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Valinor entrevista Saul Ancalagon

Tópico em 'Comunicados, Tutoriais e Demais Valinorices' iniciado por Artigos Valinor, 25 Jun 2005.

  1. Artigos Valinor

    Artigos Valinor Usuário

    Equipe Valinor - Bem, vamos começar pelo básico, que nesse caso não é tão básico... porque é justamente o ponto de partida para uma das coisas mais interessantes sobre você... Diga seu nome completo, e sua idade.

    Saul "Ancalagon" (SA) - Ok, meu nome é Saul dos Santos Filho, e tenho 38 anos (39 mês que vem).

    EV - Saul, que nome diferente. É de alguma origem, er... diferente?

    SA - Tenho trauma desse nome, imagina a rima que a gurizada fazia na escola, quando criança. É o mesmo nome do meu pai... Como podem ter inferido pelo meu nome completo...

    EV - E o nick?

    SA - Bem, Ancalagon eu comecei a usar na lista da Na Toca, que hoje é a AmonHen... Naquela época os nicks lá eram registrados. Eu juro que queria ser o Tom Bombadil, mas alguém já usava esse nick. Então eu comecei a catar, e vi os nomes de dragões, então escolhi Ancalagon, porque é negro e f#%@#, e tinha asas!!!

    EV - Esse palavrão será editado. Mas bem, e o Lorde Kapof?

    SA - Palavrão é dimetilaminofenildimetilpirazolona... O Lorde Kapof nasceu na lista Pônei Saltitante, que é muito legal. Lá os membros "convivem" na estalagem, é uma piração muito divertida... Lá eu morava no telhado da estalagem, já que não cabia dentro dela. Então, de vez em quando eu bombardeava o povo lá embaixo não com fogo, mas com "kapofs"...

    EV - Tipo... "kapofs"... como se você estivesse fazendo cocô?

    SA - Cocôs tão grandes que estavam construindo uma cadeia de montanhas atrás da estalagem... Eram as Tangobostadrins...

    EV - Isso vai entrar para a cultura geográfica tolkieniana com certeza. Mas me diz, você queria ser o Tom Bombadil? Por que?

    SA - Porque o Tom é um cara legal, ora! Bem, o Tom é a minha personagem favorita do SDA. Gosto do astral dele, gosto de saber que ele sabe e pode muito mais do que aparenta. E não se aproveita disso... Além de que ele é casado com a Goldberry, né? Deve ser um barato viver aos pulos e canções por aí...

    EV - Ela é gata, né? Eu pegava... mas então, acho que a ausência do Tom isso foi uma das suas maiores frustrações no filme, certo?

    SA - Que filme é esse que você tá falando??? Bem, eu vou ser franco, eu assisti o primeiro da série. E graças a Deus o WeeWee Jackson cortou o Tom. Assim, a imagem do Tom continua pura na minha cabeça. Sem contar que pelo menos o Tom não foi deturpado por aquele doente que se diz fã...

    EV - Mas você só viu o primeiro filme?

    SA - Só, e já foi o suficiente pra eu ver que o resto seria terrivelmente pior, por causa do efeito cascata. O que já estava errado no primeiro filme só tenderia a piorar nos dois seguintes. E pelo o que o pessoal falou, foi o que aconteceu.

    EV - Você é fã da obra pra valer, pelo visto... há quanto tempo conhece? Melhor, como e quando conheceu o Vovô Tolkien?

    SA - Eu li A Irmandade do Anel em 1994... Um amigo me emprestou, e foi como o Anel. Eu não pude devolver o livro pra ele. Quero dizer, fiquei com ele na mão grande mesmo!!! Livro e disco só tolo empresta. E só os mais tolos devolvem!!

    EV - Linda filosofia. E como foi com o resto? Quando você leu os outros livros?

    SA - Levei tempo, anos mesmo para ler o restante. Foi uma agonia. Eu já tinha lido A Irmandade umas três vezes quando li o segundo... Foi quando mudei aqui para Curitiba que as coisas melhoraram pra mim, a ponto de eu poder me dar ao luxo de comprar os livros... E isso antes dos filmes, claro!

    EV - Você é de onde?

    SA - Bem, eu sou catarinense, de Laguna. Mas, com 19 anos fui morar no Rio, vivi lá onze anos e depois mudei pra cá.

