Númenor, Elendil e viagens no tempo – parte II

O abandono da narrativa de The Lost Road marcou uma virada importante
na obra tolkieniana. Com efeito, em fins de 1937, Tolkien abandonou
pela primeira vez a grande mitologia dos Dias Antigos que vinha
desenvolvendo há mais de 20 anos, e se voltou para a “seqüência de O
Hobbit”, um pedido insistente dos fãs de Bilbo e do editor de Tolkien,
Stanley Unwin. Essa decisão surgiu principalmente da avaliação que os
manuscritos de O Silmarillion receberam da editora de Stanley, a Allen
& Unwin. Embora reconhecessem o interesse e a qualidade de algumas
passagens [na verdade, apenas trechos da história de Beren e Lúthien
chegaram a ser lidos pelos avaliadores da editora], a opinião dos
editores era de que o livro não alcançaria um público grande o
suficiente para compensar seu lançamento comercial.
 
 
 
Tolkien parece não ter se abatido; nesse momento,
considerava sua mitologia um assunto praticamente privado, e não
acreditava que ela chegasse a ser efetivamente publicada. Voltou-se
então com afinco à criação da “seqüência de O Hobbit”. O resultado,
porém, foi que o novo livro tomou um rumo completamente inesperado. Em
vez de simplesmente continuar a história de O Hobbit, a “seqüência” se
transformou na continuação e conclusão das lendas heróicas de O
Silmarillion. É claro que estamos falando de O Senhor dos Anéis.

A história de Númenor e de sua queda, bem como a dos reinos
numenoreanos na Terra-média, começou a ser esboçada em 1937, mas só
alcançou desenvolvimento verdadeiro durante a elaboração de O Senhor
dos Anéis. Como sabemos, o livro foi sendo escrito em meio a muitas
hesitações e interrupções. Uma das maiores talvez tenha acontecido em
fins de 1944, quando quase todo O Retorno do Rei ainda não havia sido
escrito. Durante mais de um ano e meio Tolkien não conseguiu progredir,
ao mesmo tempo em que uma nova narrativa tomava forma. A única
referência do próprio Tolkien a esse texto está numa carta a Stanley
Unwin, de julho de 1946:

“Em uma quinzena de comparativa folga, por volta do Natal passado,
escrevi três partes de um outro livro, utilizando num escopo e
ambientação completamente diferentes aquilo que possuía algum valor em
The Lost Road” [Letters of J.R.R. Tolkien, 105].

Esse “outro livro”, que viria a se chamar The Notion Club Papers [As
palestras do clube Notion], foi publicado no nono livro da série The
History of Middle-earth, chamado Sauron Defeated. The Notion Club
Papers foi talvez a mais ambiciosa tentativa de Tolkien de entrelaçar
sua mitologia com o mundo moderno através de uma “viagem no tempo”, não
física, mas onírica e até “mediúnica” [se é que se pode usar um termo
espírita, um tanto estranho à mentalidade do católico Tolkien].

O cenário da história não podia ser mais familiar para quem conhece a
biografia do Professor: um grupo de acadêmicos de Oxford, que se
reuniam regularmente para discutir literatura e ler suas obras em
desenvolvimento uns para os outros. O fato curioso, porém, é que
Tolkien coloca esse círculo [muito similar aos Inklings, que o próprio
autor freqüentava junto com C.S. Lewis] no futuro. Isso mesmo: a
história se passa em algumas reuniões do clube Notion em 1987, das
quais as misteriosas atas teriam sido descobertas num saco de lixo em
Oxford no ano de 2012.

As discussões do clube Notion são quase sempre a respeito de
“literatura imaginativa”: viagens no tempo e no espaço, mundos
imaginários, a possibilidade do homem chegar a outros planetas. A
maioria dos membros parece concordar [num ponto de vista tipicamente
tolkieniano] que o tempo e o espaço [ao menos o espaço interestelar] dificilmente serão vencidos por máquinas. A discussão está nesse ponto
quando Michael Ramer, um dos membros do clube e professor de línguas
fino-úgricas [o grupo lingüístico do finlandês] vem como uma sugestão
desconcertante: e se for possível observar outros tempos, e outros
lugares, nos sonhos?

Ramer expõe um “método” que teria desenvolvido para esse fim, e os
membros do clube sentem-se tocados [embora um tanto incrédulos] por
essa estranha possibilidade. As conversas do grupo começam, então, a se
concentrar nas relações entre os sonhos, o “inconsciente” humano e os
mitos e lendas. Ramer tenta demonstrar a força que mitos e sonhos,
especialmente os coletivos, podem ter sobre o mundo real:

“- Não acho que vocês se dêem conta, não acho que nenhum de nós se
dê conta da força, da força demiúrgica que os grandes mitos e lendas
têm. Da profundidade das emoções e percepções que os geraram, e da
multiplica̤̣o delas em muitas mentes Рe cada mente, vejam bem, um
mecanismo de obscuras mas imensuráveis energias. Eles são como um
explosivo: podem gerar lentamente um calor constante para mentes vivas,
mas se detonados de repente, poderiam explodir num estrondo; sim,
poderiam produzir um distúrbio no mundo primário real. […]

Pensem na força emocional gerada por toda a borda ocidental da Europa
pelos homens que finalmente chegaram ao fim do continente, e olharam
para o Mar Sem-litoral, não-cultivado, não-atravessado, inconquistado!
E, contra esse pano de fundo, que estatura prodigiosa outros eventos
adquiririam! Digamos, a vinda, aparentemente daquele Mar, cavalgando
uma tempestade, de homens estranhos com conhecimento superior,
navegando barcos até então não imaginados. E se eles trouxessem
histórias de uma catástrofe distante: batalhas, cidades incendiadas, ou
da destrui̤̣o de regi̵es em algum tumulto da Terra Рfico pasmo ao
pensar em tais coisas nesses termos, mesmo agora”.

Quando a discussão está mais animada do que nunca, Arundel Lowdham, um
professor de anglo-saxão e islandês [isso lembra alguém pra vocês?] faz
finalmente o mundo antigo irromper entre o clube Notion:

“De repente Lowdham falou numa voz mudada, clara e terrível, palavras
numa língua desconhecida; e então, virando-se furiosamente na nossa
direção, ele gritou: ” Eis as águias dos Senhores do Oeste! Elas estão
vindo sobre Númenor!”

Ficamos todos assustados. Vários de nós foram até a janela e ficaram em
pé atrás de Lowdham, olhando para fora. Uma grande nuvem, vindo devagar
do Oeste, estava devorando as estrelas. Conforme se aproximava ela
abria duas vastas asas negras, espalhando-se para o norte e para o sul”.

A partir daí, os eventos se sucedem de maneira vertiginosa na
narrativa. Lowdham revela que, em sonhos [assim como o personagem
Alboin Errol de The Lost Road] ele ouvia estranhos fragmentos de duas
línguas desconhecidas: o avalloniano [quenya] e o adûnaico – isso
mesmo, o idioma dos homens de Ponente! Mais que isso: Lowdham revela
dois textos, um em avalloniano e outro em adûnaico, que relatam a queda
de Númenor [Anadûnê em adûnaico], graças à influência malévola de Zigûr
[Sauron].

Durante um dos encontros do clube, enquanto uma terrível tempestade
vinda do Atlântico se abate sobre a Inglaterra, Lowdham e Jeremy, outro
membro do grupo, têm uma experiência quase mediúnica: os dois falam
entre si como Nimruzîr [Elendil] e Abrazan [Voronwë], e como que
vivenciam mais uma vez a destruição de Númenor. Diante de seus atônitos
colegas, os dois saem no meio da tempestade – a mais devastadora já
registrada na Gṛ-Bretanha Рe partem em busca de respostas sobre
Númenor.

