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Discussão Violência em Jogos vs. outras mídias

Tópico em 'Jogos Eletrônicos' iniciado por Anna Cwen, 31 Out 2007.

  1. Anna Cwen

    Anna Cwen Ourificada

    postei apenas um pedaço, leia a matéria inteira em

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    achei a questao complicada, e queria a opinião de vcs.
     
  2. [F*U*S*A*|KåMµ§]

    [F*U*S*A*|KåMµ§] Who will define me?

    Re: [Discussão]Violência em Jogos vs. outras mídias

    A eterna polêmica dos jogos violentos.

    Acho que só com o tempo mesmo. Mais umas 2 gerações de pessoas, cabeça menos preconceituosa.

    Acho que grande parte desse tipo de diferenciação de games para as outras mídias é a associação quase que imediata que 99% da população faz de "games" com "crianças" ou "brinquedo infantil".
    Diferente de filmes que todo mundo entende e sabe que existem certos filmes que requerem maiores cuidados a expor pra crianças muito novas.

    Dá até pra traçar paralelo com a visão que existe tb para desenhos e animações aqui pro ocidente.

    Até quando entenderem que games tb podem ser divididos em setores e para os mais variados tipos de pessoas com as mais variadas idades, isso vai continuar o mesmo.
     
  3. Anna Cwen

    Anna Cwen Ourificada

    Re: [Discussão]Violência em Jogos vs. outras mídias

    não sei se é apenas essa coisa, embora a associação com crianças não ajude mto mesmo.

    acho que o fato de ser mais interativo também tem sua parcela de influência. porque, no final das contas, fica aquela impressão de que "foi você quem fez aquelas coisas". pode parecer idiota, mas acho que várias pessoas se "assustam" com isso
     
  4. Shazan

    Shazan siscapuliu

    Re: [Discussão] Violência em Jogos vs. outras mídias

    É um preconceito, semelhante ao dos jogos de RPG. Um entre incontáveis jogadores de RPG fazem alguma besteira e "culpam" justamente o jogo de RPG quando esta ocorre. Quando algum ex-jogador de First Person Shooting assassina os colegas na escola, a culpa também é evidentemente do jogo. Counter-strike, por sua popularidade já foi levantado como uma das principais causas de vários crimes mundo afora. Coitada da Valve, produtora do jogo, já que ele é até fichinha e pouco realista perto de outros jogos de sucesso considerável, mas não tão pops quanto Counter-Strike.

    Não afirmo que jogos sejam absolutamente ISENTOS de culpa, até porque a psique individual evidentemente pode torna alguns seres humanos mais suscetíveis a mensagens de influência direta e indireta que outros, mas veículos especializados e de "target" jovem têm debatido o tema até com certa repetição ultimamente. Isso, mais recentemente por conta de duas coisas: Rockstar (que fez GTA e MANHUNT) e Jack Thompson (o principal inimigo dos videogames e da Rockstar que fez de TUDO para que MANHUNT 2 não fosse lançado... e tudo o que conseguiu foi aumentar a espera do jogo)


    Vou tomar a liberdade de procurar periódicos que tenho aqui: uma reportagem da revista EGM e uma reportagem de capa do tablóide Folha Teen (com um quadro de informações fornecidas por mim, uhu)

    Sem querer fazer propaganda, o post mais recente do meu blog também aponta uma RARA defesa de um veículo de massa aos videogames. Defesa que foi feita pela SUPER INTERESSANTE, uma das revistas de maior tiragem no país. Eles combatem, inclusive, a imagem de "formador de pessoas violentas" dos videogames. Eu até achei estranho quando vi, mas fiquei feliz quando terminei de ler.

    Achei a revista aqui... é a EGM BRASIL nº 67, curiosamente com uma capa de GEARS OF WAR, um dos jogos mais violentos dos últimos tempos, para X-box 360 e em breve PC. A reportagem chama "Videogames, Violência e Agressividade: Teoria e Prática" e apesar de algumas falhas foi cuidadosa e criativa em, entre outras coisas, colocar as integrantes brasileiras do time "LadieS" de Counter-Strike pra dar tiros na vida real. Um pouco fútil, mas elas são máquinas no jogo (vice-campeãs mundiais) e não tiveram uma pontaria muito boa na vida real.

    Também nessa reportagem levantaram que Dr. Cheryl Olson, professor conceituado da escola de medicina de Harvard disse, quando foi entrevistado"Se os games prejudicassem as crianças, nós perceberíamos isso"

    Quando a reportagem entrou na interessante questão das reais medições científicas da provável alteração do nível de agressividade do jogador, tudo começou mal. Essas pesquisas não são levadas a sério, em primeiro lugar. Os jogos que usam são antiquados e incompatíveis com a realidade. Pra se ter uma idéia compararam dados obtidos dos jogos WOLFENSTEIN 3D (jogo do início dos anos 90) e MYST (puzzle de aventuras que já está na QUINTA edição) os pesquisadores não têm "know-how" da coisa. Aliás, só a disparidade entre os gêneros dos jogos já levanta dúvidas sobre quaisquer dados que sejam levantados. A revista aponta para o que seria mais justo: estudar dois jogos do mesmo gênero, um mais violento e o outro menos violento.

