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Tônio Kroeger (Thomas Mann)

Tópico em 'Literatura Estrangeira' iniciado por Lucas_Deschain, 16 Jun 2012.

  1. Lucas_Deschain

    Lucas_Deschain Biblionauta

    Tônio Kroeger (Thomas Mann, 1903)


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    Sinopse:

    The narrative follows the course of a man's life from his schoolboy days to his adulthood. The son of a north German merchant and an Italian artist, Tonio inherited qualities from both sides of his family. As a child, he experiences conflicting feelings for the bourgeois people around him. He feels both superior to them in his insights and envious of their innocent vitality. This conflict continues into Tonio's adulthood, when he becomes a famous writer living in southern Germany. "To be an artist," he comes to believe, "one has to die to everyday life." These issues are only partially resolved when Tonio travels north to visit his hometown. While there, Tonio is mistaken for an escaped criminal, thereby reinforcing his inner suspicion that the artist must be an outsider relative to "respectable" society. As Erich Heller –who knew Thomas Mann personally– observed, Tonio Kröger’s theme is that of the "artist as an exile from reality" (with Goethe’s Torquato Tasso (1790) and Grillparzer’s Sappho (1818) for company). Yet it was also Erich Heller who, earlier, in his own youth, had diagnosed the main theme of Tonio Kröger to be the infatuation and entanglements of a passionate heart, destined to give shape to, intellectualize, its feelings in artistic terms.

    Fonte:
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    ***

    Estou terminando de ler e tem algumas coisas muito maneiras para de discutir, se alguém quiser me acompanhar. Como tem uma galera que está querendo ler Mann, quem sabe eles se aventurem em mais esse, ainda mais quem tem aquela edição em que ele vem junto com Morte em Veneza.

    E aí, alguém?
     
  2. Mavericco

    Mavericco I am fire and air. Usuário Premium

    Agora não sei qual dos dois ler! Acho que vou ler primeiro esse do Tonico Krueger, pois, ao que me consta, ele tem uma qualidade inferior ao Morte em Veneza... (o Alfredo Monte o chama de "muito bonito, mas aquém do alcance do companheiro" [no caso, o companheiro é o A Morte]).

    Mas acho que você já pode dar o pontapé inicial, Lucas, pois, assim, se todos concordarem com sua opinião, podemos tentar causar uma discórdia básica e ler o livro buscando refutações pra apimentar a discussão =D
     
  3. G.

    G. Ai, que preguiça!

    o meu exemplar não possui essa novela(ou é conto?) :|... vou começar a ler o Morte hj e fico pra próxima discussão :sim:
     
  4. Spartaco

    Spartaco James West

    Acabei de ler Morte em Veneza; então, tendo em vista que tenho aquela edição da Abril Cultural que tem Tônio Kroeger, vou aproveitar a deixa para lê-lo também.

    Abraços.
     
  5. Mavericco

    Mavericco I am fire and air. Usuário Premium

    O trabalho de chutar primeiro o pau da barraca será meu, então. Estou na parte VI ou VII. Sei lá. O fato aqui é que se demonstra bem patente o retrato de Thomas Mann do artista como um excluído voluntário, mais ou menos o contrário do artista como um maldito de Baudelaire, quando ele encontra o crepúsculo da sociedade, daquela Europa na iminência de Guerras Mundiais. No caso da Alemanha, esse caráter se acentua ainda mais, como se a arte fosse um refúgio onde o artista pudesse fingir se alienar do mundo ou apenas se demonstrar neutro, ainda mais num caso como o alemão onde a neutralidade parecia ser a única forma de continuar em sua terra e manter as suas tradições de vida sem com isso se embrenhar em um dos lados armamentícios.

    Tonico Krueger, protótipo de artista que se afasta da sociedade pois vê que a sociedade está entrando num cataclismo que ele, enquanto artista, necessita se distanciar para observar, aos poucos percebe que esse distanciamento pressupõe também um distanciamento com a própria vida, de modo que o artista tem também de abdicar do que um dia foi a vida, de seu passado, familiares e tudo que ele julgou ter eternamente para si (como o amor de sua juventude). O mundo, espécie de depósito de inspirações onde o artista retira seus temas mas sempre de forma que pretenda ser a mais fria e racional possível (buscando alcançar a fórmula pessoana de fingimento, de se pensar o que se está sentindo), é refúgio e ao mesmo tempo escapatória, ainda que cercado de uma impossibilidade de ser inteiramente negado ou protelado: quando Tonico faz a viagem ao norte, e encontra os signos de sua infância, adolescência, de seu passado em suma, ele percebe que as coisas mudaram não necessariamente porque o tempo por elas passou, mas também porque ele próprio mudou, e um dos exemplos mais irônicos e mordazes disto é que sua casa da infância se torna uma biblioteca, como se a casa tivesse captado o que de mais profundo existia em Tonico e o tivesse maximizado, tudo isso porém de forma desnecessária, visto que o passado para o artista é como uma espécie de ponto indesejável a que ele foge de modo a não encontrar conforto numa época onde simplesmente não existia conforto.