    EV - Por que?

    SA - Ah, eu era louco pra sair de lá, e principalmente voltar para o Sul. Quando uma companhia multinacional abriu a área de equipamentos para a produção de petróleo aqui em Curitiba eles me convidaram pra vir pra cá. Então eu nem pensei duas vezes!

    EV - Peraí, você trabalha em que?

    SA - Sou projetista mecânico. Trabalho com equipamentos submarinos de produção de petróleo...

    EV - Oh, isso sim é divertido! Mas isso desde os 19 anos?

    SA - Bem, com 19 anos eu havia me formado na Escola Técnica Federal, em Florianópolis, então fui tentar a vida no Rio. Logo em seguida entrei para uma companhia concorrente da que eu estou agora. Na verdade eu trabalhei em todas as que faziam esse tipo de equipamento, na época. Cara, eu uso computadores pra desenhar e modelar desde 1985!!!

    EV - Credo.

    SA - Não é a toa que a minha mão tá estourada hoje... Telas de fósforo verde, computadores que não tinham HD... O que eu usava pra desenhar era um daqueles tipo geladeira, usávamos apenas terminais.

    EV - Deus, CP500 e seus familiares

    SA - O CP500 era dessa época! Eu tinha um UNITRON em casa. Não tenho saudade, diga-se de passagem...
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    EV - Você é considerado nerd há muito tempo, então Tolkien só completou o conjunto?

    SA - Hmmm... Não sei se sou o típico nerd, sou muito p#%%@-louca pra isso... Tolkien é fantasia... Aí sim houve a identificação.

    EV - E ser um p#%%@-louca não dificultou o seu ingresso na comunidade de estudos tokieniana, não?

    SA - Quando eu entrei na primeira lista sobre Tolkien, eu não tinha idéia da vastidão da obra dele. E logo de cara fiquei encantado pela comunidade. Amigos que viajavam pra se encontrar, essas coisas. Achei muito bacana. Então comprei os outros livros, li, mas não reli... Pra falar a verdade o único que eu babo e releio sempre é o SDA...

    EV - Qual foi a sua primeira lista? A Na Toca?

    SA - Foi, foi a Na Toca.

    EV - E que ano foi isso?

    SA - Hmmm... uns dois anos antes do primeiro filme, eu acho... Na época até o Deriel tava lá, foi quando eu ouvi falar dele pela primeira vez... Cara, eu morria de medo dele. É mole???

    EV - Por que?

    SA - Ora, ele sempre foi incisivo nas opiniões dele, e sacava muito... Tinha outro motivo, o sobrenome dele é muito conhecido aqui em Curitiba, parecia que o cara tinha grana, sei lá. Coisa de menino do interior... Depois ele mesmo me disse que não tinha nada a ver com aquele pessoal, já que ele vinha de Sta Catarina também. E eu era um novato, entende? Então, tinha o maior respeito por ele (ainda tenho, diga-se de passagem.) O Cisne também fazia parte da lista na época... Outro cara que eu bato palma e tiro o chapéu! Porque além de fera o cara é muuuuiiiito gente boa!

    EV - Você se lembra de alguma discussão bem polêmica da época? Algo inédito, como: "Asas de Balrog", talvez?

    SA - Hmmm... Discussão polêmica era sempre as intervenções do Sam, da Na Toca. Sempre dava flame. Eu mesmo fui chamuscado no começo... Depois aprendi a fazer como o guru Swami Cagandandanda: Imitar vaca!

    EV - Mas as discussões eram Tolkienianas, certo?

    SA - Eram, mas tinha muito off também. E isso gerou um stress de tal nível que eles fizeram as regras mais rígidas que eu já vi em uma lista... Fato esse que fez com que alguns mais velhos daquela lista saíssem dela. Por essa época fui convidado a participar de outra lista, que acabou se transformando na O Condado, onde foi a primeira vez que fui moderador... E lá que ganhei a fama de rabugento e assador de traseiros, por causa do filme e os floods que ele gerou.

    EV - Mas essas discussões sobre Tolkien geravam brigas?

    SA - Bem, algumas viravam brigas feias, sim. Mas não pela discussão em si, mas sobretudo por causa do jeito que o pessoal se exprimia. Muitas pessoas não tem o dom da escrita suave, e todos temos os egos à flor da pele, então já sabe... Algumas palavras são como um olhar torto! E aí o pau comia, infelizmente...

