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Um ano de publicação do Curso de Quenya

Tópico em 'Comunicados, Tutoriais e Demais Valinorices' iniciado por Bagrong, 26 Out 2005.

  1. Bagrong

    Bagrong RaG

    Um ano de Curso de Quenya


    Autores: Bagrong, Smaug e Proview

    Hoje comemoramos o 1º ano do lançamento oficial do livro "Curso de Quenya - A mais bela língua dos Elfos". O livro foi publicado dia 16 de Setembro de 2004, mas foi em 26 de Outubro do ano passado que em Curitiba-PR, às 19h na livraria FNAC do ParkShop Barigüi, ocorreu o lançamento oficial desta obra ímpar dentre as publicações tolkienianas.

    A editora Arte & Letra, juntamente com seus organizadores, tem o privilégio de ter produzido um livro, que até onde se tem notícia, é o único no mundo que traz um curso muito bem estruturado para aprender uma língua criada pelo britânico J.R.R.
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    Traduzido por Gabriel O. Brum das lições de Helge K. Fauskanger, do site
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    ("Línguas de Arda", existente também em sua versão
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    ), o Curso de Quenya tem 444 páginas, capa colorida, excelente qualidade gráfica e, o mais importante, conteúdo de primeira!


    Do lançamento no Brasil.

    Em meados de 2004 surgiu a idéia de fazer uma apostila com o curso de Quenya, para que todas as pessoas pudessem ter acesso a ele. Essa apostila teria quatro cores na capa e duas no interior, ou quatro cores na capa e o interior preto e branco, ou ainda tudo em preto e branco. Pode-se ver por essa primeira análise, que o livro nasceu simples, sem grandes aspirações.

    Acontece que a Equipe Valinor se mostrou extremamente capaz e conseguiu transformar essa apostila em preto e branco num livro com a capa colorida e excelente qualidade gráfica interior e exterior. Essa mudança de planos não foi fácil, nem simples, mas com certeza foi recompensadora, pois hoje todos podem admirar com orgulho o maravilhoso produto final.

    Para que o livro se tornasse realidade, primeiramente foi necessário pedir autorização à Helge Kåre Fauskanger, o autor do curso. Com muita generosidade, o filólogo permitiu rapidamente que seu curso fosse encadernado, não sendo, de maneira alguma, um obstáculo à publicação.

    Com a autorização necessária, era hora de correr atrás da viabilidade de publicação, ou seja, quanto custaria para produzir um livro de qualidade. Inicialmente esse foi um grande empecilho, que atrasou muito o lançamento do livro, mas a
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    acabou resolvendo esse problema.


    Decidida a viabilidade da publicação, passou-se a pesquisar os detalhes, como o aspecto da capa, qualidade gráfica, o subtítulo, a sinopse, as orelhas, etc.. Para se decidir o subtítulo, uma enquête foi feita na área de colaboração do site Valinor, afim de que todos os colaboradores pudessem votar em opções como A Língua dos Elfos de
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    ,
    Língua Élfica de
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    ,
    e a vencedora A mais bela Língua dos Elfos, dentre outras.


    A fonte das letras no interior do livro também foi decidida através de uma
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    , mas, ao contrário da primeira, esta foi aberta ao público.


    O brilhante
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    foi desenvolvido por Alex “Valarcan” Lima, com a ajuda de outros membros da Equipe Valinor, como Moonsorow, Úvatar, Gabriel e, é claro, o Deriel. No total, foram consideradas cinco capas diferentes, sendo que a azul foi escolhida por ter mais a “cara” da Valinor. Muitos diriam que a capa deu trabalho, mas Valarcan afirma que tudo foi muito interessante e divertido, sendo que essa pode se considerada uma agradável tarefa.


    Seria incorreto falar que o livro do curso de Quenya não teve repercussão na mídia, já que várias notícias foram veiculadas sobre o tema, seja no jornal ou na internet. As comunidades
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    também receberam a obra de braços abertos, como podemos ver nesta
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    .


    Em suma, pode-se afirmar que a publicação da obra de Helge Kåre Fauskanger em português e num livro de ótima qualidade, é mais que uma prova da capacidade da Equipe Valinor, é a demonstração do poder que a sociedade Tolkieniana brasileira pode ter.


    Como é o livro?

    Não se pode negar que o Curso de Quenya foi muito bem feito no decorrer de seus capítulos, para que os estudantes pudessem se acostumar pouco a pouco com esta língua.

    O livro inicia com o prefácio feito por Fábio "Deriel" Bettega, que fala da iniciativa para o lançamento do livro no Brasil e um pouco do processo de criação do livro em português.

    Depois temos uma longa introdução que pode ser considerada um pouco enfadonha, mas é importante. A introdução se divide em 6 partes: A introdução geral, A Questão de Direitos Autorais, Como é o Quenya?, As Fontes, Uma Palavra de Advertência com Relação ao Corpus, e Convenções Ortográficas. Em cada parte, Helge vai falando do conteúdo do livro, de como se deu sua construção e alguns avisos aos estudantes de Quenya.

    Após isso, chegamos nas lições, onde o estudo se inicia. Cada lição possui assuntos tratados separadamente e ao final das lições há um sumário, resumindo todo o conteúdo da lição, com exercícios e (exceto-se pela lição 1) um vocabulário com 12 palavras, pois os elfos preferem contar as dúzias ao invéns de nossas dezenas.

    A lição 1 divide-se em 'Sons no Quenya' e 'Pronúncia e Pronuciação'.
    Nesta lição introduz-se regras básicas do quenya, como encontros vogais e consonontais possíveis e como cada letra e encontros devem ser pronunciados e, também, sobre tonicidade das palavras.