    Se Tonico foge da sociedade, foge da burguesia para uma espécie de martírio que ele simplesmente não tinha como também fugir (para um artista, Mann parece querer dizer, ou é o martírio ou é o martírio), talvez o que ele não perceba é que essa fuga e alheamento do mundo vivível é um privilégio fundamentalmente, de modo que, conforme afirma sua amiga pintora, Tonico, por mais que se afaste da burguesia, acaba sendo igualmente burguês, pois, numa época que concretiza e põe em desnível a sociedade de seu tempo, e da forma mais brutal possível, a neutralidade e a simples capacidade de se refugiar é algo a que o homem comum não é capaz de usufruir (e se ele não é capaz de usufruir, ele provavelmente não é capaz também de entender, participando da equação artística não como consumidor, mas como um plano de mundo explorado pela ótica do artista que, por estar alheio, vê o circo da destruição e apenas toma suas notas criadoras).

    P.S.: Agora não é incrivelmente irônico, e tomando como base o final da segunda guerra mundial, que a amiga também artista de Tonico seja uma russa? Porque os dois se aproximaram tanto assim? Existirá uma aproximação na concepção do artista entre a Alemanha e a Rússia? Conhecedores de literatura russa, uni-vos!
     
  6. Spartaco

    Spartaco James West

    Estou também no capítulo VI de Tônio Kroeger, mas já deu para perceber que a obra tem um quê de autobiografia.
     
  7. Mavericco

    Mavericco I am fire and air. Usuário Premium

    Terminei de ler e confesso que não tenho muito a adicionar em relação à leitura com a exceção de detalhes, como o do rei que chora sozinho em "D. Carlos", como a, digamos, "maximização do passado" que aparece também com a união entre Inge e Hans (ou a visão da mulher retraída no baile, lembrando aquela garota que Tonico desprezava na adolescência), ou como a união e a busca do artista por uma auto-imagem que seja hamletiana, de estar sempre numa iminência (To be or not to be?) e, com isso, ser forçado a realizar e computar as respostas mais extremas e essenciais da condição humana, onde a viagem à Dinamarca seria a simbologia perfeita.

    Talvez minha única nova questão a ser formulada é: se Tonico afirma amar a vida, pergunto não apenas quais os motivos, mas quais as implicações de seu exílio dessa mesma vida? Parece-me que existe algo além do martírio necessário para a condição de se criar obras de arte que o Tonico defende alguns capítulos antes... Sua viagem ao norte apresenta um novo motivo para o exílio artístico, apresentando a figura do artista que se depararia com o desespero de sua insuficiência em eternizar. Mas será isso mesmo? Ou será a sua consciência burguesa que ele finalmente descobre?
     
  8. Lucas_Deschain

    Lucas_Deschain Biblionauta

    Pois é, Mavericco, a escolha da Dinamarca como destino não é, portanto, destituída de sentido.

    Acho que concordo com você, com a exceção de que não vejo necessariamente como uma fuga suas andanças pela Dinamarca, mas sim como um dilema que ele vive dentro de si, mas que diz respeito à própria sociedade de seu tempo. Quando a menina lá, aquela russa que não me lembro o nome, diz que ele é um "burguês errante", acho que ela acerta em cheio, pois o Kroeger tem em si os elementos burgueses (como seu pé atrás com a poesia, por exemplo, e suas desconfianças a respeito da arte, bem como sua velada vergonha de se dedicar a essas atividades do espírito etc.) misturados com suas inclinações artísticas e espirituais (fazer poesia, admirar a beleza, adorar a contemplação etc.).

    Acho que compreender que a Alemanha do início do século XX é uma Alemanha que recém tinha saído de um conflito encarniçado com a França em torno da região da Alsácia e que, através dos reveses da unificação tardia, tinha colocado a burguesia encabeçando a sociedade daquele tempo é essencial para compreender o dilema de Kroeger. Não tomem isso como uma essencialização da leitura através do viés histórico, é só a contribuição que me sinto mais apto a dar.

