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Del Toro fala mais sobre O Hobbit

Guillermo Del Toro
A revista on-line Empire conseguiu fazer mais algumas perguntas para o
Del Toro, principalmente sobre o elenco original e o atual processo do
Tolkien Estate contra a New Line
. Leia abaixo:

 
Nós encontramos com Guillermo Del Toro alguns minutos atrás e pedimos a ele uma atualização sobre a situação atual dO Hobbit. Muitas páginas têm anunciado que seu acordo para dirigir está assinado e sacramentado, apenas aguardando o final da greve dos redatores para ser anunciado. Mas não é bem assim, diz ele.

"Eu gostaria que estivesse definido, mas não está", ele nos contou. "Ainda está em negociações, ainda há um monte de t’s para cruzar e i’s onde se colocar pingos. Com certeza não está certo ainda. Mas, no que se refere a mim, [se for definido] eu farei as malas em dez segundos".

Muitos sabem que no início desta semana o Tolkien Estate anunciou que estava processando a New Line por valores que afirma ter direito na trilogia O Senhor dos Anéis, o que potencialmente pode significar o estúdio perder os direitos de fazer O Hobbit.

"Eu ouvi sobre isso, mas eu sou bastante zen sobre essas coisas", Del Toro continuou. "Desde que as notícias surgiram, eu não falei por telefone nem com meu advogado nem com meu empresário nem com ninguém. Eles falam sobre isso e eu recebi alguns e-mails, mas, no que se refere a mim, até que eu esteja a bordo eu não me preocuparei com isso. Eu li sobre isso, mas não há nada que eu possa fazer. Esta semana parece ser a semana dos processos, em Hollywood".

Por último, se, dedos cruzados, ele colocar for confirmado na direção de O Hobbit e sua seqüência,  perguntamos se ele traria de volta alguém do elenco original de O Senhor dos Anéis cujos personagens aparecem em O Hobbit, como Andy Serkis e Ian McKellen.

"Sim, com certeza. Eu tenho sido incrivelmente aberto sobre as coisas que eu gosto e não gosto. Eu recusei franquias imensas no passado porque existem partes daquele mundo que não me atraem. A razão pela qual eu aceitei Blade 2 é que eu adoro os personagens que Stephen Norrington criou e os atores que ele usou. Isso, multiplicado por dez, é a razão pela qual eu estou interessado em O Hobbit".

Está envolvido com a obra de Tolkien desde 1999 – fundador da Calaquendi, fundador da Valinor, fundador do Conselho Branco (Sociedade Tolkien) e presidente por três mandatos. Participou da publicação em livro do Curso de Quenya e é autor do Modo Tengwar Português

O Filme de O Hobbit empaca de novo

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A New Line acaba de ser processada pelo Tolkien Estate sobre a renda de "O Senhor dos Anéis" (estimados US$ 6 bilhões no mundo todo), como se já não bastassem os problemas com a Time Warner, como noticiado ontem pela Valinor. Agora as coisas parecem ter se complicado de vez, confira abaixo.
 
 
Segundo a Associated Press, o Tolkien Estate, que administra o espólio de J. R. R. Tolkien, criador de "O Senhor dos Anéis", está processando o estúdio de cinema que lançou a trilogia baseada nos livros, afirmando que a companhia não pagou um centavo dos estimados US$ 6 bilhões que os filmes obtiveram no mundo todo.

O processo, cuja entrada foi dada na segunda-feira (11 de fevereiro de 2008), afirma que a New Line deveria pagar 7,5% sobre a receita bruta total para o espólio de Tolkien e outros reclamantes, que afirmam ter recebido apenas um adiantamento de US$ 62.500 pelos três filmes, antes da produção começar.

O espólio do escritor, uma entidade filantóprica britânica chamada The Tolkien Trust e a HarperCollins, editora britânica de "O Senhor dos Anéis", deram entrada ao processo contra a New Line Cinema na Corte Superior de Los Angeles. Se bem sucedida, ela pode barrar a muito esperada preqüência dos filmes.

Robert Pini, um porta-voz da Time Warner para a New Line, se recusou a comentar o caso.

Os filmes – "O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel" de 2001, "O Senhor dos Anéis: As Duas Torres" de 2002 e "O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei" de 2003 – obtiveram perto de US$ 6 bilhões ao todo no mundo inteiro, de acordo com o reclamante.

