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The Clash

Phantom Lord

London Calling
BIOGRAFIA



Quando o assunto é Punk Rock inglês, imediatamente dois nomes são lembrados: The Clash e Sex Pistols. E não podia ser diferente: Juntas, essas duas bandas mudaram o cenário musical de toda uma época, introduzindo novos elementos, atitude e discursos políticos em suas canções.

Com o fim do 101'ers, o vocalista e guitarrista Joe Strummer se juntou ao London SS de Mick Jones (guitarra), Paul Simonon (baixo) e Terry Chimes (bateria) dando início a uma nova banda: o The Clash. Conhecem o empresário Bernie Rhodes que, além de sugerir o figurino de guerra para os integrantes, agendou alguns shows como banda de abertura para o Sex Pistols.

Rapidamente assinam com o selo CBS e, em 1977, o álbum de estréia, que levava o nome do grupo, foi lançado. A repercussão foi muito positiva e o disco conseguiu figurar entre os mais vendidos das paradas britânicas.

Os punks radicais não aceitavam o fato de Strummer e companhia estarem vinculados a uma grande empresa e terem descendência burguesa. Mas o fato é que suas letras tinham conteúdo, posições definidas e o som era um pouco mais lapidado, diferente do Sex Pistols que pregava a anarquia pura e simples.

No ano seguinte, o batera Terry Chimes foi substituído por Topper Headon e o segundo trabalho, Give'Em Enough Rope chegou às lojas. Como o anterior, o disco vai bem na Inglaterra mas tem pouca divulgação no mercado americano. Para solucionar esse problema, embarcam numa bem sucedida turnê pelos EUA.

A consagração veio em 1979, com o duplo London Calling. Misturando elementos de reggae, ska, rock e blues em suas músicas, o Clash conquistou de vez os americanos, realizando nova excursão pelo país e entrando para a história com um dos álbuns mais famosos de todos os tempos.

Decidem gravar o próximo disco em Nova Iorque e, empolgados com o sucesso de London Calling, lançam em 1980, o triplo Sandinista!, explorando mais a fundo novas sonoridades, desta vez, utilizando até elementos eletrônicos. Os fãs se dividem: enquanto os ingleses viravam as costas para o grupo, os americanos gostavam cada vez mais. A banda praticamente troca de público, passando a gravar e a se apresentar somente nos Estados Unidos.

O baterista original, Terry Chimes reassume as baquetas e em 1982, lançam Combat Rock. Apesar do hit "Should I stay or should I go", o disco não agradou e a turnê que veio a seguir foi um fracasso. Insatisfeitos, Terry Chimes e Mick Jones abandonaram a banda sendo substituídos por Pete Howard e pelos guitarristas Vince White e Nick Sheppard.

Com a nova formação, lançam, em 1985, Cut The Crap, considerado o pior disco de toda a carreira. A situação já estava insustentável e Strummer decide pôr fim no grupo que, sem nenhuma dúvida, foi um dos maiores expoentes do punk rock e uma referência mundial.

Mick Jones iniciou uma nova banda funk-dance, chamada Big Audio Dynamite, Paul Simonon formou o Havana 3 A M e Strummer seguiu em carreira solo, contribuindo mais tarde com material para o Big Audio Dynamite de Jones.

Em Dezembro de 2002, Joe Strummer faleceu de parada cardíaca, em sua casa, aos 50 anos de idade. Ainda em 2005 os fãs do grupo devem ganhar em uma coletânea contendo todas as músicas de sucesso da carreira do músico. O CD será uma reedição do álbum Elgin Avenue Breakdown (Revisited), de 1981, com algumas faixas extras.

Em 2004 o The Clash voltou a ser assunto com o lançamento de uma biografia intitulada "Passion is a Fashion: The Real Story of The Clash" escrita por Pat Gilbert. O livro traz toda a trajetória da banda além de entrevistas e depoimentos dos integrantes.

Ainda no mesmo ano, a Epic colocou de novo no mercado o disco London Calling em versão dupla, em função do aniversário de 25 anos do The Clash. O disco batizado agora de London Calling: The 25th Anniversary Edition originalmente de 1979, reunirá algumas faixas raras e, um DVD com um documentário de 45 minutos, além de cenas ao vivo da banda na época.



