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Stranger Shaming

Tópico em 'Atualidades e Generalidades' iniciado por Ana Lovejoy, 2 Abr 2014.

  1. Ana Lovejoy

    Ana Lovejoy Administrador

    Acabei de ler um artigo interessante sobre uma guria que achou que tinha sido fotografada comendo no metrô, e dias depois descobriu que realmente tinha sido fotografada, e a imagem estava em um grupo chamado "mulheres comendo no metrô" que, em teoria, "não julga" ninguém, mas ao que parece nos comentários é só zoação com a pessoa na imagem.

    O negócio é que a partir disso o artigo discute algo que está cada vez mais comum hoje em dia, o "stranger shaming". Às vezes o tiro sai pela culatra, como
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    , outras "viralizam", a gente ri, compartilha, curte (whatever) sem nem lembrar que bem, era uma pessoa, e ela não autorizou a publicação da imagem (penso aqui em uma foto que vi bastante no facebook, de uma mulher com uma calça cor da pele, e aí parecia que ela estava pelada).

    Enfim, copiando o artigo aqui (em inglês, malz):



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    ****

    Queria saber a opinião de vocês sobre isso :]​
     
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  2. Clara

    Clara O^O Usuário Premium

    Aqui em SP a gente vê muito disso em ônibus e trens.
    Acho que é coisa de quem não tem o que fazer mesmo (isso de fotografar gente estranha no transporte ou nas ruas) e também de gente de gosto duvidoso que segue essas coisas (achei
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    , que tem até umas fotos apagadas, terá algo a ver com a reportagem?).

    Mas não adianta dizer que as fotos são tiradas "sem nenhum julgamento" porque me parece bem evidente que tiram as fotos pra ridicularizar mesmo.
    Nesse tumblr que linquei, por exemplo, tem uma foto de três moças com a legenda "três porquinhas". =/
    Eu não procurei, mas deve ter mais blogs com gente dormindo, gente que muita gente acha "estranha" e por aí vai.

    Resumindo, acho horrível.
    Tão invasivo quanto os manés que tiram foto de decotes e saias curtas.
     
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  3. Éomer

    Éomer Well-Known Member

    Esse tipo de coisa é ilegal né? Além de ser de extremo mau gosto.
     
  4. Ana Lovejoy

    Ana Lovejoy Administrador

    eu imagino que seja ilegal, sim. mas me parece algo que está tão comum que as pessoas antes de sacarem os celulares sequer pensam nisso. olha, já vi gente que considero inteligente publicando foto de estranho no instagram/twitter, com uma legenda engraçadinha. "tiozinho pagando cofrinho", "haha, olha essas unhas!", etc. e voltando ao caso da professora do aeroporto: sério que ela achou que não ia dar nada? acho que bate um pouco com esse trecho do artigo:

    ***

    eu ouvi falar uma vez que no japão os celulares têm que obrigatoriamente fazer um barulhinho quando uma foto é tirada, meio que para justamente evitar esse tipo de situação (pessoa ser fotografada sem saber). mãããs fui procurar por uma fonte confirmando a informação e não achei nada de muito convincente (achei um cara perguntando "por que só foto e não video?" o que é uma boa pergunta, já que dá para pegar imagens de videos o que dá meio que na mesma que tirar uma foto).
     
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  5. Quickbeam

    Quickbeam Rock & Roll

    Parece ser verdade, vi gente perguntando como retirar o som em alguns fóruns por aí. XD Encontrei também um artigo falando do Google Glass e das questões de invasão de privacidade no Japão. Eis alguns trechos interessantes (grifos meus):

    The world’s first camera-enabled cellphone appeared in Japan in 1999. Within a few years, almost all cellphones came standard with a built-in-camera and the word “sha-mail” was coined to describe taking and sending photos on a cellphone, (“sha” comes from shashin, the Japanese word for photo).