A narrativa foi abandonada no momento em que Lowdham e Jeremy voltam de
suas buscas e começam a relatar ao clube Notion o que descobriram.
Christopher Tolkien, na análise que faz do livro, acredita que a
concepção dele se tornara complicada demais para ser completada. Um
último fato dos mais interessantes: Christopher diz que seu pai errou
na previsão da Grande Tempestade por apenas quatro meses. No livro, ela
acontece em 12 de junho de 1987; de acordo com Christopher, a maior
tempestade já registrada na Inglaterra caiu sobre o país em 16 de
outubro do mesmo ano. Nem os Senhores do Oeste seriam capazes de
explicar essa…

O que aconteceria se Frodo mantivesse o Um Anel?

Por incrível que pareça, Tolkien manteve uma correspondência bastante
ativa com os fãs depois do lançamento de O Senhor dos Anéis,
esclarecendo os temas e personagens de seu universo ficcional. E sem
dúvida um dos exemplos mais fascinantes disso é uma longa carta escrita
em 1963 para Eileen Elgar, na qual Tolkien fala sobre o possível
“fracasso” de Frodo em resistir ao Anel e, além disso, tenta imaginar o
que aconteceria se o hobbit realmente tivesse vencido Gollum e tentado
manter o Anel para si.
 
 
 
“É um problema interessante: como Sauron teria agido ou Frodo teria resistido”, diz Tolkien. “Sauron
imediatamente enviou os Espectros do Anel. Eles estavam, naturalmente,
perfeitamente instruídos, e não se deixavam enganar quanto ao real
senhor do Anel. […] Mas a situação agora era diferente da que
ocorrera no Topo dos Ventos. Frodo havia crescido desde então. Será que
os Espectros estariam imunes ao poder do Anel se Frodo o reivindicasse
como instrumento de comando e dominação?

Não totalmente. Não acho que eles poderiam tê-lo atacado com
violência […]; teriam obedecido ou fingido obedecer a quaisquer
comandos menores dele que ṇo interferissem com sua misṣo Рimposta a
eles por Sauron, que através dos Anéis [que ele tinha consigo] exercia
o controle primário de suas vontades. […] Frodo havia se tornado uma
pessoa considerável, mas de um tipo especial: em crescimento espiritual
ao invés de em aumento de força física ou mental; sua vontade era muito
maior do que fôra, mas até aquele momento havia sido exercida para
resistir ao uso do Anel […]. Ele precisava de tempo, muito tempo,
antes que pudesse controlar o Anel […].


A situação de Frodo em relação aos Oito [nota de rodapé: O Rei Bruxo
havia sido reduzido à impotência] era semelhante à de um homem pequeno
e corajoso equipado com uma arma devastadora, enfrentado por oito
guerreiros selvagens de grande força e agilidade, armados com lâminas
envenenadas. A fraqueza do homem é que ele ainda não sabia como usar
sua arma, e era por temperamento e treinamento avesso à violência; a
fraqueza dos guerreiros era que essa arma era algo que os enchia de
medo por ser um objeto de terror em seu culto religioso, e que fazia
com que eles tratassem quem o usasse com servilismo. Acho que eles
teriam mostrado “servilismo”. Teriam saudado Frodo como “Senhor”. Com
belas palavras o teriam induzido a deixar as Sammath Naur – por
exemplo, “para ver seu novo reino e contemplar de longe com sua nova
visão a morada de poder que ele agora deveria reivindicar e adequar a
seus próprios propósitos”
.

Assim que ele saísse, um deles provavelmente destruiria a câmara,
mas Frodo já estaria imerso demais em grandes planos de domínio
reformado para dar atenção a isso. Mas se ele ainda conservasse alguma
sanidade e entendesse parcialmente o significado daquilo, de maneira
que se recussasse a ir com eles até Barad-dûr, eles simplesmente
esperariam. Até que Sauron em pessoa viesse. Em qualquer caso, um
confronto entre Frodo e Sauron logo teria lugar se o Anel ainda
estivesse intacto. O resultado seria inevitável. Frodo seria
completamente derrotado; desfeito em poeira, ou preservado em tormento
como um escravo gaguejante. Sauron não teria temido o Anel! Era dele, e
sujeito à sua vontade”
.

Tolkien prossegue, considerando as possibilidades de vitória se outros
personagens confrontassem pessoalmente Sauron com seu próprio Anel. “Dos “mortais”, nenhum – nem mesmo Aragorn”. Entre os elfos, nem mesmo Elrond e Galadriel seriam capazes de tal feito, pelo menos não num confronto direto: “Eles
teriam construído um império com generais poderosos e completamente
subservientes e exércitos e máquinas de guerra, até que pudessem
desafiar Sauron e destruí-lo pela força”
.

Entre todas essas possibilidades, quem poderia então tentar realmente
enfrentar Sauron cara a cara? Acertou quem apostou em Gandalf. “Apenas
Gandalf poderia dominá-lo – sendo um emissário dos Poderes e uma
criatura da mesma ordem, um espírito imortal tomando forma visível.
[…] Seria um equilíbrio delicado. De um lado, Sauron e a verdadeira
fidelidade do Anel a ele; do outro força superior, porque Sauron não
estava realmente em posse [do Anel], e talvez também porque ele estava
enfraquecido por longa corrupção e gasto de sua força para dominar
inferiores. Se Gandalf provasse ser o vencedor, o resultado seria para
Sauron idêntico à da destruição do Anel. […] Mas o Anel e todas as
suas obras durariam. Seria ele o mestre no fim”
.

Tolkien conclui afirmando que nem Mithrandir [como o próprio mago bem sabia] ficaria imune à corrupção do Um Anel. “Gandalf
como Senhor do Anel seria muito pior que Sauron. Ele continuaria
“justo”, mas levando em conta apenas suas próprias idéias. Ele
continuaria a governar e ordenar as coisas para o “bem”, e o benefício
de seus próprios súditos de acordo com sua sabedoria”
.

Aviso Legal

AVISO LEGAL DE USO DO GRUPO VALINOR E ASSOCIADOS

1. AVISO LEGAL E SUA ACEITAÇÃO

Este
Aviso Legal (doravante denominado "Aviso Legal") regulamenta o uso do
serviço da Valinor e Associados de Internet
www.valinor.com.br/www.tolkien.com.br e suas associadas,
respectivamente Lothlórien www.lothlorien.com.br, Ardalambion
www.ardalambion.com.br e Durbatûluk www.valinor.com.br (doravante,
"Valinor e Associados") que VALINOR (doravante, "a VALINOR") oferece
aos usuários de Internet.

A utilização da Valinor e Associados
atribui a condição de usuário da Valinor e Associados (doravante,
"Usuário") e implica na aceitação plena e sem reserva de todos os itens
de Aviso Legal na versão publicada no momento da utilização da Valinor
e Associados. Deste modo, o Usuário deve ler atentamente este Aviso
Legal em cada ocasião em que utilizar da Valinor e Associados, pois
este pode sofrer modificações.

A utilização de certos serviços e
conteúdos oferecidos através dda Valinor e Associados encontra-se
submetida a condições particulares próprias (doravante, as "Condições
Particulares") que, conforme o caso, substituem, complementam e/ou
modificam este Aviso Legal. O Usuário, portanto, deverá ler as
respectivas Condições Particulares anteriormente ao acesso ou
utilização destes serviços e conteúdos.

Deste modo, todo o
acesso a serviços e conteúdos submetidos a Condições Particulares
expressará a incondicional aceitação do Usuário a tais condições na
versão publicada pela VALINOR no momento em que ocorrer o acesso e/ou
utilização.

A utilização da Valinor e Associados também está
submetida a todos os avisos, regulamentos de uso e instruções
disponibilizados ao Usuário pela VALINOR, os quais complementam as
previsões deste Aviso Legal à medida que não se opuserem este.

2. OBJETO

Através
da Valinor e Associados, a VALINOR proporciona aos Usuários o acesso a
diversos serviços e conteúdos (doravante, os "Serviços")
disponibilizados pela VALINOR ou terceiros.

