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Uma Longa Queda, Nick Hornby

Tópico em 'Literatura Estrangeira' iniciado por Anica, 27 Dez 2007.

  1. Anica

    Anica Usuário

    [size=xx-small]Mais um post copiado e colado do Hellfire porque não vou escrever duas vezes sobre a mesma coisa :cerva:[/size]


    E eis que finalmente posso conferir o (já não tão) novo Hornby, Uma Longa Queda. Aliás, o período do ano não poderia ser mais apropriado: a história começa com o encontro de quatro estranhos no topo de um edifício de Londres, famoso por ser o local preferido dos suicidas, na véspera do Ano Novo. Martin, Maureen, JJ e Jess, que não têm nada em comum a não ser o fato de que, naquele dia tinham resolvido cometer o suicídio, mal percebem quando pouco a pouco cada um vai tomando um espaço em suas vidas.

    O divertido da história é que ela é contada sob o ponto de vista dos quatro, em primeira pessoa. Assim, as características de cada um ficam claras no discurso, como por exemplo a Jess, que fala sem parar e utiliza um palavrão a cada quatro palavras, ou Maureen, que é toda recatada (na verdade um oposto perfeito da Jess). E como a história é contada por cada um deles, de certa forma você vai conhecendo as personagens junto com os demais.

    Assim, é quase como fazer novos amigos. E aqui, é claro, a história é recheada daquele humor típico do Hornby, que faz total diferença em um livro que tinha tudo para ser o mais deprê de todos os tempos (afinal, não vamos esquecer que as personagens-narradoras são todas suicidas, certo?). Só para variar, há alguns momentos que simplesmente não tem como segurar o riso, lembrando muito o dia do pato de Um Grande Garoto.

    É verdade que na terceira parte o livro perde um pouco o pique, mas é bem legal perceber como Hornby nos conduz de um evento para outro como se estivéssemos em uma montanha russa. É aquele tipo de história que nos faz lembrar que, acima de tudo, ler tem que ser um prazer.

    Segue um trechinho:

    “(…) - E se a gente tivesse visto alguma coisa?
    - Tipo o quê? O que deveríamos ter visto?
    - Que tal se a gente tivesse visto um anjo?
    - Um anjo - disse JJ sem acreditar.
    - É.
    - Eu não vi anjo nenhum - disse Maureen. - Quando você viu um anjo?
    - Ninguém viu anjo nenhum - expliquei. - Jess está propondo que inventemos uma experiência espiritual para ganharmos dinheiro.
    - Que horror - disse Maureen, pelo menos porque era claramente previsível que ela reagisse dessa forma.
    - Não é exatamente uma invenção, é? - disse Jess.
    - Não? Em que sentido de fato vimos um anjo?
    - Como se chama isso em poesia?
    - O que foi que disse?
    - Você sabe, nos poemas. E na literatura inglesa. Às vezes se diz que alguma coisa é igual a alguma coisa e às vezes se diz que alguma coisa é alguma coisa. Você sabe, meu amor é como a porra de uma rosa ou, outra coisa qualquer.
    - Símiles e metáforas.
    - É. Exatamente. Foi Shakespeare que inventou esse bagulho, não foi? Por isso ele era um gênio.
    - Não.
    - Então quem foi?
    - Deixa para lá.
    - Por que Shakespeare foi um gênio? O que ele fez?
    - Outra hora falamos sobre isso.”
     
  2. Bagrong

    Bagrong RaG

    RE: Uma Longa Queda

    Pô, gostei da história. Se o livro for todo como o trecho que colocou, será bem legal! Vou colocá-lo na minha listinha de leituras pra ano que vem. =D
     
  3. Ronzi

    Ronzi Oh, Crap!

    RE: Uma Longa Queda

    Parece ser bem bacana, Ana. O Hornby é um dos meus queridinhos, mas tinha lido críticas tão péssimas sobre esse livro que fiquei meio cabreiro. Vou ver se consigo pegar para ler esse ano.
     

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