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"The Caverns Episode" - Fan FIC Breath of Fire III

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por EvertonMissiagia, 22 Mar 2012.

  1. EvertonMissiagia

    EvertonMissiagia Usuário

    Fala galera do fórum, beleza?

    Bom, antes de qualquer coisa, preciso dizer que procurei um espaço específico sobre Fic's aqui e aparentemente não encontrei. Me desculpem por estar postando no lugar errado, caso esse lugar exista. No mais, a explicação:

    Tenho certeza mais que absoluta que a maior parte do pessoal sabe o que é uma FIC. Para os que não sabem, é quando um fã de uma história, de um jogo, de um filme ou qualquer coisa, cria uma história diferente utilizando a história em si.

    Não sei se isso é permitido aqui ou não e, se não for, podem apagar o tópico. Me desculpo mais uma vez.
    Também quero dizer que a FIC que vou postar não tem pretensão alguma relacionada a publicidade ou propaganda, é só um "passa tempo" que eu tive.

    Dito isso tudo, o que segue abaixo é uma FIC sobre o jogo Breath of Fire III, de Ps1. Na verdade, apenas uma espécie de "episódio". Eu estive jogando o jogo recentemente, pois teve um papel fundamental na minha infância, e acho que de tanto fixar-me nele me peguei com vontade de descreve-lo do meu jeito.
    :lendo:

    ---------------------- / ----------------------

    Ryu sentiu o suor descer-lhe pelo rosto, enquanto espreitava aguçado, observando as formas que a escuridão criava. A caverna parecia oscilar, e ameaçava engoli-lo. Ouviu um passo. Sentiu a água em seus pés, enquanto pensamentos alucinantes floreavam sua mente. Os dentes poderiam surgir dali, a qualquer momento, abocanhando-lhe a perna, perdido para sempre na escuridão com a besta brincando com ele.
    Balançou a cabeça, atordoado, afastando as imagens. Segurou a Espada do Rei, agora forte e instransponível. Já pesava em suas mãos pelas horas que a missão levara. Trocou-a para a mão direita e uniu-se a parede, pensando no próximo passo. Onde estaria Nina e Rei? Talvez perdidos como ele pelos inúmeros e enigmáticos tuneis, a mercê da criatura. Não! Praguejou em sua mente. Iria encontrá-los, contanto que não ficasse ali. As grossas pedras as suas costas, cobertas de musgo com um cheiro de... Morte. Sim, era esse o cheiro daquele lugar. O odor do infortúnio daqueles que antes dele estiveram naquele mesmo ponto, com os mesmos pensamentos, provavelmente desfrutando de alguns poucos segundos de felicidade a procura de ouro, a poucos metros do próprio fim.
    Apoiou delicadamente a espada contra o chão e inclinou-se, tirando os sapatos. Seus pés nus não fariam tanto barulho.
    Endireitou-se e avançou escuridão adentro, agora com os olhos mais acostumados e distinguindo algumas formas. Pelo menos não vou cair e quebrar a perna, tornando a brincadeira mais divertida, pensou.
    Avançou cinco metros, ainda se orientando pelo apalpar da parede. Estava úmida e fria. Viscosa. Saltou por um grande buraco, para o outro lado da bifurcação, equilibrando-se com dificuldade. Seus pés atingiram o solo e ele pensou que ia cair, mantendo-se após escorregar levemente. Ouviu outro passo. Pelo menos parecia um passo. Ou uma armadilha. Estava mais perto. Poderia ser Rei. E se gritasse? Não, isso seria seu ultimo erro. Deu cinco passos para o norte, tentando organizar o desenho da caverna em sua mente. No sexto passo, tudo aconteceu muito rapidamente.
    Ryu pisara em algo, definitivamente. E esse algo havia disparado uma voz estrondosamente trincada.
    Nina.
    Ele sofreu um breve deslize, dançando sobre a inocente sapatilha de Nina, e quase instantaneamente, enquanto o anuncio mortal saía de seus lábios, conseguiu tapar-lhe a boca, mostrando-se, para que ela fica-se calma. – Shhhh. Quer nos matar? – Disse, tirando a mão lentamente, achando que ela poderia gritar novamente. – Você pisou no meu pé! – Nina cochichou, e então se recompôs, fechando a cara.
    - Onde está Rei? –
    - Eu não sei. Quando a coisa nos atacou, lá do lado de fora, corremos para dentro, e tudo estava muito escuro (como agora). Foi difícil olhar para onde se estava indo, então, de repente, eu não vi mais vocês. E fui obrigada a ir para qualquer lado. Você está bem? –
    - Posso dizer que sim –
    Um chacoalhar de pedras. Ryu voltou-se imediatamente, alerta. Ouviu um som diferente. Parecia acido. Parecia quente. Afastou-se alguns centímetros de Nina, tentando vislumbrar algo, mas tudo estava totalmente engolido pelo completo negro. Então, ele olhou para ela, assustado, intrigado. – Parece que está vindo... de cima!
    O teto explodiu, tornando a caverna uma espécie de parque fossilizado. As pedras desabaram a esquerda, e Ryu jogou-se para o chão do lado oposto, trazendo a garota alada consigo. Seus cabelos encheram-se de terra. Sentiu um cheiro de mofo. Ryu batera fortemente os membros inferiores na queda. A menina se levantou, verificando-o, e sentindo-se mais aliviada quando ele abriu os olhos e respirou.
    E então, o rugido, e o vibrar das adagas.