3. CONDIÇÕES DE ACESSO E UTILIZAÇÃO DA VALINOR E ASSOCIADOS

3.1 Caráter gratuito do acesso e utilização da Valinor e Associados

A prestação dos Serviços pela VALINOR tem caráter gratuito para os Usuários.

3.2 Registro de Usuário

De
maneira geral, a prestação dos Serviços não exige a prévia inscrição ou
registro dos Usuários. Não obstante, VALINOR condiciona a utilização de
alguns Serviços (como o forum.valinor.com.br doravante "Fórum") ao
prévio registro do Usuário.

3.3 Veracidade da informação

Toda
informação fornecida pelo Usuário através dos Serviços deverá ser
verdadeira. Assim, o Usuário garante a autenticidade de todos os dados
que informar através do preenchimento dos respectivos formulários.
Desta forma, será de responsabilidade do Usuário manter toda a
informação fornecida à VALINOR permanentemente atualizada de forma que
sempre reflita os dados reais do Usuário. Em todo o caso, o Usuário
será o único responsável pelas declarações falsas ou inexatas que
prestar e que vierem a causar prejuízos aa VALINOR ou a terceiros.

3.4 Menores de Idade

Para
utilizar os Serviços, os Usuários menores de idade devem obter a prévia
permissão de seus pais, tutores ou representantes legais, os quais
serão considerados responsáveis por todos os atos praticados pelos
menores.

Os pais, tutores ou representantes legais dos menores
serão plenamente responsáveis pelos conteúdos e Serviços utilizados
pelos menores de idade. Como a Internet possibilita o acesso a
conteúdos que podem não ser apropriados a menores, a VALINOR informa
aos Usuários que existem mecanismos, especialmente de realização de
buscas, que permitem limitar os conteúdos disponíveis aos menores,
sendo de especial utilidade ao controle e restrição de materiais,
embora não serem infalíveis.

3.5 Obrigação de utilizar a Valinor e Associados e os Serviços corretamente

O
Usuário se compromete a utilizar a Valinor e Associados e os Serviços
em conformidade com a lei, com o disposto neste Aviso Legal, com as
respectivas Condições Particulares de certos Serviços, com os avisos,
regulamentos de uso e instruções levados ao seu conhecimento, bem como
com a ordem pública, com a moral e bons costumes geralmente aceitas.

A
título meramente ilustrativo, o Usuário se compromete a não transmitir,
difundir ou disponibilizar a terceiros informações, dados, conteúdos,
mensagens, gráficos, desenhos, arquivos e som e/ou imagem, fotografias,
gravações, software e, em geral, qualquer classe de material que:

(a)
de qualquer forma contrariem, menosprezem ou atentem contra os direitos
fundamentais e as liberdades públicas reconhecidas constitucionalmente,
nos tratados internacionais e no ordenamento jurídico como um todo;
(b)
induzam, incitem ou promovam atos ilegais, denegridores, difamatórios,
infames, violentos ou, em geral, contrários à lei, à moral e aos bons
costumes geralmente aceitos ou à ordem pública;
(c) induzam, incitem
ou promovam atos, atitudes ou idéias discriminatórias por causa de
sexo, raça, religião, crenças, idade ou condição;
(d) incorporem,
ponham à disposição ou permitam acessar produtos, elementos, mensagens
e/ou serviços ilegais, violentos, pornográficos, degradantes ou, em
geral, contrários à lei, à moral e aos bons costumes geralmente aceitos
ou à ordem pública;
(e) induzam ou possam induzir a um estado inaceitável de ansiedade ou temor;
(f) induzam ou incitem a envolver-se em práticas perigosas, de risco ou nocivas à saúde ou equilíbrio psíquico;
(g)
sejam falsos, ambíguos, inexatos, exagerados ou extemporâneos, de forma
que possam induzir a erro sobre seu objeto ou sobre as intenções ou
propósitos do comunicante;
(h) sejam protegidos por quaisquer
direitos de propriedade intelectual ou industrial pertencentes a
terceiros, sem que o Usuário tenha obtido previamente dos seus
titulares a autorização necessária para levar a cabo o uso que efetuar
ou pretender efetuar;
(i) transgridam os segredos empresariais de terceiros;
(j) sejam contrários ao direito de honra, à intimidade pessoal e familiar ou à própria imagem das pessoas;
(k) infrinjam as normas sobre segredo das comunicações;
(l) constituam publicidade ilícita, enganosa ou desleal e, em geral, que constituam concorrência desleal;
(m)
incorporem vírus ou outros elementos físicos ou eletrônicos que possam
causar dano ou impedir o normal funcionamento da rede, do sistema ou de
equipamentos informáticos ("hardware" e "software") de terceiros, ou
que possam causar dano aos documentos eletrônicos e arquivos
armazenados nestes equipamentos informáticos;
(n) provoquem, por suas características (tais como forma, extensão, etc) dificuldades no normal funcionamento do Serviço;
(o) contenham conteúdos HTML distintos daqueles expressamente autorizados pela VALINOR.

3.6 Obrigação de usar os Conteúdos corretamente

Em
conformidade com o disposto na cláusula 3.5, o Usuário compromete-se a
utilizar os conteúdos colocados a disposição dos Usuários da Valinor e
Associados, entendendo-se como tal, em caráter ilustrativo, os textos,
fotografias, gráficos, imagens, ícones, tecnologia, software, links e
demais conteúdos audiovisuais ou sonoros, assim como desenhos gráficos
e códigos fonte (doravante, os "Conteúdos") conforme a lei, o presente
Aviso Legal, as Condições Particulares de certos Serviços e demais
avisos, regulamentos de uso e instruções colocadas em seu conhecimento,
assim como com a moral e com os bons costumes geralmente aceitos e, em
particular, compromete-se a não:

(a) reproduzir, copiar,
distribuir, permitir o acesso público, transformar ou modificar os
Conteúdos, a menos que possua a prévia autorização do titular dos
correspondentes direitos ou que seja legalmente permitido;
(b)
suprimir, manipular ou de qualquer forma alterar o "copyright" e demais
dados de identificação dos direitos da VALINOR ou de seus titulares,
assim como os dispositivos técnicos de proteção, as marcas digitais ou
quaisquer mecanismos de informação que possam conter os Conteúdos;

O
Usuário deverá abster-se de obter, ou tentar obter, os Conteúdos
através de meios distintos daqueles que, em cada caso, tenham sido
colocados a disposições para tais propósitos ou que, em geral, sejam
empregados habitualmente na Internet para tais finalidades mas possuam
o risco de dano ou inutilização da Valinor e Associados, Serviços ou
Conteúdos.

3.7 Uso dos Serviços em conformidade com a Política Anti-Spamming da VALINOR

O Usuário se obriga a abster-se de:

(i)
obter dados com finalidade publicitária e remeter publicidade de
qualquer classe com finalidade de venda ou outras de natureza comercial
sem a prévia solicitação e consentimento;
(ii) remeter a um grupo de pessoas quaisquer mensagens não solicitadas nem consentidas previamente;
(iii) enviar cadeias de mensagens eletrônicas não solicitadas nem previamente consentidas;
(iv)
utilizar listas de distribuição a que se pode ter acesso através da
Valinor e Associados e dos Serviços para a realização das atividades
descritas nos itens (i) a (iii) acima,
(v) colocar a disposição de terceiros, com qualquer finalidade, dados captados a partir de listas de distribuição.