    A disturbing side effect of the proliferation of cellphone cameras in Japan was the rapid rise of so-called up-skirt photography, where voyeurs would snap pictures while aiming the camera up a woman’s skirt — most often while riding the train. People were already discussing this issue on Internet bulletin boards in 2001, just two years after the first phone-camera.

    As the popularity of sha-mail played an important part in the dissemination of cellphones at that time, phone carriers seemed to have been concerned about the negative image caused by illicit photos. As a result, all cellphones with built-in cameras shipped with a shutter sound that played when a photo was taken — and it could not be disabled. This was not something that was required by law, but it was taken up voluntarily by all Japanese cellphone vendors. These self-regulations have never been made publicly available, but NTT Docomo told The Japan Times that they implemented it to “prevent secret filming or other privacy issues.”

    Essentially the selfmade rules are that cellphones with cameras should make a sound when either taking a picture, starting, stopping or pausing a video recording, and the shutter sound must even be audible in “manner” (mute) mode. The shutter sound must also not be able to be substituted with user-defined sound files (otherwise people could set a file that actually had no sound).

    Even today, these rules are applied to all cellphones sold in Japan — including Apple’s iPhone.

    Apple is famous for creating a single model of its products for the global market, and when the iPhone first hit Japan, Apple steadfastly refused to customize it for the Japanese market. That is, they did not add such standard Japanese features as 1-seg TV, an IC wallet or an earthquake alert (though alerts were later added). Even though those features might have helped gain more Japanese users, Apple chose the simplicity of global logistics. However, there was one thing that Apple did change for Japan — the shutter sound. You cannot silence the camera shutter sound on Japanese iPhones, as you can in other countries.

    It is interesting that all the phone manufacturers and carriers have cooperated to make the shutter sound standard. On the surface this seems to be to discourage perverts and to protect (mainly) women victims; in reality, companies can avoid responsibility this way. By making the shutter audible, no one can say that the manufacturers are liable for any embarrassment suffered by victims of upskirters and so on.

    Even so, there are actually many smartphone camera apps that can suppress the shutter sound — something the police worry may encourage voyeurism. On a news program on NHK in January this year, Tokyo Metropolitan Police said that there were 615 arrests for camera voyeurism in 2012 — a 24 percent rise from 2011, and up 60 percent from 2007. Of those arrested 64 percent had used cellphone cameras. Most incidents occurred during train commutes.

    In 2011, Chiba police even arrested a man for taking photos of a woman’s face while she slept on a train, indicating that what constitutes voyeurism is vague. In this case the issue seems to be more about invasion of privacy than it is about voyeurism. Which raises the questions: What would be the result if a person was to video someone they were looking at without that person knowing? Will hidden recording by someone wearing Google Glass be a crime?

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  6. Mavericco

    Mavericco I am fire and air. Usuário Premium

    Isso aí pode ser enquadrado em Dano Moral... Um artigo pra quem queira entender o lado jurídico:
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    . Estou saindo pra faculdade agora, então depois eu texto que a Anica postou e tudo certinho.
     
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  7. Neoghoster Akira

    Neoghoster Akira Brandebuque

    As comunidades da net têm muito parasitismo e vampirismo.

    Outro dia estava lendo a versão quadrinizada em estilo mangá de "O Grande Gatsby" e o personagem menciona o fato dele usar mal a régua pessoal (sem aplicar o próprio caráter ou personalidade ao medir os outros) e transformando-o numa vítima do tédio de outras pessoas.

    Na história o personagem não se tornava apenas numa vítima de entediados comuns, mas de um tédio preguiçoso e perigoso, fundado na expectativa errada de uma pessoa para com a outra pessoa, agravado por falsas convicções do funcionamento do mundo, em cima de códigos ilusórios.

    Por sinal, um outro exemplo é o que ocorria em Roma quando a turba ignorante se enrolava ao redor dos entediados ricos enquanto se compraziam com a morte dos escravos (sangue de estranhos).

    E o rótulo mudou, mas ao invés de o entediado escravizar fisicamente ele passa a seqüestrar e escravizar a imagem de uma pessoa usando para lucrar créditos sociais.

