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Soneto da Inexistência

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por Mavericco, 11 Nov 2010.

  1. Mavericco

    Mavericco I am fire and air. Usuário Premium

    Soneto da Inexistência

    Do berçário, do caixão, do estranho
    Aqui jaz aquele que não mais sou
    Do educador ao padre, acanho
    Os horrores que o tempo transpassou

    Horrores estes infandos, infantis!
    Da tenuidade de antes do útero
    À ausência nas fotos pueris,
    Tais pensamentos tornam-se crucíferos...

    Nascer, crescer, galantear, morrer
    Como me assusta a morte, o não nascer,
    A inexistência que ronda o humano!

    Burlai-me, ó fenecer dum arcano!
    Deixa para este pobre o oblívio:
    Flores, caixão, berço, flores, declívio.

    _________________________________________________

    Soneto petrarquiano, decassílabo, com rimas ABAB ABAB AAB BAA.
     
  2. Tayana

    Tayana Usuário

    interessante...^^
     
  3. Mavericco

    Mavericco I am fire and air. Usuário Premium

    Obrigado :sim:
    Sabia que o interessante seria dito. Criar um poema sobre a não existência, os dois pólos máximos da vida humana (o não-nascer e a morte), acho que acaba gerando isso mesmo...
    Criei esse poema quando senti algo ruim quando vi uma foto dum meio irmão meu (morto, infelizmente, já -- quem sabe um dia eu poste o poema que fiz para ele)... Essa sensação da inexistência, essa exata sensação da inexistência, que rondou a vida deste meu meio irmão e que ronda a minha, a de todos...
     
  4. ricardo campos

    ricardo campos Debochado!

    "Como me assusta a morte, o não nascer,
    A inexistência que ronda o humano!"

    Vida e morte estão ligadas,para existir uma vida desaparecerá outra, verdadeiro ciclo da existencia do mundo,o ser humano talvez seja apenas um ponto muito pequeno dentro do contexto.Soneto bem filosófico e reflexivo.
     
  5. é o grande medo que nos assola a alma.
     
  6. aces4r

    aces4r Usuário

    [size=medium]Gostei. O título é o máximo.[/size]
     

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