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Visconde de Taunay

Tópico em 'Autores Nacionais' iniciado por Katrina, 12 Jul 2010.

  1. Katrina

    Katrina Usuário

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    Alfredo D’Escragnolle Taunay, ou Visconde de Taunay, nasceu no Rio de Janeiro em 22 de Fevereiro de 1843. Estudou Humanidades no Colégio Pedro II, e em 1859 matriculou-se na Escola Militar, onde se diplomou em Ciências Físicas e Matemáticas. Foi engenheiro do Exército, tenente do Imperial Corpo de Engenheiros, participando da Guerra do Paraguai e da expedição do Mato Grosso. Largou a vida militar ainda no posto de major para se dedicar à política e às letras. Dedicou-se às artes, ao jornalismo e à crítica. Mesmo com a influência francesa de seus pais, soube ser um escritor brasileiro. Seu primeiro romance foi ‘A Mocidade de Trajano’ (1871), publicado sob o pseudônimo de Sílvio Dinarte, um dos muitos que usaria durante sua vida literária, outros são: Anapurus, André Vidal, Carmotaigne, Eugênio De Melo, Flávio Elísio, Heitor Malheiros, Múcio Escoevola e Sebastião Corte Real. No mesmo ano, publica em francês suas impressões sobre um episódio decisivo da Guerra do Paraguai, ’A Retirada da Laguna’, e em 1872 publica sua obra-prima: ‘Inocência’. Foi senador por Santa Catarina e presidente da Província de Santa Catarina e Paraná. Afastou-se da política como senador em 1889, por fidelidade à monarquia.

    Crítico das influências da literatura francesa, Taunay buscava promover a arte brasileira no exterior. No dia 21 de agosto de 1883 propõe à câmara dos deputados a autorização de uma soma para a realização de uma sinfonia por Leopoldo Miguez em Paris, nos Concerts-Collone. Anteriormente fora responsável pela promoção de Carlos Gomes no exterior.

    Taunay foi um autor prolífico, produzindo ficção, sociologia, música (compondo e tocando) e história. Na ficção, a obra Inocência é considerada pelos críticos como seu melhor livro. Faleceu diabético no dia 25 de janeiro de 1899.

    Foi oficial da Imperial Ordem da Rosa e cavaleiro das imperiais ordens de São Bento de Avis e de Cristo.

    Foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, criou a Cadeira n.° 13, que tem como patrono Francisco Otaviano.

    Bibliografia:
    Fontes:
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    Dele só li a sua obra mais famosa (Inocência) e sinto vergonha de dizer que nem sequer tinha ouvido falar de suas outras obras. Inclusive A Retirada da Laguna foi uma que muito me interessou e da qual irei atrás.

    Inocência

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    Umas das coisas que mais gostei quando li o livro, foi o fato dele se passar no sertão do Mato Grosso (minha terra natal). A professora foi esperta em indicar esta obra, a obra cativou os alunos que gostavam de fatos históricos. A temática é a clássica dos romances da período do Romantismo, para o qual alguns torcem o nariz, mas que eu adoro.
     
  2. Lucas_Deschain

    Lucas_Deschain Biblionauta

    Se já tinha vontade de ler antes...agora então fiquei com mais vontade ainda. Parece se assemelhar bastante com a proposta de algumas obras do José de Alencar.
     
  3. Katrina

    Katrina Usuário

    Sim, o forte do José de Alencar são os romances indianistas. Parece-me que para Taunay o forte é a vida do sertanejo, até pelo fato dele ter passado boa parte de sua vida aqui pelos sertões do Centro-oeste.

    Prólogo do livro A Retirada da Laguna:

    Me interessei muito pelo livro, o qual inclusive está disponível no Portal Domínio Público:
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    Um prato cheio para os apreciadores de fatos históricos.
     
  4. Lucas_Deschain

    Lucas_Deschain Biblionauta

    [align=justify]Legal, vou conferir sim, pode deixar. O engraçado também é que José de Alencar tem um livro que se chama O Sertanejo, que explora a vida (pelo menos na concepção dele) do sertanejo, dando contornos épicos para seus feitos mais cotidianos e banais. Parecia que estava se construindo uma espécie de brasilidade que precisava, através da Literatura, por exemplo, resgatar e trazer ao conhecimento das pessoas, dos leitores ao menos, outros "tipos" brasileiros, como os índios, sertanejos, gaúchos (José de Alencar tem um livro chamado O Gaúcho também, XD). É como se eles estivessem fazendo um balanço sobre a população brasileira.[/align]
     

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