A estimativa inclui tudo desde venda de ingressos até vendas de DVDs e outros produtos.

Os reclamantes desejam mais de US$ 150 milhões em danos compensatórios, valores não especificados em danos punitivos e uma ordem judicial dando ao Tolkien Estate o direito de encerrar quaisquer direitos que a New Line possa ter para fazer filmes baseados em outras obras do autor, incluindo "O Hobbit".

Tal ordem iria abortar os planos da New Line em fazer uma preqüência em dois filmes baseados em "O Hobbit". O diretor da trilogia "O Senhor dos Anéis", Peter Jackson, já assinou contrato para servir como produtor executivo do projeto, o qual está previsto para entrar em produção no próximo ano, com lançamentos previstos para 2010 e 2011.


"Os administradores do espólio de Tolkien não processam à toa, e tentaram sem sucesso resolver suas reclamações fora do tribunal"
, disse Steven Mayer, um representante legal da Tolkien Estate baseado na Inglaterra, em um comunicado. "A New Line não pagou aos reclamantes nenhum centavo de sua parte contratual sobre a receita bruta apesar dos bilhões de dólares de renda bruta gerada por estes filmes tremendamente bem sucedidos".

Mayer também afirma que o estúdio de cinema proibiu que o Tolkien Estate e outros reclamantes auditassem as contas dos dois últimos filmes.

O processo afirma que J. R. R. Tolkien estabeleceu uma empresa de administração de seu patrimônio através da qual ele assinou o acordo filmográfico em 1969 com a United Artists. Após a morte de Tolkien, seus herdeiros criaram a entidade filantrópica em nome do autor.

Enquanto isso, o acordo original foi adquirido pelo produtor de Hollywood Saul Zaentz, que produziu um filme animado em 1978 baseado nos livros de "O Senhor dos Anéis" e eventualmente licenciou os direitos de realização dos filmes para a New Line.

Advogados dos reclamantes disseram que passaram anos desde que os filmes foram lançados tentando negociar um acordo com a New Line.

Outras disputas sobre os ganhos dos filmes aconteceram em anos recentes. Em 2004, Zaentz processou a New Line, afirmando que o estúdio o enganara em US$ 20 milhões em direitos sobre a trilogia de filmes, dos quais ele optou por receber da New Line um percentual dos lucros. Ele e o estúdio de cinema chegaram a um acordo fora dos tribunais. A companhia de produção de Jackson também processou a New Line em 2005 sobre os lucros dos filmes. A disputa foi resolvida ano passado.
  

 
A Valinor irá acompanhar de perto todas as notícias sobre o assunto, incluindo a criação de artigos especiais sobre os envolvidos na disputa, para que o fã brasileiro possa acompanhar em detalhes e saber exatamente quem são os envolvidos e o que está acontecendo.

Está envolvido com a obra de Tolkien desde 1999 – fundador da Calaquendi, fundador da Valinor, fundador do Conselho Branco (Sociedade Tolkien) e presidente por três mandatos. Participou da publicação em livro do Curso de Quenya e é autor do Modo Tengwar Português

Howard Shore no filme O Hobbit

Howard Shore
O compositor Howard Shore, responsável pela trilha sonora de O Senhor dos Anéis e pela qual ganhou dois Oscar (por A Sociedade do Anel e O Retorno do Rei), foi entrevistado pela revista iF por ocasião do lançamento do The Return of the King – The Complete Recordings e uma das perguntas foi justamente sobre O Hobbit.
 
 
A revista perguntou "Você espera fazer a trilha sonora de O Hobbit para Peter?" para o que Howard Shore respondeu "Sim, é claro. O livro é maravilhoso e eu já sonhei em escrever música para ele". Você pode ler a entrevista completa, em inglês, na página da iF Magazine.

Cabe um comentário pessoal: eu fico realmente impressionado com tudo isso. Não tem uma pessoa que tenha participado dO Senhor dos Anéis que não se prontifique a largar tudo só para trabalhar nO Hobbit, com Peter Jackson. Impressionante.

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Del Toro Segura o Tchan!

Guillermo del Toro
Como notícias de Carnaval temos Del Toro tentando dar uma esfriada na galera, com relação às notícias da confirmação dele como diretor de O Hobbit. Mas considerando-se o vídeo da notícia anterior e a afirmação abaixo de que nosso colega Del Toro está muito ansioso por fazer O Hobbit, eu cá com meus botões acho que alguém andou levando um puxão de orelhas dos estúdios, um "segura o tchan, Del Toro!", do pessoal do dinheiro, para fazerem aquele anúncio conjunto bonitinho.

