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Tão Tarde... (Conto)

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por Jardelstar, 7 Jul 2012.

  1. Jardelstar

    Jardelstar Usuário

    Tão Tarde...
    Não tinha mais jeito. Ele parou a bicicleta e sentou-se no meio fio.
    De forma alguma conseguiria alcançar o carro que levava sua amada embora, mesmo seu coração pequeno, decidido a alcançar seu objetivo, tenha bombeado o sangue tão rápido que o corpo fraco mal havia conseguido aguentar. Sentado no meio fio, ele sentia as lágrimas molhando sua face e o peso da derrota sufocando sua respiração.
    Ele a havia perdido para sempre, e agora nada poderia mais fazer. O choro em vez de acalmar tornava tudo pior e fazia com que a dor no seu peito aumentasse a ponto de tornar-se insuportável.
    Em suas mãos ele ainda tinha uma rosa que colhida no quintal do vizinho, serviria de presente para aquela que sem dó, ia embora levando junto seu coração.
    Mas o nosso pobre coitado companheiro, queria somente tê-la visto mais uma vez. Quando cheio de coragem decidiu finalmente se declarar, a mudança já estava no caminhão e a família da garota já pegava a estrada. Decidido a conseguir, ele esqueceu das leis do mundo, onde Deus avisa que se você para pra respirar, você perde o momento e com ele sua melhor chance. Perdeu seu instante e com ele, a sensação perfeita que se sente quando assumimos o que sentimos pela nossa amada.

    Chutou a bicicleta e mesmo com as pernas doendo, ele se virou para voltar para casa. Em sua cabeça, havia um turbilhão de emoções que o levavam a se sentir fraco, covarde e incapaz. E já sem esperanças seguia seu solitário e angustiante caminho.
    Mas eis que uma buzina toca, e ele percebe que era o carro maldito que voltava à rua. E em sua janela, a bela o olhava com cara de alegria.
    Correndo o mais que podia, nosso companheiro voltou à abandonada bicicleta e foi atrás de seu destino.
    Desta vez suas forças foram as exatas para alcançar o carro e ver que ele voltou por ter esquecido algo na antiga casa.
    Descendo do carro, sua Preterida veio até nosso herói e este, mesmo sentindo o nó na garganta que aperta nos momentos mais crucias de nossa vida, reuniu forças e se declarou para a garota. Com lágrimas nos olhos, ela disse que sentia também aquilo, e que foi embora angustiada com o amor que deixava para trás. Com a flor meio amassada na mão, nosso Herói pegou a garota em seus braços e em um beijo intenso e emocionante, demonstrou exatamente a ela, que mesmo sendo aquele o último momento deles juntos, este seria eterno...


    Jardel Maximiliano
    - Texto escrito ao som destas baladas –
    Forest Gump Suíte – Alam Silvestri
    Um Dia, Um Ladrão – Pato Fu
    Por isso eu corro demais – Roberto Carlos


    Leia mais em ocanalhasentimental.wordpress.com e em projetocanalha.blogspot.com
     

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