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The World of Ice and Fire

Tópico em 'Westeros' iniciado por leoff, 29 Mai 2013.

  1. leoff

    leoff They will bend the knee or I will destroy them.

    Alguém mais está acompanhando as notícias desse livro?

    É uma espécie de enciclopédia de Westeros, contando em detalhes muita coisa que ficou de fora dos livros. A autoria é do Martin e do casal que mantém o Westeros.org (Elio e Linda). Ele é feito como se fosse um livro entregue ao Robert logo depois de sua coroação. Como é de praxe, as histórias são contadas por mais de um narrador; 4 ao todo, creio, incluindo um meistre e um bobo da corte(!). Detalhes particularmente spoileríficos são excluídos de algum jeito (manchas de tinta), mas sempre dando pistas do que será revelado futuramente.

    Infelizmente, como também é de praxe, vem sendo adiado por conta do jeito prolixo do Martin. Ia sair em outubro mas decidiu-se aumentar o livro e talvez só saia no final de 2014. A parte sobre a Dança dos Dragões original ficou tão grande que maior parte dela virou um conto a ser lançado em dezembro numa nova
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    que Martin preparou.

    Peguei (em inglês) uma relação do que se sabe que estará no livro. Muita coisa boa:

    • Some "legends" of Westeros (including tales of giants and the CotF seen in the sample pages)
    • Ancient history of the Vale and the arrival of the Andals.
    • The reasons behind the exile of the Manderlys, and the name of their former seat.
    • Information about the "many interesting kings and lords running around in the North, back in the day", including material about the ancient Bolton kings.
    • The full tale of the conquest (that GRRM read in the worldcon)
    • Details of who the first kingsguard were, and why they were selected. Perhaps, the pages of the White Book corresponding to some distinguished members will appear.
    • The tale of the Faith Militant uprising (included in the sample pages)
    • A lengthy account of the Dance With Dragons. Part of the story evolved in the novella "The Princess and the Queen" that will be included into the Dangerous Women anthology.
    • A good deal of the story of "The Vulture King"
    • An amazing amount of detail of the future lives of Dunk and Egg, but written in a devious way as to avoid spoilers for future novellas.
    • A description of the events in Summerhall covered with ink blots to prevent spoilers, but that'll show tantalizing hints.
    • The story of the fall of the Tarbecks and the Reynes.
    • A number of complete family trees spanning the last 300 years, including at least Targaryen and Stark.
    • The revelation of who was Ned's mother, who belonged to a house that has appeared in the novels.
    • The revelation of a surprising ancestor of the current generation of Lannisters (that should be the identity of Tytos's wife, or Joanna's mother, I guess).
    • Information (but not a lot) of some significant historical Daynes.
    • Brief information about some of the new Essos locations that appeared in LoIaF.
    • A map depicting Valyria before the Doom.
    • The debunkal, with "a few words", of a theory that Ran (Elio) didn't particularly like. (#Glee)

     
    • Gostei! Gostei! x 7
    • Ótimo Ótimo x 1
  2. Aster

    Aster Usuário

    Adorei! vixe, tem mesmo muita coisa interessante... vou gostar especialmente de ver o mapa de Valyria antes dela cair e mais informações sobre reis e lordes do Norte (e com esses compêndios a história segue caminhando no sentido de ter um cânon cada vez mais rico).
     
  3. leoff

    leoff They will bend the knee or I will destroy them.

    Obrigado por comentar. :joy:

    Agora não parece flood eu comentar que o que esqueci de mencionar: Martin cortou tanta coisa desse livro que está pensando em escrever um segundo ainda mais detalhado. O nome sugerido é genial: GRRMarillion.

    Referência ao Silmarillion, acho que nem precisava comentar isso nesse fórum em particular. :grinlove:

    A única boa notícia para mim é que já tinha feito a pré-venda na Amazon. Mesmo que o dito aumente de preço pelo aumento de páginas eu já garanti o preço mínimo. :yep:
     