O
Usuário ou terceiros prejudicados pela recepção de mensagens não
solicitados dirigidas a uma pluralidade de pessoas poderão efetuar sua
reclamação comunicando aa VALINOR através do correio eletrônico
[email protected]

3.8 Introdução de "hiperlinks" que permitam o acesso às páginas da Valinor e Associados e aos Serviços

O
Usuário e todas aquelas pessoas que se propuserem a estabelecer um
hiperlink entre sua página web e a Valinor e Associados (doravante, o
"Hiperlink") deverão cumprir as seguintes condições:

(i) o
"Hiperlink" permitirá única e exclusivamente o acesso a home-page ou à
página de início da Valinor e Associados, mas não poderá reproduzi-la
de qualquer forma;
(ii) não criar um frame sobre as páginas da Valinor e Associados;
(iii)
não realizar manifestações ou indicações falsas, inexatas ou incorretas
sobre a VALINOR, seus administradores, empregados, páginas web da
Valinor e Associados e os Serviços;
(iv) não declarar nem fazer
entender que VALINOR teria autorizado o "Hiperlink" ou que teria
supervisionado ou assumido, sob qualquer forma, responsabilidade sobre
os serviços oferecidos ou colocados à disposição na página web em que
for estabelecido o "Hiperlink";
(v) com exceção dos sinais que
formarem parte do "Hiperlink", a página web em que se estabelecer o
"Hiperlink" não conterá nenhuma marca, nome comercial, logotipo,
slogan, look and feel ou quaisquer outros sinais pertencentes aa
VALINOR;
(vi) a página web em que estabelecer o "Hiperlink" não
deverá conter informações ou conteúdos ilícitos, contrários à moral,
aos bons costumes ou à ordem pública, bem como não conterá conteúdos
contrários aos direitos de terceiros.

A fixação de um
"Hiperlink" não implica, em qualquer hipótese, na existência de
relações entre VALINOR e o proprietário da página web que o contiver,
nem a aceitação ou aprovação da VALINOR acerca de seus conteúdos ou
serviços.

4. LICENÇA

Todas as marcas, nomes
comerciais ou sinais distintivos de qualquer espécie que são publicados
na Valinor e Associados são propriedade de VALINOR ou terceiros, sem
que o uso ou acesso aa Valinor e Associados ou Serviços possa ser
entendido como atribuição de direitos para que o Usuários possa citar
as tais marcas, nomes e sinais.

Os Conteúdos são propriedade da
VALINOR ou de terceiros, sem que possa entendê-los como cedidos ao
Usuário. O direito de exploração que existir ou puder existir sobre
tais Conteúdos serão conforme a estrita necessidade ao correto uso da
Valinor e Associados e dos Serviços.

5. EXCLUSÃO DE GARANTIAS E DE RESPONSABILIDADE

5.1 Exclusão de garantias e de responsabilidade pelo funcionamento da Valinor e Associados e dos Serviços

5.1.1 Disponibilidade e continuidade, utilidade e falibilidade

Em
decorrência de questões técnicas e operacionais, a VALINOR não pode
garantir a disponibilidade e continuidade do funcionamento da Valinor e
Associados e dos Serviços. Quando for razoavelmente possível, VALINOR
advertirá previamente as interrupções do funcionamento da Valinor e
Associados e dos Serviços. a VALINOR também não garante a utilidade da
Valinor e Associados e dos Serviços para a realização de qualquer
atividade em concreto, nem sua infalibilidade e, em particular, ainda
que não de modo exclusivo, que os Usuários poderão efetivamente
utilizar a Valinor e Associados e os Serviços, acessar as distintas
páginas web que compõem a Valinor e Associados ou aquelas em que se
prestam Serviços.

A VALINOR SE EXIME, COM TODA A EXTENSÃO
PERMITIDA PELO ORDENAMENTO JURÍDICO, DE QUALQUER RESPONSABILIDADE PELOS
DANOS E PREJUÍZOS DE TODA NATUREZA QUE POSSAM DECORRER DA FALTA DE
DISPONIBILIDADE OU DE CONTINUIDADE DO FUNCIONAMENTO DA VALINOR E
ASSOCIADOS E DOS SERVIÇOS, À DEFRAUDAÇÃO DA UTILIDADE QUE OS USUÁRIOS
POSSAM TER ATRIBUÍDO À VALINOR E ASSOCIADOS E AOS SERVIÇOS, À
FALIBILIDADE DA VALINOR E ASSOCIADOS E DOS SERVIÇOS E, EM PARTICULAR,
AINDA QUE NÃO DE MODO EXCLUSIVO, ÀS FALHAS DE ACESSO ÀS DISTINTAS
PÁGINAS WEB QUE COMPÕEM A VALINOR E ASSOCIADOS OU EM QUE SE PRESTAM OS
SERVIÇOS.

5.1.2 Privacidade e segurança na utilização da Valinor e Associados e dos Serviços

VALINOR
não garante a privacidade e segurança da utilização da Valinor e
Associados e dos Serviços e, em particular, não garante que terceiros
não autorizados não possam ter conhecimento da classe, condições,
características e circunstâncias de uso que os Usuários fazem da
Valinor e Associados ou através dos Serviços.

VALINOR SE EXIME
DE TODA RESPONSABILIDADE PERMITIDA PELO ORDENAMENTO JURÍDICO PELOS
DANOS E PREJUÍZOS DE TODA NATUREZA QUE POSSAM DECORRER DO CONHECIMENTO
QUE TERCEIROS NÃO AUTORIZADOS POSSAM TER DA CLASSE, CONDIÇÕES,
CARACTERÍSTICAS E CIRCUNSTÂNCIAS DE USO DOS USUÁRIOS FAZEM DA VALINOR E
ASSOCIADOS OU DOS SERVIÇOS.

5.2 Exclusão de garantias e de responsabilidade pelos Conteúdos

5.2.1 Qualidade

A
VALINOR não garante a ausência de vírus nos Conteúdos, bem como de
outros elementos nocivos que possam produzir alterações em seu sistema
informático (software e hardware) ou nos documentos eletrônicos e
arquivos armazenados em seu sistema informático.

VALINOR SE
EXIME DE QUALQUER RESPONSABILIDADE PERMITIDA PELO ORDENAMENTO JURÍDICO
PELOS DANOS E PREJUÍZOS DE QUALQUER NATUREZA QUE POSSAM DECORRER DA
PRESENÇA DE VÍRUS OU DE OUTROS ELEMENTOS NOCIVOS NOS CONTEÚDOS E QUE,
DESTA FORMA, POSSAM PRODUZIR ALTERAÇÕES E/OU DANOS NO SISTEMA FÍSICO
E/OU ELETRÔNICO DOS EQUIPAMENTOS DOS USUÁRIOS

5.2.2 Legalidade, Confiabilidade e Utilidade

A VALINOR não garante a legalidade, confiabilidade e utilidade dos Conteúdos.

VALINOR
SE EXIME DE TODA A RESPONSABILIDADE PERMITIDA PELO ORDENAMENTO JURÍDICO
PELOS DANOS E PREJUÍZOS DE TODA NATUREZA QUE POSSAM DECORRER DA
TRANSMISSÃO, DIFUSÃO, ARMAZENAMENTO, DISPONIBILIZAÇÃO, RECEPÇÃO,
OBTENÇÃO OU ACESSO AOS CONTEÚDOS, E EM PARTICULAR, AINDA QUE NÃO DE
MODO EXCLUSIVO, PELOS DANOS E PREJUÍZOS QUE POSSAM DECORRER DO:

