deixam Cerim Amroth, ainda em Lothlórien: “para nunca mais retornar como um homem vivo�?. O leitor que tenha se identificado com Aragorn como um ‘salvador da pátria’ (ou dos hobbits, nesse caso) fica perplexo querendo saber o que lhe vai acontecer mais à frente, para não retornar (“será que ele também irá morrer?�?).

Naquela visão de roteiro fica mais claro entender, por exemplo, a morte e ressurreição de Gandalf. Ele tinha que sair da trama, pois do contrário não seria crível assistir à dissolução da companhia e à aventura de Frodo e Sam até Orodruin. Como introduzir para que Gandalf deixasse os dois seguirem sozinhos após algum ponto em Ithilien? Também não seria aceitável que um dos portadores dos anéis élficos pudesse entrar em Mordor sem ser detectado por Sauron. A notar que essa retirada de Gandalf da trama já havia acontecido duas vezes. No Hobbit, Gandalf vai ao Conselho de Magos para permitir que Bilbo seja o herói a partir da travessia de Mirkwood (já tentaram imaginar como isso seria possível com o mago por perto?). Mesmo no SdA, Gandalf teve que ser aprisionado em Orthanc para que os hobbits pudessem fugir dos cavaleiros negros ao longo de sua jornada até Rivendell. Como imaginar que Frodo pudesse colocar o anel e ser ferido pela lâmina morgul em Weathertop com Gandalf a seu lado?

Entretanto, Gandalf deve retornar. A construção de sua personagem como um auxílio enviado pelos Valar (Olórin, que seja) não facilita seu simples desaparecimento da obra. Gandalf volta para desempenhar um papel importante na Guerra do Anel. Recupera Theóden, subjuga (com auxílio dos Ent) Saruman, sustenta Gondor. Novamente seria menos aceitável essa fantasia sem a presença de um poder superior, capaz de transmitir fé e esperança mesmo sob a presença da sombra. Por outro lado, o retorno (ou o enganar) da morte é uma constante em várias mitologias e mesmo em contos de fada (vide Branca de Neve, por exemplo), assim nada mais natural que incorporar essa passagem no texto (depois de um providencial ‘coma’ decorrente da luta com o balrog, para permitir que a companhia deixe Lothlórien sem saber de seu retorno). Perturbações de como justificar esse retorno, seja por meio de hröa ou fëa, somente surgiram após o estrondoso sucesso do livro nos Estados Unidos e ao assédio dos fãs querendo saber sobre todos os detalhes da obra e incapazes de aceitar que numa obra dessa dimensão a coerência total é praticamente inviÃ

Está envolvido com a obra de Tolkien desde 1999 – fundador da Calaquendi, fundador da Valinor, fundador do Conselho Branco (Sociedade Tolkien) e presidente por três mandatos. Participou da publicação em livro do Curso de Quenya e é autor do Modo Tengwar Português

Resumo de O Senhor dos Anéis – Livro II (Cap. 1 a 10)

Capítulo 1: Muitos Encontros
Frodo desperta em Valfenda, onde esteve durante três dias aos cuidados do próprio Elrond. Seu braço agora está quase completamente curado. Gandalf também está lá e explica brevemente a Frodo o que aconteceu. Um grande banquete é dado à noite para celebrar a vitória no Vau do Bruinen, e os quatro hobbits estão lá como convidados de honra. Frodo vê muitas caras novas: Elrond, a filha dele, Arwen, e Glóin, um do doze anões que tinham acompanhado Bilbo na sua grande viagem. E, para sua grande alegria, ele encontra também Bilbo, que estava vivendo em Valfenda desde que deixara o Condado. Bilbo recita uma canção sobre Eärendil que ele tinha escrito há pouco. Então, enquanto os elfos cantam e escutam histórias, Bilbo e Frodo falam por muito tempo sobre suas aventuras.

 

Capítulo 2: O Conselho de Elrond
Um grande conselho acontece em Valfenda, com o objetivo de determinar o que fazer na situação presente para impedir Sauron de dominar todo o mundo. Nesse Conselho estavam Elrond, Gandalf, Frodo, Bilbo, Glóin, Glorfindel, Aragorn, muitos elfos de Valfenda, e também os estrangeiros Legolas, filho de Thranduil, o Rei dos elfos-silvestres, e Boromir, filho de Denethor, o Regente de Gondor. Glóin conta que os mensageiros de Mordor vieram aos Anões, buscando informações sobre Bilbo e o seu Anel. Então, a história inteira do Anel é contada. Gandalf relata suas ações durante o verão, quando ele foi capturado por Saruman, o Branco, um Mago poderoso que se tornou um traidor. O Conselho conclui que o Anel não pode ser usado por ninguém exceto Sauron e que, já que o Anel não pode ser mantido fora do alcance de Sauron para sempre, deveria ser destruído em Orodruin. Finalmente, Frodo diz que aceitaria essa tarefa [e fica pasmo com as próprias palavras]. Elrond aprova a decisão de Frodo.

