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Uma professora muito maluquinha

Tópico em 'Cinema' iniciado por Cantona, 27 Set 2011.

  1. Cantona

    Cantona Tudo é História

    Gente doce não faz filme amargo - a definição é do próprio Ziraldo, sobre a adaptação do seu livro Uma Professora Muito Maluquinha. Ziraldo refere-se aos diretores César Rodrigues e André Alves Pinto, aos atores Paola Oliveira e Joaquim Lopes. Paola é um encanto e superou suas mais íntimas expectativas sobre a professora maluquinha, que é, é bom lembrar, uma personagem real. Lopes é tão bom que Ziraldo, machão de carteirinha, faz uma confissão inesperada: “Até eu queria casar com ele”.
    O filme estreia em salas de todo o Brasil em 7 de outubro, às vésperas do Dia da Criança. Como o francês O Pequeno Nicolas, de Laurent Tirard, Professora Muito Maluquinha também é um infantil com atrativos para adultos. O encanto do filme está neste voltar-se para o passado, para os anos 1940, numa cidade interiorana. Foi feito em São João Del Rei, onde Paola desfila o mais vaporoso guarda-roupa recente do cinema brasileiro - como se ela precisasse daquelas roupas para ficar bonita. ‘Mais’bonita, vá lá que seja.
    Paola foi escolhida pelo próprio Ziraldo, que a recomendou para o produtor Diller Trindade, impressionado com a semelhança física da moça com a professora Cate da vida.


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    Lembrei-me da minha professora Ana Lúcia, da 3ª série. Não somente pelos encantos físicos e a pinta em sua perna morena e torneada, embora na época eu não tivesse vaga ideia do que significasse "torneada", mas pelo ato de ensinar. Era a sua vocação.

    E a Paola Oliveira, hein? Ah, se eu fosse nobre...

     
    Última edição por um moderador: 5 Out 2013
  2. Cantona

    Cantona Tudo é História

    Estréia hoje, 07/10, Uma professora muito maluquinha.

    De certa forma, o longa "Uma Professora Muito Maluquinha" é uma espécie de releitura infanto-juvenil do clássico "O Padre e a Moça", embora isso seja um detalhe que deve passar despercebido pelo público-alvo. Mas isso não importa, porque o longa cumpre sua função de se comunicar com as crianças, levando para as telas o livro do escritor-desenhista Ziraldo, com roteiro assinado por ele mesmo.
    Na pele da personagem-título está Paola Oliveira, recém-saída da novela "Insensato Coração", em que viveu a heroína Marina. Aqui, a personagem é um tanto diferente. A professora Cate é uma moça à frente de seu tempo. Seus métodos pedagógicos não condizem com as diretrizes das escolas públicas da década de 1940.
    Quando ela volta para sua cidade, no interior de Minas, e recebe uma classe de primário para ensinar, ela entra em choque com as professoras veteranas, que ensinam à moda antiga. Este é apenas um foco do filme, que tem um tom nostálgico sem soar empoeirado - o que pode agradar àqueles que já não estão mais na idade escolar.
    Cate, além de dar aulas, é especialista em partir corações. Seja do poeta-bancário (Rodrigo Pandolfo), do professor de geografia (Max Fercondini), ou do galã local, Rodolfo Valentino (Ricardo Pereira). A relação mais tensa, no entanto, é com o jovem padre Beto (Joaquim Lopes), com quem viveria entre tapas e beijos se ele pudesse beijar, é claro.
    Amigos de infância que se reencontram, Cate e Beto estão sempre batendo de frente porque ele é supervisor da escola e também não concorda com a pedagogia da moça, que inclui leituras de gibis, idas ao cinema e uma encenação de "Cleópatra". A verdade é que Cate é a professora que todos gostariam de ter tido em algum momento da vida.
    Baseada em diversos educadores que Ziraldo realmente conheceu, ela é um tanto idealizada, mas muito palpável.
    Dirigido por André Alves Pinto (sobrinho de Ziraldo) e Cesar Rodrigues, o filme se apega ao elemento emocional. Descobrimos Cate e nos apaixonamos por ela pelos olhos das crianças, seus alunos. Como diz o personagem-narrador no início do filme, no primeiro momento em que ela entra na sala de aula, "todos os meninos queriam crescer logo para se casar com ela, e as meninas queriam ser iguais a ela".
    A interpretação de Paola Oliveira vai além da semelhança física com o desenho do livro original de Ziraldo. Com riso largo e fácil e olhos expressivos, não é difícil entender o encanto daquelas crianças por sua professora. Ela é capaz de ser doce sem cair no excesso de sacarina, divertida, sem ser espalhafatosa.
    Boa parte do filme foi rodada em São João del Rey (MG). A arquitetura diversificada da antiga cidade mineira confere um ar de atemporalidade muito bem-vindo ao filme. É uma história que se situa no passado, ressoa no presente e tem algo a dizer sobre o futuro - levantando discussões sobre os caminhos do ensino no Brasil.

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  3. Cantona

    Cantona Tudo é História

    Esse eu assisto. Não somente pela Paola Oliveira, que cresceu aqui na Penha, na Grande Vila Matilde (temos que prestigiar as conterrâneas. E que conterrânea!), mas porque esses filmes, nostálgicos de certa forma, fazem reavivar o que há de melhor: o menino que já fui.

    Foi Saramago quem disse: que o homem que sou não envergonhe o menino que fui.

    É por aí.

    Além do mais, todo mundo já teve uma professora assim...
     

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