    EV - Pois é... Mas existia uma disputa de quem sabia mais?

    SA - Hmmm... Ah, isso tem, sem dúvida. Não é aberta, mas existem pessoas que querem mostrar que sabem mais do que as outras. Eu, sinceramente, só posso falar que conheço mesmo é o SDA. O resto eu falo de memória.

    EV - E o conhecimento do pessoal era brabo mesmo, a ponto de te forçar a estudar mais, só pra acompanhar?

    SA - Haviam pessoas que sabiam pacas, como o Deriel e o Cisne (não que eles quisessem usar isso pra mostrar que eram os bons), e haviam muitas pessoas que sabiam o básico (o meu caso). Acredito que as pessoas que gostam do gênero fantasia são pessoas que gostam de ler, gostam de estudar. Temos todos um vínculo que é essa vontade de aprender. Muitos fãs de Tolkien também são fã de Star Wars, RPG, e afins...

    EV - Mas pelo visto o conhecimento em Tolkien nunca foi fator para ser moderador, já que você foi chamado pra esse cargo de confiança várias vezes, inclusive na Valinor.

    SA - Bem, pra ser moderador eu acho que tem de haver um minimo de conhecimento, mas não é necessário que seja o tal. Agora, tem de ter pulso firme, uma vez ou outra, infelizmente... Quando você junta pessoas de tantas índoles, há que ter uma cabeça pra guiar... Hmmm... Não é esse o melhor termo... Agora eu vou confessar uma coisa, nunca gostei dessa fama de mau. Como eu disse eu preferiria ser o Tom Bombadil do que um dragão negro assador de traseiros... embora eu tenha me divertido muito quando conheci pessoalmente algumas pessoas em encontros. Uma menina uma vez apertou a minha mão e eu disse quem eu era... Ela se encolheu toda e disse :"Eu morro de medo de você."

    EV - Então você não gostava muito quando tinha que pegar mais pesado com alguém e coisas do tipo?

    SA - Nunca gostei... E uma vez aconteceu algo que me fez abandonar todas as moderações. Pelo menos a militância que eu tava empenhado na época. Quando eu entrei na Pônei, soube que uma garota que fazia parte das outras listas já havia comentado que eu era um chato, lá. Só que em seguida ela sofreu um acidente e veio a falecer. E eu não tive tempo de mostrar pra ela o meu lado Lorde Kapof... E pra ela eu sempre fui um chato... E não tem lista no mundo que valha essa pena... É flórida...

    EV - Você continuou a freqüentar as listas, sem moderar?

    SA - Isso mesmo! Como membro comum tenho muito mais liberdade de falar o que quiser!!! O chato do Deriel me colocou de moderador da lista Valinor Filmes. E lá eu não podia falar de verdade o que eu achava a respeito desse filme, entende? Tinha de ser contemporizador.
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    EV -Aliás, falando em filmes... Já deu pra perceber que você tem uma visão bem singular, né? Qual foi a sua expectativa quando soube que iam fazer os filmes?

    SA> - Sabe, no começo eu até me empolguei. Isso um ano antes de sair o primeiro filme. mas logo em seguida eu comecei a me questionar... Eu via o afinco do pessoal na obra de Tolkien, e já tinha algum conhecimento sobre aquela mundo vasto. E de repente percebi que esse filme ia fazer um estrago nessa percepção... Pra começar ia destruir a imaginação de quem fosse ler Tolkien dali pra frente. Porque não tem jeito, se você vê o filme, você imprime as imagens dele na mente e não consegue mais ler o livro com a imaginação pura... Depois, percebi também outra coisa. Tolkien não era assim conhecido a ponto de todo mundo saber a história do SDA. Então aquele mundaréu de gente ia ver uma obra deturpada, e ia viver o resto da vida achando que aquilo era o SDA. Ou seja, a obra do Professor do Cachimbo Longo, aquela pela qual ele tanto se empenhara, tanto esmiuçara, ia ser popularizada de uma forma nunca antes vista, mas totalmente desfigurada! Eu gosto muito de criação artística, gosto de desenhar, gosto de escrever... E sinceramente, não admitiria que se mudasse uma vírgula do que eu fizesse. E gostaria que a obra de Tolkien tivesse esse mesmo tratamento... Aí sempre tem um que diz que as mídias são diferentes... ora, se não dá pra fazer igual, então na faça!!! É o que eu penso...

