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Sobre os anões e os homens

Tópico em 'J.R.R. Tolkien e suas Obras (Diga Amigo e Entre!)' iniciado por Mystogun, 21 Dez 2012.

  1. Mystogun

    Mystogun Usuário

    Eu comecei a ler as obras de Tolkien há pouco tempo (estou na metade do A Sociedade do Anel) mas comecei procurando na internet mais sobre o universo das obras, e assim li sobre a criação de Arda, e sobre os filhos de Ilúvatar e a história da criação dos anões (os filhos adotivos de Ilúvatar) e tudo mais. Enfim, eu também li que foi concedida a imortalidade aos elfos, a mortalidade aos homens e o livre arbitro aos anões e aí eu tive algumas perguntas:

    1- Como assim livre arbítrio aos anões? Os elfos, homens, elfos e todos os outros não tinham livre arbítrio, eles ficavam seguindo ordens de alguém?

    2-Se os elfos têm a imortalidade e se são "assassinados" vão pros palácios do Mandos e reencarnam ou ficam lá mesmo, já que os homens têm a mortalidade, pra onde eles vão quando morrem? E os anões?

    Agradeço á bondosa pessoa que responder minhas perguntas
     
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  2. Elring

    Elring Depending on what you said, I might kick your ass!

    Olá e bem-vindo ao fórum Valinor!

    Os naugrim não possuem livre arbítrio da mesma forma que os elfos e homens. Quando foram criados por Aulë, um dos Valar, ele manteve em segredo suas criações de seus irmãos. E como nada fica oculto de Eru, ele perdoou a imprudência de Aulë e adotou os anões. No entanto, eles trabalhariam e se moveriam enquanto o Valar estivesse com seus pensamentos sobre eles. Bem diferente dos Filhos de Ilúvatar que com concebidos com a Chama Imperecível (a energia criadora de Eru).

    Os elfos podem reencarnar com suas formas originais quando voltassem de Mandos, ou retornar como um recém-nascido na família que ele escolhesse em Valinor. O único relato de elfo que morreu e retornou a Terra-média foi Glorfindel, fora ele, não recordo de outro.

    Claro, teve as excessões, os casais Beren e Lúthien e Tuor e Idril. Sendo que os primeiros escolheram tornarem-se mortais, de fato, enquanto Tuor tornou-se imortal e pertecente a família dos elfos.

    Os homens morrem a saem dos Círculos de Arda para sempre. Para onde vão ainda é um mistério que está nas mãos de Eru.
     
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  3. Mystogun

    Mystogun Usuário

    Obrigado pela resposta, mas é que eu não entendi direito esse negocio de livre-arbítrio, já que eles não tem livre arbítrio, então o que rege as ações deles? E o que acontece com os anões quando eles morrem?
     
  4. Elring

    Elring Depending on what you said, I might kick your ass!

    Sua ações se dão através de Aulë, enquanto o Vala assim desejar. Esta foi a condição imposta por Eru para admitir sua criação. E quando morrem vão para as forjas dele e lá ficarão até o fim de Arda e ajudá-lo na reconstrução.

    PS: Mas se não me engano, acho que os anões também ganharam livre-arbítrio (o dom para decidir se querem ir pelo caminho do Bem ou do Mal, resumidamente), só não lembro em que textos isto está escrito :dente:
     
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  5. Mystogun

    Mystogun Usuário

    Obrigado novamente. Tudo isso está no O Silmarillion? Eu pretendo ler ele depois que acabar de ler O Senhor dos Anéis.
     
  6. Elring

    Elring Depending on what you said, I might kick your ass!

    Conta um pouco a origem dos Ainur, o Despertar dos elfos e homens e a Guerra das Silmarils. Mais explicações você pode acessar o site da Valinor (não o Fórum) e/ou adquirir os Contos Inacabados que tem muito material que não está no Silmarillion ou Senhor dos Anéis, como a Queda de Gondolin. Mas se tá interessado em enredo e trama, pode começar com os Filhos de Húrin e que acompanha toda a tragetória de Húrin e sua família. É o romance mais sombrio de Tolkien.
     
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  7. Mystogun

    Mystogun Usuário

    Obrigado, eu vou ler no site e procurar saber sobre os livros que você disse.
     