    A burguesia alemã estava em efervescência e espalhava-se pela sociedade alemã (altamente prussiana ainda nessa época) sua visão de mundo e, consequentemente, seu modo de vida. Esse modo de vida, marcado por ideais liberais, preconizava uma racionalidade voltada à acumulação e uma moral restritiva, tanto no sentido moralista como também acerca da arte em alguma medida. Tônio Kroeger, filho do cônsul Kroeger, é uma figura que vive nesse mundo, regido por essas mesma regras que preconizam o trabalho diligente e constante e os hábitos racionalizados e pouco expansivos. Kroeger, portanto, tenta desvencilhar-se dessas amarras burguesas que seguram sua arte e seu espírito.

    A própria genealogia familiar aponta para esse dilema: seu pai parece ser o burguês típico, ainda que apareça pouco, e Kroeger parece devotar muito mais admiração e amor em relação à sua mãe, que ao que me pareceu, é meio cigana (na minha cabeça apareceu uma versão com menos firula da
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    do filme O Concurda de Notre Dame, da Disney, hehe), o que, naquela sociedade, é bastante diferente da "conduta hegemônica". O dilema que ele vive é hamletiano nesse sentido, mas vivificado na sociedade alemã a partir de outros termos e outros conflitos, marcados pelas próprias peculiaridades daquela sociedade tão restritiva e disciplinar como era a alemã do início do século XX.

    Enfim, vamos que vamos discutir.
     
  9. Spartaco

    Spartaco James West

    Eis mais um sinal de aspecto autobiográfico, pois Kroeger é um burguês que sofre por ser um artista, sendo que sua mãe e seu nome são estrangeiros, do mesmo modo que Thomas Mann.

    Interessante também é que o conto (ou será novela?) abrange três períodos de sua vida, infância, adolescência e vida adulta. Na primeira, aparece Tônio torturado pelo sentimento de exclusão e apaixonado por seu amigo Hans, amando nele o seu próprio reverso: um rapaz belo e forte. No capítulo seguinte, alguns anos depois, ele está apaixonado pela loira Inge, que não lhe dá atenção e que, por isso, sente-se mais uma vez excluído do meio em que vive. Por fim, quando alcança a maturidade, apesar de ser um artista consagrado, transforma o seu sentimento de exclusão em desprezo pelos outros.
     
  10. Lucas_Deschain

    Lucas_Deschain Biblionauta

    Mas será que ele é um burguês que sofre por ser artista ou um artista que sofre por ser burguês? Acho que esse é o dilema que ele quer representar através da trajetória individual do Kroeger.

    O estranhamento dele em relação à sua sociedade e de sua sociedade em relação a ele próprio são expressão dessa mesma condição, a meu ver. Porque ele se sente estranho em relação á sua sociedade? Que características de conduta e comportamento são defendidas por sua sociedade para que ele, pautado nelas, sinta-se um estranho e atormente-se por conta disso.
     
  11. Spartaco

    Spartaco James West

    .

    Creio que a obra de Thomas Mann, em especial Tônio Kroeger, é uma expressão estética do esforço de contrapor seus dois valores essenciais: de um lado a sociedade, o senso comum, o valor da vida; do outro a alienação, o individualismo, o escapismo romântico, o jogo estético, que culminam na doença e na morte. Sente-se, no entanto, ligado ao segundo valor, sendo ele um artista “alienado, marginal e estetizante”, como diz Anatol Rosenfeld na biografia do escritor alemão. (ROSENFELD, A., "Thomas Mann", São Paulo: Editora Perspectiva, pps. 22, 23 e 28).
     
  12. Lucas_Deschain

    Lucas_Deschain Biblionauta

    Saquei o que tu quis dizer Spartaco, mas pegando o que está nessa citação, com exceção do escapismo romântico, boa parte da literatura faz isso. A maioria das grandes obras são aquelas que mostram como o senso comum pode ser enganador, limitador e frustrante. Não estou aqui querendo reduzir a literatura a isso, não me entenda mal, mas cabe a nós dizer o que era o senso comum na sociedade alemã da época de Tônio Kroeger e Thomas Mann para aí sabermos o que é a contraposição de Mann e em que seus escritos podem nos ajudar a nos compreender a nós mesmos.

    Existem pressões sociais que procuram modular o sujeito para assumir uma determinada postura, determinados valores e práticas em todas as sociedades, e boa parte dos escritores se colocam na contra-corrente dessas mesmas pressões, seja indo radicalmente na direção oposta, seja mostrando os pontos falhos dessas pressões, criticando-as, satirizando-as etc. O que acho mais incrível de discutir literatura é ver como estão expressos no texto literário esses conflitos sociais, qual a visão do autor a esse respeito e o que ele pode nos ensinar nesse sentido.

