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Você já viu o vento?

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por imported_Ariane, 1 Jun 2009.

  1. imported_Ariane

    imported_Ariane Usuário

    [align=justify]Chegando ao Brasil de avião eu me deparei com uma imagem nova, intrigante... eu vi o vento, ele batia na quina da asa e voava por cima dela, e com a luz do sol refletida eu o enxerguei.
    Assim como todos, eu sei que o vento não se vê. O vento se sente, se escuta e até se cheira... Ele é transparente; invisível. Mas eu vi o vento. E naquele momento eu pensei em todas as coisas que eu sinto e não vejo, todas aquelas que fazem tanta diferença em minha vida quanto o vento, porém são intocáveis; inexplicáveis... E o mais importante, tão reais quanto o vento.
    Pensei nos momentos abatidos da vida, momentos de depressão, momentos esses no qual a alma vai sendo atingida por muitas dúvidas e angústias, que deixam o coração entristecido e o olhar fosco. Problemas que nós mesmos desenvolvemos, que atacavam-nos misteriosamente. Não sabemos de onde vêm, para onde vão, a única coisa que sabemos é que eles nos destroem como um furação destrói uma casa de concreto. A comparação foi inevitável. Esses períodos da vida são furacões, que não vemos, só sentimos. E derrubam os alicerces do nosso ser, com a violência de uma natureza que tem o que dizer, que precisa ser ouvida, sentida, tocada e vista...
    E quantas não são as vezes em que nos deixamos descarrilar por ódio, paixão ou dor? E quantas não são as vezes em que não lutamos contra esses sentimentos com o argumento de não vê-los? Eles nos destroem, nos derrubam, nos sufocam, nos deixam sem abrigo, sem futuro; sem esperança. É como nos sentimos nesses instantes.
    Somos covardes demais para nos desligarmos do nosso passado fantasma, que nos perseguem e assutam. E nós o deixamos quebrar nossas paredes. Sim, porque somos nós que não nos protegemos contra a força destrutiva dos ventos da vida, somos nós que recusamo-nos a construir uma moradia mais forte para alma. Nós os deixamos varrer nossa dignidade, amor próprio e motivação...
    Naquele segundo eu quis chorar lágrimas transparentes, mas verdadeiras e presentes. Porque ali, sobre as nuvens eu tive a resposta que os deuses me prometeram, eu vi o que não se pode ver; e ele me deu a certeza de que a invisibilidade de um sentimento não diminui o perigo que ele representa e que assim como os tornados, arrasta, machuca e desabriga; mas também pode acariciar e tornar ainda mais agradáveis as noites de verão. Porque bem e mal andam de mãos dadas em uma só criatura para o equilíbrio das vidas e é preciso saber lidar com eles para reerguer as paredes destruídas... É... eu compreendi que eu deveria refazer os meus alicerces, porque o vento que me jogou no chão mostrava-me sua face pela primeira vez em sinal de ajuda. Eu me levantei e segui em frente, pois eu enxerguei o impossível... E você? Você já viu o vento? [/align]
     

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