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Terra Papagalli (José Roberto Torero e Marcus Aurelius Pimenta)

Tópico em 'Literatura Brasileira' iniciado por fcm, 13 Jan 2011.

  1. fcm

    fcm Visitante

    Este livro, um misto de humor e história, é deveras interessante para quem quer dar aquela lidinha mais tranquila, para relaxar. Li ele após ler Crime e Castigo, que é bem "carregado" e eu precisava intercalar alguma coisa mais tranquila.
    Trata-se da história de como iniciou nossa terrinha brasuca. Os presos portugueses que foram mandados para o Brasil a fim de iniciar a colonização. Mistura história com estória e como não sou historiador apenas sei que alguns nomes fazem sentidos no seu contexto e outros não.
    .
    Recomendo fortemente essa leitura, porque acredito que dos livros que li em 2010 esse está fácil no top3
    .
    Boas leituras.
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    Segue um link com mais informações:
    http://www.editoras.com/objetiva/296-5.htm
     
  2. fcm

    fcm Visitante

    10 MANDAMENTOS PARA BEM-VIVER NA TERRA DOS PAPAGAIOS:

    1. É preciso saber dar presentes com generosidade e sem parcimônia, porque os gentios que lá vivem encantam-se com qualquer coisa, trocando sua amizade por um guizo e sua alma por umas contas.

    2. Quando aparecer alguma dificuldade, mesmo que seja de simples solução, é preciso fazer alarde, espetáculo e pompa, pois nesta terra mais vale o colorido do vidro que a virtude do remédio.

    3. As gentes da Terra dos Papagaios são muito crentes e de fácil convencimento. Por isso, têm em alta conta os feiticeiros, os falsos profetas e vai a coisa a tanto que não há patranheiro que lá não enriqueça e prospere. E assim é, senhor, que por serem tão crédulos aqueles gentios, pode-se-lhes mentir sem parcimônia nem medo de castigo.

    4. É aquela terra onde tudo está à venda e não há nada que não se possa comprar, seja água ou madeira, cocos ou macacos. Mas o que mais lá se vende são homens, que trocam-se por qualquer mercadoria e são comprados com as mais diversas moedas.

    5. Desde o primeiro, são os funcionários daquela terra um tanto madraços e preguiçosos, e, se na frente de seus superiores parecem retos, quando esses lhes dão as costas, revelam-se muito astutos e só nos atendem se lhes damos algo em troca. Portanto, senhor conde, se fordes para lá não se esqueça de ser generoso com eles, pois lá as portas não são abertas com chaves de ferro, mas com moedas de prata.

    6. Naquela terra de barganhas fazem muito sucesso e não há quem resista a um pequeno regalo. Por isso, é preciso dar sempre um afago aos que podem comprar, pois entre dois mercadores, naquela terra não se escolhe o mais honesto, mas o que oferece mais mimos.

    7. Naquele pedaço de mundo, senhor conde, não se deve confiar em ninguém, pois se no sábado nos juram eterna fidelidade, no domingo nos enfiam uma espada pela garganta. A verdade é que lá tudo se rege pela conveniência, e sendo preciso, troca-se de bandeira como as mulheres trocam de pano em dia de regra.

    8. Na terra que se chama dos Papagaios, cada um cuida de si e Deus que cuide de todos, pois pouco se faz por um irmão, nada por um primo e menos coisa nenhuma por um amigo, de modo que cada um só quer saber do seu nariz e, se alguém faz algo por outrem, é a troco de paga ou medo.

    9. Naquelas paragens, quando se alevantam alguns, o melhor modo de quietá-los é dar-lhes emprego ou título, porque os daquela terra muito prezam serem chamados de senhores e não há um que troque honradez por honraria.

    10. E o resumo de meu entendimento é que naquela terra de fomes tantas e lei tão pouca, quem não come é comido.
     

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