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Tupi or not tupi: That's the question

Tópico em 'Generalidades Literárias' iniciado por Pescaldo, 13 Dez 2008.

  1. Pescaldo

    Pescaldo Penso, logo hesito.

    Satirizando Shakespeare, o poeta moderno Oswald de Andrade fez o qüestionamento de até onde a influência estrangeira deveria ser levada em conta aqui no Brasil.

    Pra falar a verdade, é um diálogo que achamos que é atual, mas é bem antigo: quando uma cultura como a brasileira é subjulgada por uma outra, como a americana e tantas outras.

    Esse tópico não tem o propósito de discutir se isso é imoral ou amoral, mas sim o impacto que isso causa, os possíveis problemas, os possíveis benefícios e as possíveis conseqüências disso.

    E essa "invasão" ocorre de forma pacífica, ou seja, sem uma guerra apoiando (como eu já vi em outros tópicos essa abordagem que até eu utilizei). Minha opinião sobre o assunto é praticamente a mesma de Oswald (sem ofensas, amigos lusitanos, aliás, abordem também como são as coisas por aí):

    Erro de português

    Quando o português chegou
    Debaixo de uma bruta chuva
    Vestiu o índio
    Que pena!
    Fosse uma manhã de sol
    O índio tinha despido
    O português.



    Somos um país de "segunda mão", não tivemos um império e nem uma raiz gloriosa, fomos criados para depósito e exploração e, se for pensar bem, tudo o que faz de nós brasileiros é importado (a começar pelo nosso maior patrimônio: a língua).

    Em vista de tudo isso, como lidar com esse problema? Como podemos não virar uma colônia novamente? Somos lixo? Somos resto?

    Ou somos grandes? Temos capacidade para ser uma metrópole?


    Enfim, é um tema que eu costumo pensar muito e me incomoda em certo grau.
     
  2. Artanis Léralondë

    Artanis Léralondë Ano de vestibular dA

    Eu penso que a autonomia, nós conseguimos através do respeito.
    Tudo bem, somos uma mistura de raças e culturas, porém, a partir disso começamos a construir nossa identidade. Através do tempo, fomos criando e aperfeiçoando as culturas trazidas pelos imigrantes.
    Logo, fizemos a nossa história com as revoluções, o Golpe Militar, as construções, a literatura brasileira *.*

    Legal o tópico :lily:
     
  3. Excluído01

    Excluído01 Banned


    Você me deixou sem palavras :dente: , hehe , concordo com você eu quero dizer !




    :tchauzim:
     
  4. Breno C.

    Breno C. Usuário

    Bom... eu penso um pouco diferente do Mário de Andrade. Não acho sejamos um país onde o português vestiu os indígenas, na minha opinião a coisa foi bem ao contrário. Fazendo uma comparação com as outras nações colonizadoras, podemos até dizer que os portugueses foram tolerantes. Nações como Espanha, Inglaterra e França, tem uma história de destruição em suas fichas, aonde passaram desculturaram (acho que essa palavra não existe) ou destruirão os nativos.
    O brasileiro aprendeu a agregar culturas a sua cultura e a não cometer os "erros" que algumas nações cometeram. Somos uma nação nova e com problemas novos, só temos 500 anos nas costas e mil situações diferentes dos outros paises.
    Agora... aplicando isso na literatura: não somos completamente levados pelas marés e modismo que regam o mundo, muito pelo contrário, tem uma literatura "forte", mas carente de reconhecimento.
     
  5. Pescaldo

    Pescaldo Penso, logo hesito.

    Todos os povos são misturas de raças e culturas, inclusive (e principalmente) a cultura dominante atual (os EUA). E não se aperfeiçoa cultura, esse tipo de questão que eu quis levantar.

    Alguém que acredita que aperfeiçoa uma cultura está dizendo que aquela cultura não presta e que precisa de um "upgrade". Digo que temos identidade nacional, claro que temos, porém ela é razoavelmente defasada. Continuo na resposta ao Breno.


    Primeiro que é o Oswald, não o Mário. E acho que você deveria dar uma pesquisada e ver que, comparado aos outros povos, o Brasil não tinha um Império (como aqueles que os ingleses (a nação indígena norte-americana e/ou a China), franceses (o Império Etíope) e espanhóis (Aztecas, Maias e Incas)), ou seja: os portugueses não tiveram que combater nada quando chegaram aqui.

    E, mesmo assim, houve imposição cultural: jesuítas, bandeirantes, todos eles desbravando as matas brasileiras e catequizando os índios, aqueles que não eram catequizados eram ou levados como escravos ou mortos. A maior parte foi morta porque os índios não gostavam muito de servirem de escravos, por isso passaram a trazer o negro.

    Existiam milhões de indígenas aqui no Brasil quando os portugueses chegaram, hoje em dia não passamos de alguns milhares.

    Outra coisa também: nossa língua oficial sempre foi o português, porque não o Tupi? Essa língua era uma das mais faladas (até porque era a tribo mais numerosa) quando os lusitanos chegaram por aqui. Mais uma imposição cultural.

    Portugueses não foram tolerantes. Nem um pouco. Houve genocídio quase o tempo todo, e o jeito que os índios eram tratados (como "selvagens") não era dos mais respeitosos.

    Ou seja, herdamos pouca coisa dos povos que realmente povoaram nossas terras antes da chegada dos portugueses. Algumas palavras aqui e acolá, um maneirismo na expressão ou esse tipo de coisa, mas pergunte pra alguém seus descendentes e experiente descobrir quem tem sangue indígena no corpo. Eu tenho dos Goytacazes, minha bisavó paterna, mas sou uma exceção dentre nós.

    Gostaria que se perguntassem e observassem que o próprio brasileiro não dá valor ao país que ele tem. Não estou dizendo que devemos ir atrás de toda e qualquer cultura indígena e instaurá-la em nossa alma (até porque já é tarde demais), mas somos um país que fez uma salada de culturas e descartou aquela que já estava presente aqui.

    E eu vejo isso acontecendo sempre, hoje em dia, na época de Oswald, sempre. Ainda vejo o Brasil como resto, como colônia, mas não por culpa de um outro país (não hoje em dia), e sim por culpa do próprio povo, inepto em olhar para si e ver a grandiosidade da nação (ou então, se não acha grandiosa, que a faça ficar).
     
  6. Artanis Léralondë

    Artanis Léralondë Ano de vestibular dA

    Entendo =)
    Mas, o sentido de aperfeiçoar a nossa cultura, queria dizer, no sentido de trazer os nossos costumes para ela, moldá-la através do nosso modo de viver.
    Sempre estamos mudando os nossos hábitos, por isso, é inevitável que a nossa cultura tb sofra algumas mudanças, sem necessariamente, abandoná-la.
    Mas, com esse mundo globalizado, a troca e incorporação de diferentes culturas é uma consequência que tem seus lados bons e ruins.
    Não tenho indígena na família, pelo menos eu acho q ñ o.o hehehe
    Mas, isso não quer dizer que eu seja menos ou mais brasileira.Eu tenho descendência ucraniana e alguns costumes, ainda eu cultivo, outros eu acho legal aprender.
    O mais importante é respeitar todos os povos e suas culturas.
    Vc me lembrou o Policarpo Quaresma :lily:
     

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