    Última edição: 30 Mai 2013
  4. Aster

    Aster Usuário

    hauahauahauahauaha....,

    Mesmo sabendo que ia sair esse trabalho, qdo vi esse post não pude deixar de lembrar de um monte de crítica dizendo que a obra do Martin tava loooonge de ter um cânone tão rico como tem a obra do Tolkien e outros. Não comparando as coisas aqui, mas é muito legal ver que o tanto de coisa que tem além do que foi conformado em Asoiaf vai ganhando vida (pensei muito nisso (no tanto de coisa que ainda tem - ou teria - pra contar) ao rever os extras dos DVDs da série, aqueles lindos *.* sobre a tradição de Westeros - a Era dos Heróis, sobre Valyria e os dragões, os Filhos da Floresta, a invasão dos Ândalos, etc)
     
  5. Aster

    Aster Usuário

    Sobre:

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    E um verdadeiro martinverse, pouco a pouco, vai sendo construído. \o/
     
  6. Bel

    Bel Moderador Usuário Premium

    quero nem ver o preço do livro de papel D=






    até parece, comprarei de qualquer jeito xD
     
  7. leoff

    leoff They will bend the knee or I will destroy them.

    Tem tópico de "The Pricess and..." pra quem estiver lendo. Ainda não terminei, mas é sangrento pra xuxu. Só discordo dessa crítica acima sobre a narrativa ser pobre e superficial. É como dizer isso do Silmarillion só porque O Senhor dos Anéis é mais lento e descritivo. Tem um personagem lá que os fãs do Oberyn Martell vão adorar, mesmo estilo só que mais... romântico (?). E é ação atrás de ação, quem sente falta disso nas crônicas de gelo e fogo vai ter um troço.
     
  8. leoff

    leoff They will bend the knee or I will destroy them.

    Arquivos Anexados:

    Última edição por um moderador: 9 Mar 2014
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  9. Turgon

    Turgon 孫 悟空

    Dei uma anexada na imagem, pois ela não estava abrindo.

    E esse livro parece interessante. Ainda preciso voltar a ler a série.
     
  10. leoff

    leoff They will bend the knee or I will destroy them.

    GRRM LIBERA TRECHO DO LIVRO

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    Imagem: Aegon, O Conquistador, montado em Balerion​
    AEGON’S CONQUEST
    The maesters of the Citadel who keep the histories of Westeros have used Aegon’s Conquest as their touchstone for the past three hundred years. Birth, deaths, battles, and other events are dated either AC (After the Conquest) or BC (Before the Conquest).

    True scholars know that such dating is far from precise. Aegon Targaryen’s conquest of the Seven Kingdoms did not take place in a single day. More than two years passed between Aegon’s landing and his Oldtown coronation . . . and even then the Conquest remained incomplete since Dorne remained unsubdued. Sporadic attempts to bring the Dornishmen into the realm continued all through King Aegon’s reign and well into the reigns of his sons, making it impossible to fix a precise end date for the Wars of Conquest.

    Even the start date is a matter of some misconception. Many assume, wrongly, that the reign of King Aegon I Targaryen began on the day he landed at the mouth of the Blackwater Rush, beneath the three hills where the city of King’s Landing eventually stood. Not so. The day of Aegon’s Landing was celebrated by the king and his descendants, but the Conqueror actually dated the start of his reign from the day he was crowned and anointed in the Starry Sept of Oldtown by the High Septon of the Faith. This coronation took place two years after Aegon’s Landing, well after all three of the major battles of the Wars of Conquest had been fought and won. Thus it can be seen that most of Aegon’s actual conquering took place from 2-1 BC, Before the Conquest.

    The Targaryens were of pure Valyrian blood, dragonlords of ancient lineage. Twelve years before the Doom of Valyria (114 BC), Aenar Targaryen sold his holdings in the Freehold and the Lands of the Long Summer and moved with all his wives, wealth, slaves, dragons, siblings, kin, and children to Dragonstone, a bleak island citadel beneath a smoking mountain in the narrow sea.

    At its apex Valyria was the greatest city in the known world, the center of civilization. Within its shining walls, twoscore rival houses vied for power and glory in court and council, rising and falling in an endless, subtle, oft-savage struggle for dominance. The Targaryens were far from the most powerful of the dragonlords, and their rivals saw their flight to Dragonstone as an act of surrender, as cowardice. But Lord Aenar’s maiden daughter Daenys, known forever afterward as Daenys the Dreamer, had foreseen the destruction of Valyria by fire. And when the Doom came twelve years later, the Targaryens were the only dragonlords to survive.

