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Ubirajara (José de Alencar)

Tópico em 'Literatura Brasileira' iniciado por -Jorge-, 28 Nov 2010.

  1. -Jorge-

    -Jorge- mississippi queen

    [align=justify]Ubirajara (de 1784) narra a história de como Jaguarê, jovem araguaia, se torna um grande guerreiro. Para um índio ser aceito como guerreiro pelos mais velhos da tribo, ele precisa vencer um grande inimigo, no caso de Jaguarê, esse inimigo é Pojucã, guerreiro tocantim, vencido após uma longa luta. Aceito como grande guerreiro pelos araguaias, Jaguarê assume o nome de Ubirajara, "o senhor da lança, o guerreiro invencível que tem por arma a serpente" e decide buscar uma esposa na tribo rival dos tocantins. Após algumas provações para poder ter a esposa, descobre-se algo que impede a união e Ubirajara terá também que enfrentar os inimigos dos tocantins.

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    Ubirajara é claramente um romance de cavalaria transposto para o Brasil, ou a América pré-colombiana. Para mim, é possível dizer, de forma um pouco exagerada, que Alencar conseguiu reviver aqui alguns dos elementos da cavalaria até melhor do que como são trazidos em alguns poemas medievais de Chrétien de Troyes, por exemplo, como Erec e Enide ou Cligès. Você sente todo o valor da honra, de ter um inimigo à altura; consegue ver a ideia do conselho de guerreiros e do líder como o melhor guerreiro. Também acho que foi melhor trabalhado que Iracema, por exemplo. Mas talvez pela "data de fabricação": Iracema, do início do auge do indianismo no Brasil (1865); Ubirajara, do final (1874).

    É triste que sejamos obrigados a ler um livro assim na escola. Ler e decorar o enredo e as respostas para a prova. Há bastante boa discussão que pode ser feita sobre ele.
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  2. Lucas_Deschain

    Lucas_Deschain Biblionauta

    [align=justify]Confesso que dos três romances indianistas do José de Alencar, esse é o que eu mais gosto. OK, OK, a trama de O Guarani é mais densa, mais amarrada e mais complexa, mas é que Ubirajara sei lá, escancara de vez com essa coisa de heroicização, ali ela aparece nua e crua, ela idealiza os ritos indígenas e constrói uma imagem imaculada e honrosa do herói cujo nome dá título ao livro. O exemplo da cavalaria vem bem a calhar, pois sintetiza bem qual é a do livro.

    Compreendo toda essa questão que ronda o livro, que concernem tanto a estética e temática recorrentes no Romantismo, e também compreendo que o livro tem lá seus esforços de construir uma imagem do índio dentro dos quadros de integração nacional do século XIX que corresponda aos interesses patrióticos vigentes no período, mas ainda assim tenho um apreço por esse livro. Ele tem seus pontos altos, embora possa soar piegas em diversos momentos.[/align]
     
  3. Rachel

    Rachel Usuário

    Preciso ler este livro rapidinho. Não me lembro de ter lido, me lembro de Iracema e O Guarani, e adoro os dois. Aliás gostaria de ler novamente, pois como foi dito, li na escola, e naquela época não soube apreciar tanto qto apreciarei qdo lê-los novamente. E fico pensando : Com tantos livros q quero ler, vou ler este novamente ? O que vcs fazem ? Não causa ansiedade ?
     
  4. Lucas_Deschain

    Lucas_Deschain Biblionauta

    [align=justify]Também tenho disso, mas as releituras costumam render bons frutos. Esse livro é bem curtinho também, dá pra ler em bem pouco tempo.[/align]
     

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