    Agora a coisa mais importante: eles colocaram voluntários para jogar por QUINZE MINUTOS cada jogo. Bá, vamos parar por aqui. Com alguém pode querer prever o comportamento de alguém nos próximos 10 anos, com 30 minutos de observação?

    Ainda conforme a reportagem, outro especialista, Dr. Dimitri Williams publicou um estudo
    de longo prazo, onde ele observou jogadores do MMORPG ASHERON'S CALL por mais de 56 horas em um período de um mês. Resultado? Não encontrou evidência de aumento de agressividade, nem atitudes agressivas.

    Agora a mais interessante: Patrick Markey, professor de psicologia da Universidade de Villanova, decidiu adotar um estudo com jogos recentes como DOOM 3 e PROJECT GOTHAM RACING, em 167 estudantes. As pessoas que tinham preenchido questionários refletindo personalidade equilibrada tornaram-se menos agressivas DEPOIS de jogar um jogo violento. Aquelas que tinham uma disposião mais agressiva foram mais suscetíveis a essas emoções intensas. Mas isso não significa que os jogos causem agressividade, a história é outra. A pesquisa mostra que existe um efeito dos jogos violentos na agressividade, mas enquanto se joga. É o mesmo efeito causado por uma partida de truco ou uma tensa partida de futebol, onde há competição.

    O conselho britânico de classificação de filmes (BBFC) conduziu uma pesquisa que apontou que "a violência virtual ajuda as pessoas a aliviar as pessões da vida. Os games parecem ter noção do que é um game e do que é vida real"

    Além do mais na prática, apenas 12% dos jogos vendidos no mundo em 2005 eram violentos o suficiente para receber o selo de "recomendado para adultos", ao passo que os crimes cometidos por adolescentes vêm caindo vertiginosamente no mundo. O número de suicidas com menos de 17 anos caiu 65% entre 1993 e 2004.

    ---

    Enfim, eu ia falar da reportagem da folha teen, mas descobri que minha empregada jogou o jornal que estava alocado em minha bancada fora. Era outro jornal que estava aqui. Bem, não vai ser por causa dos videogames que eu vou ser violento com ela dessa vez. Pelo menos não diretamente.
     
    Última edição: 1 Nov 2007
  5. Canslli

    Canslli Usuário

    Re: [Discussão] Violência em Jogos vs. outras mídias

    Isso pra mim resume tudo.
    Eu fico muito irritado quando alguma coisa não está dando certo em algum jogo. Você tenta e tenta e tenta e não sai do mesmo lugar. Ai o sangue sobe. :smile:

    Mas é só na hora. Você realmente fica irritado porque é uma competição (contra o PC ou contra outro gamer) e isso é normal em qualquer competição de qualquer modalidade no mundo. Todo mundo que me conhece sabe que eu sou uma pessoa tranqüila. Eu só fico nervoso na hora. Desligou o video game, acabou o stress. :dente:

    O problema nesse caso, como já disseram aqui, são alguma pessoas desiquilibradas que por acaso tiveram como base um jogo pra realizar alguma ação violenta na realidade. Pra uma pessoa assim, um livro com conteúdo violento pode muito bem causar a mesma reação.

    Eu não ouço ninguém falar mal de livros violentos por ai.
     
  6. Shazan

    Shazan siscapuliu

    Re: [Discussão] Violência em Jogos vs. outras mídias

    Videogame pra mim é principalmente relaxante, uma forma de canalizar minha raiva e focar em um "oponente" ou mesmo inimigo virtual. Não dispenso uma boa dose de PvP online para dar aquele "up" com a sensação de vitória depois de uma semana de trabalho. E meu humor define bastante o jogo que quero jogar. Quando estou bem "down" ou "zen" geralmente parto pra um jogo de estratégia ou RPG, pra passar o tempo e literalmente me estressar com quebra-cabeças ou derrotas consecutivas.

    Acho que é bem por aí... mexe sim com seu estado de espírito mas tanto quanto ou até mais que no RPG e nos filmes é possível saber o que é e o que não é real. Filmes e games nasceram do mesmo pressuposto de obras fictícias, ainda que baseadas em fatos reais. São relativamente recentes os documentários no formato de longa em grandes salas de cinema e mal existem jogos que retratam a realidade e que são de fácil acesso ás massas. Talvez o exemplo mais plausível que tenhamos seja SECOND-LIFE, que veio com a relativamente nova onda dos MMORPGS, que mal existia antes do ano 2000 e crescente desenvolvimento da internet.
     
  7. Erunamo

    Erunamo Baluarte da Nostalgia

    Re: [Discussão] Violência em Jogos vs. outras mídias

    Acho que os posts do Cansli, Shazan e Kamus já resumem tudo oq tem pra ser dito sobre o assunto...