 
Bem, vamos à notícia. O Site TotalFilm publicou algumas frases da
entrevista que fizeram com o Del Toro, mas que só será publicada na
íntegra no final de fevereiro. Até lá, ficamos com essas frases do Del
Toro: "A realidade é, eu vou saber que está acontecendo quando eu tiver a palavra final e eu estiver oficialmente a bordo", e continua com "eu acho que o que acontece freqüentemente é que esses rumores têm uma chance de se tornarem reais ou não", claro Del Toro, e aquele vídeo, ahn? Rumores? Sabemos bem! "Eu não espero que O Hobbit seja problemático. Mas você sabe, repito, pode não acontecer… ou pode acontecer!".

Mas não se enganem Del Toro está ansioso pelo Hobbit e não esconde isso: "Eu
ADORARIA fazê-lo. Eu comprei todos os livros de Tolkien que estavam
disponíveis no México quando eu tinha 11 anos de idade, mas o que eu li
quando tinha aquela idade foi O Hobbit. Por isso ele deixou uma marca
indelével na minha imaginação"
.

E com frases como essas, ele começa a ganhar o coração dos fãs. Para
terminar, o Total Film nos deixa com mais duas afirmações dele. "Você
sabe que a beleza dO Hobbit, se ele realmente acontecer", acrescenta
Del Toro, "é que O Hobbit, de todos os livros, é aquele que mais se
parece com um conto de fadas"
.

"Eu adorei a idéia bastante Hitchcockeana de um personagem bem
certinho, meticuloso com um universo bastante limitado sendo levado em
uma jornada onde perigo e dor e perda ampliam sua visão do mundo. E
para mim está é uma história muito, muito poderosa"
.

É, vamos aguardar a entrevista completa ao final de fevereiro, bem como
a confirmação oficial do estúdio, que deverá acontecer assim que a
greve dos roteiristas for resolvida.

Está envolvido com a obra de Tolkien desde 1999 – fundador da Calaquendi, fundador da Valinor, fundador do Conselho Branco (Sociedade Tolkien) e presidente por três mandatos. Participou da publicação em livro do Curso de Quenya e é autor do Modo Tengwar Português

Boatos sobre orçamento de O Hobbit

thumb_deltoro_03.jpgMuito embora ainda esteja faltando o anúncio oficial, a presença de del Toro como diretor de O Hobbit já está sendo dada como certa por diversos jornais ligados ao cinema. No site Monsters and Critics já vão até além: não só confirmam de Toro como diretor, assim como já falam no provável orçamento da produção.
 
 
A brincadeira, segundo o site, não sairá por menos de 150 milhões de dólares para CADA FILME. É isso aí. Aqui, vale mais uma vez lembrar que a proposta da New Line é de fazer dois filmes, filmados ao mesmo tempo mas lançados em anos diferentes, tal como foi com O Senhor dos Anéis.
 
Além disso, no M&C também falam sobre o fato de que nenhum roteirista foi contratado ainda por causa da greve mas que o problema será contornado em breve. Além disso, reforçaram a idéia de que pretendem começar as filmagens já em 2009.
 
Agora é torcer para que todo esse dinheiro faça a diferença e O Hobbit agrade tantos os fãs quanto os leigos, como aconteceu com a trilogia dirigida por Peter Jackson.
 
Fonte: M&C

í‰, é, é dele! Del Toro é o dono da camisa de Diretor

Guillermo del Toro
Depois dos fortes rumores de ontem (leia aqui), Del Toro parece estar 99% confirmado, só fantando o anúncio oficial. Nossos colegas do TORN divulgaram que um vídeo do YouTube! (veja abaixo) que confirma que Guillermo del Toro será o diretor de O Hobbit.

 

 

O TORN também afirma ter informações internas confirmando que o acordo ainda não foi selado oficialmente, mas têm 99% de chance de se concretizar e o anúncio oficial será feito logo após a greve dos roteiristas chegar a um final. A seguir, o vídeo, que é da premiere do filme The Orphanage (O Orfanato), em Paris. A parte importante começa por volta de 40 s

Tradutora: Hoje é nosso prazer anunciar algo que todo mundo estava esperando, Guillermo irá dirigir "O Hobbit"

(Palmas)

Tradutora: E ele dará um pequeno papel para (o tradutor de Espanhol).
 