    Dragonstone had been the westernmost outpost of Valyrian power for two centuries. Its location athwart the Gullet gave its lords a stranglehold on Blackwater Bay, and enabled both the Targaryens and their close allies, the Velaryons of Driftmark (a lesser house of Valyrian descent) to fill their coffers off the passing trade. Velaryon ships, along with those of another allied Valyrian house, the Celtigars of Claw Isle, dominated the middle reaches of the narrow sea, whilst the Targaryens ruled the skies with their dragons.

    Yet even so, for the best part of a hundred years after the Doom of Valyria (the rightly named Century of Blood), House Targaryen looked east, not west, and took little interest in the affairs of Westeros. Gaemon Targaryen, brother and husband to Daenys the Dreamer, followed Aenar the Exile as Lord of Dragonstone, and became known as Gaemon the Glorious. Gaemon’s son Aegon and his daughter Elaena ruled together after his death. After them the lordship passed to their son Maegon, his brother Aerys, and Aerys’s sons, Aelyx, Baelon, and Daemion. The last of the three brothers was Daemion, whose son Aerion then succeeded to Dragonstone.

    The Aegon who is known to history as Aegon the Conqueror and Aegon the Dragon was born on Dragonstone in 27 BC. He was the only son, and second child, of Aerion, Lord of Dragonstone, and Lady Valaena of House Velaryon, herself half-Targaryen on her mother’s side.

    Aegon had two trueborn siblings; an elder sister, Visenya, and a younger sister, Rhaenys. It had long been the custom amongst the dragonlords of Valyria to wed brother to sister, to keep the bloodlines pure, but Aegon took both his sisters to bride. By tradition, he was expected to wed only his older sister, Visenya; the inclusion of Rhaenys as a second wife was unusual though not without precedent. It was said by some that Aegon wed Visenya out of duty and Rhaenys out of desire.

    All three siblings had shown themselves to be dragonlords before they wed. Of the five dragons who had flown with Aenar the Exile from Valyria, only one survived to Aegon’s day: the great beast called Balerion, the Black Dread. The remaining two dragons — Vhagar and Meraxes — were younger, hatched on Dragonstone itself.

    A common myth, oft heard amongst the ignorant, claims that Aegon Targaryen had never set foot upon the soil of Westeros until the day he set sail to conquer it, but this cannot be true. Years before that voyage, the Painted Table had been carved and decorated at Lord Aegon’s command: a massive slab of wood, some fifty feet long, carved in the shape of Westeros and painted to show all the woods and rivers and towns and castles of the Seven Kingdoms. Plainly, Aegon’s interest in Westeros long predated the events that drove him to war. As well, there are reliable reports of Aegon and his sister Visenya visiting the Citadel of Oldtown in their youth, and hawking on the Arbor as guests of Lord Redwyne. He may have visited Lannisport as well; accounts differ.

    The Westeros of Aegon’s youth was divided into seven quarrelsome kingdoms, and there was hardly a time when two or three of these kingdoms were not at war with one another. The vast, cold, stony North was ruled by the Starks of Winterfell. In the deserts of Dorne, the Martell princes held sway. The gold-rich westerlands were ruled by the Lannisters of Casterly Rock, the fertile Reach by the Gardeners of Highgarden. The Vale, the Fingers, and the Mountains of the Moon belonged to House Arryn . . . but the most belligerent kings of Aegon’s time were the two whose realms lay closest to Dragonstone, Harren the Black and Argilac the Arrogant.

    From their great citadel Storm’s End, the Storm Kings of House Durrandon had once ruled the eastern half of Westeros from Cape Wrath to the Bay of Crabs, but their power had been dwindling for centuries. The Kings of the Reach had nibbled at their domains from the west, the Dornishmen harassed them from the south, and Harren the Black and his ironmen had pushed them from the Trident and the lands north of the Blackwater Rush. King Argilac, last of the Durrandon, had arrested this decline for a time, turning back a Dornish invasion whilst still a boy, crossing the narrow sea to join the great alliance against the imperialist “tigers” of Volantis, and slaying Garse VII Gardener, King of the Reach, in the Battle of Summerfield twenty years later. But Argilac had grown older; his famous mane of black hair had gone grey, and his prowess at arms had faded.

