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Notícias Tragédia no CT do Flamengo

Fúria da cidade

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Falta de alvará, documentos, série de explicações e uma espécie de jogo de empurra. Três dias depois do incêndio que matou dez meninos das categorias de base do Flamengo, uma pergunta segue sem resposta dos envolvidos.

Se o Ninho do Urubu não tinha a documentação necessária - segundo a prefeitura, pelo menos três delas -, por qual razão não foi interditado de fato, não apenas através de multas e demais ações?

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A reportagem do UOL Esporte questionou durante todo o último fim de semana os órgãos envolvidos nos últimos dias para explicar os motivos que mantiveram o Ninho do Urubu aberto mesmo sem a documentação necessária para funcionar. Poucas respostas, muitas dúvidas. Por fim, uma semelhança: ninguém explica o que mantinha o CT funcionando.

O que diz a Prefeitura do Rio, responsável por liberar a área


Thiago Ribeiro/AGIF
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A administração municipal informou que o Flamengo não dispõe de permissão para o funcionamento do CT nos três órgãos que deveriam regulamentar o local: Secretaria Municipal de Fazenda, Secretaria Municipal de Urbanismo e Corpo de Bombeiros.

Da mesma forma, também não havia permissão para a construção de um dormitório e a instalação de contêineres na área que foi atingida pelo incêndio. Por que, então, não houve fiscalização?
A prefeitura informou que conforme expresso na legislação (Lei 3.800 de 1970), só é exigida a vistoria presencial dos técnicos da Secretaria Municipal de Urbanismo em dois casos: quando da conclusão da obra para a emissão do habite-se, que não era o caso do CT do Flamengo; e em caso de denúncia, o que não ocorreu.

A dúvida persistiu. E a reportagem questionou o poder municipal do Rio de Janeiro novamente: quem deveria fiscalizar, então?

Segundo a prefeitura, parte do papel é da Secretaria Municipal de Fazenda no que diz respeito ao alvará de licença para o estabelecimento. Como o clube estava funcionando sem o devido alvará, foi autuado, o que gerou um edital de interdição.

A partir daí, as demais multas se deram em função da desobediência àquele edital. A administração municipal informou que a Fazenda cumpriu a legislação ao interditar o Ninho do Urubu - medida descumprida pelo Flamengo -, já que o alvará não foi concedido por ausência de apresentação do certificado do Corpo de Bombeiros. No entanto, a Secretaria de Fazenda não tem o poder de interditar por questões de segurança.

O que diz o Corpo de Bombeiros

Reginaldo Pimenta / Raw Image
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"O CT estava em processo de regularização, o que significa que ainda não possui o Certificado de Aprovação (CA), que é o documento final emitido pela corporação quando são cumpridas todas as exigências previstas na legislação. A Prefeitura é responsável pelas sanções cabíveis em caso de descumprimento da legislação vigente (no que diz respeito ao funcionamento de estabelecimentos).

A atuação do Corpo de Bombeiros é com base na segurança contra incêndio e pânico. Nas vistorias realizadas no local, não foram constatados riscos que justificassem legalmente a interdição imediata do espaço. A interdição é uma sanção cabível não, exclusivamente, pela falta de documentação, mas sim pela existência de risco flagrante, grave e iminente, o que não foi constatado".

O Flamengo se justifica. Internamente, o discurso repete parte do que o Corpo de Bombeiros informa e diz que a corporação esteve lá por quatro vezes em 2018, viu o contêiner diversas vezes e nunca constatou irregularidade. Logo, ainda que não estivesse no projeto original, o local foi visto pelos homens que fiscalizaram.

Reprodução
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Pergunta sem resposta

A reportagem questionou novamente a prefeitura após as respostas, mas não obteve retorno. A dúvida permanece: Quem poderia interditar o CT? Prefeitura e Secretaria nunca se limitaram em ir além da multa, uma vez que já sabiam da infração? Só poderiam vistoriar com obra própria ou denúncia?