    Eu vou mais além nisso, porque enquanto que em conversas reais o autor de uma mensagem pode escolher mostrar os próprios elogios ou críticas, nos sistemas de fóruns existe uma desproporção que favorece a exibição explícita, constante e permanente de avaliações que tende a agregar pessoas com julgamento frio, seco e desumanizado (o circo do coliseu de "likes").

    A moda da "difamação do estranho" junta um monte de desocupados para "malhar um judas" enquanto esquecem a vida medíocre fofocando nas costas de quem não sabe ou não pode se defender. Até em sites de notícias mainstream existe esse fomento com cada vez mais enxurradas de imagens de crianças em situações constrangedoras, estourando no sensacionalismo sem se preocupar que é uma pessoa que fisicamente não tem recursos intelectuais ou físicos pra para se proteger.
     
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  8. -Failivrin-

    -Failivrin- Amaterasu

    Fotos tiradas de pessoas e a publicação destas, sem o consentimento escrito ou gravado, pode gerar processo. Em concursos fotográficos é obrigatório que a fotografia seja enviada com um documento de autorização assinada pela pessoa fotografada.

    Lembrando que isso se aplica em fotos em que o rosto da pessoa esteja a mostra.
     
  9. Éomer

    Éomer Well-Known Member

    Bunda tá valendo então?
     
  10. -Failivrin-

    -Failivrin- Amaterasu

    Bom, vou pesquisar, mas até onde sei, se a identidade da pessoa está preservada não há provas para um processo.
     
  11. Morfindel Werwulf Rúnarmo

    Morfindel Werwulf Rúnarmo Geofísico entende de terremoto

    Um amigo meu vai ficar muito feliz em saber disso.
     
  12. -Failivrin-

    -Failivrin- Amaterasu

    É tanto "amigo" que começo a achar que o Morfindel é popular, mas esconde o jogo para continuarem a tratá-lo como nerd retraído.

    :obiggraz:
     
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  13. -Failivrin-

    -Failivrin- Amaterasu

    Encontrei um site que resume esse assunto. Aqui no Brasil, a fotografia sem consentimento do retratado pode causar um processo, um ótimo processo, por direito à imagem e à privacidade. Já nos EUA, tu tá livre para fotografar quem quiser e como quiser.

    Para que não esteja ameaçado de processo, há restrição a três casos:
    1. será de graça caso haja um acordo "tácito" entre ambas as partes
    2. de graça, com um acordo expresso
    3. através de pagamento.

    Deem uma olhada no link para entenderem melhor.

    Fonte:
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  14. Éomer

    Éomer Well-Known Member

    Só não esquece da implicação moral de isso tudo, além da legal. Esse teu "amigo" vive postando coisas na internet contra o machismo e exploração do corpo feminino e tal. Apesar de adorar uma bunda não sei se ficaria clicando aleatórias por aí para postar sem o consentimento da dona, mesmo que o rosto fosse preservado.
     
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  15. Neoghoster Akira

    Neoghoster Akira Brandebuque

    O trabalho de fotografia descuidada e maliciosa vem disputando espaço de atenção e peso na net com os fotógrafos sérios:

    Em busca do "furo" e do impacto, uma foto pode deixar a imagem do autor "furada". Por toda parte tem pipocado maus trabalhos de ilustração de textos, sem qualquer preocupação com o estímulo da análise do assunto.
     
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  16. Tek

    Tek Girls tend not to like me

    Câmeras no celular aliadas às redes sociais são as asas que faltavam às cobras.
     
  17. Heberus Stormblade

    Heberus Stormblade Paz e Amor

    Algumas dúvidas:

    Se o sujeito divulga uma imagem própria na internet e terceiros utilizam desta imagem sem autorização, isto é ilegal?

    Se alguém tira a foto de um ator (por exemplo) e a publica. O ator em questão pode realizar um processo contra quem o fez?
     

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