(a)
DESCUMPRIMENTO DA LEI, DA MORAL, DOS BONS COSTUMES GERALMENTE ACEITOS
OU DA ORDEM PÚBLICA, COMO CONSEQUÊNCIA DA TRANSMISSÃO, DIFUSÃO,
ARMAZENAMENTO, DISPONIBILIZAÇÃO, RECEPÇÃO, OBTENÇÃO OU ACESSO AOS
CONTEÚDOS;
(b) DA INFRAÇÃO AOS DIREITOS DE PROPRIEDADE INTELECTUAL E
INDUSTRIAL, DOS SEGREDOS EMPRESARIAIS, DOS COMPROMISSOS CONTRATUAIS DE
QUALQUER TIPO, DOS DIREITOS À HONRA, À INTIMIDADE PESSOAL E FAMILIAR, À
IMAGEM DAS PESSOAS, DOS DIREITOS DE PROPRIEDADE E DE TODA E QUALQUER
NATUREZA PERTENCENTES A UM TERCEIRO COMO CONSEQUÊNCIA DA TRANSMISSÃO,
DIFUSÃO, ARMAZENAMENTO, DISPONIBILIZAÇÃO, RECEPÇÃO, OBTENÇÃO OU ACESSO
AOS CONTEÚDOS;
(c) DA REALIZAÇÃO DE ATOS DE CONCORRÊNCIA DESLEAL E
PUBLICIDADE ILÍCITA COMO CONSEQUÊNCIA DA TRANSMISSÃO, DIFUSÃO,
ARMAZENAMENTO, DISPONIBILIZAÇÃO, RECEPÇÃO, OBTENÇÃO OU ACESSO AOS
CONTEÚDOS;
(d) DA FALTA DE VERACIDADE, PRECISÃO, EXATIDÃO, PERTINÊNCIA E/OU ATUALIDADE DOS CONTEÚDOS;
(e) DA INADEQUAÇÃO PARA QUALQUER TIPO DE PROPÓSITO, OU DA FRUSTRAÇÃO, DAS EXPECTATIVAS GERADAS PELOS CONTEÚDOS;
(f)
DO DESCUMPRIMENTO, ATRASO NO CUMPRIMENTO, CUMPRIMENTO DEFEITUOSO OU
FINALIZAÇÃO POR QUALQUER MOTIVO DAS OBRIGAÇÕES CONTRAÍDAS POR TERCEIROS
E CONTRATOS REALIZADOS COM TERCEIROS ATRAVÉS DE OU COM BASE NO ACESSO
AOS CONTEÚDOS;
(g) DOS VÍCIOS E DEFEITOS DE TODO TIPO EXISTENTES NOS SERVIÇOS PRESTADOS POR TERCEIROS ATRAVÉS DA VALINOR E ASSOCIADOS.

5.2.3 Veracidade, exatidão, exaustividade e atualidade

VALINOR não garante a veracidade, exatidão, exaustividade e atualidade dos Conteúdos.

A
VALINOR SE EXIME DE TODA A RESPONSABILIDADE PERMITIDA PELO ORDENAMENTO
JURÍDICO PELOS DANOS E PREJUÍZOS DE TODA A NATUREZA QUE POSSAM DECORRER
DA FALTA DE VERACIDADE, EXATIDÃO, EXAUSTIVIDADE E/OU ATUALIDADE DOS
CONTEÚDOS.

5.3 Exclusão de garantias e de responsabilidade pelos serviços prestados por terceiros através da Valinor e Associados

5.3.1 Qualidade

A
VALINOR não controla com caráter prévio, e, portanto, não garante a
ausência de vírus nos Serviços prestados por terceiros, bem como de
outros elementos nocivos que possam produzir alterações em seu sistema
informático (software e hardware) ou nos documentos eletrônicos e
arquivos armazenados em seu sistema informático.

VALINOR SE
EXIME DE QUALQUER RESPONSABILIDADE PELOS DANOS E PREJUÍZOS DE QUALQUER
NATUREZA QUE POSSAM DECORRER DA PRESENÇA DE VÍRUS OU DE OUTROS
ELEMENTOS NOCIVOS NOS SERVIÇOS PRESTADOS POR TERCEIROS E QUE, DESTA
FORMA, POSSAM PRODUZIR ALTERAÇÕES E/OU DANOS NO SISTEMA FÍSICO E/OU
ELETRÔNICO DOS EQUIPAMENTOS DOS USUÁRIOS.

5.3.2 Legalidade, Confiabilidade e Utilidade

A
VALINOR não pode garantir, e efetivamente não garante, a legalidade,
confiabilidade e utilidade dos serviços prestados por terceiros através
da Valinor e Associados.

A VALINOR SE EXIME DE QUALQUER
RESPONSABILIDADE PELOS DANOS E PREJUÍZOS DE TODA NATUREZA QUE POSSAM
DECORRER DOS SERVIÇOS PRESTADOS POR TERCEIROS ATRAVÉS DA VALINOR E
ASSOCIADOS, E EM PARTICULAR, AINDA QUE NÃO DE MODO EXCLUSIVO, PELOS
DANOS E PREJUÍZOS QUE POSSAM DECORRER:

(A) DO DESCUMPRIMENTO DA
LEI, DA MORAL E DOS BONS COSTUMES GERALMENTE ACEITOS PELA ORDEM PÚBLICA
COMO CONSEQUÊNCIA DA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS POR TERCEIROS ATRAVÉS DA
VALINOR E ASSOCIADOS;
(B) A INFRAÇÃO DOS DIREITOS DE PROPRIEDADE
INTELECTUAL E INDUSTRIAL, DOS SEGREDOS EMPRESARIAIS, DE COMPROMISSOS
CONTRATUAIS DE QUALQUER TIPO, DOS DIREITOS À HONRA, À INTIMIDADE
PESSOAL E FAMILIAR E À IMAGEM DAS PESSOAS, DOS DIREITOS DE PROPRIEDADE
E DE TODA E QUALQUER NATUREZA PERTENCENTES A UM TERCEIRO COMO
CONSEQUÊNCIA DA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS POR TERCEIROS ATRAVÉS DA VALINOR
E ASSOCIADOS;
(C) DA REALIZAÇÃO DE ATOS DE CONCORRÊNCIA DESLEAL E
PUBLICIDADE ILÍCITA COMO CONSEQUÊNCIA DA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS POR
TERCEIROS ATRAVÉS Da Valinor e Associados;
(D) DA FALTA DE
VERACIDADE, PRECISÃO, EXTINÇÃO, PERTINÊNCIA E/OU ATUALIDADE DOS
CONTEÚDOS TRANSMITIDOS, DIFUNDIDOS, ARMAZENADOS, RECEBIDOS, OBTIDOS,
DISPONIBILIZADOS OU ACESSÍVEIS MEDIANTE OS SERVIÇOS PRESTADOS POR
TERCEIROS ATRAVÉS DA VALINOR E ASSOCIADOS;
(E) DA INADEQUAÇÃO PARA
QUALQUER TIPO DE PROPÓSITO E DA FRUSTRAÇÃO DAS EXPECTATIVAS GERADAS
PELOS SERVIÇOS PRESTADOS POR TERCEIROS ATRAVÉS DA VALINOR E ASSOCIADOS;
(F)
DO DESCUMPRIMENTO, ATRASO NO CUMPRIMENTO, CUMPRIMENTO DEFEITUOSO OU
FINALIZAÇÃO, POR QUALQUER MOTIVO, DAS OBRIGAÇÕES CONTRAÍDAS POR
TERCEIROS E CONTRATOS REALIZADOS COM TERCEIROS EM RELAÇÃO COM O MOTIVO
DA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS ATRAVÉS Da Valinor e Associados;
(G) DOS VÍCIOS E DEFEITOS DE TODO TIPO DOS SERVIÇOS PRESTADOS POR TERCEIROS ATRAVÉS DA VALINOR E ASSOCIADOS.

5.4 Exclusão de garantias e de responsabilidade pela informação, conteúdos e serviços hospedados fora da Valinor e Associados

A
Valinor e Associados coloca à disposição dos Usuários dispositivos
técnicos denominados "links de acesso", tais como, entre outros,
‘banners" (visualização de imagens e sinais gráficos nas páginas, as
quais identificam publicidade, propaganda etc), botões, diretórios e
ferramentas de busca que permitem aos Usuários ter acesso a Páginas
pertencentes a terceiros (doravante, "Páginas Externas"). A instalação
destes banners, diretórios e ferramentas de busca da Valinor e
Associados tem como única finalidade facilitar aos Usuários a busca de
informações disponíveis na Internet.