    North of the Blackwater, the riverlands were ruled by the bloody hand of Harren the Black of House Hoare, King of the Isles and the Rivers. Harren’s ironborn grandsire, Harwyn Hardhand, had taken the Trident from Argilac’s grandsire, Arrec, whose own forebears had thrown down the last of the river kings centuries earlier. Harren’s father had extended his domains east to Duskendale and Rosby. Harren himself had devoted most of his long reign, close on forty years, to building a gigantic castle beside the Gods Eye, but with Harrenhal at last nearing completion, the ironborn were soon free to seek fresh conquests.

    No king in Westeros was more feared than Black Harren, whose cruelty had become legendary all through the Seven Kingdoms. And no king in Westeros felt more threatened than Argilac the Storm King, last of the Durrandon — an aging warrior whose only heir was his maiden daughter. Thus it was that King Argilac reached out to the Targaryens on Dragonstone, offering Lord Aegon his daughter in marriage, with all the lands east of the Gods Eye from the Trident to the Blackwater Rush as her dowry.

    Aegon Targaryen spurned the Storm King’s proposal. He had two wives, he pointed out; he did not need a third. And the dower lands being offered had belonged to Harrenhal for more than a generation. They were not Argilac’s to give. Plainly, the aging Storm King meant to establish the Targaryens along the Blackwater as a buffer between his own lands and those of Harren the Black.

    The Lord of Dragonstone countered with an offer of his own. He would take the dower lands being offered if Argilac would also cede Massey’s Hook and the woods and plains from the Blackwater south to the river Wendwater and the headwaters of the Mander. The pact would be sealed by the marriage of King Argilac’s daughter to Orys Baratheon, Lord Aegon’s childhood friend and champion.

    These terms Argilac the Arrogant rejected angrily. Orys Baratheon was a baseborn half brother to Lord Aegon, it was whispered, and the Storm King would not dishonor his daughter by giving her hand to a bastard. The very suggestion enraged him. Argilac had the hands of Aegon’s envoy cut off and returned to Dragonstone in a box. “These are the only hands your bastard shall have of me,” he wrote.

    Aegon made no reply. Instead he summoned his friends, bannermen, and principal allies to attend him on Dragonstone. Their numbers were small. The Velaryons on Driftmark were sworn to House Targaryen, as were the Celtigars of Claw Isle. From Massey’s Hook came Lord Bar Emmon of Sharp Point and Lord Massey of Stonedance, both sworn to Storm’s End, but with closer ties to Dragonstone. Lord Aegon and his sisters took counsel with them and visited the castle sept to pray to the Seven of Westeros as well though he had never before been accounted a pious man.

    On the seventh day, a cloud of ravens burst from the towers of Dragonstone to bring Lord Aegon’s word to the Seven Kingdoms of Westeros. To the seven kings they flew, to the Citadel of Oldtown, to lords both great and small. All carried the same message: from this day forth there would be but one king in Westeros. Those who bent the knee to Aegon of House Targaryen would keep their lands and titles. Those who took up arms against him would be thrown down, humbled, and destroyed.

    EDITADO: VERSÃO EM PORTUGUÊS

    Os mestres da Cidadela que guardam as histórias de Westeros, têm vindo a usar a Conquista de Aegon como o seu marco para os últimos trezentos anos. Nascimentos, mortes, batalhas e outros acontecimentos são datados ou DC (Depois da Conquista) ou AC (Antes da Conquista)*.

    Os mais cultos sabem que tal data não é muito precisa. A Conquista de Aegon Targaryen dos Sete Reinos não se deu num só dia. Mais de dois anos passaram entre Aegon desembarcar em Vila Velha (Oldtown) e a sua coroação… e até a Conquista permaneceu incompleta, uma vez que Dorne resistiu. Tentativas esporádicas de trazer os Dorneses para o reino continuaram durante todo o reinado do Rei Aegon e também durante os reinos dos seus filhos, tornando impossível determinar um fim preciso para as Guerras da Conquista.

    Até a data de início é algo equívoco. Muito assumem, erradamente, que o reino do Rei Aegon I Targaryen começou no dia em que ele chegou à costa de Blackwater, sob as três montanhas onde a cidade de King’s Landing acabou por se erguer. Nem por isso. O dia da Chegada de Aegon foi celebrado pelo rei e os seus descendentes, mas a Conquista, na verdade, datou o início do seu reinado desde o dia em que foi coroado e ungido no Septo Estrelado de Vila Velha pelo Grande Septão da Fé. Esta coroação teve lugar dois anos depois da Chegada de Aegon, bastante depois de três das maiores batalhas da Guerra da Conquista terem acontecido e terem sido ganhas. Assim, é possível ver que a maior parte da verdadeira conquista de Aegon decorreu de 2 a 1 AC, Antes da Conquista.