Dúvida segue no Flamengo

O UOL Esporte também entrou em contato com o Flamengo e não recebeu resposta até o fechamento da matéria sobre as multas e interdições. Durante 14 meses a Secretaria Municipal de Fazenda atuou de forma diligente e tentou fechar o Ninho do Urubu, mas as determinações dos Fiscais foram ignoradas, diz a prefeitura. Em cima disso, o Flamengo não cumpriu a determinação por qual motivo? O clube preferiu pagar as multas?

Gestão Bandeira se mostra inconformada

Embora não conceda entrevistas, a diretoria anterior do Flamengo, responsável por grande parte das obras no CT, se mostra inconformado com a prefeitura, segundo apurou o UOL Esporte.

Segundo eles, nunca foi avisado que havia uma interdição do CT como alega em notas a prefeitura. A argumentação é de que o CT não era clandestino e, sim, público e notório que funcionava todos os dias sob os holofotes de televisões. Então, argumentam os dirigentes, porque não fecharam a instalação?

Outra alegação é de que a diretoria rubro-negra teve vários encontros com o prefeito Marcelo Crivella desde a primeira autuação e ele nunca mencionou nenhum problema em relação ao CT. Há a lembrança inclusive de que houve um jogo em parceria entre Flamengo e município, em 2017, para reversão da renda para restaurantes populares.

Tecnicamente, a argumentação é de que o único alvará que faltava era a licença final do Corpo de Bombeiros. E que, apesar disso, nunca houve interdição. Outro argumento é que o próprio centro administrativo da prefeitura até pouco tempo não tinha a mesma licença que faltava ao Flamengo. Apesar da falta de documentos, integrantes da antiga gestão alegam que tudo foi feito para garantir a segurança de funcionários e jogadores.

As respostas são poucas. Os questionamentos, muitos. Por ora, tudo que se sabe é que os documentos apresentados pelo Flamengo em pronunciamento no último sábado não representavam garantias de funcionamento.

Treino "normal" sem autorização

Alexandre Vidal/Flamengo
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Sem perguntas, sem entrevistas e sem novos esclarecimentos, o Flamengo parece não se importar muito com as afirmações dos órgãos públicos. Palco da tragédia da última sexta-feira, o CT Ninho do Urubu funcionará "normalmente" - como nos últimos nove anos - nesta segunda (11). Na programação do clube, o time de Abel Braga fará um treinamento às 9h30.

Ainda que os órgãos informem que a licença atual permite apenas obras, e não o funcionamento do centro de treinamento, o elenco estará lá na hora prevista. Como foi no último sábado. E, sem interdição, como se projeta para os próximos dias.

https://esporte.uol.com.br/futebol/...ado-por-falta-de-alvara-antes-de-incendio.htm

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Passada toda a comoção e solidariedade, se o Flamengo não quiser ficar com sua história manchada, agora é hora de seus dirigentes terem o mínimo de grandeza, honra, ética e dignidade em colocar tudo perfeitamente as claras o mais rápido possível. É chato em se falar em caça as bruxas, mas o fato é que existe alguém responsável por trás e que não há como fugir disso.

Tão triste quanto a própria tragédia, é sempre ver como a sequência de situações que permitiu ela acontecer era algo facilmente evitável com uma simples interdição, que é algo infinitamente menos constrangedor do que a tragédia.
 

ricardo campos

Debochado!
In Memoriam
Prefeitura fecha o Centro de Treinamento do Flamengo, na Zona Oeste do Rio
No dia 8, um incêndio no Ninho do Urubu causou a morte de dez atletas. Guarda Municipal está no local para garantir que determinação seja cumprida.
Por Elza Gimenez, TV Globo

27/02/2019 10h10 Atualizado há uma hora




A Prefeitura do Rio fechou o Centro de Treinamento do Flamengo, o Ninho do Urubu, em Vargem Grande, na Zona Oeste, nesta quarta-feira (27). A Guarda Municipal cercou o local para evitar que ele seja reaberto, como aconteceu em outubro de 2017, quando da primeira determinação de interdição da área.

No dia 8 de fevereiro um incêndio causou a morte de dez atletas das categorias de base do futebol do clube.