 

 

Está envolvido com a obra de Tolkien desde 1999 – fundador da Calaquendi, fundador da Valinor, fundador do Conselho Branco (Sociedade Tolkien) e presidente por três mandatos. Participou da publicação em livro do Curso de Quenya e é autor do Modo Tengwar Português

Guillermo del Toro

Guillermo del Toro
Guillermo del Toro é o provável diretor de "O Hobbit" e parte da onda de cineastas Mexicanos que deixaram
uma marca permanente no cinema dos últimos anos. Junto com Alejandro
González Iñárritu, Alfonso Curan e Pedro Almodovar, del Toro obteve um
considerável nível de sucesso de crítica e de bilheteria em um ambiente
não exatamente amigável para o cinema internacional. Ao contrário de
seus compatriotas, contudo, del Toro evitou fazer filmes de arte sobre
o México e se focou em dirigir filmes de terror ao velho estilo.
 
 
Guillermo del Toro nasceu em 9 de outubro de 1964 em Guadalajara, México. Criado por sua avó católica, Del Toro se interessou por cinema bem cedo, principalmente cinema de terror. Ele se lembra de ter sido aterrorizado com 2 anos de idade pelo episódio "Mutante" da série original de ficção científica "The Outer Limits" (ABC, 1963-65). Após ver formigas verdes nas paredes e monstros no armário, del Toro fez um pacto de dedicar sua vida aos monstros se eles o deixassem entrar no quarto sem machucá-lo. Aparentemente os monstros concordaram com os termos do acordo e del Toro passou seus anos de formação fazendo filmes de monstro com uma câmera Super-8, bonecos e uma garrafa de ketchup. Del Toro avançou para curtas-metragens de 16 e 32 mm, e eventualmente participou da Dick Smith’s Advanced Makeup Course (Curso Avançado de Maquiagem de Dick Smith). Smith foi maquiador de O Exorcista e Del Toro trabalhou com ele até o início de 1980.

Encerrando seus trabalhos com Dick Smith, Del Toro formou sua própria companhia, Necropia, ainda no início da década de 1980. Passou quase 10 anos (boa parte de 1980 e começo de 1990) como supervisor de maquiagem e, durante esse período, aos 21 anos, foi produtor executivo de "Dona Herlinda e Seu Filho" (1984).  Ele também produziu e dirigiu programas de TV no México durante este período, incluindo a antologia de terror "Hora Marcada" (1986), ensinou cinema e co-fundou o Cento de Estudos de Cinema e o Festival  Mexicano de Cinema, ambos sediados em Guadalajara. Durante este período começou a planejar seu primeiro filme.

Del Toro teve seu primeiro grande sucesso quando "Cronos" (1992), uma recontagem altamente original do clássico conto de vampiro, ganhou nove prêmios Ariel (o "Oscar" mexicano), incluindo Melhor Filme, e foi indicado pelo México para concorrer ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1993. Além de participar de festivais como o de Sundance e o San Francisco International Film Festival ele também venceu o prêmio International Critics Week em Cannes. Mais importante ainda, "Cronos" foi a primeira colaboração entre Del Toro e Ron Perlamn ("O Nome da Rosa" e "A Bela e a Fera "), uma aliança que se provou frutífera em filmes posteriores.

Guillermo del Toro
Devido ao sucesso alcançado com "Cronos", como é típico no caso de cineastas independentes de sucesso, del Toro teve a chance de dirigir seu primeiro filme em Hollywood, "Mimic" (1997), estrelando Mira Sorvino. Foi outra incursão no gênero do terror mas que acabou sendo muito diferente do que Del Toro desejava. Mira Sorvino é uma de duas cientistas que modificam geneticamente baratas e acabam vendo suas criações retornarem buscando vingança.

Del Toro teve algumas experiências desagradáveis trabalhando com as pressões intensas dos estúdios de Hollywood, mas tal experiência serviu de aprendizado e o auxiliaria em seus próximos trabalhos hollywoodianos. Por isso tudo ele voltou às suas origens de diretor independente e retornou ao México para formar sua própria companhia de produção, The Tequila Gang.  Mas em 1998 seu pai foi seqüestrado no México, o que fez Del Toro se mudar para viver como um expatriado em Los Angeles, na Califórnia, onde vive até hoje. Seu pai foi solto, e Del Toro mencionou, brincando, que lidar com os seqüestradores não foi tão traumático quanto sua experiência filmando "Mimic".