    Mas só pra reiterar (e consolidar) os pontos abordados:


    O preconceito ainda é de longe o maior responsável pela má fama dos videogames, principalmente por parte dos mais velhos, que não conseguem compreende-lo (entre muitas outras coisas) e preferem criticá-lo (meu pai, por exemplo, diz que videogames deixam as pessoas dementes (e eu incluso, é claro :feliz:))... Esse problema tende a se resolver a medida que essa geração dos 60+ for batendo as botas (por sinal já vão tarde), mas o problema não se resolve aí, pois além da implicância gratuita, existe também o desconhecimento sobre o assunto... as pessoas tendem a incriminar os videogames por diversos problemas sociais/comportamentais que já acontecem desde muito antes dos mesmos existirem, mas é muito mais fácil achar um culpado e crucifica-lo dq resolver o cerne da questão... é muito mais fácil dizer que o menino mimado ficou violento jogando dq assumir a culpa de uma má criação, por exemplo...


    Essa matéria aí que a Ana postou eu nem considero... Aliás não levo em conta a opinião da mídia não especializada pra bosta nenhuma... É tudo opinião embasada em nada e não tem credibilidade alguma... Desisti totalmente dela na época da “febre de SDA”... era tanta matéria completamente ignorante do assunto que parei pra pensar “se esses jornalista imbecis nem sequer se dão ao trabalho de ler um livro pra escrever uma matéria sobre o mesmo, oq dirá opinar sobre questões mais relevantes”...:think: isso pq no caso de SDA eu consegui perceber os furos, por ser fã... imagina quantas outras coisas ditas pela mídia não são igualmente equivocadas e nós, por ignorância no assunto, assumimos como verdadeiras... é no mínimo alarmante...


    Mas respondendo ao questionamento do tópico sobre os supostos males causados pelos jogos, minha opinião é a seguinte: Todo ser humano é exposto diariamente a todo tipo de influência externa do mundo... Se essa influência irá resultar em atos, dependerá exclusivamente da pessoa... Seria como ter uma espada que tem o poder de curar ou matar... mas na verdade a espada sozinha não faz nada, cabe ao portador da mesma escolher como usá-la...;-)


    Claro que existem variados tipos de influências; umas “positivas” e outras “negativas”, mas no fundo cabe a habilidade (ou inabilidade) pessoal de filtrá-las... No caso de crianças, precisa haver um cuidado especial, pois os “filtros” delas não estão bem formados ainda... logo eu não deixaria meu filho de 6 anos jogar um Doom 3 da vida, da mesma forma que não deixaria ele “ler” uma playboy ou assistir Jogos Mortais 17... Mas no fundo ainda acho que esses casos de “pessoas influenciadas por mídias profanas” a culpa recai muito mais sobre a pessoa dq qualquer outra coisa... O videogame foi apenas o gatilho de algo que já estava lá, e poderia ter sido acionado por diversas outras coisas... Ainda no exemplo de influência infantil, lembro que quando pequeno havia uma história (provavelmente uma lenda urbana) de um menino que gostava muito do Superman e certo dia teria ganho uma fantasia do herói e se jogado da janela, acreditando que poderia voar... Na época eu lembro de haver uma certa comoção em torno da história e os pais preocupados tiveram conversas com seus filhos explicando que não dá pra voar, que o Super era só de faz de conta, etc...


    Considerando que a história fosse verdadeira e supondo que o menino não tivesse morrido, ele seria um forte candidato pra anos mais tarde, após horas jogando um shooter qualquer, pegar a arma do pai escondida no armário e sair matando pessoas, pois desde criança ele já não tinha capacidade de distinguir com clareza a realidade da ficção (pra quem não sabe, isso caracteriza, entre outras coisa, a psicose).


    Com isso eu concluo o seguinte: Dê para toda criança uma fantasia de superman. As que se jogarem pela janela achando que podiam voar, eram psicóticos em formação e fizeram bem em morrer... :lily::mrpurple:


    Agora só ficou faltando a opinião da criadora do tópico sobre o assunto, né! ;-)
     
    Última edição: 6 Nov 2007
  8. Lyvio

    Lyvio Usuário

    Re: [Discussão] Violência em Jogos vs. outras mídias

    Todos aqueles que praticam aquilo que veem nos jogos eletrônicos, são completos idiotas e fracos de mente, não conseguem distinguir realidade de ficção e sem dúvida possuem algum problema psicológico, isso sem dúvida, essas pessoas deveriam se tratar desse problema que assola muitos, tendo em vista serem ainda a minoria, eu nunca sequer pensei em agir dessa forma, sei que é ridículo e o pior fica-se com atestado de idiota, louco e burro na testa, até por que meus jogos são de estratégia, não gosto de jogos estilo CS e GTA... não me agradam em nada absolutamente sem graça, no máximo um jogo de RPG primeira pessoa e medieval.
     

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