    Não sei se me fiz claro, qualquer coisa por favor me peça, e se discorda, o mesmo.
     
  13. Mavericco

    Mavericco I am fire and air. Usuário Premium

    A mãe do Mann era brasileira, se não me engano... O Spartaco poderá conferir isso com mais propriedade.

    A questão que formulamos é o que o Lucas resumiu: Tonico é um artista burguês ou um burguês artista? Ele diz amar a vida, e esse amor pela vida parece ser um amor um tanto burguês assim como um tanto artístico, e a grande angústia do Tonico parece se resumir nessa grande indecisão de espírito, cercado de ambiguidades que talvez possam ser respondidas se passarmos a entendê-las como complementares: pois, pelas explicações do Lucas, o sonho romântico alemão de unificação se deu graças ao apoio da burguesia, o que poderia conferir uma raiz unificadora entre as duas vertentes (e validar o "escapismo romântico" que Rosenfeld se refere), mas, ao mesmo tempo, vai contra a ideologia posteriormente defendida por outros autores alemães de uma forma de unificação mais ampla e generalizada, criando conceitos como o da Weltliteratur (literatura universal).

    A fórmula básica de criação literária a que o Lucas referiu pressupõe a existência de um mundo, de uma vida que é "decantada" pela imaginação crítica do poeta com fins a criar a obra de arte. Se a obra de arte, desse modo, não é um objeto alheio a essa vida, mas sim um objeto fundamentado nela, um objeto que critica ela, como poderemos dizer que Tonico é de fato um artista e não um burguês, por criticar a burguesia, se durante o relato inteiro ele aparece como pendido para a vida, para as questões dela, para seus dilemas de não conseguir penetrar nessa esfera? Será que a busca dele não seria uma busca por separar a alma que cria e a alma que vive a experiência? Ou (e talvez aí encontremos um ponto pacífico, ainda que nem um pouco interesse para as discussões), o que Tonico no final constataria seria a pura impossibilidade de não deixar jamais de ser os dois, dado que não só a obra de arte, mas o artista também perdeu a sua "aura" (no sentido benjaminiano)?

    (Vou tentar formular respostas para essas perguntas relendo algumas passagens do texto...)
     
  14. Spartaco

    Spartaco James West

    Sim, a mãe de Thomas Mann era a brasileira Júlia da Silva Bruhns (1851-1923); era filha de Johann Ludwig Herrman Bruhns, um fazendeiro que possuía plantações de açúcar, e de Maria Luísa da Silva, brasileira com sangue português e indígena. Ela foi esposa do senador, cônsul e comerciante Johann Heinrich Mann, pai do escritor.
     
  15. Lucas_Deschain

    Lucas_Deschain Biblionauta

  16. Spartaco

    Spartaco James West

    Espero também que tal discussão continue sendo feita aqui neste tópico, afinal ele foi criado para isso. :rolleyes:
     
  17. Lucas_Deschain

    Lucas_Deschain Biblionauta

    Mesclemos as discussões então:

    E aí, alguém pode dar o próximo passo?
     
  18. Lucas_Deschain

    Lucas_Deschain Biblionauta

    Para reanimar o tópico, uma pergunta tão subjetiva quanto interessante para se pensar o livro:

    porque Mann tinha em tão alta conta os caminhos que não apontavam para aqueles "burgueses"? O que havia nesses caminhos que os faziam tão relevantes e recomendáveis de ser trilhados ao invés daqueles que se queriam hegemônicos? Se trata de 'pura reação' ou é um projeto mais complexo, profundo e, nesse sentido, mais intensamente significativo para nossa própria realidade?
     
  19. Spartaco

    Spartaco James West

    Lucas, tentando responder algo a respeito do que foi colocado, encontrei um texto, de autoria de Christine Wischmann e Karin B. Christmann, intitulado POLOS OPOSTOS: THOMAS MANN e HEINRICH MANN, cujo trecho abaixo transcrevo:

    Em um ponto todos estão de acordo: Thomas Mann é um dos últimos grandes novelistas burgueses. Ele reviveu em suas obras a evolução social dos últimos séculos, isto é, a ascensão da classe média à culta e consciente burguesia. Descreveu em todo o seu esplendor o auge da cultura burguesa, desde a etiqueta até à receptividade artística. Ele defendeu e exaltou toda esta cultura com uma eloqüência modelar por sentir a já iniciada decadência da classe burguesa (apesar de não ousar declará-lo).
     

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