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Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por Marcio Scheibler, 17 Jul 2009.

  1. Marcio Scheibler

    Marcio Scheibler Usuário

    Trecho do meu livro CICATRIZES DE UM SEGREDO (Editora ZUM, 162 páginas, R$ 14,90):

    "Eram onze horas quando Martim acordou. Estava no banheiro, quando seu celular tocou. Era Medeiros.
    - Bom dia, Martim! Como passou a noite?
    - Bom dia! Acordei agora. Demorei a pegar no sono.
    - Podemos ir até a universidade hoje à tarde?
    - Sim. Pode ser às quatorze horas?
    - Ótimo. Encontro você lá.
    Medeiros sentiu uma grande vontade de ligar para Silvana e trocar o jantar de terça-feira por um almoço no domingo, mas preferiu esquecer esta idéia. Que desculpa ele daria caso ela quisesse prolongar o encontro? Mesmo estando interessado na companhia dela, o que o trazia a Novo Jardim era o trabalho, e tudo tinha seu tempo.
    No horário marcado Martim e Medeiros chegaram simultaneamente em frente à universidade. Trocaram um aperto de mão.
    - Boa tarde, Nélson. Tudo bem por aqui? – perguntou Martim ao vigia.
    - Tudo bem. Nada de anormal.
    Enquanto abria a porta principal, o reitor indagou ao detetive se ele queria ir direto à sala do cofre. Medeiros respondeu que sim. O detetive andava devagar, observando cada canto à procura de pistas. Sua memória era fotográfica. Se um vaso de flores estava dez centímetros mais para o lado do que a última vez que o viu, ele reparava. Seguiram até o auditório. Dessa vez o quadro estava no lugar. Quando Martim abriu a primeira porta, Medeiros instantaneamente agachou-se diante de um ponto vermelho no chão.
    - Pincel atômico. Essa marca não estava aqui ontem.
    Martim não ousou duvidar da memória do detetive. Seguiram escada abaixo com cuidado. Abriram a segunda porta e acenderam as luzes. No lado esquerdo da sala havia uma folha de jornal. Medeiros juntou-a e aproximou-se da luz. Havia uma matéria de duas páginas sobre traição. No meio do texto, a palavra ”esmeralda” estava circulada.
    - Pincel atômico vermelho novamente – comentou o detetive. O ladrão deve ter deixado cair a caneta lá em cima ou fez aquele ponto propositadamente.
    - Eu ficarei maluco com tudo isso. Primeiro aquele desenho a lápis no chão, depois a lâmpada quebrada e o sangue na parede e agora essa folha de jornal. O que isso quer dizer?
    - Essas pistas começam a fazer sentido. Raciocina comigo. O rubi e a esmeralda estão claros aqui. Este está circulado no jornal e aquele desenhado na parede. A letra “C” desenhada a lápis no chão representa o diamante.
    - Como assim?
    - “C” é o símbolo do carbono. Tanto o diamante quanto o grafite são compostos de carbono. O ladrão só não deixou uma pista referente às pérolas ainda. Ele vai voltar.
    - Meu Deus!
    - Acalme-se. Traga-me a mesa que está atrás da porta.
    - O reitor fechou a porta e trouxe a mesa até o centro da sala. Medeiros estava imóvel, olhando fixamente para a porta.
    - O que houve? – questionou Martim
    - Veja aquilo.
    Escrito a giz, atrás da porta, havia a inscrição:

    APENAS REPAREI UMA INJUSTIÇA"
     
  2. Marcio Scheibler

    Marcio Scheibler Usuário

    RE: CICATRIZES DE UM SEGREDO

    Gostaria de conhecer a opinião de todos sobre o trecho...
     
  3. Maycon Aguiar

    Maycon Aguiar Usuário

    RE: [Livro] Trecho de CICATRIZES DE UM SEGREDO

    Sabe, achei ótimo. Instigou-me a ler.
    O peço também é favorável: um bom livro,
    a um custo baixo. Parabéns.:tchauzim:
     
  4. Marcio Scheibler

    Marcio Scheibler Usuário

    RE: [Livro] Trecho de CICATRIZES DE UM SEGREDO

    Valeu Maycon...
     
  5. Marcio Scheibler

    Marcio Scheibler Usuário

    Medeiros olhou para o relógio e concordou. Entraram na casa e ela pediu para que ele se acomodasse na sala, enquanto ela ia ao banheiro. O detetive leu uma revista enquanto Silvana não voltava.
    Passaram-se três minutos quando ela voltou. Medeiros não acreditava no que via. Silvana apareceu apenas de calcinha e camisola semitransparente.
    - Quer beber alguma coisa? – perguntou ela.
    - Não, obrigado. Já bebi o bastante por hoje.
    Silvana serviu-se com uísque e sentou-se ao lado dele. O perfume dela estava cada vez mais inebriante. Medeiros não sabia se as intenções dela eram as mesmas que as suas.
    - Sabia que você fica mais lindo quando está assustado?
    - Não estou assustado.
    - Relaxe – disse ela acariciando o rosto do detetive. Sei que está nervoso, pois estou vestida dessa maneira.
    Nesse ponto Medeiros teve que concordar. Seus olhos revezavam-se entre o rosto e o decote da camisola de Silvana. Ela percebeu e provocava molhando os dedos na bebida e passando logo acima dos seios. O detetive não resistiu. Aproximou-se e encarou-a esperando uma reação. Ela mordeu o lábio inferior. Foi o sinal para que ele a beijasse. Silvana levantou-se, pegou na mão do detetive e conduziu-o ao seu quarto.
    - Meu único medo é de ficar arrependido – disse ele.
    - Não irá se arrepender.
    Ela deixou a camisola cair. Medeiros acariciava seus seios enquanto contemplava todo o corpo. Ele despiu-se e jogou-a na cama. Transaram loucamente.
     
  6. Marcio Scheibler

    Marcio Scheibler Usuário

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