Os resultados das
ferramentas de busca são proporcionados diretamente por terceiros e são
conseqüência do funcionamento automático de mecanismos técnicos, razão
pela qual a VALINOR não pode controlar, e não controla, tais
resultados. Em particular, VALINOR não controla que em tais resultados
apareçam sites de Internet cujos conteúdos possam ser ilícitos,
inapropriados, contrários à moral e aos bons costumes. Na hipótese de
um Usuário entender que algum dos sites surgidos na busca contém
atividade ou informação ilícita e desejar solicitar a supressão do
link, deverá observar o disposto na cláusula sétima do presente Aviso
Legal.

A VALINOR não oferece nem comercializa, por si ou por
terceiros, informação, conteúdos e serviços disponíveis nas Páginas
Externas, nem os controla previamente, aprova, recomenda, supervisiona
ou os faz próprios. O Usuário, portanto, deve ter a máxima prudência na
utilização da informação, conteúdos e serviços existentes nas Páginas
Externas.

A VALINOR NÃO GARANTE NEM ASSUME ALGUM TIPO DE RESPONSABILIDADE PELOS DANOS E PREJUÍZOS DE QUALQUER TIPO QUE POSSAM DECORRER:

(A) DO FUNCIONAMENTO, DISPONIBILIDADE, ACESSIBILIDADE OU CONTINUIDADE DAS PÁGINAS EXTERNAS;
(B)
DA MANUTENÇÃO DOS SERVIÇOS, INFORMAÇÃO, DADOS, ARQUIVOS, PRODUTOS E
QUALQUER TIPO DE MATERIAL EXISTENTE NAS PÁGINAS EXTERNAS;
(C) DA
PRESTAÇÃO OU TRANSMISSÃO DOS SERVIÇOS, INFORMAÇÃO, DADOS, ARQUIVOS,
PRODUTOS E QUALQUER TIPO DE MATERIAL EXISTENTE NOS SITES LINKADOS;
(D)
DA QUALIDADE, LEGALIDADE, CONFIABILIDADE E UTILIDADE DOS SERVIÇOS,
INFORMAÇÃO, DADOS, ARQUIVOS, PRODUTOS E QUALQUER TIPO DE MATERIAL
EXISTENTE NAS PÁGINAS EXTERNAS, NOS MESMOS TERMOS E COM O MESMO ALCANCE
DISPOSTO NOS ITENS (5.2 e 5.3) DO AVISO LEGAL.

5.5 Exclusão
de garantias e de responsabilidade pela utilização da Valinor e
Associados, dos Serviços e dos Conteúdos pelos Usuários

A
VALINOR não controla o acesso nem a utilização que os Usuários fazem da
Valinor e Associados, dos Serviços e dos Conteúdos. Em particular, a
VALINOR não garante que os Usuários utilizem a Valinor e Associados, os
Serviços e os Conteúdos em conformidade com a lei, com este Aviso Legal
e, em cada caso, com as Condições Particulares aplicáveis, da moral e
dos bons costumes geralmente aceitos pela ordem pública, nem que o
façam de forma cuidadosa e prudente. VALINOR também não tem a obrigação
de verificar, e não verifica, a identidade dos Usuários, nem da
veracidade, vigência, exaustividade e/ou autenticidade dos dados que os
Usuários proporcionam sobre si mesmos a outros Usuários.

VALINOR
SE EXIME DE QUALQUER RESPONSABILIDADE PELOS DANOS E PREJUÍZOS DE TODA
NATUREZA QUE POSSAM DECORRER DA UTILIZAÇÃO DOS SERVIÇOS E DOS CONTEÚDOS
OU QUE POSSAM DEVER-SE À FALTA DE VERCIDADE, VIGÊNCIA, EXAUSTIVIDADE
E/OU AUTENTICIDADE DA INFORMAÇÃO QUE OS USUÁRIOS PROPORCIONAM A OUTROS
USUÁRIOS SOBRE SI MESMOS E, EM PARTICULAR, AINDA QUE NÃO DE FORMA
EXCLUSIVA, PELOS DANOS E PREJUÍZOS DE TODA A NATUREZA QUE POSSAM
DEVER-SE Á SUPLANTAÇÃO DA PERSONALIDADE DE UM TERCEIRO EFETUADA POR UM
USUÁRIO EM QUALQUER CLASSE DE COMUNICAÇÃO REALIZADA ATRAVÉS Da Valinor
e Associados.

6. PROTEÇÃO DE DADOS PESSOAIS

Para
acessar e/ou utilizar alguns dos Serviços, é necessário que os Usuários
forneçam previamente aa VALINOR certos dados de caráter pessoal
(doravante, os "Dados Pessoais"), que VALINOR tratará por meios
automatizados segundo o disposto na Política de Proteção de Dados
Pessoais.

VALINOR tem adotado os níveis de segurança de proteção
de dados pessoais legalmente requeridos e procura instalar outros meios
e medidas técnicas de proteção adicionais. Não obstante, o Usuário deve
estar consciente de que as medidas se segurança em Internet não são
infalíveis.

VALINOR pode utilizar "cookies" quando um Usuário
tem acesso às páginas e sites da Valinor e Associados. Os "cookies" que
podem ser utilizados nos sites e páginas web da Valinor e Associados
associam-se unicamente com o navegador de um determinado computador,
não proporcionando referências que permitam deduzir o nome e sobrenomes
do Usuário. Em razão dos "cookies", é possível que a VALINOR reconheça
os Usuários que tenham se registrado em uma utilização anterior das
Páginas, o que permite que não tenham que se registrar a cada nova
visita. O Usuário tem a possibilidade de configurar seu navegador para
ser avisado, na tela do computador, sobre a recepção dos "cookies" e
para impedir a sua instalação no disco rígido. As informações
pertinentes a esta configuração estão disponíveis em instruções e
manuais do próprio navegador. Para utilizar a Valinor e Associados, não
é necessário que o Usuário permita a recepção de "cookies" enviados
pela VALINOR, sem prejuízo de que, em tal caso, será necessário que o
Usuário se registre a cada vez que acessar um Serviço que requeira
registro prévio.

Os "cookies" que são utilizados nos sites e
páginas web da Valinor e Associados podem ser instalados pela VALINOR,
os quais são originados dos distintos servidores operados por esta, ou
a partir dos servidores de terceiros que prestam serviços e instalam
"cookies" por VALINOR (como, por exemplo, os cookies que são empregados
para prover serviços de publicidade ou certos conteúdos através dos
quais o Usuário visualizada a publicidade ou conteúdos em tempo, número
de vezes e forma pré-determinados). Sempre que a opção que impeça a
instalação dos "cookies" não tenha sido ativada, o Usuário poderá
pesquisar o disco rígido de seu computador conforme as instruções do
próprio navegador.