Discografia

1977 - Clash
1978 - Give 'em Enough Rope
1979 - London Calling
1980 - Sandinista!
1982 - Combat Rock
1985 - Cut the Crap
1999 - From Here to Eternity ( Ao Vivo)
2008 - Live at Shea Stadium (Ao Vivo)

TEXTO

Além da estética punk

Surgido em meio ao punk,o Clash teve talento para ir além dos mandamentos limitadores do movimento.Quando decidiu incorporar outros ritmos ao seu rock básico,fez ouvido de mercador a críticas segundo as quais estariam "se vendendo ao sistema".Logo o Clash,banda de ideal maoísta,que batizou um disco de "Sandinista!",vendeu álbuns duplos e triplos pelo preço de simples e sempre arrumava um jeito de pôr o maior número de fãs para dentro dos seus shows.De graça.

Pois os punks "autênticos" que tirem as calças pela cabeça.A partir de "London Calling",lançado em 1979,o Clash deixou claro que o mundo é grande demais para se perder tempo trancado numa igrejinha.
Funk,soul,ska,r&b,reggae,tudo podia ser incorporado ao som do Clash,desde que feito com bom gosto e honestidade.

Com "Sandinista!"(1980),até valsa e som da Motown entraram na dança.Se os Sex Pistols foi a banda punk por excelência,que se consumiu na própria chama,o Clash foi mais que isso,porque foi além das fronteiras do estilo.

Foi uma das maiores bandas de rock and roll do mundo de todos os tempos.


Texto publicado no Segundo Caderno do Globo em 1999

RESENHAS

THE CLASH - 1977

A banda se formou no dia 01 de abril de 1976, um dia após assistirem a um show dos Sex Pistols. Os pé-rapados moradores do subúrbio londrino Mick Jones (guitarra) e Paul Simonon (baixo) tocavam em uma banda chamada London SS e viram no politizado Joe Strummer, filho de um diplomata inglês e guitarrista da banda 101ers, a peça chave para o novo projeto: The Clash. Na bateria, Terry Chimes. Com esta formação a banda seguiu tocando por todo 1976 e começo de 1977. Em fevereiro, o grande anúncio: com um adiantamento de 100 mil libras (quase R$ 500.000), a banda assinava com a major CBS. O dinheiro foi usado na compra de instrumentos. O primeiro álbum saiu cerca de um mês e meio depois trazendo uma mudança: Terry Chimes, que tocou no disco, abandonou a banda sendo substituído por Topper Headon. Recusando os produtores que a gravadora encaminhava, a banda optou por elevar ao cargo Micky Foote, mero operador de mesa do grupo em shows, que nunca tinha produzido nada na vida. O resultado é um álbum musicalmente deficiente. As guitarras 'vazam' de um canal para o outro, os vocais surgem embolados e a péssima mixagem torna o produto ainda mais sofrível. Na capa, apenas o trio Jones, Strummer e Simonon. Porém, nem mesmo se um produtor quisesse ele conseguiria estragar um conjunto de canções tão brilhante quanto à do álbum de estréia do Clash. Tudo soa energeticamente juvenil, altamente bruto, como nos primórdios do rock. "The Clash" bateu no Top 20 britânico estourando em vendas. A CBS norte-americana, por sua vez, se recusou a lançar tamanho bagulho no mercado dos EUA. O resultado foram 100.000 cópias importadas da Inglaterra rendendo ao disco o prêmio de álbum não lançado nos EUA mais vendido em terras norte-americanas em todos os tempos. Dois anos depois, porém, a CBS norte-americana aceitou lança-lo, mas impôs condições. Foram retiradas quatro faixas ("Deny," "Protex Blue," "Cheat," e "48 Hours") da edição inglesa e colocadas outras cinco melhores produzidas e que haviam saído apenas em single na Inglaterra no lugar das quatro extraídas ("Complete Control," "White Man in Hammersmith Palais," "Clash City Rockers," "I Fought the Law," e "Jail Guitar Doors"). A edição brasileira é idêntica à norte-americana. Da abertura, com "Clash City Rockers", até a última faixa, "Garageland", são 43m e 20s incendiários/revolucionários. Talvez a faixa 12, "Hate and War", funcione como explicação para a fúria do álbum, que tem em sua contracapa uma foto flagra de uma "White Riot" entre a polícia e jovens de um bairro negro de Londres. A veia politizada de Strummer pode ser avalizada em um detalhe. Mick Jones escreveu "I’m So Bored With You" e Strummer a transformou em "I’m So Bored With The USA". Das 15 canções, duas covers: a empolgante "I Fought The Law", de Sonny Curtis, e o reggae "Police And Thieves", de Lee Perry, abrindo caminho para as posteriores experiências que o grupo faria com a música negra, fruto da vivência da banda nos subúrbios londrinos, cheio de gente sem grana e imigrantes de ex-colônias britânicas como a Jamaica. Se fosse possível resumir "The Clash" em apenas uma música seria "London’s Burning".