    Os Targaryen era de puro sangue Valiriano, senhores dos dragões de uma antiga linhagem. Doze anos antes da Perdição de Valyria (Doom of Valyria) (114 AC), Aenar Targaryen vendeu os seus terrenos no Mercado (Freehold) e nas Terras do Longo Verão (Lands of the Long Summer) e deslocou-se com as suas mulheres, bens, escravos, dragões, irmãos, parentes e crianças para Pedra do Dragão (Dragonstone), uma ilha deserta sob uma enorme montanha no mar estreito.

    No seu auge, Valiria era a maior cidade no mundo conhecido, o centro da civilização. Dentro das suas brilhantes paredes, duas casas rivais ansiavam por poder e glória na corte, caindo constantemente numa luta subtil e selvagem pelo domínio. Os Targaryens estavam longe de serem tão poderosos como os outros senhores dos dragões, e os seus rivais viram a viagem para Dragonstone como um ato de desistência, de covardice. Mas a jovem filha do Lorde Aenar, Daenys, para sempre conhecida como Daenys, a Sonhadora, previra a destruição de Valiria pelo fogo. E quando a Perdição veio, doze anos depois, os Targaryen eram os únicos senhores dos dragões sobreviventes.

    Perda do Dragão tornara-se o posto oeste de poder Valiriano por dois séculos. A sua localização no Gargalo (Gullet) deu aos seus lordes um domínio da Baía de Blackwater (Blackwater Bay) e permitiu tanto aos Targaryens como aos seus aliados mais próximos, os Valeryons de Driftmark (uma casa mais baixa de descendência Valiriana) para encher os seus cofres com o tráfego de barcos. Os navios Velaryanos, juntamente com os de outra casa Valiriana aliada, os Celtigars de Claw Isle, dominaram as águas do mar estreito, enquanto os Targaryen reinaram os céus com os dragões.

    Ainda assim, durante a maior parte dos cem anos após a Perdição de Valiria (que foram nomeados Século de Sangue (Century of Blood)), a Casa Targaryen olhou para este, não oeste, e pouco interesse tiveram nos assuntos de Westeros. Gaemon Targaryen, irmão e marido de Daenys, a Sonhadora, seguiu Aenar, o Exilado como Lorde de Pedra do Dragão e ficou conhecido como Gaemon, o Glorioso. O filho de Gaemon, Aegon, e a sua filha, Elaena, reinaram juntos após a sua morte. Depois deles a terra passou para o seu filho Maegon, o seu irmão Aerys e os filhos de Aerys, Aelyx, Baelon e Daemion. O último dos três irmãos era Daemion, cujo filho Aerion depois reinou em Pedra do Dragão.

    O Aegon que é conhecido na história como Aegon, o Conquistador e Aegon, o Dragão, nasceu em Pedra do Dragão em 27 AC. Ele era o único rapaz e a segunda criança de Aerion, Lorde de Pedra do Dragão, e da Senhora Valaena da Casa Velaryon, ela própria meia-Targaryen do lado da mãe.

    Aegon tinha dois irmãos de sangue; uma irmã mais velha, Visenya, e uma irmã mais nova, Rhaenys. Já era costume entre os senhores de dragões de Valiria casar irmão e irmã, mantendo a linhagem de sangue pura, mas Aegon casou com as duas irmãs. Pela tradição, era esperado de si apenas casar com a irmã mais velha, Visenya; a inclusão de Rhaenys como uma segunda esposa era incomum, contudo, não era algo sem precedentes. Era dito por alguns que Aegon casou com Visenya por dever e com Rhaenys por desejo.

    Os três irmãos mostraram ser senhores de dragões antes do casamento. Dos cinco dragões que voaram de Valiria com Aenar, o Exilado, apenas um sobreviveu até aos dias de Aegon: a grande besta chamada Balerion, o Horror Negro (the Black Dread). Os restantes dois dragões – Vhagar e Meraxes – eram novos, nascendo em Pedra do Dragão.