    O monstro caiu, derrubando parte do teto do sub-solo da caverna consigo. Rei retirou sua adaga da pelagem do pescoço da criatura, saltando em seguida. Olhou para as próprias mãos, para suas armas, e o sangue lívido escorria como vinho. Sorriu, satisfeito com a investida.
    Ao avistar os companheiros do outro lado, ele gritou: RYU! NINA! AQUI!!
    O monstro se levantou, sentindo o golpe próximo a sua nuca desfiado pelo meio-tigre. Rosnou, irritado, e seu rugido ribombou as paredes. Estava furioso.

    Ryu levantou, com Nina puxando seus braços, e postou-se de pé, para calcular os estragos. Ou o que diabo havia acontecido.
    Viu Rei do outro lado, chamando sua atenção. Continuou movimentando os olhos, e a caverna estava iluminada agora, pois parte da estrutura que os escondia do sol fora destruída. Alguns flash’s entravam de supetão, criando frestas que noutra situação seriam bonitas.
    Foi então que viu a besta. E ela olhava direto pra ele.
    Tinha facilmente mais de dois metros. Seu pêlo era azul escuro, combinado com preto em algumas partes, mesclando-se a um branco em baixo do pescoço e na barriga. O sangue vermelho, vivo, escorria da cabeça. Seus olhos, também vermelhos, pareciam janelas do próprio inferno. Patas enormes com garras que cortariam aquelas pedras sem dificuldade. (Quem dirá seus ossos, então).
    Ryu sentiu seu próprio sangue fervilhar. O espírito da Brood agitava-se dentro dele, ansiando pela batalha. Ele se controlou, flexionando a espada, e olhou para Nina.
    - Nina, prepare-se. Ele vai nos matar em menos de dez segundos. A menos que façamos algo.
    Ela concordou, balançando a cabeça, segurando o cajado com força. Rei também estava atento, e tinha se prostrado em uma posição de defesa. O monstro estava entre eles, e olhava de um para o outro, analisando. (Quem vou devorar primeiro?). Ele atingiu o chão com as fortes patas, desafiando os heróis. Uma fileira de dentes, com dois caninos do tamanho das pernas de Ryu escapando para fora.
    - AGORA!!! –
    Ryu avançou, a espada em punho, enfileirada, brilhando contra aquela luminosidade psicodélica. Correu, mudando de direção e alternando os passos para confundi-lo. Rei viu a investida, e esperou. Quando ele se defender, vou surpreende-lo.
    Ryu parou a alguns metros da criatura, tomando impulso, e pulando em seguida. Reverberou em uma pedra lateral, e investiu para baixo, direito para a cabeça. O monstro hesitou e, para surpresa de Ryu, afastou-se rapidamente, quase de maneira inteligente, deixando que Ryu passa-se e atingi-se o solo. Ele estava a sua frente, fungando, e correu em sua direção com o fogo da morte na bocada que se seguiria.
    Ryu olhou, desesperado, o portal se aproximando rapidamente, como num pesadelo, os dentes gritando por ele, chamando-o, atiçando-o: Você está morto! Está morto!
    Ryu colocou a espada a sua frente, num ultimo movimento mau calculado. Sentiu a água em seus pés. A mesma água de quando estava no escuro, perdido, sozinho. Parecia diferente. No momento da morte, a água parecia mais cristalina. Parecia...
    ... Se mexer.
    O monstro desapareceu a sua frente, ofuscado por uma parede gigante. Ele a atingiu com toda sua fúria, ainda assim não conseguindo que ela se desfizesse. Suas patas cambalearam e ele foi jogado para traz. Não era apenas água. Estava congelada.
    Ryu ficou de pé, o imenso muro de gelo a sua frente. Alguns metros a direita, sob uma pedra elevada, Nina flutuava, fixando sua concentração. Seus olhos estavam completamente brancos, as órbitas haviam desaparecido. Estava envolta por um cosmo azul, seu cajado flutuando a seu lado, e suas maos se mexendo num movimento quase hipnótico, com suas asas, como se tocasse uma orquestra. Ryu sorriu.