Marcelo Costa

GIVE 'EM ENOUGH ROPE – 1978

Unanimidade na Inglaterra, faltava agora conquistar os EUA. Para isso, o quarteto cedeu à pressão da gravadora e aceitou o produtor indicado por ela, não só pela ânsia da CBS, mas porque eles mesmos queriam saber que diabos acontecia no mercado norte-americano. Sandy Pearlman, produtor e empresário do Blue Oyster Cult, assumiu a produção do disco com o dever de tornar o som da banda mais palatável. Pearlman vinha de três trabalhos com os proto punks do The Dictators, o que o credenciava como nome perfeito por conhecer os dois lados da moeda. O resultado foi "Give 'em Enough Rope", um disco pungente, mais cerebral que emocional, mas totalmente The Clash. Abre com um trio de clássicos punks, "Safe European Home" – "English Civil War" – "Tommy Gun", mas perde um pouco da força na segunda metade do álbum, embora "Stay Free" esteja ali para honrar o segundo lado do vinil. "Give 'em Enough Rope" bateu no segundo posto na parada britânica, mas nem entrou no TOP 100 norte-americano. Se não serviu para colocar o The Clash nas rádios, abriu caminho para uma tour pelos States carinhosamente chamada Pearl Harbour Clash 79. Se fosse possível resumir "Give 'em Enough Rope" em uma imagem, ela seria o rosto de Joe Strummer encarando a câmera no clip antológico de "Tommy Gun".

Marcelo Costa

LONDON CALLING - 1979

Três anos depois do verão punk, o establishiment pop ainda lambia suas feridas. Aqueles Sex Pistols de Malcoln McLaren eram uma brincadeira de mau gosto? E - impensável - se eles fossem importantes, mesmo sendo uma brincadeira de mau gosto? Aliás, se tudo aquilo fosse importante exatamente por ser uma brincadeira de mau gosto?

Desde os Beatles, os 60 e a politização/psicodelização do rock, a indúsria não via questões tão profundas e tão graves ameaçando as regras do (seu ) jogo. A primeira metade dos 70 trouxe uma paz confortadora, em que bons negócios eram possíveis com um mínimo de tumultos e confrontos. A indústria tinha um produto de aceitação certa e imediata, e os consumidores pareciam felizes. Por que e de onde vinha essa insurreição?

E que momento péssimo haviam escolhido para atacar: exatamente quando, dos clubes gay underground, a disco music avançava sobre as hordas de adolescentes. Mas o pior ainda estava por vir: em 1979 , o establishiment descobriu que a rebelião tinha um cérebro além de uma voz. E foi "London Calling", do Clash, que proclamou isto.

O Clash surgira na primeira hora do verão londrino de 1976, reunindo Joe Strummer, com uma carreira de performances no metrô e à frente de uma banda de pubs (os 101'ers); Paul Simonon, um estudante de arte que jamais havia pegado num baixo: e Micke Jones, que também vinha da cena de pubs. Primeiro Tory Crimes e depois com Topper Headon na bateria (e, por pouco tempo com Keith Levene, futuro PIL, completando um quinteto) , o Clash abriu concertos dos Pistols em 1976 e, um ano depois, assinou um contrato vultoso para a época, com duzentos mil dólares de adiantamento. Os dois primeiros discos desse contrato "The Clash" ( 1977) e "Give'Em Enough Rope" (1978) - já revelavam claramente o que o Clash pretendia: de dentro da barragem alucinante de decibéis erguida por Jones, Strummer cantava articuladamente uma inquietação social e política que os Pistols conheciam, mas tratavam com um ódio brutal e amorfo. Mas, na época, a forma triunfou sobre o conteúdo, iludindo a todos, sem sequer antecipar o que seria "London Calling".

Lançado em meados do ano, London Calling foi um clarão de lucidez e coerência que nem o rock nem o Clash conheceriam depois. As 19 faixas do álbum duplo - a última, "Train In Vain", não está creditada na capa - interligam-se para formar ao mesmo tempo um painel da Inglatera sobre Thatcher - relutantemente multirracial, bacia de fermentação de ódios e frustrações - e de um mundo apenas aparentemente sob controle, mas impulsionado por armas, drogas e guerras sob encomenda. A música tem uma riqueza de texturas que o punk desconhecia: O Clash canta o ska e o reggae pesado da Londres negra (" The Guns of Brixton", "Rudie Can't Fail". "Wrong Em Boyo") e puxa o longo fio ancestral que vai até os anos 50 ( " Brand New Cadillac") e o jazz ( "Jimmy Jazz").

