1. Caro Visitante, por que não gastar alguns segundos e criar uma Conta no Fórum Valinor? Desta forma, além de não ver este aviso novamente, poderá participar de nossa comunidade, inserir suas opiniões e sugestões, fazendo parte deste que é um maiores Fóruns de Discussão do Brasil! Aproveite e cadastre-se já!

Dismiss Notice
Visitante, junte-se ao Grupo de Discussão da Valinor no Telegram! Basta clicar AQUI. No WhatsApp é AQUI. Estes grupos tem como objetivo principal discutir, conversar e tirar dúvidas sobre as obras de J. R. R. Tolkien (sejam os livros ou obras derivadas como os filmes)

Teoria da Relatividade Restrita

Tópico em 'Ciência & Tecnologia' iniciado por etienne, 23 Ago 2010.

  1. etienne

    etienne Usuário

    Bem gente passei em Introdução à Teoria da Relatividade e Física Quântica, e para fechar vou colocar um post sobre a Teoria da Relatividade Restrita, já que a geral é mais complicada pois não se trata de um referencial inercial. Se alguém quiser agora até recito a dedução da euação de Schrödinger para o atómo de hidrôgenio em 3 dimensões, hihihi:


    A teoria da relatividade restrita foi construída por Einstein a partir de dois importantes postulados:

    1ª – Postulado da Relatividade: as leis da Física são as mesmas em todos os sistemas de referência inercial.
    2ª – Postulado da Constância da Velocidade da Luz: a velocidade da luz no vácuo tem o mesmo valor para qualquer referencial inercial, ou seja, c = 300 000 km/s (valor aproximado).

    Essas duas equações validam as equações de Maxwell, e estão no artigo entitulado "Sobre a eletrodinâmica dos Corpos em movimento".

    Uma boa abordagem, eu adoro paradoxos, é o Paradoxo dos Irmãos gêmeos, que revela as consequências da relatividade restrita, a dilatação temporal:

    Sejam dois gêmeos A e B idênticos, estando o irmão A em uma nave espacial na qual ele viajará a uma velocidade muito próxima de c (velocidade da luz) - enquanto o outro, B, permanece em repouso na Terra. Para B, a nave está se movendo, e por conta disso ele pode afirmar que o tempo está correndo mais lentamente para seu irmão A que está na nave.
    Analogamente, A vê a Terra se afastar, pelo que ele pode, da mesma forma, afirmar que o tempo corre mais lentamente para B.
    Quando a nave retornar à Terra, qual dos dois efetivamente estará mais jovem?

    Em primeiro lugar, o enunciado parte de uma premissa errada. No quadro da relatividade restrita, a simultaneidade de acontecimentos não é garantida entre referenciais movendo-se um em relação ao outro, logo, não faz sentido comparar o correr do tempo para o gêmeo A com o correr do tempo para o gêmeo B sem referir qual o referencial em que essa comparação está a ser feita.
    O que o gêmeo B pode afirmar é que o tempo corre mais lentamente para o seu irmão A quando medido no seu referencial (de B). Do mesmo modo, o gêmeo A pode afirmar que o tempo corre mais lentamente para o seu irmão B quando medido no seu referencial (de A). A situação dos dois gêmeos é simétrica enquanto cada qual estiver no seu referencial inercial.
    Mas existe uma quebra de simetria fundamental no problema: somente o irmão B pode afirmar que esteve todo o tempo em um mesmo referencial inercial, a Terra, enquanto que o irmão A saiu do referencial inercial Terra e foi para um referencial movendo-se a velocidade constante em relação ao primeiro; mais tarde, teve de inverter o sentido do movimento (outra mudança de referencial inercial) e, finalmente, abrandar e regressar ao referencial em que se encontrava à partida (uma terceira mudança de referencial inercial).
    Assim, a comparação do correr do tempo pode ser feita no referencial inercial da Terra - que foi onde B sempre esteve e de onde A partiu e chegou - e conclui-se que B é mais velho do que A.
    Estas mudanças de referencial inercial implicam uma aceleração, e A, enquanto acelerado, encontra-se num referencial não-inercial.

    Dois eventos que são simultâneos em um referencial não são simultâneos em nenhum outro
    referencial inercial que esteja em movimento em relação ao primeiro.

    Beijos, até a próxima.
     
  2. Neoghoster Akira

    Neoghoster Akira Brandebuque

    Li numa reportagem uma vez que a relação "observador-observado" no universo poderia influenciar certos experimentos físicos. Faz sentido, se considerarmos o observador como um ator ligado ao experimento. Quanto maior a ligação com ele, maior a influência.

    Um professor na faculdade uma vez precisou construir um veículo de rodas e para isso precisava estabilizar o equipamento. Para obter sucesso foi preciso que as forças que agem sobre cada um dos pontos da estrutura estivessem equilibradas ou o sistema se quebraria em alguma parte. Da mesma forma seria a relação "observador-observado", um equilíbrio de forças, virtuais e reais.
     
    Última edição: 23 Ago 2010
  3. Excluído045

    Excluído045 Banned

    o que me lembra os novos paradigmas de uma razão comunicativa. Basicamente a relação entre sujeito e objeto só ocorre a partir de simbologia linguística, referenciais psicológicos e certa fenomenologia... bom, desculpem a salada. O velho conceito kantiano já deu o que tinha de dar.
     
  4. [F*U*S*A*|KåMµ§]

    [F*U*S*A*|KåMµ§] Who will define me?

    Eu tenho trauma da cadeira de relatividade geral. Foi a única matéria que eu reprovei na faculdade. E reprovação de verdade, fazendo todas as provas, levando tudo a sério, mas não consegui. Fui querer puxar a cadeira cedo demais. Só fui puxar a cadeira de novo 3 períodos mais tarde, e deu pra aproveitar bem mais.
     
  5. Morfindel Werwulf Rúnarmo

    Morfindel Werwulf Rúnarmo Geofísico entende de terremoto

    Ontem mesmo antes de tomar o café meio com sono eu deduzi também.

    Não é que possa influenciar, isso realmente acontece, em maior ou menor grau, para sistemas macroscópicos a influência pode ser desprezada, mas em nível sub-atômico a influência é muito grande, por isso o Princípio da Incerteza.
     
  6. etienne

    etienne Usuário

     
  7. etienne

    etienne Usuário

    Não é que possa influenciar, isso realmente acontece, em maior ou menor grau, para sistemas macroscópicos a influência pode ser desprezada, mas em nível sub-atômico a influência é muito grande, por isso o Princípio da Incerteza.[/QUOTE]

    Ele tem razão, pelo principio da correspondência de Bohr em sistemas macroscópicos a mecânica quântica tendem à mecânica clássica. Mas em sistemas microscópicos a influência de um equipamento macroscópico interfere nos resultados, por isso no experimento de dupla fenda quando descobrimos por qual fenda o eletrón passou não temos mais a probabilidade quântica e sim a clássica.
     
  8. Morfindel Werwulf Rúnarmo

    Morfindel Werwulf Rúnarmo Geofísico entende de terremoto

    Não, foi fácil, depois que você faz uma derivada de quinto grau com uma calculadora de comércio, isso fica fácil.
     

Compartilhar