    Um mito comum, bastante ouvido entre os ignorantes, diz que Aegon Targaryen nunca pisara o solo de Westeros até ao dia em que viajou para o conquistar, mas tal não pode ser verdade. Anos antes da viagem, a Mesa Pintada (Painted Table) tinha sido esculpida e pintada a comando do Lorde Aegon: uma enorme tábua de madeira, com uns cinquenta pés de comprimento, esculpida na forma de Westeros e pintada para exibir todas as florestas, rios, cidades e castelos dos Sete Reinos. Claramente o interesse de Aegon em Westeros já mostrava alguns eventos que depois o levaram para a guerra. Para além disso, existem relatos credíveis de Aegon e a sua irmã Visenya visitarem a Cidadela de Vila Velha enquanto jovens, e visitarem Arbor como convidados do Lorde Redwyne. Ele pode também ter visitado Lannisport (Lannisporto); os relatos diferem.

    A Westeros do jovem Aegon foi dividida em sete conflituosos reinos, e era rara a altura em que dois ou três desses reinos não estavam em guerra entre si. O vasto, frio e pedregoso Norte era governado pelos Starks de Winterfell. Nos desertos de Dorne, os príncipes Martell não vacilavam. As terras ricas de Westeros eram reinadas pelos Lannisters do Rochedo Casterly (Casterly Rock), o fértil Campina (Reach) pelos Gardeners de Jardim de Cima. O Vale, os Dedos (Fingers) e as Montanhas da Lua (Mountains of the Moon) pertenciam à Casa Arryn… mas os mais bélicos reis do tempo de Aegon eram aqueles cujos reinos estavam mais próximos de Pedra do Dragão, Harren, o Negro e Argilac, o Arrogant.

    Da sua grande cidadela Ponta de Tempestade (Storm’s End), os Reis da Tempestade da Casa Durrandon chegaram a reinar uma vez a parte este de Westeros, desde Cape Wrath (próximo de Matabruma) até à Baía dos Caranguejos (Bay of Crabs), mas o seu poder tinha vindo a diminuir pelos séculos. Os Reis da Campina tinham ficado aos poucos com os seus domínios a oeste, os Dorneses atacaram-nos do sul, e Harren, o Negro e os seus homens de ferro empurraram-nos do Tridente (Trident) e das terras a norte de Blackwater. O Rei Argilac, o último dos Durrandon, tinha resistido a estas ofensivas há muito tempo, recusando uma invasão Dornesa enquanto jovem, atravessando o mar estreito para se juntar à grande aliança contra os “tigres” imperialistas de Volantis, e matando Garse VII Gardener, Rei da Campina, na Batalha de Summerfield (Battle of Summerfield) vinte anos depois. Mas Argilac envelheceu; o seu famoso cabelo negro tornou-se cinza, e a sua proeza nas armas desvaneceu.

    A norte de Blackwater, as terras fluviais eram governadas pela sangrenta mão de Harren, o Negro da Casa Hoare, Rei das Ilhas e dos Rios. O avô de Harren, nascido no ferro, Harwyn Harghand, tinha tirado o Tridente do avô de Argilac, Arrec, cujos próprios antepassados tinham derrubado o último dos reis fluviais séculos antes. O pai de Harren tinha estendido os domínios a este para Duskendale e Rosby. O próprio Harren tinha dedicado a maior parte do seu reinado, perto de quarenta anos, a construir um gigantesco castelo ao lado de Gods Eye, mas com Harrenhal a chegar ao fim da sua construção, aqueles nascidos do ferro estariam rapidamente livres para procurar novas conquistas.

    Nenhum rei em Westeros era mais temido do que o Negro Harren, cuja crueldade tinha ficado lendária por todos os Sete Reinos. E nenhum rei em Westeros se sentiu mais ameaçado que Argilac, o Rei da Tempestade, último dos Durrandon – um velho guerreiro cujo único herdeiro era a sua jovem filha. Assim, o Rei Argilac contactou os Targaryens de Pedra do Dragão, oferecendo a Lorde Aegon a sua filha em casamento, com todas as terras a este de Gods Eye desde o Tridente até Blackwater.

    Aegon Targaryen rejeito a proposta do Rei da Tempestade. Ele tinha duas esposas, explicou; não precisava de uma terceira. E as terras doadas pertenciam a Harrenhal há mais de uma geração. Não eram de Argilac, portanto não as podia oferecer. Claramente, o velho Rei da Tempestade pretendeu estabelecer os Targaryen em Blackwater como uma ligação entre as suas terras e as de Harren, o Negro.