O impacto de "London Calling" abriu clareiras em todas as frentes. Para as platéias punk, ele disse que a fúria podia e devia ser organizada, e que a lucidez e a curiosidade eram as únicas saídas estéticas possíveis antes da caricatura e da dissolução. Para o resto do público, o álbum restaurou a fé num gênero em visível decadência, o rock. Para o próprio Clash o disco foi a bateria energética que o impulsionou freneticamente durante um inacreditável par de anos - e o álbum triplo "Sandinista" (1980) - até caírem exaustos ao chão das realidades mesquinhas do business, ícaros modernos deixando no ar o traço do seu vôo.


Ana Maria Bahiana(Discoteca Básica,Revista Bizz,Edição 50,Setembro de 1989)

SANDINISTA! - 1980

Exatamente um ano após ter parido um álbum duplo, o The Clash colocou nas lojas o triplo "Sandinista!". A briga para o disco triplo chegar ao comprador com preço de simples foi dura, mas o Clash venceu a queda de braço contra a gravadora. O resultado, porém, foi insatisfatório. Gravado na Jamaica, "Sandinista!" radicaliza não só no número de canções (36), mas também na variação de estilos, por si só já bastante radical em "London Calling". O dub, o reggae e o rap dominam o som do quarteto, que brilha em canções como "The Magnificent Seven", "One More Time", "The Call Up" e "Charlie Don’t Surf". O punk rock ficou de lado, representado pela talvez melhor música do álbum, "Police On My Back" (cover de Eddie Grant) e pela rocker "Up in Heaven". A banda também visita os anos 50 em "The Sound of Sinners" e flerta com o jazz em "If Music Could Talk". "Sandinista!" ainda tem a ótima "Somebody Got Murdered" e uma versão para "Career Opportunities", do disco de estréia, cantada por um... coro de crianças. Joe Strummer afirmou desde sempre que não mudaria nada em "Sandinista!", mas é impossível não enxergar o disco como longo, desfocado e exagerado demais. Um dos motivos aparentes para a desigualdade do material talvez resulte do fato de Strummer e Jones não estarem se entendendo mais dentro da banda. Mesmo assim, talvez pelo fato de serem três discos pelo preço de um, "Sandinista!" chegou a 24ª posição nos Estados Unidos e se tornou o primeiro disco do Clash a vender mais na terra do Tio Sam do que na terra da Rainha.

Marcelo Costa

COMBAT ROCK - 1982

Sai o punk, entra o funk. É mais que a simples mudança de uma letra. Em "Combat Rock", o som da banda está mais centrado, mas o repertório finca base no funk, reggae e dub, mais do que em qualquer outro disco do The Clash, o que não desagradaria se o resultado fosse uniforme. "Combat Rock" acerta na levada rock à la Stones de "Should I Stay Or Should I Go?", na excelente disco "Rock The Casbah" e na jamaicana "Strainght To Hell". Mas o resultado como um todo é inconsistente, destacando cada vez mais o desentendimento de Strummer e Jones. Enquanto o primeiro queria levar a banda para o lado negro da música, o segundo queria ser um guitar hero. O choque das duas personalidades acabou, por fim, matando o The Clash. Primeiro com a demissão do batera Topper Headon por (ab)uso de heroína. Depois foi a vez de Mick Jones ser jogado do barco por Strummer e Simonon. Nada estranho que a banda tenha começado a se desentender no momento em que alcançava o olimpo pop que o punk tanto rechaçou. Nada mais irônico que, ao ser demitido, Headon tenha deixado o single mais vendido do Clash na história da banda ("Rock The Casbah", escrita por Headon, chegou ao oitavo lugar da parada norte-americana). Nada estranho que a banda tenha excursionado em 1981 com o The Who, banda cuja letra de "My Generation" Strummer ironizara em "Death or Glory", dois anos antes. Se me fosse concedido o momento para acabar com o The Clash, seria este aqui.

Marcelo Costa



VIDEOS

LONDON'S BURNING

CARRER OPPORTUNITIES

TOMMY GUN

ENGLISH CIVIL WAR

THE GUNS OF BRIXTON

LONDON CALLING

RUDIE CAN'T FAIL

THE MAGNIFICENT SEVEN

SHOULD I STAY OR SHOULD I GO?



O The Clash é definitivamente minha banda predileta.Esses caras me ensinaram a gostar de rock,desde quando descobri a banda lá pelos meus 14 anos.
Espero que mais alguém goste da banda por aqui.
 
Última edição por um moderador:

.Penny Lane.