Durante este período Del Toro fez "A Espinha do Diabo (2001)", uma ambiciosa história de fantasmas situada durante os últimos dias da Guerra Civil Espanhola. A história do filme trata de um fantasma assombrando uma escola para órfãos e crianças abandonadas. Impulsionado por sua ambientação assustadora e ótimas atuações, o filme confirmou a capacidade artística de Del Toro, além de ser aclamado por críticos e pela audiência

Confiante em sua habilidade em Hollywood, Del Toro retornou à cova do leão e dirigiu a continuação do filme de vampiro de Wesley Snipes, "Blade II" (2002) contando nesse filme também com Kris Kristofferson e Perlman. Del Toro teve mais controle sobre o produto final, o que resultou em um filme melhor, um cineasta mais feliz e uma bilheteria cheia de dólares.

Del Toro se uniu novamente a Perlman para fazer "Hellboy" (2004), outro filme da onda de adaptações  de quadrinhos em Hollywood. Como um fã de longa data da série de quadrinhos da Dark Horse escrita e ilustrada por Mike Mignola, Del Toro disputou novamente com os executivos dos estúdios, principalmente com relação ao ator para o personagem título. O diretor insistiu em Perlman desde o início; o estúdio exigia um nome mais rentável. Desta vez Del Toro venceu e Perlman foi contratado para interpretar um ser do Inferno que foi trazido das profundezas em chamas por Nazistas no final da Segunda Guerra Mundial, apenas para ser capturado e criado pelo benevolente Professor Bruttenholm (interpretado por John Hurt).

Embora os quadrinhos não tenham muita história e o filme ocasionalmente siga este padrão, Del Toro conseguiu representar o ambiente e os personagens – com muitas cenas parecendo desenhos do Mignola trazidos à vida – e a decisão de colocar Perlman no papel principal foi o golpe de misericórdia. Com o sucesso de "Hellboy", del Toro conseguiu se separar de seus colegas diretores e se tornar um cineasta verdadeiramente internacional.

Passado mais ou menos à mesma época e local de "A Espinha do Diabo", Del Toro dirigiu o poderoso e assustador "O Labirinto do Fauno" (2006), uma fantasia pura, passada durante o período da guerra civil na Espanha, e é sobre uma jovem garota solitária (Ivana Baquero) que escapa de seus violentos arredores e de ser grosseiro e autoritário padrasto (Sergi López), um oficial da Guarda Civil de Franco, criando um mundo de faz-de-conta cheio de criaturas fantásticas. Chamada por um antigo fauno, a garota aprende que é uma princesa e parte para completar uma série de tarefas, nas quais ela precisa integrar o fascimo e a violência do mundo exterior com o igualmente perturbador mundo de sua própria criação.  

Guillermo del Toro em O Labirinto do Fauno
Assim como fazia deste os tempos em que dirigia programas nas TV, Del Toro procurou seus colegas diretores e bons amigos Alfonso Cuaron e Alejandro González Iñárritu em busca de apoio e conselhos artísticos – um favor que Del Toro havia reciprocamente feito para com seus colegas. Todos os três tiveram um ano excepcional em 2006 – "Filhos da Esperança" de Cuaron e "Babel" de González Iñárritu são freqüentemente citados junto com o filme Del Toro no esforço de ressaltar suas crescentes influências no cinema. Todos os três filmes ganharam inúmeros prêmios e indicações, com "O Labirinto do Fauno" indicado a seis Oscar, ganhando três deles: Fotografia (ganhador), Direção de Arte (ganhador), Maquiagem (ganhador), Trilha Sonora Original, Roteiro Original e Filme Estrangeiro.

Del Toro, ao ser entrevistado no Leonard Lopate Show, listou várias fascinações que se tornaram características regulares em seus filmes: "Eu tenho um tipo de fetiche por insetos, mecanismos de relógios, monstros, locais escuros e coisas não-nascidas". O trabalho de Del Toro freqüentemente inclui monstros. Em entrevistas recentes, ele afirmou que sempre foi "apaixonado po monstros. Minha fascinação por eles é quase antropológica… eu os estudo e os disseco em muitos de meus filmes: eu quero saber como eles funcionam, como o interior deles se parece, [e] qual é sua sociologia". Ele também menciona como influências Arthur Machen, Lord Dunsany, Clark Ashton Smith, H. P. Lovecraft e Borges. Em uma de suas entrevistas ele se diz "um Católico relapso – que gosta de Taoísmo", embora na mesma entrevista ele tenha dito "uma vez um Católico – sempre Católico".