    A partir da lição 2 até a lição 20 temos a morfologia e sintaxe do quenya, desde singular e plural até verbos irregulares e as mais variadas excessões às regras gerais da língua. A cada lição nota-se como a língua foi evoluindo com o passar do tempo. Como existem muitos casos obscuros e palavras cuja a função não é totalmente esclarecida, também revela-se a beleza da língua, como
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    foi cuidadoso em sua criação e como o quenya no final se tornou uma língua completa.

    Cada exemplo dado no livro e cada função sintática é tratada com muito cuidado, em casos ambíguos o autor declara sua opinião deixando claro que não há certeza sobre a questão.

    Os exercícios envolvem unicamente os assuntos tratados na lição, mas a cada lição as frases se tornam mais complexas e é inevitável o uso dos assuntos estudados anteriormente. E o vocabulário utilizado é formado pelas palavras das lições anteriores e da lição em questão.

    Depois das lições, chegamos nos apêndices que trata de alguns assuntos obscuros que foram citados nas lições, mas não foram tratados com profundidade.

    No final do livro existe um dicionário quenya-português e português-quenya, contendo todo o vocabulário nas lições e as respostas das lições com explicações para os exercícios que possuem casos complicados.

    Assim todos os brasileiros que desejam aprender a escrever e/ou falar quenya tem uma fonte segura de aprendizado, graças a ótima construção do livro por Helge e um grande trabalho da equipe brasileira que fez de tudo para que o Curso de Quenya pudesse ser lançado no Brasil com a melhor qualidade possível.


    Entrevistas:

    Após conferir a entrevista da Valinor com
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    (antes da publicação do livro), pode-se confirir abaixo depoimentos de Alex "Valarcan" Lima, responsável pela arte da capa e Thiago "Ispaine" Marés, o editor do livro.


    Com Alex Lima:

    Heren Quentaron (HQ): Como foi fazer o projeto da capa do Curso de Quenya?

    Alex: É bom que se diga que o projeto para se fazer a capa do livro teve a colaboração por demais importante de alguns membros da Valinor, como o Eldaráto/Moonsorow (nunca sei quando ele é um ou quando é outro, hehehe), o Úvatar (que me enchia a paciência com as dimensões da Capa, pixels e mais pixels,...), o Gabriel (Tilion), e é claro, o Deriel (que disse o sim no final das contas, hehehe)... cada um sempre ajudando a modificar algum detalhe como cor, tamanho de fonte, e textos até chegarmos ao desenho final da capa.

    Olhando agora nos meus arquivos, verifiquei que foi apresentadas cinco capas diferentes e inclusive existia uma versão em vermelho do desenho final da capa (que na minha opinião havia ficado muito boa – mas sou meio parcial com relação a cor por causa do meu Coloradismo), mas acabamos por ficar com a azul por ser mais "a cara" da Valinor. Alguém poderá dizer que a capa deu trabalho, mas acho que foi mais uma diversão, antes de qualquer coisa. Adoro trabalho com imagens e foi muito bom trabalhar neste projeto. Lembro que primeiramente apresentei uma capa com uma imagem de uma elfa que era formada por água (mais ou menos como a forma dos cavalos formados pelas águas em "A Sociedade do Anel") que encontrei na internet, porém, esta imagem poderia ter direitos autorais e a vetamos.

    A segunda capa que apresentei para análise do grupo, já foi um esboço do trabalho final, ou seja, não passamos por várias capas e as rejeitamos, apenas trabalhamos encima deste segundo esboço, o que facilitou e agilizou o projeto. O primeiro esboço foi apresentado em 28/06/2004 e acabamos o projeto no final de julho. O trabalho foi rápido mesmo. A única coisa que foi bastante discutida foi o título do livro (nome e tipo de fonte). Alguém deve se lembrar que até colocamos um tópico com uma enquête a respeito. Mas no final, saiu o "Curso de Quenya – A Mais Bela Língua dos Elfos", assim como todos já conhecem. Creio que, de uma forma geral, o trabalho agradou.


    Com Thiago Marés:

    HQ: E depois da primeira reunião, vocês [Thiago e Fabio Bettega] voltaram a se encontrar quantas vezes, como foram as semanas que antecederam o lançamento?

    Thiago: Acho que fomos nos encontrar somente na frente da gráfica, quando o livro saiu. O livro foi todo feito nas conversas por MSN e no Fórum da Valinor. E era muito legal porque todo mundo acompanhava cada passo e dava sua opinião. Foram semanas de trabalho intenso, mas muito divertidas.

    HQ: E o que é interessante nessa história é que você como editor da A&L, também é fã de Tolkien.

    Thiago: Eu entrei no projeto como fã de Tolkien e saí como editor.


    Sobre as compras

    Para adquirir um exemplar desse maravilhoso trabalho, basta visitar o
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    da editora Arte & Letra. Lá, você também poderá deixar seu comentário.
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    Última edição por um moderador: 27 Out 2005
  2. Lessandri

    Lessandri A última rainha de Luni

    estou lendo o livro e a única coisa queme decepcionou até agora foi o fato de que ainda não aprendi a escrever com a grafia do quenya....a lingua é mto bonita.
    Minha amiga até me perguntou "Para que raios o quenya vai servir na sua vida???"
    Eu lhe respondi que sendo essa uma das mais belas linguas já ouvidas seria um prazer para pessoas como ela que eu falasse quenya para agradar seus ouvidos ^__^
    Párabem pelo artigo e
    Que Isil ilumine seu caminho!
     
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