Capítulo 3: O Anel Vai para Sul
Muitos mensageiros são mandados de Valfenda em todas as direções para procurar notícias de qualquer servo do Inimigo, e voltam aproximadamente dois meses depois. Elrond escolhe os companheiros para Frodo: a Companhia do Anel é formada por Frodo, Sam, Gandalf, Passolargo, Legolas, Gimli, Boromir, Merry e Pippin. Bilbo dá a sua espada, Ferroada, e sua cota de malha dos anões para Frodo. A Companhia parte para o sul, e viaja a oeste das Montanhas Sombrias durante muito tempo, principalmente à noite. Eles notam muitos corvos e falcões que voam sobre eles, e se preocupam ao imaginar que os pássaros possam ser os espiões do Inimigo. A Companhia tenta cruzar as Montanhas Sombrias pela Passagem de Caradhras, mas parece que a montanha os odeia: uma grande tempestade e quantidades enormes de neve os detêm, e eles são forçados a retroceder para não congelarem até a morte na neve.

Capítulo 4: Uma Jornada no Escuro
A única escolha restante para a Companhia alcançar o outro lado das Montanhas agora é atravessar as minas de Moria, ou Khazad-dûm, antigamente um reino esplêndido dos anões, mas agora um lugar desolado e terrível. A Companhia é atacada por wargs, grandes lobos de Sauron, e embora tenham sucesso em reprimir o primeiro ataque, parece que o caminho de Moria é agora o único modo para evitar serem mortos pelos lobos. Eles acham os Portões de Moria e Gandalf descobre a senha que os abre. Quando eles estão a ponto de entrar, tentáculos que pertencem a uma criatura desconhecida saem do lago na frente dos Portões, e quase têm sucesso em arrastar Frodo para a água. A Companhia foge para dentro, e depressa descobre que as Portas foram barradas pelo lado de fora. Eles viajam pela escuridão das Minas por dois dias, e Frodo freqüentemente acha que ouve passos distantes que os seguem. Na manhã do terceiro dia eles alcançam a tumba de Balin e acham um diário lá.

Capítulo 5: A Ponte de Khazad-dûm
Gandalf lê o diário durante algum tempo e descobre, entre outras coisas, a localização da tumba dentro de Moria, o que deveria facilitar a saída deles. Porém, quando decidem ir em busca da saída, eles são atacados por um número grande de orcs, acompanhados por trolls. Eles se defendem com muita valentia na câmara da tumba, e com os intervalos entre os ataques eles escapam pela outra porta. Gandalf tenta fechar a porta com um feitiço, mas é impedido por um contra-feitiço de um desconhecido, mas aparentemente um oponente muito forte. Debaixo da pressão dele, Gandalf quebra a porta e destrói a câmara inteira. Isto bloqueia a passagem e livra a Companhia durante algum tempo da perseguição. Eles continuam descendo e alcançam o nível debaixo dos portões. Nesse ponto os Orcs prepararam uma armadilha de fogo para eles, mas a Companhia não desceu a estrada principal e os Orcs a desceram, separando assim a Companhia dos perseguidores. O caminho segue por uma ponte estreita sobre uma fenda, que foi feita como uma defesa pelos Anões de antigamente. Os trolls trazem lajes de pedra para cruzar a barreira de fogo, e antes de a Companhia conseguir cruzar a ponte, um balrog aparece: uma grande criatura humanóide que brande uma espada e um chicote ígneo. Gandalf luta com ele na ponte; o mago quebra a ponte com seu bastão e os dois caem na fenda. O resto da Companhia escapa em segurança para fora de Moria.

Capítulo 6: Lothlórien
Gimli e Frodo visitam o Espelho de Durin. A Companhia continua o seu caminho, e Aragorn cuida das feridas de Frodo e Sam. Eles entram na floresta de Lórien, e cruzam o rio Nimrodel. Eles são parados por três guardas, elfos de Lothlórien que lhes permitem dormir nas suas plataformas sobre as árvores. Os orcs passam em baixo das árvores naquela noite, e Gollum, que os está espionando, também é visto. Graças às mensagens de Elrond, que já haviam alcançado Lórien, é permitida a passagem dos membros da Companhia, mas com os olhos vendados e acompanhados por dois guardas. No dia seguinte eles conhecem mais elfos que trazem uma mensagem do Senhor e Senhora dos galadhrim, permitindo à Companhia caminhar com os olhos abertos. Lórien é uma terra estranha e maravilhosa, onde muitas coisas antigas e belas ainda vivem como nos Dias Antigos. Eles alcançam Cerin Amroth, a Colina de Amroth, da qual Aragorn parece ter recordações muito felizes.