Guillermo disse que um de seus futuros projetos será dirigir "The Coffin", baseado nos aclamados quadrinhos de Phil Hester desenhados por Mike Huddleston. Ele estará dirigindo "Deadman", "The Witches", uma adapatação de Ronald Dahl, "The Champions" (baseado numa série de TV britânica) e "At the Mountains of Madness", em um acordo assinado em 2007, com  U$ 100 milhões para os cinco filmes.

Após a confirmação não-oficial de Guillermo del Toro como diretor dos dois filmes de "O Hobbit" (programados para 2010 e 2011) não se sabe como ficará sua agenda e trabalhos relacionados.

Está envolvido com a obra de Tolkien desde 1999 – fundador da Calaquendi, fundador da Valinor, fundador do Conselho Branco (Sociedade Tolkien) e presidente por três mandatos. Participou da publicação em livro do Curso de Quenya e é autor do Modo Tengwar Português

MTV arrisca palpite sobre o Elenco do Hobbit

Com as recentes notícias de que Peter Jackson está realmente retornando à Terra-média, não são apenas os fãs de "O Hobbit" que estão comemorando. Basta perguntar a Ian McKellen ou Andy Serkis. Como Gandalf o Cinzento e Gollum, respectivamente, estes dois titãs Tolkienianos com certeza retornarão.

 

 
Mas e para os demais personagens em "O Hobbit"? Nós da MTV demos uma espiada nos papéis maiores que estão disponíveis e selecionamos nossos favoritos. Seguindo as decisões de elenco do Peter Jackson para "O Senhor dos Anéis", nós consideramos nomes que são conhecidos, mas não necessariamente grandes estrelas. Veja abaixo as escolhas da MTV:

Smaug
O Livro Diz: O maior dos dragões em seu tempo, Smaug o Magnífico guradava seu tesouro roubado, na Montanha Solitária. Ele é quase invencível devido à sua barriga coberta de gemas, e seus pontos fortes incluem o tamanho imenso e a cauda. Ele possui um olhar penetrante com poder de hipnotizar. Desenhoso e odioso, ele tem apenas duas fraquezas: sua arrogância e um pequeno espaço descoberto em sua couraça.

Nós Dizemos: Samug claramente será uma criação em Computação Gráfica, seja através da captura de movimentos ou animação pura. Mas enquanto sua aparência sem dúvida será espetacular, é sua voz que deve impressionar ao máximo – misturando seua inteligência, sua avareza, seu desdém por Bilbo, seu amor por possuir riquezas só por possuí-las. Ele pensa que é melhor e mais valoroso que qualquer outra criatura, tornando sua conversação com Bilbo um aterrorizante jogo de gato e rato. Ele deve ser interpretado por Jeremy Irons.


Alternativas: Ninguém faz melhor o tipo de desdém odioso que estamos procurando do que Irons… mas como Lucius Malfoy em "Harry Potter", Jason Isaacs chega perto. Nós gostaríamos de vê-lo sem a peruca loira e dentro da barriga vermelha do monstro.

Thorin Escudo-de-Carvalho
Brian CoxO Livro Diz: É o grande desejo de Thorin, líder dos Anões, por sua herança que coloca em movimento os acontecimentos de "O Hobbit". Embora velho quando o livro começa (mesmo para um Anão), Thorin é um líder capaz e esperto. Rápido a se enfurecer, sua maior fraqueza é uma imensa e lendária teimosia. Ele recusa até a hora da morte em ver seus erros.

Nós Dizemos: Qualquer um que aceite passar pelo processo de maquiagem até se tornar um Anão já é um herói, no nosso livro. Mas apesar de Ben KingsleyJackson ter que conseguir 13 deles, tudo gira em torno da decisão que ele fará com relação a Thorin, em cuja autoridade moral está não apenas a honra de seus companheiros mas toda a integridade da história. O papel não pode sofre a indignidade de ter alguém que personifique nada mesma que a própria força. O ator escolhido, portanto, deve ser alguém não sofra qualquer indignidade. Ponto. O ator deve ser brian Cox. Ele tem a idade, a proporção física e o temperamentos certos.

