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Um novo escurecer: Tradição

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por Breno C., 19 Nov 2008.

  1. Breno C.

    Breno C. Usuário

    Segundo conto da série que estou escrevendo sobre as criaturas das trevas, mas precisamente conhecidos como vampiros.
    Esse conto, provavelmente será divido em três partes e pretendo postar a segunda ainda esse semana.
    Ahhh! Mais uma tentativa minha de ilustas uma capa ou algo do tipo.
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    [align=center]Um novo escurecer: Tradição (Parte I)[/align]
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    Existem elementos socais que duram mais do que deveriam, se mantendo inalterados mesmo quando o mundo todo muda, fazendo até com que duvidemos dessa globalização que deveria criar modernidade e não fazer com que ritos de passagem se tornassem tão importantes. “Os velhos hábitos tinham que cair para dar lugar a razão do jovem”. Pelo menos era assim que Jonathan pensava antes de ser promovido do cargo de gerente de importação para vice-presidente de relações exteriores. Ele trabalhava no Grupo Yamada, que é conhecido no mundo inteira como a organização mais tradicionalista. Um exemplo claro dessas tradições eram os ritos pelos quais os funcionários promovidos tinham que passar antes de assumirem seus novos cargos e para o azar de Jonathan, o rito mais difícil e mais respeitado era para o cargo de vice-presidência.

    Sua trajetória dentro de empresa era algo para se respeitar, mas sua história de vida era mais impressionante. O único brasileiro em uma turma de quinze pessoas que se formavam em Administração na melhor universidade da Inglaterra e também era o único afro descendente. Seu desempenho na academia lhe rendeu o melhor estágio que poderia ser paga para um estrangeiro e sua escolha pelas línguas asiáticas fez com que as portas se abrissem para ele na terra do sol nascente. Em menos de dois anos já era funcionário do tradicional Grupo Yamada de transporte de cargas. Um exemplo como homem e como desportista, mantinha uma rotina quase inalterada a cinco anos, correndo quatro quilômetros todos os dias, não importando aonde estivesse. Físico perfeito associado a uma mente brilhante.

    Jonathan era o que podemos chamar de homem modelo, mas agora estava dentro de um avião junto de sua namorada indo cumprir um ritual de iniciação bem no meio do Japão, se deslocar não era o problema para ele, ainda porque amava o Japão desde que fora lá pela primeira vez fazer o curso de emersão na língua nipônica. O que fazia dessa viagem uma coisa estressante eram os livros que ele tinha que ler antes de chegar a mansão da família Yamada. Eram livros contando a história da família no Japão e ainda havia a regra idiota de não ler o livro preto até que estivesse dentro da mansão. “Tudo muito tradicional e chato” pensou enquanto abria o quinto livro.

    Os livros contavam mesmo toda a história dos Yamada dentro e fora de seu país, sempre ressaltando como essa foi a única família remanescente do período feudal do japonês a manter os ensinos e treinamentos da arte samurai aos seus protetores e como eles haviam dominado o mercado mesmo durante as guerras e revoluções internas. Aquela leitura racista e ufanista, só servia para mostrar a Jonathan o quanto ela era especial sendo um estrangeiro a conseguir tal cargo como a vice-presidência de um setor.

    - Querido você está lendo essas coisas desde que ficou sabendo da promoção. Você não acha que está na hora de dar uma parada?

    Ele olhou para sua linda namorada enquanto ela alisava seu cabelo com as costas da mão e dizia o quanto era importante ele chegar descansado. Ela também era de certa forma uma prova de que Jonathan era especial. Uma das atrizes mais lindas que o mundo já viu, ganhadora de dois Oscar, a primeira brasileira. Tinha olhos cor de avelã e uma pele morena, mas ao mesmo tempo clara, e tudo isso emoldurado pelos cabelos escuros como a noite. Era realmente uma jóia para Jonathan e ele a amava, tinha certeza disso como tinha de que nada faria com que eles se separassem.

    Finalmente o avião pousou, foram dezoito horas dentro do jatinho da empresa. Alegria não era bem o sentimento que Jonathan estava sentindo, desde de criança aprendera a não dar muito valor às conquistas depois de efetuados e sempre pensar que existe mais a ser conquistado, “um mundo inteiro” como seu pai costumava dizer. Mas mesmo assim ele não podia esconder que estava um pouco nervoso em relação aquela situação toda.

    Uma limusine preta o esperava enfrente ao aeroporto, um clássico clichê dos grandes empresários, nenhum deles andava em outro tipo de carro quando estava se transportando por ruas de grandes cidades. Servia para mostrar que estavam acima dos mortais fora do carro. Ele se lembrava de um episodio lamentável dentro de uma limusine quando ainda era só um funcionário e havia sido chamado para ser o carregador em jogo de golfe dos chefões da empresa, estava passando mal e acabou por vomitar todo o café da manhã dentro do carro, mas diferente de que pensava, apenas recebeu risadas quando olhou para os outros que dividiam o espaço. Mas agora o triste episódio havia ficado para trás e ele teria uma ótima viagem de alguns minutos até a tal de mansão Yamada.

    Tentou abaixar o vidro que o separava do motorista, mas não conseguiu, então resolveu ligar para o celular de Izume, sua assistente, agora havia um mau pressentimento que passava por sua mente, ele sabia que alguma coisa estava errada. “Este telefone se encontra desligado ou fora de cobertura, por favor deixe seu recado na caixa postal”

    - Izume, faça o favor de me ligar assim que escutar essa... – mas ele não conseguiu terminar sua mensagem, porque um gás esverdeado era expelido pelas saídas de ar, fazendo com ele ficasse sonolento, caindo desmaiado logo em seguida.

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