7. PROCEDIMENTO EM CASO DE REALIZAÇÃO DE ATIVIDADES DE CARÁTER ILÍCITO

Na
hipótese de que qualquer Usuário ou um terceiro considerar que existem
fatos ou circunstâncias que constituem atividade ilicitude na
utilização de qualquer conteúdo ou nas páginas web inclusas ou
acessíveis através da Valinor e Associados e, em particular, que
representem violação de direitos de propriedade intelectual ou outros
direitos, deverá enviar uma comunicação aa VALINOR contendo os
seguintes dados:

(a) dados pessoais: nome, endereço, número de telefone e endereço de correio eletrônico do reclamante;
(b)
especificação da suposta atividade ilícita ocorrida na Valinor e
Associados e, em particular, quando se tratar de suposta violação de
direitos autorais, indicação precisa e completa dos conteúdos
protegidos e supostamente infringidos;
(c) fatos ou circunstâncias que revelam o caráter ilícito de tal atividade;
(d)
declaração expressa e clara de que a utilização dos conteúdos foi
realizada sem o consentimento do titular dos direitos de propriedade
intelectual supostamente infringidos

8. NOTIFICAÇÕES

Todas
as notificações e comunicações (doravante, as "Notificações") por parte
do Usuário aa VALINOR, consideram-se eficazes, para todos os efeitos,
quando forem dirigidas ao seguinte endereço eletrônico:
[email protected]

Todas as notificações e comunicações
(doravante, as "Notificações") por parte da VALINOR ao Usuário,
considerar-se-ão eficazes, a todos os efeitos, quando se realizarem em
uma das seguintes formas:

(a) envio de carta ao domicílio do Usuário quando este tiver fornecido um endereço válido aa VALINOR;
(b) envio de mensagem por correio eletrônico a qualquer dos endereços fornecidos pelo Usuário;
(c) comunicação telefônica ao número fornecido pelo Usuário;
(d) mediante mensagens surgidas nos Serviços prestados por VALINOR;

Neste
sentido, todas as Notificações que VALINOR realizar serão consideradas
válidas quando efetuadas empregando os dados e através dos meios
anteriormente destacados. Para este efeitos, o Usuario declara que
todos os dados fornecidos são válidos e corretos, comprometendo-se a
comunicar aa VALINOR todas as mudanças relativas ao dados de
notificação.

9. RETIRADA E SUSPENSÃO DOS SERVIÇOS

VALINOR
se reserva o direito de recusar ou retirar o acesso aa Valinor e
Associados e/ou aos Serviços, a qualquer momento e sem necessidade de
prévio aviso, por iniciativa própria ou por exigência de um terceiro,
àqueles Usuários que descumprirem este Aviso Legal.

10. DURAÇÃO E FINALIZAÇÃO

A
prestação do serviço da Valinor e Associados e dos demais Serviços tem
uma duração indefinida. VALINOR, no entanto, está facultada a dar por
terminada, suspender ou interromper unilateralmente, a qualquer momento
e sem necessidade de prévio aviso, a prestação do serviço da Valinor e
Associados e/ou de qualquer dos Serviços, sem prejuízo do que se haja
disposto a respeito no correspondente Aviso Legal.

11. LEI APLICÁVEL

Este Aviso Legal é regido pelas leis brasileiras.

Para qualquer sugestão ou proposta de colaboração, escreve ao endereço [email protected]

 

Polí­tica de Privacidade

Política de Proteção de Dados Pessoais

Mediante
este aviso, Valinor, (doravante denominada "VALINOR") informa aos
Usuário e/ou Assinantes e/ou assinantes dos distintos Serviços de
Internet de sua propriedade (doravante os "Usuário e/ou Assinantes"
e/ou "Assinantes" e os "Serviços") sua política de proteção de dados de
caráter pessoal (doravante "Dados Pessoais") para que os Usuários e/ou
Assinantes determinem livre e voluntariamente se desejam fornecer a
VALINOR seus Dados Pessoais, os quais são requeridos na contratação ou
cancelamento de determinados serviços oferecidos na Valinor e
Associados ou através dele. VALINOR reserva-se o direito a modificar a
presente política para adaptá-la a alterações legislativas ou
jurisprudenciais, ou aquelas relativas às práticas comerciais. Em
qualquer caso, a VALINOR publicará na Valinor e Associados, por meio
desta página, as mudanças introduzidas com uma antecedência razoável à
sua colocação em prática.

Certos serviços prestados na Valinor e
Associados podem conter condições particulares específicas em relação à
proteção de Dados Pessoais. Os Dados Pessoais recolhidos pela VALINOR
serão objeto de tratamento automatizado, sendo incorporados aos
correspondentes registros eletrônicos de dados pessoais (doravante, o
"Registro"), dos quais a VALINOR será titular e responsável. VALINOR
proporcionará aos Usuários e/ou Assinantes os recursos técnicos
adequados para que estes possam, com caráter prévio, aquiescer com esta
Política de Proteção de Dados ou com qualquer outra informação
relevante antes de prestarem seu consentimento sobre o armazenamento
dos respectivos Dados Pessoais. Salvo nos campos em que se indique o
contrário, as respostas às perguntas sobre Dados Pessoais são
voluntárias, sem que sua falta implique em diminuição da qualidade ou
quantidade dos serviços correspondentes, ao menos que se indique outra
coisa.

O Usuário e/ou Assinante garante que os Dados Pessoais
fornecidos a VALINOR são verdadeiros, bem como que comunicará a VALINOR
qualquer modificação nos mesmos.

O Registro e a utilização
eletrônica dos Dados Pessoais pela VALINOR têm como finalidade o
estabelecimento de vínculo contratual ou, se for o caso, a gestão,
administração, prestação, ampliação e melhoramento dos Serviços aos
Usuários e/ou Assinantes, bem como a adequação dos serviços às
preferências e gostos dos Usuários e/ou Assinantes, a criação de novos
serviços relacionados a estes serviços, o envio de atualizações dos
serviços, o envio, por meios tradicionais e/ou eletrônicos, de
informações técnicas, operacionais e comerciais relativas a produtos e
serviços oferecidos na Valinor e Associados (ou através dele) e por
terceiros, atualmente existentes ou a serem criados no futuro. A
finalidade do Registro e do tratamento eletrônico dos Dados Pessoais
inclui, igualmente, o envio de formulários de pesquisas, os quais o
Usuário e/ou Assinante não fica obrigado a responder.

Para
correta observância da legislação brasileira, a VALINOR se compromete a
corrigir prontamente quaisquer alterações relativas aos Dados Pessoais
do Usuário e/ou Assinante. Para tanto, o Usuário e/ou Assinante deverá
informar à VALINOR toda mudança nos respectivos dados.

Não
obstante o descrito acima, havendo solicitação formal, por qualquer
Autoridade Pública, devidamente fundamentada, o Usuário e/ou Assinante
autoriza expressamente o VALINOR a encaminhar os dados cadastrais
solicitados, independente de notificação prévia ao Usuário e/ou
Assinante.

VALINOR pode utilizar "cookies" quando um Usuário
e/ou Assinante tem acesso às páginas e sites da Valinor e Associados.
Os "cookies" que podem ser utilizados nos sites e páginas web da
Valinor e Associados associam-se unicamente com o navegador de um
determinado computador, não proporcionando referências que permitam
deduzir o nome e sobrenomes do Usuário e/ou Assinante. Em razão dos
"cookies", é possível que VALINOR reconheça os Usuário e/ou Assinantes
que tenham se registrado em uma utilização anterior das Páginas, o que
permite que não tenham que se registrar a cada nova visita. O Usuário
e/ou Assinante tem a possibilidade de configurar seu navegador para ser
avisado, na tela do computador, sobre a recepção dos "cookies" e para
impedir a sua instalação no disco rígido. As informações pertinentes a
esta configuração estão disponíveis em instruções e manuais do próprio
navegador. Para utilizar a Valinor e Associados, não é necessário que o
Usuário e/ou Assinante permita a recepção de "cookies" enviados por
VALINOR nos Serviços em que não há necessidade de o Usuário e/ou
Assinante inserir login e senha, sem prejuízo de que, em tal caso, será
necessário que o Usuário e/ou Assinante se registre a cada vez que
acessar um Serviço que requeira registro prévio. Os "cookies" que são
utilizados nos sites e páginas web da Valinor e Associados podem ser
instalados por VALINOR, os quais são originados dos distintos
servidores operados por esta, ou a partir dos servidores de terceiros
que prestam serviços e instalam "cookies" por VALINOR (como, por
exemplo, os cookies que são empregados para prover serviços de
publicidade ou certos conteúdos através dos quais o Usuário e/ou
Assinante visualizada a publicidade ou conteúdos em tempo, número de
vezes e forma pré-determinados). Sempre que a opção que impeça a
instalação dos "cookies" não tenha sido ativada, o Usuário e/ou
Assinante poderá pesquisar o disco rígido de seu computador conforme as
instruções do próprio navegador.