    O Lorde de Pedra de Dragão lançou-lhe uma proposta como resposta. Ele ficaria com as terras oferecidas se Argilac concedesse também Massey’s Hook e as terras desde o sul de Blackwater até ao rio de Wendwater e as terras principais do Mander. O pacto seria selado com o casamento da filha do Rei Argilac com Orys Baratheon, o campeão e amigo de infância de Lorde Aegon.

    Esses termos Argilac, o Arrogant, rejeitou irritadamente. Orys Baratheon era um meio irmão de Lorde Aegon, rumores diziam, e o Rei de Tempestade não iria desonrar a sua filha dando a sua mão a um bastardo. A própria sugestão encheu-o de raiva. Argilac cortou as mãos do enviado de Aegon e enviou-as para Pedra do Dragão numa caixa. “Essas são as únicas mãos que o seu bastardo irá ter de mim”, ele escreveu.

    Aegon não respondeu. Invés disso, ele convocou os seus amigos, estandartes e principais aliados para se reunirem em Pedra do Dragão consigo. Eles eram poucos. Os Velaryons de Driftmark eram ajuramentados à Casa Targaryen, como eram os Celtigars de Claw Isle. De Massey’s Hook veio o Lorde Bar Emmon de Sharp Point e o Lorde Massey de Stonedance, ambos ajuramentados a Ponta Tempestade, mas com ligações a Pedra do Dragão. O Lorde Aegon e as suas irmãs reuniram com eles e visitaram o septo do castelo para rezar pelos Sete de Westeros, apesar de nunca ter sido visto como um homem devoto.

    No sétimo dia, uma nuvem de corvos saiu das torres de Pedra do Dragão para levar a palavra do Lorde Aegon para os Sete Reinos de Westeros. Para os sete reis eles voaram, para a Cidadela de Vila Velha, para lordes grandes e pequenos. Todos levaram a mesma mensagem: a partir deste dia, haveria apenas um rei em Westeros. Aqueles que dobrassem o joelho a Aegon da Casa Targaryen manteriam as suas terras e títulos. Aqueles que erguessem armas contra ele, seriam derrubados, humilhados e destruídos.

    *AC em inglês (After the Conquer) é exatamente o oposto do português, (Antes da Conquista)

    Fonte:
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    Última edição: 20 Abr 2014
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  11. leoff

    leoff They will bend the knee or I will destroy them.

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  12. Você foi mais rápido que eu. :lol:
    Esse é um que eu quero muito ler!
     
  13. Lizzie

    Lizzie Usuário

    Eu gostava mais da outra, com o trono de ferro :/
    Eu quase comprei na pre venda por impulso, mas sabe-se lá quando eu receberia... talvez livrarias como a Cultura lancem nas lojas fisicas mais ou menos na mesma epoca de lançamento?
     
  14. Heberus Stormblade

    Heberus Stormblade Paz e Amor

    Muito bonita!
     
  15. leoff

    leoff They will bend the knee or I will destroy them.

    Tenho o livro reservado na Amazon faz mais de 1 ano. Dado o padrão de atendimento da loja e os constantes atrasos do livro, não ficaria surpreso se me enviassem pela DHL como forma de prestigiar minha lealdade.

    Fica a dica que a LeYa deu a entender no Facebook que vai lançar o livro ainda nesse ano, suponho que terão acesso ao manuscrito antes do lançamento oficial nos EUA em outubro.
     
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  16. Lizzie

    Lizzie Usuário

    ESSE ano? Uau, entao eles vao receber bem antes mesmo. Espero que a traduçao nao fique tao corrida como a que fizeram com a Dança dos Dragões aqui :/
     
  17. Esqueceram um capítulo, não foi? :lol:
     
  18. Lizzie

    Lizzie Usuário

    Sim, alem da traduçao fraca :( eu prefiro mil vezes a de Portugal que tínhamos nos volumes anteriores...
     
  19. Éomer

    Éomer Well-Known Member

    O que é esse brasão dos Targaryen meu povo... :grinlove:
     
  20. Putz, sério que os outros tem tradução de Portugal? Eu passo raiva de ler texto usando gramática portuguesa.
     

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