    Rei havia parado perto de alguma poças, quando estas ganharam vida e juntaram-se para criar o que estava agora diante de seus olhos. Nina. Sim. Ele viu Ryu se levantando. Estava bem. Rei apalpou a pequena bolsa em suas costas, segurando sua adaga com dois dedos, enquanto retirava um pequeno frasco. Hora do mingau, bichinho. Era verde fluorescente, e borbulhava.
    Rei destampou o pequeno frasco, deixando que o veneno escorre-se pela adaga, e a colocou no coldre com cuidado. Em seguida, trocou a outra para a mão esquerda e avançou contra a criatura. Ryu juntou-se a ele, e ambos estavam diante daqueles olhos. O monstro se recompôs do choque contra o gelo, mas não foi capaz de ver Nina.
    Ele queria Ryu.
    Precisava matá-lo.
    Rugiu para o menino de cabelos azuis, que afrouxou as narinas. Um hálito de milhares de corpos. Os dois correram, a Espada do Rei clamando pela vitória, fixada no coração de seu alvo. De repente, Ryu sentiu suas mãos mais quentes, e a espada tornou-se fogo. Mas não o machucava. A lamina flamejava, as labaredas como dragões. Ryu olhou para Nina, que devolveu o olhar. Obrigado.
    Foi na frente, a espada despertando chamas, e atirou-se. O monstro veio em resposta, pronto para desmembrá-lo por completo. Rei esgueirou-se pelo lado, ofuscando-se, por um momento, pelas pedras. Em seguida, saltou, revelando-se, atirando a adaga que tinha nas mãos. Ela atingiu o busto, fazendo o gigante cachorro diminuir sua velocidade. Mas ainda estava rápido o suficiente. Dois metros, e Ryu não parou dessa vez. Correu mais, preparando seu impulso.
    Mas não pulou.
    O som das patas correndo era como o de um exército se aproximando. Um mar de saliva fugia de sua boca a cada grito, e ele abocanhou, mas não sentiu o gosto de carne se partindo.
    Ryu deslizara, escorrendo por baixo, parando na pelagem da barriga. Percebeu que ali em baixo estava escuro, quase tão escuro quanto antes, mas iluminado pelo fogo imortal que Nina criara. Ele empunhou o cabo da espada, pronto para atravessá-la sobre ele, mas não conseguiu. Ficou imobilizado, aterrorizado pelo que via.
    A pelagem da barriga do Monstro de Gaivor estava aberta. Não cortada, aberta propositalmente. Ryu não soube quanto tempo passou ali, admirando aquilo que parecia... olhar para ele.
    Ryu apertou os olhos, tentando ver. A espada hesitante em suas mãos, como se perguntasse o que ele esperava para desferi-la. Ele olhou, e viu. Os olhos.

    Gaivor remexeu-se, aproveitando a distração do garoto dragão e atingiu-o com a patada, jogando sua espada para longe. Ele voou, ainda longe de Rei, que assistira a cena sem entender, com Nina a seu lado agora.
    A criatura levantou-se, gritando para os céus. Ryu levantara-se, recuperando a consciência. Olhou o cenário. Rei e Nina estavam cercados. Ele se aproximou, sentiu duas costelas meio soltas. Com uma das mãos sobre o ombro, andou o mais rápido que pôde. Respirava com dificuldade, os olhos estavam turvos e sua visão ainda um pouco embaçada pelo impacto. Sentiu seu corpo sangrando em dois lugares.
    Quando chegou mais perto do grupo, Rei o viu. Nina estava apavorada. Não teria tempo de conjurar o que quer que fosse. No primeiro movimento, ela seria feita em pedaços, e seus miólos dariam um banho no amigo. Ryu se aproximou, e Rei aproveitou que a besta brincava com o terror da garota, tirando a adaga envenenada de suas costas. Ele a brandiu, escondendo-a com sua perna, e então gritou: RYU, PEGUE!!

    A cena se fragmentou muito rapidamente. Ryu viu a adaga. Ouviu o grito. Sentiu seu corpo se mexendo quase involuntariamente. Sabia o que devia fazer. O monstro encarou Rei imediatamente com o movimento, levantando o golpe que o mataria. Mas não conseguiu.
    Ryu saltou, mesmo com os inúmeros protestos de seu corpo, por cima do quadrúpede. Viu o objeto vindo em sua direção. Viu o verde; O liquido da morte. Agarrou-a, e desceu como um dos flash’s de luz criados pelo sol.
    O grito de dor ecoou por toda a caverna, e talvez as pessoas da cidade de Gaivor tenham ouvido. Ryu atingiu-o onde Rei o tinha atingindo anteriormente, mas dessa vez a faca lisa do meio-tigre adentrou totalmente. Ryu agarrou o cabo com toda sua força, puxando, rasgando a pele, depois retirou-a e enterrou-a de novo, e de novo, e de novo!
    O monstro sentiu suas pernas falharem. Sentiu o veneno dominando-o rapidamente, entrando por ele, espalhando-se como um enxame de formigas reivindicando seu espaço. Suas patas cederam, ele gritou, e caiu, com um baque, atingindo o chão e criando rachados por perto. Quando tudo silenciou, Ryu ofegava e quase não conseguia respirar. Olhou para o ser alado a sua frente e para Rei, e sorriu.
    O monstro de Gaivor estava morto.

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    Jogo original:

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