 Alternativas: Se as qualidade físicas não forem um problema (que é uma maneira de dizer "se não estivermos procurando um ator atarracado"), Ben Kingsley faria um Thorin ideal pelas mesmas razões que Cox.

Bard o Arqueiro
Ryan GoslingO Livro Diz: Um experiente arqueiro da cidade de Vale, Bard atira a flecha que derruba o poderoso Smaug. Apesar de descrito como tendo uma face um tanto sombria, Bard é um homem belo e sábio, que assume a liderança da cidade após a partida do Mestre, e acaba por se tornar rei do Vale. Ele, nO Hobbit, é o mais próximo que temos de personagens coimo Aragorn e Faramir, um heróis anglo-saxão aos moldes de Beowulf.
gerard_butler.jpg
Nós Dizemos: O papel de Bard é o mais fácil e a maneira mais simples de encaixar uma grande estrela – um homem como Russel Crowe ou Christian Bale – na produção. Embora seja do tipo bom rapaz, sem as nuances dos homens de O Senhor dos Anéis, nós gostaríamos de ver Jackson escolher um ator que pudesse investir no personagem tanto quanto Viggo Mortensen e Sean Bean investiram em Aragorn e Boromor. Nós gostaríamos de ver Jackson fazer as pazes com Ryan Gosling, que deixou "The Lovely Bones".

Alternativas: Nós dissemos que gostaríamos de resistir à tentação de escolher uma grande estrela. É tarde demais para Gerard Butler?

Thranduil
David BowieO Livro Diz: Rei dos Elfos da Floresta, Thranduil lidera os Eldos de Mirkwood. Ele aprisiona os Anões quando eles ultrapassam os limites de sua floresta e então exige uma parte do tesouro de Samug quando o dragão for derrotado. Ele é descrito como sendo loiro… assim como seu filho Legolas.

Nós Dizemos: Se Orlando Bloom não voltar pelo menos para uma pontinha, nósstellan_skarsgard.jpg desistimos. Naturalmente desconfiado dos Anões, Thranduil pode ser malicioso e duro – mas ainda assim possui a sabedoria comum à sua raça.Idealmente, o ator escolhido deve ter um ar de realeza, alguém que acreditemos ter grande poder mas também grande benevolência. Idealmente, esse ator deve ser um tanto parecido com Orlando Bloom. Idealmente, esse ator deve ser David Bowie.

Alternativas: O pai de Orlando Bloom? Sim, Stellan Skarsgård já fez esse papel muito bem antes.

Beorn
alfred_molina.jpgO Livro Diz: De grande tamanho e força, Beorn é um troca-peles, capaz de assumir a forma de um grande urso. Ele possui uma espessa barba negra, ombros largos e cabelo castanho. Um homem da floresta capaz e dedicado, mantém muitas criaturas inteligentes, das quais é protetor. Inspira medo ao mesmo tempo que não tem medo nenhum.

Nós Dizemos: Se já não fosse conhecido por um trabalho similar, como Hagrid Bruce Campbellna série "Harry Potter", Robbie Coltrane seria uma escolha fácil. Mas Beorn é muito mais explosivo, muito mais cinético que Hagrid e demanda alguém bem mais ameaçador. Ele exige alguém possivelmente um pouco insano, alguém que possa passar da mansidão à ferocidade em um segundo. Ele exige Alfred Molina.

Alternativas: O rumor atual é de que o diretor de "Homem Aranha", Sam Raimi, irá assumir a franquia "O Hobbit". Se ele dirigir – e atualmente ele parece mesmo que vai – bem, você sabe o que isso quer dizer. Dadas as circunstâncias ele teria que aparecer em algum lugar na nossa lista. Vamos colocar Bruce Campbell aqui.

Está envolvido com a obra de Tolkien desde 1999 – fundador da Calaquendi, fundador da Valinor, fundador do Conselho Branco (Sociedade Tolkien) e presidente por três mandatos. Participou da publicação em livro do Curso de Quenya e é autor do Modo Tengwar Português

O Hobbit? Guillermo del Toro está na fila

Guillermo del ToroMal-e-mal saiu a confirmação de O Hobbit com Peter Jackson como produtor e não como diretor e uma série de diretores se colocaram na fila para o cargo, além de uma série de rumores. O primeiro da fila nas casas de aposta, claro, é Sam Raimi, que já declarou ter interesse no projeto, não assinou com O Homem Aranha 4 e tem a agenda "livre" para 2009.