    EV - Mas muitos acreditam em um caminho inverso, que os filmes estimularam a leitura da obra. Tanto que as vendas aumentaram muito com o lançamento do primeiro filme. O que você pensa disso?

    SA - É verdade, concordo. Mas, que proporção é? Deve ser uma minoria daquelas bem pequenas mesmo!!! Não posso dar números, sem dúvida... Mas imagina o número de pessoas que viu o filme, e tenta imaginar quantas depois descobriram o verdadeiro Tolkien?

    EV - Teve alguma coisa que você viu de positiva nos filmes? Algo que te agradou?

    SA - Claro que existem surpresas boas, o Gildor sabe que eu penso assim. Ele é um que veio fazer parte da Comunidade depois que viu o filme, ou por causa do filme. E enriqueceu sem dúvida. Pena que é uma raríssima exceção. A música do primeiro filme é muito boa. Eu até tenho o cd da trilha sonora.

    EV - Mas você não gostou nem da representação de algum personagem qualquer?

    SA - Dos que eu vi, no primeiro filme... Xô ver... Não vou falar da imagem deles... Mas a personalidade deles tava difícil... Nenhum retratou o que era no livro... Acho que o que foi mais fiel foi o Legolas. Mas, também, quase não falou... Rê... Tinha um Gandalf gagá, um Frodo chorão, um Aragorn Simba do Rei Leão, uns nazgûl que não davam medo em ninguém, e que apanhavam de um cara sozinho... A Galadriel estava ridícula... Graças a Deus o Tom ficou fora dessa lista...

    EV - Bom, ainda bem que você não viu Gimli servindo de alívio cômico em As Duas Torres

    SA - Ah, não foi a toa que eu não quis assistir o segundo filme, nem o terceiro. No primeiro filme o Merry e o Pippin já tinham sido promovidos a palhaços...

    EV - E as versões estendidas? Você chegou a ver alguma? Dizem que elas dão uma percepção mais voltada para o fã.

    SA - Não tive vontade nenhuma de ver essas versões extendidas. Tenho certeza que elas não mudaram muito o que foi mostrado no cinema. Acrescentaram algumas imagens e ganharam mais uma boa grana, lançando duas versões do mesmo filme. Aliás isso pra mim é enganação mesmo... Rê... Eu sempre digo que tem muita gente que age como criança: compra a bala por causa do papel colorido!!!

    EV - Como você acha que Tolkien reagiria aos filmes?

    SA - Bem, vocês sabem que Tolkien não permitiu que os direitos do SDA fossem vendidos para a Disney, não é? Ele tinha medo de como os seus caracteres iam ser mostrados, cantando como os anões da Branca de Neve e por aí vai... Eu acho, minha opinião, que não ficou muito diferente a versão do PJ. Em suma, Tolkien deve estar dando voltas no túmulo! Entendam que eu não me impressiono por belas imagens de batalhas, ou roupas bem trabalhadas!

    EV - Como você acha então que deveria ser feita uma adaptação da obra? Ou não deveria ser feita de forma alguma?

    SA - Toda vez que vem na mente a imagem da Liv Tyler enfrentando os nazgûl na beira daquele riacho eu tenho engulhos... Acho que não deveria ser feita de forma nenhuma. Deixem os livros do Professor (e quaisquer outros!) em paz!

    EV - E mesmo assim você acabou como moderador da Valinor filmes! Isso tem algo a ver com seu envolvimento com o DuqueDécio ou isso foi depois?

    SA - O Décio entrou depois! A Éowyn (Thaís) entrou antes dele ainda! Aliás, fui eu quem a convidou pra ser moderadora lá, se não me engano... E o Décio só foi ser moderador lá depois que eu abandonei a joça toda... Ah, o cara é perfeito pra lista! É muito gente boa, saca tudo de filmes e de SDA, e é muito sacana, quando quer ser! Só tem um problema, o Décio... Ele gosta dos filmes da trilogia... bem, ninguém é perfeito. O Cisne também gosta, mas ele não acredita nas asas do Balrog, então não é de se estranhar.