Capítulo 7: O Espelho de Galadriel
A Companhia passa vários dias em Caras Galadhon, a cidade dos elfos; eles conhecem Celeborn e Galadriel, Senhor e Senhora de Lórien, e falam com eles sobre a missão e sobre Gandalf. Certa noite, Galadriel leva Frodo e Sam para um jardim; ela enche uma bacia prateada de água de uma fonte, e cria um Espelho mágico. Ela lhes permite olhar no espelho, mas os adverte que este pode mostrar o passado ou o futuro, e que pode ser traiçoeiro guiar suas ações de acordo com as visões no espelho. Sam olha primeiro no espelho, e vê árvores serem cortadas por toda parte no Condado. Então Frodo olha no espelho, e vê muitas coisas: Gandalf com uma roupa branca; Bilbo, caminhando no quarto dele, o Mar e o Olho de Sauron. Frodo vê no dedo de Galadriel um dos Três Anéis dos elfos, e lhe oferece o Um Anel, mas ela o rejeita.

Capítulo 8: Adeus a Lórien
A Companhia está a ponto de deixar Lórien, e os Elfos lhes dão três barcos leves para facilitar a viagem deles Anduin abaixo; eles também dão para a Companhia mantos élficos cinzentos, várias cordas boas, e um pouco de lembas, um tipo especial de pão do qual pequenos pedaços podem dar força suficiente para um dia inteiro. Após descerem o rio por algum tempo, eles vêem um barco cuja forma se assemelha a um cisne. A bordo estão Celeborn e Galadriel, e a Companhia é convidada a bordo para um banquete de despedida. Galadriel dá um presente a cada membro da Companhia, entre eles um frasco cristalino com a luz de Eärendil para Frodo, uma caixa de terra de Lórien para Sam, e um broche prateado com uma pedra preciosa verde para Aragorn. Então a Companhia deixa Lórien finalmente e continua a viagem; deixar aquela terra tão maravilhosa é uma grande aflição para todos eles. Nota: várias passagens que dão informações importantes sobre os elfos aparecem neste capítulo, como também nos dois capítulos anteriores.

Capítulo 9: O Grande Rio
A viagem da Companhia para o sul Anduin abaixo dura vários dias. Gollum os está seguindo em um tronco de madeira, colocando a Companhia em perigo, não só por causa do próprio Gollum, mas também porque ele poderia chamar a atenção de orcs que estavam a leste do rio. Eles também notam uma águia, longe no céu, e decidem viajar à noite para minimizar as chances de serem percebidos. Uma noite eles chegam muito perto das Cataratas de Sarn Gebir, e são atacado por orcs. Uma forma escura estranha voa por cima deles, e Legolas atira uma flecha com o seu arco, derrubando a criatura; isto espanta os inimigos, o ataque pára e a Companhia se retira em uma baía por um atalho rio acima. Neste momento eles notam que tinham passado quase um mês em Lórien. Eles levam os barcos e as bagagens ao longo de um caminho velho além das Correntezas, e a viagem continua além dos Argonath, os Pilares dos Reis, grandes estátuas de Isildur e Anárion construídas há muito tempo pelo numenoreanos. Eles chegam perto das Quedas de Rauros, onde o curso final deles deveria ser decidido: ir para leste rumo a Mordor, ou virar ao sul para Minas Tirith.

Capítulo 10: O Rompimento da Sociedade
A Companhia passa a noite no lado ocidental do Rio. Ferroada, a espada de Frodo, está cintilando, indicando que aqueles orcs não estão distantes. No dia seguinte eles têm que decidir o curso que seguirão; a escolha está nas mãos de Frodo, já que o caminho do Portador do Anel só pode ser decidido pelo Portador, ele mesmo. Frodo sente que poderia tomar a decisão mais facilmente se estivesse só, e os outros lhe dão uma hora para se decidir. Ele caminha sem rumo e tenta sem sucesso tomar uma decisão clara. Enquanto isso, Boromir deixa a Companhia sem ser notado, acha Frodo na floresta e lhe ordena que entregue o Anel a ele. Frodo ainda está determinado, e agora firmemente, a ir para Mordor e tentar destruir o Anel; Boromir começa a ficar nervoso e começa a ameaçá-lo. Assim, Frodo coloca o Anel e sai correndo. Ele vai para o topo da colina de Amon Hen, onde pode ver [ainda usando o Anel] terras próximas e distantes até a terra de Mordor. Ele sente o Olho de Sauron que o procura, e finalmente reúne forças para tirar o Anel. Ele decide deixar a Companhia secreta e imediatamente, pois caso contrário ele não poderia reunir coragem para partir em outra ocasião. Enquanto isso, Boromir volta à Companhia e eles começam a procurar Frodo; enquanto os outros estavam procurando, Sam percebe que Frodo estava provavelmente tentando deixá-los, e retorna para os barcos no momento em que Frodo estava arrastando um deles para a água. Logo depois eles partem juntos, cruzam o rio e tomam o rumo de Mordor.

[tradução de Luciano Soares e Reinaldo]