 
Correndo logo atrás na segunda posição está Guillermo del Toro, que
abertamente afirma estar interessado na direção. Guillermos del Toro é
o diretor de Espinazo del Diablo (A Espinha do Diabo), Hellboy e El
Laberinto del Fauno
(O Labirinto do Fauno) – que recebeu três indicações
ao Oscar. Guillermo del Toro viajou para Londres onde está acontecendo
a pós-produção de Hellboy II que será lançado em 2008 e a divulgação de
The Orphanage (O Orfanato), um filme espanhol de fantasmas do qual ele é produtor
executivo. Lá ele falou sobre a possibilidade de direção de O Hobbit.

Sobre a direção do Hobbit, ele diz: "Ouvi alguns rumores, mas
nada oficial (…) Seria um privilégio dirigi-lo. Mas saiba, seria bom
se eu soubesse algo sobre a direção de O Hobbit. Neste momento, após
Hellboy II, estou desempregado (risadas)"
.

Sobre Peter jackson e Fran Walsh ele diz: "Encontrei Peter e Fran
quando estávamos tentandop fazer Halo. Eu acho que o que eles estão
fazendo na Nova Zelândia é incrível. O que eles estão fazendo – o jeito
que eles estão fazendo filmes – o modo como eu vejo, é Hollywood como
Deu gostaria que fosse. Porque é o sonho de um diretor e um local para
um diretor. É o céu. A questão é: irei para o céu? Não tenho idéia"
.

 
Embora os visuais e temas de seus filmes sejam parecidos com os de
Peter Jackson e ele seja um diretor principalmente de fantasia, ação e
terror, uma afirmação é um pouco preocupante e levanta algumas dúvidas.
Diz del Toro: "É o único livro de Tolkien [O Hobbit] que eu li. Eu
tentei ao máximo ler O Senhor dos Anéis, a trilogia. Não consegui. Não
consegui. Eles são muito densos. E então um dia eu comprei O Hobbit. Eu
o li e adorei."

 
É esperar para ver, mesmo porque ainda dá tempo de ler a trilogia, Guillermo, e ganhar mais apoio do fandom.

Está envolvido com a obra de Tolkien desde 1999 – fundador da Calaquendi, fundador da Valinor, fundador do Conselho Branco (Sociedade Tolkien) e presidente por três mandatos. Participou da publicação em livro do Curso de Quenya e é autor do Modo Tengwar Português

MarketSaw garante: PJ vai dirigir O Hobbit (e serão dois filmes!)

Parece que Peter Jackson e O Hobbit encontraram novamente um lugar de
destaque nos rumores de Hollywood. Antes, o problema era basicamente o
fato de o diretor estar em pé de guerra com a New Line
(estúdio
responsável por O Senhor dos Anéis). Agora a trama se complica: alguns
dias atrás, foi anunciado pelo site especializado em cinema em 3D, o
MarketSaw, que Peter Jackson não só dirigiria O Hobbit, como também uma
seqüência e ainda faria uma versão especial em 3D da trilogia do Anel.
 
BilboOs fãs logicamente ficaram empolgados com a notícia, e logo tomaram um
balde de água fria quando o Ain’t it Cool News disse que não haverá O
Hobbit em 3D
. O fato é que, como já anunciado, outros sites
questionaram esse desmentido do Ain’t it Cool News , alegando
especialmente a falta de fontes.

No momento, o que temos é o próprio site MarketSaw batendo o pé e
insistindo: sim, O Hobbit será dirigido por PJ. Sim, haverá uma
seqüência. E aqui vem a informação nova: segundo o site, o segundo
filme será influenciado por O Silmarillion e os doze livros da série
History of Middle-earth (lembrando que Deriel já tinha cantado essa bola anteriormente!).


"O segundo filme nos conduzirá para a criação da Sociedade de modo
gracioso e lógico! Então, para todos aqueles que acharam que O Hobbit é
uma história curta demais para ser contada em dois filmes, então vocês
estavam certos", diz o site.

Portanto, o negócio é torcer para que não seja só boataria para
promover o cinema 3D, e que eles estejam certos sobre isso. Pelo menos
sobre termos definido um diretor para O Hobbit (o que já é a solução
para metade dos problemas envolvendo a produção).

 
Fonte: MarketSaw