    EV - E você e o Duque brigam muito por isso?

    SA - Eu xingo ele e ele me xinga, pelo ICQ. Rê... Por falar em asas dos Balrogs, sabem que música toca nas festas deles?

    EV - Qual?

    SA - "Abra suas asas, solte suas feras..."
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    EV - ... Hm, mudando um pouco do assunto do filme, você poderia nos explicar o que é o "vôo do dragão"?

    SA - Bem, o vôo do dragão é um fenômeno físico que eu só posso fazer uma vez por ano, aproximadamente, por causa da minha idade... O esforço é enorme. Eu aproveito e realizo nos encontrões... Por isso quem quiser ver o vôo do dragão vai ter de ir no Rio em Setembro. É uma experiência mística, entendem? Como a "Gotinha Cósmica", uma obra da minha autoria que su só executo de tempos em tempos...

    EV - Não dá pra dar nem uma descriçãozinha pro pessoal que mora mais longe? Aproveita e explica o que seria essa gotinha cósmica também.

    SA - Hmmm... Como você pode explicar aquela manifestação dantesca??? Não existem palavras! Eu bato as asas e vôo. Só isso... A Gotinha Cósmica é uma música que eu compus, quando tinha quinze anos de idade. Só consigo executar depois da terceira lata de cerveja, antes disso meus dedos não estão firmes o suficiente para executar aqueles acordes no violão... Também é uma experiência mística.

    EV - Quais outras coisas peculiares você já inventou?

    SA - Hmmm... Eu fundei a Ordem da Santa Asa do Balrog, que muitos chamam de OSAB... E o engraçado é que ela não prega a existência ou inexistência das asas. O que ela prega é que as asas do balrog são um artigo de fé... Rê... Você precisa acreditar nas asas ou não apenas pela fé, não por argumentos lógicos. Quando eu li o SDA pela primeira vez eu vi o balrog com asas. Portanto, elas existem!!!

    EV - E a teoria do Puff, The Magic Dragon, também é de sua autoria, não?

    SA - Puff, the magic dragon, lived by the sea... And frolic through the misty shores in the land of honah Lee... Opa, through the autumn mist... Mas, que teoria é essa?

    EV - Você nos diga. Você é o especialista...

    SA - Dessa aí eu tô por fora... Mas, tem um trecho dessa música que eu acho demais. Ela diz que os dragões vivem pra sempre, mas não os meninos que os criam. E isso me lembra que no dia que morrer o menino dentro de mim, o dragão vai sumir... No dia que Tolkien morrer pra mim, todo um mundo vai morrer junto. E putz, como eu não quero que isso aconteça. Já tive muitas alegrias com esse mundo. E conheci pessoas maravilhosas, pessoas que eu amo de verdade. Pessoas que sabem que por trás de e-mails e mensagens de fórum existem seres de verdade. Não apenas palavras que chegam pra lotar a nossa caixa postal. Pessoas que são Mundos tão ricos e variados quanto a própria Terra Media. Com sonhos, esperanças, e necessidades também. Aí está, para mim, o maior legado de Tolkien, com a mensagem sobre amizade que ele deixou com o SDA. Esses vínculos que criamos quando participamos da Comunidade...

    EV - Pois então, você tem família e filhos. Como faz para conciliar tudo isso com o trabalho, as listas que participa e ainda encontrar tempo para viajar e ver essas pessoas maravilhosas que você conheceu? Como é conciliar sua vida pessoal com a vida na internet?

    SA - Bem, ultimamente tem sido bem difícil participar mais da comunidade. Eu estava trabalhando onze horas por dia.(Agora estou de férias...) Não posso ir a todos os encontros que o pessoal faz, mas considero o da Valinor em Setembro uma obrigação. O pessoal aqui em casa entende isso, sabem o quanto é importante pra mim. E sempre que tem alguma coisa local eu procuro participar, apesar de que para a minha esposa deve ser terrível ter de ouvir aquelas histórias todas de novo...

    EV -E seus filhos, você já começou a apresentar Tolkien para eles? Se é que eles já tem idade para isso.