 

A verdadeira história de Ereinion Gil-galad

A história de Gil-galad foi traçada por Christopher Tolkien em The
Peoples of Middle-earth, o décimo-segundo livro da série The History of
Middle-earth. Essa história complexa pode ser resumida da seguinte
forma: no princípio (cerca de 1937) ele era um descendente de Fëanor,
tornando-se depois filho de Finrod Felagund. Ele permaneceu nessa
posição durante muito tempo, provavelmente até 1949-1950, quando O
Senhor dos Anéis foi completado. Nessa época, Galadriel era sua irmã, e
portanto também filha de Felagund. Contudo, nos Anais Cinzentos de 1951
(texto que deu origem a grande parte de O Silmarillion como o
conhecemos), surgiu a história de que Finrod não tinha esposa, e
durante algum tempo Fingon se tornou o pai de Gil-galad, que recebeu o
“nome verdadeiro” de Findor.
 
 
 
Mas Tolkien ainda não estava satisfeito com essa
versão. Ele então desenvolveu a idéia (por volta de 1960) de que
Orodreth não era irmão de Finrod Felagund, mas seu sobrinho, filho de
Angrod. O nome de Orodreth foi então mudado para Rodothir, que teve um
filho chamado Rodnor – o futuro Gil-galad. Por volta de 1968, Tolkien
reafirmou essa genealogia, embora mudando o “nome verdadeiro” de
Gil-galad para Ereinion, “rebento do reis”. Christopher explica que não
era possível introduzir essa genealogia em O Silmarillion porque as
narrativas nunca foram modificadas para abrigá-la. Mesmo assim, ele
considera que teria sido melhor deixar a ascendência de Gil-galad
obscura em vista desses fatos.

Uma festa muito esperada como você nunca viu

Quando se sentou para escrever o primeiro capítulo de sua “nova
história sobre hobbits”, insistentemente pedida por seu editor Stanley
Unwin e pelos fãs de O Hobbit, Tolkien provavelmente não imaginava as
proporções épicas que o livro iria tomar. E tanto é assim que a
primeira versão do capítulo “Uma festa muito esperada” difere
radicalmente da que conhecemos, apesar de algumas frases terem sido
mantidas.
 
 
 
Para começar, a festa de Bilbo comemora seu
septuagésimo aniversário – e não o “onzentésimo”. Ao invés de ser
famoso em todo o Condado por sua viagem, sua riqueza e suas
excentricidades, Bilbo tem uma reputação apenas mediana. Mas o mais
surpreendente é o que acontece no momento do “desaparecimento”. Bilbo
diz que está indo embora porque vai se casar, e enquanto seus parentes
estão atônitos ele calmamente coloca o Anel e some, sem as explosões de
Gandalf. Depois da cena, Tolkien explica aos leitores que na verdade
nosso hobbit tinha ficado sem dinheiro nenhum, e ia em busca de mais
ouro, além de ter voltado a sonhar com aventuras como antigamente. Ele
falara em casar graças a um costume hobbit, no qual o noivo e a noiva
“fugiam” juntos e desapareciam por uns tempos. Assim, pensou Bilbo,
ninguém ia ficar procurando por ele por um bom tempo.

Claro que Tolkien nunca conseguiu completar essa primeira versão, mas a
idéia era que o casamento de Bilbo iria introduzir seu filho, Bingo, o
verdadeiro herói da história, e que depois iria se transformar em
Frodo. Bizarro…

Terá sido a Guerra do Anel uma luta por liberdade religiosa?

À primeira vista os motivos para a Guerra do Anel e para a resistência
dos Povos Livres ao Senhor do Escuro parecem bem claros: o desejo de
preservar a liberdade política e a integridade física da tirania e
violência do Senhor do Escuro. Contudo, Tolkien aponta como causa
principal da resistência algo muito pouco evidente: a luta por
liberdade religiosa.
 
 
 

Num comentário escrito pelo
Professor sobre uma resenha de O Retorno do Rei de 1956, ele explica da
seguinte forma a causa do conflito na narrativa: “Em O Senhor dos
Anéis, o conflito não é basicamente sobre a ‘liberdade’, embora isso
esteja naturalmente envolvido. É sobre Deus, e seu direito exclusivo à
honra divina. Os Eldar e os numenoreanos acreditavam no Único, o
Verdadeiro Deus, e consideravam a adoração de qualquer outra pessoa uma
abominação. Sauron desejava ser um Deus-Rei, e era considerado assim
por seus servos; se tivesse sido vitorioso, ele exigiria honra divina
de todas as criaturas racionais e poder temporal absoluto sobre o mundo
todo”.

Por incrível que pareça, sob esse
ponto de vista a Guerra do Anel toma os contornos de uma verdadeira
guerra santa, e a luta contra Sauron se transforma numa rebeldia contra
a pior das escravid̵es Рa espiritual.

Gondor e seus egí­pcios

Os paralelos entre os povos e culturas do universo
tolkieniano e os do “mundo real” são sempre um dos temas preferidos dos
fãs do Professor. E é muito legal conhecer as idéias do próprio Tolkien
sobre esse assunto quando ele comenta, numa carta de 1958 à fã Rhona
Beare, sobre as semelhanças entre os homens de Gondor e alguns povos
antigos:

 

 

“Os numenoreanos de Gondor”, diz o Professor, “eram
altivos, peculiares e arcaicos, e são melhor representados em termos
(digamos) egípcios. Eles se pareciam com “egípcios” em muitas coisas –
o amor pelo gigantesco e pelo massivo, e a capacidade para construí-lo.
E também em seu grande interesse por ancestralidade e túmulos. (Mas
não, é claro, em teologia, a respeito da qual eles eram hebraicos, ou
ainda mais puritanos). Imagino que a coroa de Gondor, o reino do Sul,
era muito alta, como a do Egito, com asas colocadas não exatamente
juntas mas com um certo ângulo”
. Seguindo esse comentário, Tolkien
desenhou na carta uma coroa praticamente idêntica às usadas pelos
antigos faraós, com as afamadas asas de pássaros marinhos nas laterais.

 

Pois
bem, o Egito e Israel são influências, como já vimos. Em outras cartas,
Tolkien amplia esse leque incluindo o Império Bizantino e o Sacro
Império Romano: “O progresso da história [em O Senhor dos Anéis] termina com algo que se parece muito com o reestabelecimento de um
Sacro Império Romano com sua sede em Roma”.

Descubra os Sete Nomes de Gondolin!

As breves menções em O Silmarillion que atribuem a
Gondolin o título de “Cidade dos Sete Nomes” costumam deixar os
leitores curiosos a respeito das denominações da cidade de Turgon. O
único lugar em que esses nomes são citados é a narrativa “A Queda de
Gondolin”, publicada em The Book of Lost Tales II. Vale a pena conferir
o trecho:

 

 
“Então disse Tuor: ‘Quais são esses nomes?’. E o líder da Guarda
respondeu: ‘É dito e é cantado: Gondobar sou chamada e Gondothlimbar,
Cidade de Pedra e Cidade dos que Habitam na Pedra; Gondolin, a Pedra da
Canção, e Gwarestrin sou nomeada, a Torre de Guarda, Gar Thurion ou o
Lugar Secreto, pois estou oculta dos olhos de Melko; mas aqueles que me
amam mais grandemente chamam-me Loth, pois como uma flor eu sou, e
mesmo Lothengriol, a flor que desabrocha na planície'”.

É preciso ter em mente, porém, que esses nomes foram criados por
Tolkien em torno de 1915-16, o que faz com que eles não sejam
compatíveis com o sindarin “maduro”. Mesmo assim, eles ajudam a ter uma
idéia do papel fundamental que Gondolin desempenhou desde sempre na
imaginação tolkieniana.

Tudo sobre J. R. R. Tolkien, o Senhor dos Anéis e O Hobbit