  8. Ragnaros.

    Ragnaros. Usuário

    Para fins "complementativos" ao que Elring explanou sobre a criação, os pormenores metafísicos e as implicações filosóficas da criação dos anões, há este post, no tópico:
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    Última edição por um moderador: 5 Out 2013
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  9. Elriowiel Aranel

    Elriowiel Aranel Usuário

    Desculpa, mas isso está errado.

    Eru disse que da forma como Aulë os criou seria assim: eles seriam "escravos" da vontade de Aulë, sem autonomia. Aulë chorando decide então destruí-los e eles tentam se defender, então Eru revela que já lhes deu livre-arbítrio pois eles estão temendo o martelo de Aulë e tentando se defender. Segue a transcrição. A propósito, recomendo a leitura do tópico que criei ano passado:
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    - Por que fizeste isso? Por que tentaste algo que sabes estar fora de teu poder e de tua autoridade? Pois tens de mim como dom apenas tua própria existência e nada mais. E, portanto, as criaturas de tua mão e de tua mente poderão viver apenas através dessa existência, movendo-se quando tu pensares em movê-las e ficando ociosas se teu pensamento estiver voltado para outra coisa. É esse teu desejo?

    - Não desejei tamanha ascendência – respondeu Aulë. - Desejei seres diferentes de mim, que eu pudesse amar e ensinar, para que também eles percebessem a beleza de Eä, que tu fizeste surgir. Pois me pareceu que há muito espaço em Arda para vários seres que poderiam nele deleitar-se; e, no entanto, em sua maior parte ela ainda está vazia e muda. E, na minha impaciência, cometi essa loucura. Contudo, a vontade de fazer coisas está em meu coração porque eu mesmo fui feito por ti. E a criança de pouco entendimento, que graceja com os atos de seu pai, pode estar fazendo isso sem nenhuma intenção de zombaria, apenas por ser filho dele. E agora, o que posso fazer para que não te zangues comigo para sempre? Como um filho ao pai, ofereço-te essas criaturas, obra das mãos que criaste. Faze com elas o que quiseres. Mas não seria melhor eu mesmo destruir o produto de minha presunção?

    E Aulë apanhou um enorme martelo para esmagar os anões, e chorou. Mas Ilúvatar apiedou-se de Aulë e de seu desejo, em virtude de sua humildade. E os anões se encolheram diante do martelo e sentiram medo, baixaram a cabeça e imploraram clemência. E a voz de Ilúvatar disse a Aulë:

    - Tua oferta aceitei enquanto ela estava sendo feita. Não percebes que essas criaturas têm agora vida própria e falam com suas próprias vozes? Não fosse assim, e elas não teriam procurado fugir ao golpe nem a nenhum comando de tua vontade.
    Largou, então, Aulë o martelo e, feliz, agradeceu a Ilúvatar, dizendo:

    - Que Eru abençoe meu trabalho e o corrija.

    Ilúvatar voltou a falar, entretanto, e disse:

    - Exatamente como dei existência aos pensamentos dos Ainur no início do Mundo, agora adotei teu desejo e lhe atribuí um lugar no Mundo; mas de nenhum outro modo corrigirei tua obra; e, como tu a fizeste, assim ela será. Contudo não tolerarei o seguinte: que esses seres cheguem antes dos Primogênitos de meus desígnios, nem que tua impaciência seja premiada. Eles agora deverão dormir na escuridão debaixo da pedra, e não se apresentarão enquanto os Primogênitos não tiverem surgido sobre a Terra; e até essa ocasião tu e eles esperareis, por longa que seja a demora. Mas quando chegar a hora, eu os despertarei, e eles serão como filhos teus; e muitas vezes haverá discórdia entre os teus e os meus, os filhos de minha adoção e os filhos de minha escolha.

    Então Aulë pegou os Sete Pais dos Anões e os levou para descansar em locais bem afastados; voltou em seguida a Valinor e esperou os longos anos transcorrerem.


    Sobre as perguntas feitas sobre a morte:

    - Humanos tem um dom especial: a morte 'verdadeira'. Quando um humano morre não se sabe o que acontece com seu espírito. Só Eru sabe.
    - Os elfos tem sua vida ligada à de Arda. Eles existem enquanto Arda existir. Quando morrem na Terra-Média vão para os salões de Mandos em Valinor, aguardar o fim dos tempos.
    - Anões: não se sabe ao certo. Mas acredita-se que tenham um espaço reservado nos salões de Mandos e que possam reencarnar.
     
    Última edição: 1 Mar 2013
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