    SA - O meu menino tem 12 anos e já leu O Hobbit. E já deu uma ensaiada no SDA... A menina tá fazendo nove, e logo já vai ler O Hobbit também. Eu deixo ao arbítrio deles... Acho melhor. Eles curtem essa história de eu ser um dragão... Rê... Se bem que o meu filho gosta sempre de lembrar que o Ancalagon morreu na estréia. Ele é um orczinho... A minha filha gosta de ser chamada de elfa... E o pessoal da Toca-PR chama a Telma de D. Dragoa.

    EV - Quer dizer que não vai deserdá-los se eles gostarem apenas do filme e não acreditarem nas asas do balrog?

    SA - Não vou deserdá-los não... Gosto de que eles tenham gostos diferentes do meu. Isso dá motivos para conversas muito boas com eles...

    EV - Hm, você quer terminar a entrevista? Ou quer que eu pergunte coisas constrangedoras antes?

    SA - Eu fui de cueca na casa do Sam, nesse último encontro da Valinor. Acha que algo vai me constranger??? Rê...

    EV - É do conhecimento de todos que você tem fotos na
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    Fotos cujos links possivelmente serão postados aqui. Fotos que possivelmente contém imagens de você dançando com o Ka Bral, ambos sem camisa… Você gostaria de explicar esta exibição gratuita de seus torneados músculos?

    SA - Dos músculos da minha barriga, você quer dizer...

    EV - Ironia, etc.

    SA - Pô, o Ka Bral é o maior gatão, você não dançaria com ele também? Uma pena que a foto não mostra a mulherada histérica com dinheiro na mão pra colocar dentro das nossa roupas...

    EV - Ah, é verdade. Esqueci desse detalhe... como pude? Ok... mas eu lembro q muitos te chamavam de careca gostoso e tal. Alias, você lembra o Bilbo, né? Digo, fisicamente.

    SA - Só se você tá falando do Bilbo do filme, porque pra mim o Bilbo se parece com o Yoda!!! Imaginação é flórida...

    EV - Pois é, eu tinha um amigo que imaginava o Bilbo como um Homem-Coelho.

    SA - Essas variações na imaginação é que eu acho muito bacanas! E o filme acabou com ela. Agora todos os caracteres do livro já tem uma cara uniforme. O fato é que eu sou um careca gostoso, né? Por falar nisso, comecei a academia na segunda, fui na terça, e ontem não pude andar. Hoje também não, estou parecendo o Patolé.
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    EV - vou te dar uma foto autografada do PêJota de aniversario.

    SA - Tô precisando mesmo de um alvo pros meus dardos...

    EV - Seu apelido era Bimbo, né? Por que?

    SA - Cara, eu tenho esse apelido desde que era um bebê. Parece que na época tinha uma bala com esse nome... Algo com um elefantinho também, não sei. Nem meus pais lembram. Aliás acho que eles não lembram do meu nome...

    EV - Então... a entrevista vai terminar. Diga um recado bem bonito... para toda a comunidade Tolkien que está lendo agora, seja sentimental, e puxe do fundo da sua careca... manda bala.

    SA - Ok!!! Minhas costas estão doendo... Bem... Eu queria dizer que o menino ainda está vivo. E por isso o dragão ainda vai existir por muito tempo. O menino não quer ficar longe dessa comunidade, porque ela faz parte da minha vida já. Uma pena que eu não possa estar mais atuante, como gostaria, porque seria a maneira de estar mais perto de todos mais tempo. Eu considero, sem falso sentimentalismo, essa comunidade como uma família. E queria aproveitar pra agradecer pra uma pessoa muito especial, a Rozzana (Losille), por que ela ajudou muito esse menino a estar vivo! Também queria dizer uma palavrinha de agradecimento ao pessoal da Valinor. Por que eu sei que dá um trabalho danado manter esse site no ar, e com essa qualidade então, nem se fala. Parabéns pelo belo trabalho, e obrigado pela oportunidade e paciência de me ouvirem...

    EV - Obrigado pela paciência você.

    SA - Ah, pra mim foi um prazer, eu sou tagarela pra [email protected]#@%$&!

    EV - Foi um honra entrevistar uma pessoa tão maneira, e de grande respeito dentro da comunidade... A gente não escolhe aleatoriamente não... Bom, agradeço em nome de todos os colaboradores da Valinor, e aos leitores... nos vemos na próxima.
     

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