Os fiscais da prefeitura estão no CT junto com a Guarda Municipal. No dia 15, a prefeitura já havia determinado que o Flamengo fechasse todo o Ninho do Urubu, cumprindo uma ordem dada há dois anos. O clube não acatou a ordem nem em 2017, nem na semana retrasada, apesar do incêndio.

O edital de interdição que agora lacra o CT tem o mesmo texto do edital de 2017. Nele, está escrito que o Flamengo não possui "o competente alvará de licença". O texto informa que será cobrada multa de R$ 802,46 por dia caso o clube reabra o espaço e reitera que a reincidência levará a prefeitura a enviar notícia-crime ao Ministério Público, por desobediência.

https://g1.globo.com/rj/rio-de-jane...amento-do-flamengo-na-zona-oeste-do-rio.ghtml
 

Fúria da cidade

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Justiça ordena que Fla pague pensão de R$ 10 mil a famílias do Ninho


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Ninho do Urubu após incêndio que acabou resultando na morte de 10 garotos Imagem: Thiago Ribeiro/AGIF

A Justiça determinou que o Flamengo pague uma pensão mensal de R$ 10 mil para cada família das vítimas fatais do incêndio no Ninho do Urubu, que aconteceu em fevereiro e deixou dez jovens mortos. A decisão foi proferida em caráter liminar. Tal pensão é válida até que saia a decisão final do imbróglio envolvendo clube e familiares das vítimas.

A ação foi formulada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro e pela Defensoria Pública do Rio de Janeiro. O clube pode recorrer.
 

Fúria da cidade

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O que o Flamengo está capitalizando com as conquistas dentro de campo, recorrer de prestar assistência as famílias é a atitude mais baixa que poderia ter. Daqui a pouco isso completa um ano.
 

Eriadan

Usuário
Usuário Premium
OUTRO PATAMAR de escrotidão.

Eu estava com o pé atrás de criticar o Flamengo porque não sabia se de repente as famílias não estavam querendo tirar proveito da situação, pedindo valores exorbitantes. Mas a Justiça determinar uma pensão de 10 mil e o Flamengo, nadando em dinheiro, recorrer é o fim da picada.
 

Fúria da cidade

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Nenhuma indenização paga o real valor uma vida humana perdida, mas sem entrar no mérito de discutir valores, pelo visto existia uma demora no inicio do pagamento e no Brasil é sempre uma eterna demora.
 

Fúria da cidade

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Fla dispensa 5 sobreviventes de incêndio no Ninho e vê “processo natural”


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Incendio CT do Flamengo

Dentre alguns jogadores das categorias de base dispensados neste começo do ano pelo Flamengo, estão cinco sobreviventes do incêndio no Ninho do Urubu, que fez 10 vítimas fatais e deixou outros três feridos.

Caike Duarte Pereira da Silva, Felipe Cardoso, João Vitor Gasparin Torrezan, Naydjel Callebe Boroski Struhschein e Wendel Alves Gonçalves estavam no alojamento da base quando o local pegou fogo, no dia 8 de fevereiro do ano passado.

A informação foi publicada, primeiramente, pelo jornal "O Dia" e confirmada pelo UOL Esporte.
Segundo o UOL Esporte apurou, a decisão foi tratada como um processo natural de reformulação e avaliação de desempenho dos atletas das categorias de base, que acontece ao fim de cada ano, após conversas entre a direção da base e as comissões técnicas das respectivas categorias.

Ainda de acordo com a apuração, o auxílio psicológico dado aos sobreviventes do incêndio, caso necessário, poderá ter continuidade, mesmo após a saída dos jogadores. O incêndio está prestes a completar um ano. Dos familiares das 10 vítimas fatais, a diretoria chegou a quatro acordos. Vale lembrar que são 11 negociações.

Dos casos finalizados, há o das famílias de Athila Paixão, de Gedson Santos, e de Vitor Isaias, além do pai de Rykelmo.
Com a mãe de Rykelmo e com os familiares de Arthur Vinícius, Bernardo Pisetta, Christian Esmério, Jorge Eduardo, Pablo Henrique e Samuel Thomas ainda não houve resolução. As defesas não são conduzidas de forma coletiva.

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De novo, fora de campo o Flamengo é totalmente o avesso do que tem sido dentro dele.
 

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