Usuário
London Calling foi o primeiro disco que comprei na vida. É um dos melhores discos da história da humanidade, sério mesmo. Tem influência de tudo ali, não é nem um disco de punk rock. E fala sério, com 19 músicas poderiam ter saído 10 boas e 9 ruins. Mas não, escuto do início ao fim com o maior prazer - nem todas as músicas são perfeitas, claro, mas a grande maioria é muito boa. Acho que é o meu disco favorito de todos os tempos.
O que eu acho legal no Clash é que pra mim eles estavam muito além de uma simples banda punk... politizados, relevantes, letras inteligentes,[ou pelo menos mais inteligentes do que "I am an antichrist, I am an anarchist" :rolleyes:] não ficavam naquelas músicas de um minuto e meio...[eu NÃO estou criticando punk, que fiquei bem claro!] adoro.
O primeiro disco deles também é muito, muito bom.
 

Fúria da cidade

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Usuário Premium
Como o The Clash se tornou imortal com o disco London Calling, lançado há 40 anos

Rebeldes com causa: lançado em dezembro de 1979, disco clássico da banda vendeu 200 mil cópias nos Estados Unidos e imortalizou o grupo
Redação Publicado em 02/07/2019, às 09h10

The Clash, na capa da Rolling Stone EUA de abril de 1980 (Foto: Reprodução)
Apesar de terem lançado dois álbuns nos Estados Unidos antes de London Calling, os músicos do The Clash só ganharam status de astros no país com a chegada do clássico disco. Por lá, o trabalho saiu em janeiro de 1980 (ele foi originalmente disponibilizado no mercado inglês em dezembro de 1979).

Rapidamente o LP duplo atingiu 200 mil cópias vendidas. O quarteto punk conquistava o público norte-americano. Foi na esteira desse sucesso que os guitarristas e vocalistas Joe Strummer e Mick Jones foram escalados para aparecer na capa da Rolling Stone, publicada em abril de 1980.

“Com exceção dos Sex Pistols, nenhuma outra banda chamou tanta atenção nestes últimos cinco anos como o The Clash”, escreveu o jornalista James Henke. “Enquanto os Pistols observavam a decadência da sociedade inglesa com niilismo e desprezo, o The Clash trata tudo sob o ponto de vista militante, oferecendo alguma esperança.”

Curiosamente, o primeiro disco do The Clash, lançado em 1977, foi rejeitado pelo mercado norte-americano, sendo lançado por lá somente dois anos mais tarde, enquanto o Pistols logo foi adorado pela crítica e pela indústria musical nos Estados Unidos.

Henke foi falar com a banda depois de um show do começo da turnê norte-americana. Ele logo sentiu que o líder, Joe Strummer, era fechado, embora o músico tenha falado bastante sobre os primórdios do The Clash.

Já Mick Jones, mais acessível, se posicionou sobre a diversidade e os números de London Calling. “Nós percebemos que, se abríssemos o leque, seria possível alcançar mais gente. As canções precisam ser fáceis de cantar. Assim, as pessoas podem prestar atenção nas letras e assimilar nossa mensagem”, afirmou.

Com o London Calling, o Clash amadureceu em todas as frentes: sua forma de tocar se tornou mais habilidosa e relaxada, embora não menos intensa. As músicas se baseavam em uma variedade maior de influências - rockabilly, R&B, honky-tonk e reggae - e passaram a cobrir uma ampla gama de tópicos, do ator Montgomery Clift à Guerra Civil Espanhola, chegando até ao livro Tao of Love.

E o senso de humor do grupo, que havia sido enterrado, estava mais evidente do que nunca. Parte do crédito deve ir ao produtor Guy Stevens, um lendário excêntrico da indústria musical britânica.

Stevens, que entre outras coisas produziu quatro LPs para o Mott the Hoople, uma banda que influenciou o Clash, encontrou uma maneira de capturar todos os lados do Clash no disco.
https://rollingstone.uol.com.br/noticia/rolling-stones-como-mick-jagger-e-keith-richards-deram-fim-rivalidade-para-sobrevivencia-da-banda/
"Quando as pessoas dizem que somos uma banda política, o que elas normalmente querem dizer, imagino, é que somos políticos da mesma forma, esquerda e direita", disse Paul Simonon, baixista do Clash, na época.

"Mas elas estão falando com política com 'P' maiúsculo, certo? Mas, na verdade, fazemos diferente, política com a letra 'P' minúscula, de política pessoal. Quando alguém diz que você não deve fazer algo, achamos que você deveria se levantar e questionar isso, não desistir."
 

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