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Ubik (Philip K. Dick)

Tópico em 'Literatura Estrangeira' iniciado por Anica, 21 Fev 2011.

  1. Anica

    Anica Usuário

    Ubik foi o primeiro livro que li de Philip K. Dick, e não seria exagero dizer que foi paixão à primeira vista. A partir de Ubik vieram outros títulos do autor, mas esse sempre se manteve como o favorito. E considerando que entre “outros títulos” estou falando também de O Homem Duplo e O Caçador de Androides, acho que dá para ter ideia da grandeza dessa obra de Dick. Se isso não basta como credencial, que tal saber que Ubik está na lista dos 100 melhores romances da língua inglesa segundo a revista Time?

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    Nota: existiam outros dois tópicos do Ubik, um mais antigão e outro criado ontem. Eu fui mesclar mas fiz merda e acabei apagando os dois, há. Então tá aí, tudo novo de novo.
     
  2. Diego-

    Diego- Usuário

    E aí, para quem leu, que acharam?

    Fiquei com vontade de uma segunda leitura. Aquele final acaba colocando tudo em xeque, não?
    Se a grana do Rucinter começa a adquirir o rosto do Joe Chip, significa então que ele pode ter realmente morrido na explosão e aquilo seja efeito de uma tentativa de contato do Joe, certo? Fica uma ideia cíclica de uma tentativa de contato dentro da outra ou sou eu que tô viajando?
     
  3. imported_Wilson

    imported_Wilson Please understand...

    tem um bom tempo que eu li, mas a lembrança que tenho do final é que tudo ficava em aberto e a referência do mundo dos mortos no mundo dos vivos era uma coisa cíclica mesmo.
     
  4. Diego-

    Diego- Usuário

    E a ideia de um anúncio de Ubik como produto para cada capítulo? Alguma interpretação para isso aí?
    Li alguma coisa por aí sobre o Ubik ser uma metáfora para Deus, não sei, mas não vi as coisas dessa forma.

    Achei bastante interessante a ideia dos precogs e os demais talentos. Além do Minority Report (que é um livro de contos, confere?) tem mais algum outro livro do Dick onde tais conceitos aparecem?
     
  5. imported_Wilson

    imported_Wilson Please understand...

    Os precogs aparecem em muitos contos do Dick, mas não lembro de nenhum outro romance em que eles apareçam. Sobre Ubik ser uma metáfora para Deus, não lembro de ter enxergado isso e não acho que tenha sido a intenção dele. Enxergo Ubik muito mais como uma brincadeira sobre a auto-referência.
     
  6. -Jorge-

    -Jorge- mississippi queen

    Seguindo a consideração do @DiegoMP e do @Shakhbûrz de que esse foi o melhor livro que leram do Dick, passei a ele depois do Androides...

    Até agora, cap. 5 está bom. Ninguém morreu ainda (spoiler que vi na página da editora Aleph :lol:), mas já deu para ter um pouco de paranoia com a Pat. O que aparentemente piorará até o final.
     
    Última edição: 20 Abr 2016
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  7. Shakhbûrz

    Shakhbûrz sculptor of reality

    Mergulha no livro cara... eu li ele todo direto em uma sentada (ui!).
    O Dick é espetacular! Esse lance de em todos os seus livros mexer com o conceito do que é a realidade e como percebê-la é muita paranoia, porque o Dick era paranoico mesmo.
     
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  8. -Jorge-

    -Jorge- mississippi queen

    E aí você chega lá pelo capítulo 10 e fica :o e :ahhh:. Só depois :sacou: (ou quase).

    Bom, não achei tão melhor que o Adroides. Ambos são ótimos. É interessante como têm uns temas em comum sendo, ao mesmo tempo, diferentes. Tem até uma frase do Rick no Androides ("Ladrões de vida", cap. 22) que se parece com uma de certo personagem do Ubik ("Eu como a vida deles, o que sobra dela.", cap. 15). Seria ele uma espécie de Drácula parapsicológico?

    Foi também a primeira vez que achei que um livro daria um bom jogo de videogame. Acho que um filme já demorou, mas o jogo poderia ficar realmente bom.
     
    Última edição: 20 Abr 2016
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  9. DiegoMP

    DiegoMP Usuário

    @-Jorge-, pelo que eu conservo na memória sobre Ubik ainda acho ele superior ao Androides. Não sei, talvez pelo fato de ter sido meu primeiro contato com o PKD isso tenha alguma influência.

    Em Ubik parece que a gente lida com mais elementos, os Precogs e os outros talentos que o autor cita por lá vão minando a realidade do livro aos poucos mas constantemente. Em suma, dos elementos que já percebi que influenciam o PKD acho que em Ubik é possível encontrar uma presença muito forte de todos eles.
     
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  10. -Jorge-

    -Jorge- mississippi queen

    Tem mesmo esses elementos a mais, Diego, a parapsicologia e um questionamento muito mais forte da realidade. Tanto que a certa altura ele começa a discursar sobre o mito da caverna platônico e o livro dos mortos tibetano. Fora toda a dualidade realidade/sonho ao ponto de a gente poder perguntar no final como em Alice através do espelho: De quem é o sonho?

    Mas o Androides tinha um questionamento maior da identidade do personagem principal, embora o Ubik também tenha. É como se eles se complementassem: questionamento da realidade x questionamento do eu.

    Mas aí as diferenças são de ênfase. As coincidências, que poderíamos dizer que constituem um "universo Dicksiano" (e que aposto que aparecem em outras obras dele), seriam:

    - Questionamento da realidade e do sujeito;
    - Disputa vida/morte;
    - Romance policial;
    - Segunda Guerra Mundial;
    - O mal como sadismo;

    A gente vê esse mesmo pano de fundo nos dois e aí acho que Dick discute as mesmas coisas de maneiras um pouco diferentes. Para mim fica difícil escolher qual o melhor.
     
    Última edição: 23 Abr 2016
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  11. Shakhbûrz

    Shakhbûrz sculptor of reality

    Na verdade, toda obra do Dick lida com dois temas/perguntas:

    1- O que é a realidade?
    2- O que nos torna humanos?

    Então toda obra dele aborda a realidade da existência do Eu ou do Meio Externo.
     

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